Do chão de fábrica à cátedra: os honoris causa de Lula
História de Raissa Neves
Abaixo, confira trechos do artigo
assinado por Raissa Neves
e originalmente publicado pelo site Opera Mundi, abordando a trajetória do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e o reconhecimento acadêmico traduzido em seus 42
títulos de Doutor Honoris Causa.
https://www.msn.com/pt-br/noticias/other/do-ch%C3%A3o-de-f%C3%A1brica-%C3%A0-c%C3%A1tedra-os-honoris-causa-de-lula/ar-AA2drSdw?ocid=hpmsn&cvid=6ac1609fa8044fa38fe36ed51c65f30b&ei=126
Na
manhã de 30 de março de 2011, os sinos da Universidade de Coimbra tilintaram
marcando o início de uma faustosa cerimônia. Sob os olhares de centenas de
estudantes, acadêmicos e jornalistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
atravessou os corredores da prestigiosa instituição portuguesa para receber seu
primeiro título internacional de “doutor honoris causa”
O
título “honoris causa” é o grau honorário de doutor concedido por instituições
de ensino superior a pessoas eminentes que se destacaram em uma determinada
área por suas ações, virtude ou mérito. A homenagem da Universidade de Coimbra
se tornou a primeira de várias. Lula é hoje brasileiro com mais títulos de
doutor “honoris causa”. O presidente acumula 42 condecorações — uma a mais do
que seu conterrâneo, o pedagogo pernambucano Paulo Freire.
A maioria dos títulos foram concedidos por
universidades públicas do Brasil. Entre as instituições estrangeiras que lhe
outorgaram a honraria estão, além da Universidade de Coimbra, a Universidade de
Salamanca (Espanha), a Escola Politécnica de Lausanne (Suíça), o Instituto de
Estudos Políticos de Paris (França), a Universidade Nacional de Rosário
(Argentina), a Universidade de Aquino (Bolívia), a Universidade Andina Simón
Bolívar (Equador), a Universidade de San Marcos (Peru) e a Universidade Pedagógica
de Maputo (Moçambique), entre outras.
Não por acaso, é
justamente a origem humilde de Lula que foi agressivamente atacada pela
imprensa. Durante seu governo, o presidente recebeu os epítetos de “apedeuta”,
“ignorante”, “analfabeto”. Criticaram sua falta de formação e o fato de não
saber falar inglês. Acusaram-no de cultuar a ignorância e incentivar o povo a
não ler. E atribuíram o apoio ao seu governo a uma suposta “parvoíce” de um
“povo iletrado” que “vendia o voto” em troca de esmolas e assistencialismo
barato.
E enquanto era apontado
como fomentador da ignorância, tornou-se o presidente que mais investiu em
educação, fundando 19 novas universidades públicas, construindo mais de 120
novos campi, inaugurando mais de 200 escolas técnicas e quintuplicando o número
de estudantes no ensino superior.
Lula foi igualmente
responsável por iniciar o processo de democratização do acesso ao ensino superior
público, transformando os egressos das escolas públicas e estudantes de baixa
renda em maioria do corpo discente das instituições federais, ajudando a mudar
o perfil tradicionalmente elitizado do ensino superior público.
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Lula apareceu primeiro em Opera Mundi.











