sexta-feira, abril 24, 2026

Honoris Causa... ou.... Honoris Mercenarius.... Governador???

Universitas Venalis: O Surgimento do Título "Honoris Mercenarius" em Santa Catarina

https://iclnoticias.com.br/universidades-particulares-que-homenagearam-governador-ganharam-r-890-milhoes-de-sc/

Dizem que o saber não tem preço, mas em Santa Catarina descobrimos que ele tem, sim, um valor de face bem definido: aproximadamente R$ 890 milhões.

Recentemente, fomos brindados com a imagem de diversas universidades particulares e "comunitárias" do nosso estado em uma verdadeira maratona de homenagens ao Governador Jorginho Mello. Títulos de Doutor Honoris Causa foram distribuídos com uma generosidade que faria os maiores gênios da humanidade corarem. No entanto, para quem olha além da beca e do capelo, a gramática envolvida não é a do reconhecimento acadêmico, mas a da Universitas Venalis — a universidade que se vende.


A Nova Titulação: Honoris Mercenarius

Esqueçam a contribuição à ciência ou à cultura. O que assistimos em solo catarinense é a consagração do título Honoris Mercenarius. Como bem aponta a etimologia satírica, se Honoris remete à honra, Mercenarius entrega o jogo: é a honra concedida por pagamento, por interesse próprio, sem qualquer lealdade a princípios que não passem pelo caixa da instituição.

É a Sciens Venalis: o conhecimento que não é isento, mas um produto de prateleira trocado por decretos e repasses do programa "Universidade Gratuita".


A Engenharia do "Cala-Boca" Acadêmico

O balanço é obsceno. Enquanto a educação básica e a alimentação escolar de nossas crianças lutam por migalhas, o governo despeja quase um bilhão de reais em instituições privadas. Em troca, recebe placas de bronze e discursos laudatórios.

Segundo a reportagem do ICL Notícias, esse valor é o dobro do que o Estado investe para alimentar todos os alunos da rede pública. É a pedagogia da inversão:

ü  O Povo paga: Através de manobras tributárias que retiram recursos dos municípios.

ü  A Academia se cala: Transformando-se em uma Meretrix Academia, vendendo sua integridade intelectual ao "poder de turno" em troca da manutenção de bolsas que, muitas vezes, financiam quem não precisa.


O Teto de Vidro da "Universidade Gratuita"

O programa, que deveria ser um braço de inclusão, tornou-se o combustível dessa engrenagem mercenária. O Tribunal de Contas já detectou "bolsistas milionários" em cursos de elite, enquanto a UDESC — a nossa universidade pública de verdade — assiste à festa do lado de fora, com o nariz encostado no vidro.

Para essas instituições, o título correto não deveria ser Universitas magistrorum et scholarium (Comunidade de mestres e estudiosos), mas sim Universitas venalis et politica.


Concluindo: Quem pagará pela honra?

A história nos ensina que títulos comprados não resistem ao tempo; eles oxidam junto com o caráter de quem os concede. Ao transformar o ato de ensinar em um balcão de troca de favores, essas universidades renunciam ao seu papel social para se tornarem meras agências de lobby.

O povo de Santa Catarina, que paga a conta desses R$ 890 milhões, já entendeu o recado: nesta corte acadêmica, o que vale não é o que você sabe, mas o quanto de dinheiro público você consegue transferir para o lado de cá.

Honoris Mercenarius para uns, conta amarga para o resto de nós. 




A Escravidão de Luxo: Uma Ofensa à História e à Lógica

 

A Patologia do Poder: Quando o Privilégio Sangra o Orçamento e se Fantasia de "Escravidão"

Na anatomia da decadência ética, existe um fenômeno perverso: a perda total da noção de realidade por parte daqueles que detêm o poder. Recentemente, fomos confrontados com declarações e números que desafiam não apenas a lógica econômica, mas a própria dignidade humana. Como pode alguém que ganha em um mês o que um trabalhador comum levaria 30 anos para acumular, sentir-se "escravizado"?


1. A Escravidão de Luxo: Uma Ofensa à História e à Lógica

O comentário de uma desembargadora ao criticar o salário de R$ 91 mil, afirmando que "daqui a pouco é escravidão", é mais do que uma gafe; é um sintoma da cegueira ética que acomete o topo da pirâmide.

ü  A Perda de Limites: Quando o privilégio se torna um direito adquirido e inquestionável, a autoridade perde a capacidade de empatia e a noção de sua própria humanidade em relação ao coletivo.

ü  A Inversão Simbolica: Utilizar o termo "escravidão" — um sistema que aniquilou corpos, famílias e histórias — para descrever uma remuneração que coloca o magistrado no 0,1% mais rico do planeta é uma forma cruel de desumanização do "Outro" que realmente sofre.


2. O Contracheque da Vergonha: R$ 614 Mil e o Ralo Orçamentário

Se R$ 91 mil parecem pouco para alguns, os registros de magistrados que chegaram a receber R$ 614 mil em um único mês escancaram a subversão da lógica da justiça e da gestão fiscal.

Do ponto de vista de quem lida com orçamentos e custos de execução de projetos:

ü  Custo de Oportunidade: Um único pagamento retroativo de R$ 614 mil para um magistrado poderia custear, por exemplo, o Plano de Restauração Ambiental de dezenas de hectares, gerando emprego na agricultura familiar e recuperando nascentes.

ü  A Mídia que se cala (Chomsky): A mídia "boca alugada" — aquela mesma que celebrou o "protocolo de intenções" do Salto Caveiras — silencia sobre essa obscenidade fiscal. Ela não questiona a legalidade moral desses pagamentos, mas criminaliza os centavos dados aos mais pobres nos semáforos e calçadões da cidade.


3. Como o Poder Subverte a Lógica do Direito

O poder, quando não encontra freios na moralidade e na fiscalização social, gera uma cegueira deliberada.

1.      Desumanização do Cidadão: Para o magistrado que se sente escravizado com 91 mil, o cidadão que vive com R$ 680 (Bolsa Família em Cerro Negro) torna-se invisível.

2.      A Justiça em Causa Própria: A lei deixa de ser um instrumento de equilíbrio social para se tornar uma ferramenta de manutenção de castas e privilégios.


Concluindo: A Necessidade de um Choque de Realidade

O Brasil não sofrerá uma mudança real enquanto suas autoridades não recuperarem a noção de seus limites humanos e orçamentários. É preciso que a sociedade, através de vozes corajosas e blogs independentes, aponte o dedo para essa obscenidade. Se o juiz não consegue se enxergar como parte do povo, ele não está apto para julgar o povo.





Como a Mídia Boca Alugada Mantém Vivo o Holocausto e a Barbárie... todos os dias... (Parte II)

 

A Engenharia da Submissão: Como a Mídia "Boca Alugada" Fabrica o Consenso

Para quem observa a política e a economia sob a ótica técnica e crítica, o papel da grande mídia raramente é informar. Como bem descreveu Noam Chomsky, vivemos sob um modelo de "Consenso Fabricado", onde a mídia atua como uma correia de transmissão de interesses das elites e de potências estrangeiras, domesticando a opinião pública para aceitar a tutela externa como algo natural ou inevitável.


1. O Caso Trump e a "Justiça" Seletiva do Capital

O primeiro exemplo dessa manipulação está na notícia sobre a ordem judicial para que Trump devolva bilhões às empresas afetadas por suas tarifas.

Sob a lente da mídia corporativa, isso é pintado como uma "correção de rota" econômica ou uma vitória do livre mercado. No entanto, se aplicarmos a análise de Chomsky, vemos o filtro da propriedade em ação:

ü  A Distorção: A notícia foca no prejuízo das grandes corporações, mas omite que a política tarifária, embora controversa, era uma tentativa (ainda que isolacionista) de proteger a indústria nacional frente à globalização desenfreada.

ü  O Objetivo: Ao rotular a devolução de bilhões como uma necessidade judicial urgente, a mídia envia uma mensagem clara: o interesse do capital transnacional está acima das soberanias nacionais. O Estado é punido quando tenta interferir no fluxo de lucro das grandes cadeias de suprimento.


2. A Tutela dos EUA e a Mídia como Agente de Ocupação

O segundo texto, "A Engenharia da Submissão", é um diagnóstico preciso do que enfrentamos no Brasil. A notícia mostra como a mídia nacional legitima a influência dos EUA sobre as instituições brasileiras.

Aqui, entra o que Chomsky chama de dependência das fontes oficiais. A mídia "boca alugada" não questiona por que autoridades estrangeiras interferem em nossa política interna; ela apresenta essa interferência como "cooperação", "ajuda no combate à corrupção" ou "alinhamento estratégico".

ü  A Manipulação: A notícia é moldada para que o brasileiro sinta que, sem a tutela de Washington, seríamos incapazes de nos governar.

ü  A Assimetria: Existe uma cobertura massiva sobre os "benefícios" desse alinhamento, enquanto as vozes que denunciam a perda da soberania energética, tecnológica e militar são silenciadas ou rotuladas como "ideológicas".


3. A "Boca Alugada" e a Desinformação em Escala

Por que isso acontece? Porque a mídia corporativa não é um serviço público; é um negócio. Em Santa Catarina, vimos o exemplo dos R$ 163 milhões em publicidade governamental; em escala global, são bilhões em interesses de defesa, tecnologia e petróleo.

A técnica é simples e cruel:

1.    Simplificação: Transforma questões complexas de soberania em "bem contra o mal".

2.    Repetição: Repete à exaustão que o Brasil precisa seguir o modelo do Norte Global para prosperar.

3.    Omissão: Esconde os casos de sucesso de soberania nacional e os fracassos das políticas de submissão.


Concluindo: O Despertar da Massa Obediente

Chomsky nos alerta que o controle social em democracias é feito pela mente, não pelo chicote. A mídia "boca alugada" é o instrumento desse controle. Quando vemos notícias sobre bilhões sendo devolvidos a empresas americanas ou sobre a legitimidade da influência externa no Brasil, precisamos perguntar: a quem esse silêncio serve?

Chomsky explica: A mídia não nos diz o que pensar, mas nos diz sobre o que devemos pensar (e o que devemos ignorar).

Enquanto empresas recebem bilhões de volta por ordem judicial, o povo recebe a conta da submissão em forma de preços de energia e perda de direitos

O papel do nosso blog é justamente esse: romper o cerco da desinformação e mostrar que o "consenso" não é espontâneo; ele é fabricado no escritório de quem paga a conta da publicidade.



quinta-feira, abril 23, 2026

É a Mídia Boca Alugada Lageana em Ação... (Parte II)

 

Do Papel à Cascata: O Abismo entre o "Protocolo" e a Realidade no Salto Caveiras

A mídia "boca alugada" de Lages amanheceu em festa. Pelas manchetes, parece que o mirante do Salto Caveiras já está pronto, com fita cortada e turistas batendo fotos. Mas, para quem sabe ler um contrato e conhece os trâmites da administração pública, a notícia real é bem menos esfuziante: o que foi assinado é apenas um Protocolo de Intenções.

No dicionário da política em ano eleitoral, "Protocolo de Intenções" é o equivalente a uma promessa de namoro que depende da aprovação de dez tios jurídicos, dois avôs regulatórios e uma conta bancária que ninguém sabe se está cheia.


1. A Ilusão da "Entrega"

Por que a mídia local trata um documento de intenções como se fosse a entrega das chaves? A resposta está no Pix da publicidade governamental. É preciso manter a narrativa de que a cidade é um canteiro de obras, mesmo quando a única coisa que avançou foi o gasto com papel e caneta para a foto oficial.

Um protocolo de intenções não garante recurso, não dispensa licitação e, muito menos, resolve o licenciamento ambiental — que, como bem sabemos, em áreas de usinas hidrelétricas, é um processo complexo e demorado.


2. O Jogo das Responsabilidades

O texto é vago: a Celesc "estuda" a cessão, a Prefeitura "propõe" a infraestrutura. Na prática, o que temos é o seguinte:

ü  Jurídico e Regulatório: O pedido ainda vai passar por análise. Ou seja, pode ser vetado a qualquer momento.

ü  Modernização da Usina: Esta, sim, tem data e licitação (maio de 2026). A ampliação da potência é o negócio real da Celesc. O "parque" é o adereço político para tornar a obra industrial mais palatável ao público.


3. O Salto Caveiras Merece Respeito, não Fantasia

O Salto Caveiras é um dos maiores patrimônios naturais da Serra Catarinense. Tratá-lo como moeda de troca em protocolos vazios é um desrespeito com o lageano que espera, há décadas, por uma infraestrutura turística digna.

Vender a intenção como fato consumado é uma estratégia para anestesiar a cobrança. Se o projeto não sair — como tantos outros "protocolos" que dormem em gavetas — a mídia de aluguel simplesmente esquecerá o assunto, partindo para a próxima "intenção" bombástica.


Concluindo: Menos Fotos, Mais Cronogramas

Como técnico que sou, prefiro ver o cronograma físico-financeiro, o licenciamento ambiental aprovado e o empenho da verba. Até lá, o Parque do Salto Caveiras continua sendo o que sempre foi em vésperas de eleição: um belo mirante de papel, construído sobre um mar de boas (e convenientes) intenções.

O povo de Lages não quer mais protocolos. O povo quer a obra. E a mídia, se fosse séria, estaria perguntando: quem vai pagar, quando começa e qual o prazo real de entrega? O resto é silêncio comprado.

Protocolo vs. Realidade: O que a mídia não te conta

O que a Manchete diz

O que o Documento Real significa

O que falta para ser VERDADE

"Governo cria o Parque Salto Caveiras"

As partes assinaram um papel dizendo que "gostariam" de fazer algo no futuro.

Orçamento empenhado, Licenciamento Ambiental e Edital de Obra.

"Celesc cede terreno para a Prefeitura"

A Celesc deu um "ok" preliminar, mas o jurídico ainda pode vetar a qualquer momento.

Escritura de cessão de uso ou contrato de comodato assinado e publicado.

"Turismo será impulsionado agora"

Não há tijolo, nem mirante, nem data para o primeiro turista entrar.

Projetos executivos de engenharia aprovados e canteiro de obras instalado.

"Modernização da Usina garante o Parque"

A prioridade da Celesc é lucro e energia (9,40 MW). O parque é apenas um "anexo" político.

Prova de que o lucro da ampliação será reinvestido na infraestrutura turística local.

 

Enquanto a mídia lageana celebra o 'papel assinado', quem trabalha com projetos reais (como a execução de PRADs ou Planos de Restauração) sabe que a distância entre uma intenção e uma entrega é medida em suor, técnica e dinheiro real — coisas que não aparecem na foto oficial.

Como diz o ditado popular: 'De intenção, o inferno está cheio'. O povo de Lages já está cansado de ser guiado por miragens. Queremos ver o cronograma, queremos ver o orçamento e, acima de tudo, queremos que parem de tratar o cidadão como alguém que não sabe a diferença entre um plano e uma realização.

quarta-feira, abril 22, 2026

Enquanto isso... no Estado Mais Nazifascista e Corrupto do País... (Parte X)

 

Santa Catarina entre a Suástica e o Superfaturamento: A Anatomia da Nossa Miséria Ética

O que conecta uma bandeira nazista estendida em Guabiruba a um esquema que infla custos cirúrgicos em 20 vezes no SC Saúde? À primeira vista, nada. No entanto, se olharmos mais de perto, veremos que ambos bebem na mesma fonte: o desprezo absoluto pelo próximo e a certeza de que "não vai dar nada".


1. O Cinismo sob a Suástica

Em Guabiruba, um homem foi condenado por exibir o maior símbolo do extermínio humano em sua residência. O que mais assusta não é apenas o ato em si, mas a frase dita pelo réu ao ser alertado: "não daria nada".

Essa frase é o resumo da nossa tragédia ética. É a convicção de que o ódio pode ser exibido na vitrine sem consequências. A justiça agiu, mas a "consciência da ilicitude" demonstrada pelo réu prova que a ideologia da aniquilação — a mesma que discutimos sobre Deuteronômio e o Nazismo — ainda respira no Vale do Itajaí, alimentada por um sentimento de superioridade e impunidade.


2. A Máfia do Bisturi e o Sangramento do SC Saúde

Enquanto ideologias de morte são exibidas em varandas, o dinheiro da saúde do servidor público é sequestrado por uma máfia de jaleco e gravata. A Delegacia de Combate à Corrupção revelou que médicos e advogados transformaram cirurgias de R$ 29 mil em R$ 600 mil.

Isso não é apenas "corrupção"; é aniquilação social.

ü  Cada real superfaturado nesse esquema é um exame que falta, uma fila que não anda e um servidor que fica sem atendimento.

ü  É o "andar de cima" — o mesmo que discutimos com Sakamoto — operando sua "Filosofia da Miséria" para enriquecer às custas da dor alheia.


3. Do Lixo de Garopaba às Rachaduras da SC-477

A lista de horrores de abril de 2026 não para:

ü  Garopaba: Onde a coleta de lixo virou caso de polícia e prisão de prefeito.

ü  SC-477: Onde o asfalto racha meses após a entrega, provando que a corrupção tem o poder de destruir até o que deveria nos conectar.

ü  Operação Fundo do Poço: Onde licenças ambientais — um tema que conheço profundamente pela minha atuação técnica — eram trocadas por favores.


Concluindo: A Mídia que Calou e o Povo que Paga

Onde está a "mídia de boca alugada" diante desse banquete de irregularidades? Muitas vezes, ela está ocupada demais gastando os R$ 163 milhões em publicidade governamental para investigar a fundo por que o asfalto racha ou por que o SC Saúde foi saqueado.

O réu da suástica disse que "não daria nada". Os corruptos do SC Saúde e das prefeituras catarinenses parecem pensar o mesmo. O nosso papel, enquanto cidadãos, é garantir que a indignação não se perca no feriado de Tiradentes, e que lembremos que o Alferes foi morto por denunciar um sistema que, guardadas as proporções de tempo, ainda tenta nos enforcar hoje através da corrupção e do ódio.



terça-feira, abril 21, 2026

Tiradentes foi a vítima da "primeira mídia de boca alugada" do Brasil....

Os editais da Coroa o pintaram como um criminoso infame para que o povo não o visse como um herói... (Qualquer semelhança com a realidade com toda a certeza, não é mera coincidência...)

Celebrar o 21 de abril sem denunciar a "aniquilação" atual das populações vulneráveis e o sequestro da verdade pela mídia paga é apenas repetir o teatro que a Coroa Portuguesa montou em 1792. Tiradentes morreu para que o Brasil fosse livre; a "boca alugada" trabalha para que continuemos escravos da ignorância.

A morte de Tiradentes é o exemplo acabado de como o "andar de cima" utiliza o sacrifício de um indivíduo para enviar um recado de terror a todos os que ousam questionar a estrutura de privilégios.

Aqui está a análise relacionando o legado da aniquilação e a "mídia de boca alugada" com o martírio do Alferes:


1. A Traição como Mecanismo de Ascensão

Assim como o texto de Deuteronômio exigia a exclusão total do "outro", o sistema colonial exigia a aniquilação de quem rompesse a lealdade à Coroa.

ü  Joaquim Silvério dos Reis é o protótipo do traidor que busca o benefício pessoal (o perdão de suas dívidas) em troca da cabeça de um idealista.

ü  Na política atual, vemos isso naqueles que, em troca de cargos ou verbas publicitárias (a boca alugada), entregam os interesses do povo e fingem não ver a corrupção ou os "penduricalhos" nas Câmaras Municipais, Estaduais, e no Congresso.


2. A Morte como Espetáculo e Propaganda (A Mídia da Época)

O enforcamento e o esquartejamento de Tiradentes não foram apenas uma execução; foram uma peça de propaganda.

ü  A Coroa Portuguesa usou o corpo de Tiradentes como um "outdoor" de carne e osso. Espalhar seus restos pelas estradas de Minas Gerais foi a forma que o poder encontrou para dizer: "Quem respira contra nós, deixará de respirar".

ü  A "mídia de boca alugada" de hoje cumpre função semelhante: em vez de esquartejar o corpo, esquarteja a reputação. Quando alguém denuncia as injustiças em qualquer parte do país, do estado ou da região, essa mídia é acionada para ridicularizar, silenciar ou "cancelar" o crítico, mantendo o medo e o conformismo.


3. A "Morte em Vão" e o Cinismo das Elites

Dizemos que a morte de Tiradentes foi "em vão" no sentido de que os outros Inconfidentes (muitos deles da elite e ricos) foram apenas exilados, enquanto o único "pobre" do grupo foi executado.

ü  O sistema escolheu o elo mais fraco para pagar a conta, poupando os donos do poder que estavam na mesma conspiração.

ü  Isso se reflete hoje quando vemos a justiça e a mídia perseguirem o pequeno delito ou o cidadão comum, enquanto normalizam auxílios e penduricalhos para quem já ganha salários privilegiados. A morte do ideal de justiça ocorre todos os dias quando a lei é aplicada com pesos diferentes.


4. Tiradentes e a "Filosofia da Miséria"

O feriado de hoje é cercado de hipocrisia. Muitos dos que hoje discursam em homenagem à "Liberdade" de Tiradentes são os mesmos que:

ü  Defendem o silenciamento de vozes dissonantes.

ü  Alugam suas bocas para defender governos que priorizam a propaganda em vez do saneamento básico.

Mantêm o povo em uma "miséria de informações" para que não percebam que o Brasil de 2026 ainda tem estruturas coloniais

Como a Mídia Boca Alugada Mantém Vivo o Holocausto e a Barbárie... todos os dias...

 

Como a Mídia Boca Alugada mantém viva a chama da barbárie....

A pergunta é cirúrgica. A "mídia de boca alugada" é o oxigênio que mantém viva a chama da barbárie ao longo dos séculos. Para que um extermínio ocorra — seja ele físico, como nos tempos dos bugreiros, ou social e político, como vemos hoje — é necessário que a sociedade civil esteja "anestesiada" ou, pior, convencida de que a violência é um mal necessário.

A mídia comprada atua como o braço de propaganda que transforma o massacre em "limpeza" e a barbárie em "progresso". Veja como esse legado se perpetua através dela:


1. A Construção do "Inimigo Conveniente"

Assim como no texto bíblico o "outro" era o pagão que corrompia, a mídia de boca alugada cria estigmas para justificar a agressão.

ü  Ontem: Os índios em Santa Catarina eram descritos nos jornais da época como "feras sanguinárias" e "obstáculos à civilização" para justificar o pagamento por par de orelhas trazido pelos bugreiros.

ü  Hoje: Populações vulneráveis, moradores de rua, ou opositores políticos são rotulados como "terroristas", "vagabundos" ou "ameaças à ordem", preparando o terreno psicológico para que o público aceite a retirada de direitos ou o uso da força.


2. O Eufemismo: A Maquiagem da Morte

A mídia de aluguel é mestre em trocar palavras reais por termos técnicos que escondem o sangue:

ü  Não se diz "matança de civis", diz-se "neutralização de alvos" ou "danos colaterais".

ü  Não se diz "expulsão de camponeses", diz-se "reintegração de posse para fins de desenvolvimento".

ü  No caso de Gaza, a mídia muitas vezes foca no "direito de defesa" de um lado, enquanto silencia sobre a desproporcionalidade estatística do massacre do outro, criando uma falsa simetria ética.


3. O Silenciamento Seletivo (Omissão)

O legado da aniquilação se perpetua pelo que não é dito.

ü  Quando a mídia de Santa Catarina recebe R$ 163 milhões em publicidade governamental, ela perde o interesse em investigar por que Cerro Negro tem o 3º pior IDH do estado ou por que se aprovam auxílios de R$ 800 para vereadores enquanto 1/3 da população vive do Bolsa Família (R$ 600,00/Mês), com um valor total transferido pelo Governo Federal que supera R$ 185 mil mensais (dados de janeiro a março de 2026).

ü  O silêncio sobre a dor do "andar de baixo" é o que permite que o "andar de cima" continue sua marcha de privilégios e exclusão. Se o povo não vê a dor no jornal, a dor não existe para a opinião pública.


4. A Inversão da Moralidade

A mídia de boca alugada consegue o feito de transformar o agressor em vítima e a vítima em culpada.

ü  Durante a colonização, o espanhol que roubava o ouro era o "civilizador".

ü  No nazismo, a propaganda de Goebbels convenceu parte da Alemanha de que o judeu era o agressor da economia alemã.

ü  Hoje, essa mídia convence o cidadão comum de que programas de assistência social (como o Bolsa Família) são o "problema", enquanto os bilhões em isenções fiscais para grandes grupos de mídia e empresas são "incentivos necessários".

 

O Fio Condutor: Da Bíblia ao Rádio Local

O comando de "não deixem com vida nada que respire" só pôde ser executado porque havia uma narrativa de que aquelas vidas não tinham valor. A mídia de boca alugada é a versão moderna do "pregoeiro" que convencia a tribo de que o vizinho precisava morrer.

Enquanto o financiamento público for usado para comprar o editorial dos veículos de comunicação, a "Filosofia da Miséria" de que fala Sakamoto continuará vencendo. A mídia deixa de ser um cão de guarda da democracia para se tornar um cão de guarda do orçamento, protegendo quem paga a conta e latindo apenas para os que já estão no chão.