sexta-feira, junho 05, 2026

Eles Mentem... Mentem... Mentem... Sabuja, Cretina e Escrotamente... Mentem... (Parte V)

 Texto 3:  DESGOVERNO BOLSONARO > O INICIO DA QUEDA

O que um comentarista político bolsonarista Boca Alugada no telejornal ND Notícias, transmitido pela NDTV (afiliada da Record TV no estado, e provavelmente a que recebeu a maior fatia daqueles R$ 444 milhões da publicidade estatal do governo catarinense) NÃO comentou sobre a queda das Universidades brasileiras no ranking mundial...

 

A análise do recuo do apoio orçamentário e institucional às universidades federais durante o governo de Jair Bolsonaro (2019–2022) revela um período de profunda tensão entre o Poder Executivo e a comunidade acadêmica. Diferente do modelo asiático de planejamento de longo prazo, as universidades federais brasileiras enfrentaram uma política marcada por contingenciamentos severos, disputas ideológicas e fragilização da autonomia universitária.

Abaixo, divido os principais eixos que caracterizam esse recuo:


1. O Sufocamento Financeiro e os Contingenciamentos

O principal mecanismo de pressão sobre as universidades federais foi a restrição orçamentária, que atingiu tanto as verbas de custeio (água, luz, segurança, limpeza) quanto as de investimento (obras, compra de equipamentos de laboratório).

ü  O "Bloqueio de 30%" (2019): Logo no início da gestão, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou um bloqueio de 30% nas verbas discricionárias de todas as universidades federais. O anúncio foi inicialmente justificado como punição a instituições que, segundo o ministro, promoviam "balbúrdia", mas depois foi estendido a toda a rede sob o argumento de metas fiscais.

ü  Cortes Sucessivos e o Orçamento de 2022: Ao longo dos quatro anos, os orçamentos foram sucessivamente propostos com defasagem em relação à inflação. Em 2022, ano final da gestão, o governo decretou novos bloqueios orçamentários às vésperas de exames nacionais, o que levou a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) a alertar que várias universidades não teriam verbas para fechar o ano letivo.

ü  Asfixia da Pesquisa (CNPq e Capes): O recuo do apoio também se deu nas agências de fomento. O valor das bolsas de mestrado e doutorado permaneceu congelado durante todo o mandato (sem reajuste desde 2013), enquanto os recursos para editais de pesquisa sofreram cortes drásticos, acelerando o fenômeno da "fuga de cérebros".


2. A Ofensiva Ideológica e Retórica

O governo Bolsonaro adotou uma postura de confronto público com as universidades, frequentemente retratadas pela gestão federal como centros de doutrinação política em vez de polos de desenvolvimento científico.

ü  Guerra Cultural: Ministros como Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub utilizaram as redes sociais e declarações públicas para deslegitimar a produção acadêmica das universidades públicas, especialmente nas áreas de Ciências Humanas e Sociais.

ü  Descrédito à Ciência na Pandemia: Durante a crise da Covid-19, o governo federal frequentemente ignorou ou colidiu com as recomendações, estudos e notas técnicas emitidas pelos comitês científicos das principais universidades públicas do país, aprofundando o distanciamento entre a produção acadêmica e as políticas de Estado.


3. Intervenção na Autonomia Universitária (Nomeação de Reitores)

A Constituição Federal de 1988 garante a autonomia pedagógica, científica e administrativa das universidades. No entanto, o governo federal utilizou uma prerrogativa legal para quebrar uma tradição democrática consolidada.

ü  Preterimento da Lista Tríplice: Historicamente, os presidentes da República nomeavam para o cargo de reitor o candidato mais votado pela comunidade acadêmica (o primeiro colocado da lista tríplice). O governo Bolsonaro rompeu essa praxe de forma sistemática, nomeando o segundo ou terceiro colocado, ou até mesmo indicando "reitores pro tempore" (temporários) que sequer haviam participado da consulta interna.

ü  Alinhamento Político: O objetivo central dessa estratégia era enfraquecer o poder dos diretórios tradicionais e tentar emplacar gestores alinhados à visão ideológica ou econômica do Palácio do Planalto, gerando crises severas de governabilidade interna em dezenas de instituições federais.


4. O Projeto "Future-se"

Como alternativa ao financiamento público, o governo apresentou em 2019 o programa Future-se.

ü  A Proposta: O projeto visava incentivar as universidades federais a buscarem recursos próprios no mercado financeiro, por meio de fundos de investimento, parcerias com Organizações Sociais (OSs), contratos de naming rights (venda de nomes de prédios) e privatização de serviços de gestão.

ü  A Rejeição: O programa foi amplamente rejeitado pelos conselhos universitários das federais. A comunidade acadêmica argumentou que o projeto desresponsabilizava o Estado do seu dever constitucional de financiar o ensino superior, ameaçava a estabilidade das instituições e desviava o foco da pesquisa básica para o interesse estritamente comercial imediato. Devido à forte resistência, o projeto não prosperou no Congresso Nacional.


Conclusão e Impacto de Longo Prazo

O recuo do apoio no governo Bolsonaro resultou no sucateamento físico de muitos campi (com paralisação de obras e atraso no pagamento de terceirizados) e em uma severa crise de previsibilidade.

Enquanto os competidores asiáticos avançavam com aportes de Estado blindados contra oscilações governamentais, o ecossistema universitário federal brasileiro passou quatro anos operando em "modo de sobrevivência", concentrando seus esforços na manutenção de serviços básicos e na defesa de sua própria sobrevivência institucional e política.

Tabela Resumo: Práticas de Apoio às Universidades — Governo Bolsonaro vs. Países Asiáticos de Elite

Critério de Comparação

Práticas do Governo Bolsonaro (Brasil, 2019-2022)

Práticas dos Países Asiáticos de Elite (China, Coreia, Singapura, Japão)

Financiamento e Orçamento

Políticas de Austeridade e Instabilidade: Marcado por cortes sucessivos, contingenciamentos severos e congelamento de verbas discricionárias (custeio e investimento).

Investimento Estratégico e Massivo: Aportes financeiros bilionários, contínuos e de longo prazo, garantidos por planos de Estado plurianuais.

Metas e Visão Estratégica

Foco no Curto Prazo e Sobrevivência: Gestão operando em "modo de sobrevivência", focada na manutenção de serviços básicos diante da falta de previsibilidade orçamentária.

Nacionalismo Tecnológico e Inovação: Universidades vistas como motores centrais da soberania tecnológica e da transição para economias de alta tecnologia.

Autonomia e Relação com o Estado

Tensão e Intervencionismo: Fragilização da autonomia com nomeações de reitores que não lideravam as listas tríplices e adoção de retórica de confronto ("guerra cultural").

Autonomia Guiada por Desempenho: Forte direção do Estado para metas nacionais, mas com concessão de autonomia administrativa e científica para alcançar excelência global.

Programas de Fomento e Elite

Dispersão e Desmobilização: Raras políticas de concentração de recursos para criar "campeãs globais"; projetos como o "Future-se" (mercado) foram rejeitados internamente.

Criação de "Campeãs Nacionais": Programas focados em financiar agressivamente um grupo seleto de instituições para colocá-las no Top 100 mundial.

Relação com a Indústria

Gargalos Burocráticos e Culturais: Dificuldade em integrar pesquisa acadêmica e setor privado devido a entraves legais e resistência cultural interna.

Integração Profunda: Fronteiras tênues entre universidade e megacorporações, com financiamento privado direto e foco em tecnologia patenteável.

Internacionalização

Isolamento e Fuga de Cérebros: Baixa atração de estrangeiros e perda constante de pesquisadores brasileiros para o exterior devido à falta de perspectivas.

Atração Agressiva de Talentos: Programas de repatriamento com salários altos e laboratórios de ponta para atrair os melhores cientistas do mundo.

Idioma do Ensino/Pesquisa

Predomínio do Português: Ensino e pós-graduação majoritariamente em português, criando uma barreira natural à inserção global.

Adoção do Inglês: Implementação de milhares de disciplinas totalmente em inglês na graduação para atrair estudantes internacionais.

Esta tabela demonstra que, enquanto os competidores asiáticos avançaram com políticas de Estado consistentes e blindadas contra oscilações de curto prazo, o governo Bolsonaro adotou uma postura que colocou as universidades brasileiras em uma situação de constante vulnerabilidade orçamentária e institucional.

 

Eles Mentem... Mentem... Mentem... Sabuja, Cretina e Escrotamente... Mentem... (Parte IV)

 Texto 2: O AVANÇO DAS UNIVERSIDADES ORIENTAIS

O que um comentarista político bolsonarista Boca Alugada no telejornal ND Notícias, transmitido pela NDTV (afiliada da Record TV no estado, e provavelmente a que recebeu a maior fatia daqueles R$ 444 milhões da publicidade estatal do governo  catarinense) NÃO comentou sobre a queda das Universidades brasileiras no ranking mundial...

 

Para entender o abismo de velocidade entre o crescimento das universidades asiáticas (especialmente da China, Coreia do Sul, Singapura e Japão) e as brasileiras nos rankings globais, é preciso analisar a fundo as políticas de Estado e as práticas de apoio macroeconômico.

Enquanto a Ásia Oriental tratou o ensino superior e a pesquisa científica como os motores principais de suas transições para economias de alta tecnologia, o Brasil historicamente lidou com a área sob a ótica da oscilação orçamentária e do custeio básico.

Abaixo, apresento um comparativo estruturado entre as práticas de apoio desses dois modelos:


1. Financiamento Estratégico e Programas de Elite

1.1 Na Ásia (Modelo de "Campeãs Nacionais")

Os governos asiáticos criaram programas bilionários com metas claras: colocar um número X de universidades no Top 100 mundial em um prazo determinado.

ü  China (Planos Double First-Class, antigo Projeto 985): Injetou dezenas de bilhões de dólares concentrados em um grupo seleto de instituições (como Tsinghua e Peking). O foco não é a distribuição igualitária, mas a criação de superuniversidades competitivas globalmente.

ü  Coreia do Sul (Programa Brain Korea 21): Financiamento massivo de longo prazo atrelado estritamente à pós-graduação e à produção de patentes, subsidiando os salários de estudantes de doutorado para que eles pesquisem em tempo integral sem gargalos financeiros.

ü  Singapura: O governo financia suas duas principais universidades (NUS e NTU) com orçamentos que rivalizam com os de Harvard e MIT, focando em atrair laboratórios globais de multinacionais para dentro do campus.

1.2 No Brasil (Modelo de Contingenciamento e Custeio)

ü  Distribuição Pulverizada: O financiamento federal (MEC/Capes/CNPq) busca equilibrar a expansão e a manutenção de uma rede gigantesca de mais de 60 universidades federais. Raras são as políticas de superconcentração de capital para criar "campeãs globais".

ü  Instabilidade Orçamentária: As universidades brasileiras sofrem com o efeito "sanfona" de cortes, contingenciamentos e congelamentos de verbas ao longo das últimas décadas. Sem previsibilidade orçamentária para 5 ou 10 anos, laboratórios de ponta interrompem pesquisas e projetos complexos são descontinuados.


2. Relação com a Indústria e o Setor Privado

2.1 Na Ásia (A Tríplice Hélice na Prática)

A fronteira entre a universidade e a grande corporação na Ásia é quase invisível.

ü  Financiamento Privado Direto: Na Coreia do Sul, conglomerados como Samsung, Hyundai e LG financiam prédios inteiros, laboratórios e linhas de pesquisa dentro de universidades como a KAIST ou a Universidade Sungkyunkwan.

ü  Foco em Tecnologia Patenteável: O apoio governamental é medido pelo retorno comercial da pesquisa. Se a universidade desenvolve um novo semicondutor ou tecnologia de inteligência artificial, o Estado subsidia a transferência imediata para a indústria local.

2.2 No Brasil (Barreiras Burocráticas e Culturais)

ü  Pesquisa Desconectada do Mercado: Historicamente, a maior parte da pesquisa no Brasil é financiada pelo Estado e voltada para a ciência básica (produção de artigos acadêmicos) e não para o desenvolvimento de produtos (ciência aplicada e patentes).

ü  Insegurança Jurídica: Embora marcos legais recentes (como a Lei de Inovação) tenham tentado facilitar a parceria entre empresas e universidades públicas, ainda há forte burocracia e resistência cultural dentro dos campi tradicionais em misturar o capital privado com o espaço público.


3. Internacionalização e Atração de Talentos

3.1 Na Ásia (A Caça Global por Cérebros)

Os países asiáticos perceberam que, para estarem no topo dos rankings, precisavam quebrar o isolamento do idioma e da cultura local.

ü  Programas de Repatriamento: A China criou o programa Thousand Talents Plan, oferecendo salários astronômicos, laboratórios de última geração e moradia de luxo para atrair de volta cientistas chineses radicados nos EUA e na Europa, além de pesquisadores estrangeiros de alto nível.

ü  Campi em Inglês: Em Singapura e Hong Kong, o inglês é o idioma oficial das universidades. Na Coreia e no Japão, o governo financiou a criação de milhares de disciplinas totalmente em inglês na graduação para atrair estudantes internacionais de forma agressiva.


3.2 No Brasil (Isolamento Idiomático e "Fuga de Cérebros")

ü  Barreira Linguística: Quase a totalidade da graduação e grande parte da pós-graduação no Brasil ocorre exclusivamente em português. Isso cria uma barreira natural intransponível para estudantes e professores estrangeiros, derrubando a nota de "Internacionalização" do país nos rankings.

ü  Fuga de Talentos: Em vez de atrair pesquisadores de fora, os baixos valores das bolsas de mestrado/doutorado e a falta de perspectivas de carreira fazem com que o Brasil sofra com uma constante "fuga de cérebros" para a Europa, EUA e, ironicamente, para a própria Ásia.

Tabela Resumo do Comparativo

Critério de Apoio

Países Asiáticos de Elite (China, Coreia, Singapura)

Brasil

Foco do Investimento

Concentrado nas universidades "Campeãs Mundiais".

Pulverizado para manutenção de toda a rede pública.

Previsibilidade

Planos de Estado plurianuais de longo prazo (10 a 20 anos).

Sujeito a contingenciamentos orçamentários anuais.

Alinhamento com o Mercado

Pesquisa aplicada com forte financiamento de megacorporações.

Predomínio de pesquisa básica financiada por agências estatais.

Atração de Talentos

Subsídios agressivos para trazer cientistas do exterior.

Salários e bolsas defasados, gerando fuga de pesquisadores.

Internacionalização

Ampla oferta de cursos em inglês e incentivo à coautoria global.

Ensino concentrado em português, limitando a inserção global.

Conclusão

O modelo asiático opera sob a lógica da competitividade global e do impacto econômico, tratando a universidade como uma arma de soberania tecnológica. Já o modelo brasileiro prioriza o ensino e a inclusão social interna, mas deixa a infraestrutura de pesquisa vulnerável a instabilidades econômicas. Para que o Brasil avance globalmente, o desafio não é mudar a vocação democrática de suas universidades, mas sim garantir a elas a estabilidade orçamentária e a desburocracia que os concorrentes asiáticos usam para acelerar.

Eles Mentem... Mentem... Mentem... Sabuja, Cretina e Escrotamente... Mentem... (Parte III)

 Texto 1 : OS DIFERENTES RANKINGS DE AVALIAÇÃO

O que um comentarista político bolsonarista Boca Alugada no telejornal ND Notícias, transmitido pela NDTV (afiliada da Record TV no estado, e provavelmente a que recebeu a maior fatia daqueles R$ 444 milhões da publicidade estatal do governo  catarinense) NÃO comentou sobre a queda das Universidades brasileiras no ranking mundial...

 

No cenário educacional, existem dezenas de rankings de avaliação de desempenho de universidades. No entanto, o mercado global e o nacional são amplamente orientados por um grupo seleto de avaliações que possuem metodologias robustas e grande prestígio institucional.

Historicamente, o setor é dominado por três grandes rankings internacionais (conhecidos como o "Big Three"). Abaixo, apresento um panorama estruturado com as principais avaliações internacionais existentes:

Principais Rankings Internacionais (Globais)

Esses índices comparam milhares de instituições ao redor do mundo, focando muito em indicadores de impacto de pesquisa, reputação acadêmica, internacionalização e empregabilidade de ex-alunos.

ü  QS World University Rankings (Quacquarelli Symonds - Reino Unido): É um dos mais populares do mundo. Avalia fortemente a reputação acadêmica, a reputação entre empregadores, a quantidade de citações por docente e o nível de internacionalização da universidade.

ü  THE - Times Higher Education World University Rankings (Reino Unido): Altamente prestigiado, foca no ambiente de aprendizado (ensino), volume e reputação de pesquisa, transferência de conhecimento para a indústria e perspectiva internacional.

ü  ARWU - Academic Ranking of World Universities (conhecido como Ranking de Shanghai - China): É o mais focado em excelência em pesquisa pura. Ele avalia indicadores rígidos e objetivos, como o número de ex-alunos e professores que ganharam Prêmios Nobel ou Medalhas Fields, e o volume de artigos publicados nas revistas Nature e Science.

ü  CWUR - Center for World University Rankings (Emirados Árabes): Avalia as universidades sem depender de pesquisas de opinião ou dados enviados pelas próprias instituições. Foca na qualidade da educação, empregabilidade de ex-alunos, qualidade do corpo docente e performance de pesquisa.

ü  Leiden Ranking (Holanda): Produzido pelo Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden, foca estritamente em indicadores bibliométricos (produção científica e impacto de citações na base de dados Web of Science).

Eles Mentem... Mentem... Mentem... Sabuja, Cretina e Escrotamente... Mentem... (Parte II)

 

O que um comentarista político bolsonarista Boca Alugada no telejornal ND Notícias, transmitido pela NDTV (afiliada da Record TV no estado, e provavelmente a que recebeu a maior fatia daqueles R$ 444 milhões da publicidade estatal do governo  catarinense) comentou sobre a queda das Universidades brasileiras no ranking mundial...

 

Em seu comentário no telejornal ND Notícias, o comentarista político bolsonarista e boca alugada destacou que a queda de 45 universidades brasileiras no ranking mundial da CWUR (Center for World University Rankings) acende um sinal de alerta e reacende debates urgentes sobre problemas estruturais e a competitividade do país na produção de conhecimento.

Historicamente crítico à gestão do ensino superior público, o jornalista utilizou o recuo das instituições nacionais para enfatizar os seguintes pontos:

ü  Falta de investimentos consistentes: O retrocesso expõe a escassez e a instabilidade no financiamento de áreas cruciais como ciência, inovação e tecnologia.

ü  Baixo desempenho em pesquisa: O comentarista apontou que as instituições brasileiras perdem espaço global devido à incapacidade de acompanhar o ritmo de produção acadêmica e a atração de talentos de universidades estrangeiras bem financiadas.

ü  Crítica à gestão e ao foco acadêmico: Alinhado com o seu posicionamento editorial de que muitas universidades públicas (como a UFSC, que caiu cinco posições no ranking) por vezes priorizam disputas ideológicas e embates políticos em detrimento da busca pela excelência científica e modernização curricular.

 

Meias verdades... Ditas de acordo com seus interesses e devaneios pessoais...

Mas... o que o comentarista político bolsonarista e boca alugada NÃO disse????

quinta-feira, junho 04, 2026

Enquanto isso... no mais Nazifascista e Corrupto dos Estados Brasileiros... A Mídia Boca Alugada Incentiva a Sonegação de Impostos (Parte XVII)

 

Ferramentas de Manutenção da Desigualdade

Do ponto de vista legal e tributário brasileiro, uma campanha publicitária ou comercial que promove o "zeramento de impostos" ou realiza vendas com "imposto zero" precisa ser analisada sob duas óticas distintas: a realidade da operação fiscal (o que acontece nos bastidores dos tributos) e a transparência publicitária (o que é dito ao consumidor). 

Do ponto de vista ético, filosófico e da justiça social, campanhas que promovem a demonização sistemática dos tributos — utilizando dados distorcidos ou omitindo os retornos civilizatórios do Estado — não são apenas peças publicitárias; são ferramentas de manutenção da desigualdade.

Em um país com o perfil de profunda concentração de renda, esse tipo de narrativa pode ser enquadrado éticamente sob quatro grandes contradições e impactos sociais:


1. A Inversão Moral da Carga Tributária (Aporofobia Estrutural)

A grande contradição ética desse discurso reside em quem financia o Estado e quem se beneficia dele. No Brasil, o sistema tributário é historicamente regressivo (incide muito mais sobre o consumo do que sobre a renda e o patrimônio). Isso significa que, proporcionalmente, os mais pobres pagam muito mais impostos do que os super-ricos.

  • O pacto ético quebrado: Quando grandes grupos econômicos promovem campanhas contra a "alta carga tributária" sem propor a progressividade (cobrar mais de quem tem mais), eles operam uma fraude ética. Eles capturam a legítima insatisfação do trabalhador com os preços altos para defender, na verdade, a desoneração de seus próprios lucros e dividendos.
  • Omissão da Renúncia Fiscal: Criticar o peso do Estado omitindo que bilhões de reais são devolvidos anualmente na forma de renúncias fiscais e subsídios para grandes corporações é uma desonestidade intelectual. O topo da pirâmide econômica usufrui da estrutura estatal, da segurança jurídica e das isenções, mas prega o "Estado mínimo" para a base da população.


2. Negacionismo do Bem-Estar Social

Alegar, sem provas ou critérios técnicos, que os impostos "não retornam para o cidadão" é uma forma de negacionismo social que ignora as estruturas que sustentam a vida das maiorias silenciosas:

  • A blindagem do SUS: O Sistema Único de Saúde (SUS) é o maior modelo de saúde universal e gratuito do mundo. Campanhas que pregam o desperdício generalizado apagam o fato de que, sem o imposto recolhido, tratamentos oncológicos de alto custo, transplantes, o Programa Nacional de Imunizações (vacinas) e o atendimento de urgência (SAMU) colapsariam, condenando milhões à morte por falta de renda.
  • A engrenagem do Interior: No interior profundo e em municípios vulneráveis, os programas federais custeados por impostos — como o Mais Médicos e a própria transferência de renda que garante a segurança alimentar de milhares de famílias — são as únicas barreiras entre a dignidade e a miséria absoluta.

A riqueza gerada pela atividade econômica local depende diretamente da saúde, da educação e da estabilidade social garantidas por esses aportes públicos.


3. O "Egoísmo Libertário" e a Destruição do Pacto Coletivo

Sob a lente da ética utilitarista e dos direitos humanos, o imposto não é um roubo ou um confisco; é o preço da civilidade. É o mecanismo pelo qual uma sociedade concorda que a vida, a saúde e a dignidade do filho do outro também são de responsabilidade comum.

  • O "Carona" (Free Rider): Setores que lucram em cidades com infraestrutura pública, utilizam mão de obra educada pelo Estado e dependem da segurança pública, mas fazem campanha para desidratar a arrecadação, comportam-se como o "carona" da sociologia: querem usufruir dos benefícios do pacto social, mas recusam-se a pagar a conta.


4. O Discurso do Desperdício como Cortina de Fumaça

É evidente, sob o ponto de vista da eficiência gerencial, que existem problemas de gestão, corrupção e desvios no uso do dinheiro público que precisam ser fiscalizados e combatidos com rigor.

No entanto, a armadilha ética dessas campanhas é transformar a necessidade de melhoria da gestão em um argumento para a extinção do serviço. O objetivo oculto não é fazer o imposto retornar melhor; é convencer a classe média e os trabalhadores de que o Estado é um inimigo, pavimentando o caminho para a privatização de direitos básicos.


Concluindo: Expondo o Cinismo da Narrativa  

Campanhas de "imposto zero" em um país desigual tentam vender uma falsa liberdade individual (o desconto de alguns centavos no produto) ao preço do esfacelamento dos direitos coletivos (o hospital, a escola e a rede de proteção social). É o mercado tentando convencer o cidadão de que uma sociedade justa se constrói consumindo individualmente, e não cooperando coletivamente.



quarta-feira, junho 03, 2026

Eles Mentem... Mentem... Mentem... Sabuja, Cretina e Escrotamente... Mentem... (Parte I)

 

A Verdade Sem Filtro: O Pix é um Patrimônio do Estado, Não um Troféu Político

Meus amigos e eleitores,

Quem me acompanha por aqui sabe que o meu compromisso com este blog sempre foi o de provocar reflexões honestas e, acima de tudo, combater a hipocrisia e a desinformação. Já passou da hora de darmos um basta nas narrativas eleitoreiras e trazermos os fatos à tona de forma nua e crua. Chega de mentiras. Hoje, vamos falar sobre a verdadeira história por trás da maior revolução financeira do nosso país: o Pix.

Muito se ouve por aí sobre a "paternidade" do Pix, frequentemente utilizado como um troféu de gestão pessoal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Mas o que os documentos, as leis e o calendário oficial provam? A resposta é categórica: afirmar que o Pix foi uma invenção do governo de Jair Bolsonaro é política e tecnicamente falso.

O Pix não nasceu de um improviso, de uma genialidade isolada ou de uma canetada presidencial. Ele é uma infraestrutura de Estado, construída a múltiplas mãos através da continuidade de políticas públicas e da excelência técnica do nosso funcionalismo.

Para entendermos como o Pix realmente aconteceu, precisamos olhar para os três pilares reais que sustentam essa inovação:


1. A Base Social: Inclusão Econômica e Bancarização

Uma tecnologia de pagamento instantâneo e gratuito não sobrevive no vácuo. Para que o Pix se tornasse o sucesso estrondoso que é hoje, respondendo por mais da metade das transações do país, era preciso ter uma população conectada ao sistema financeiro. Essa base social começou a ganhar escala bem antes, com as políticas de inclusão econômica e de bancarização da população de baixa renda, além da criação de contas simplificadas nos Governos Lula I e II. Sem essa inserção prévia do povo no sistema financeiro, o Pix seria uma ferramenta inútil, restrita apenas às elites.


2. O Marco Legal: Tirando o Mercado do "Faroeste"

O trilho jurídico que permitiu a existência do Pix foi assentado em 2013, com a sanção da Lei nº 12.865, no Governo I da Presidenta Dilma. Foi essa legislação que integrou as instituições de pagamento (como as primeiras carteiras digitais e maquininhas) ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Essa lei deu ao Banco Central o poder de regular, supervisionar e ditar as regras do jogo, garantindo princípios inegociáveis como a livre competição e a eficiência. Sem essa arquitetura pública regulada, o mercado seria um território sem leis


3. A Autoria Técnica: O Trabalho do Banco Central

O Pix é mérito exclusivo do corpo técnico e estável de servidores concursados do Banco Central do Brasil.

ü  2016: Os estudos e debates sobre a modernização dos pagamentos digitais foram iniciados na gestão de Ilan Goldfajn, sob o governo de Michel Temer.

ü  Maio de 2018: Ainda no governo Temer, o Banco Central oficializou um Grupo de Trabalho de Pagamentos Instantâneos, reunindo mais de 130 especialistas, incluindo técnicos, bancos e fintechs.

ü  Dezembro de 2018: A "planta baixa" do sistema — detalhando sua governança e conectividade — foi publicada oficialmente através do Comunicado nº 32.927. Ou seja, todo o desenho do Pix já estava pronto e divulgado antes mesmo de Jair Bolsonaro assumir a presidência.


4. O Descompasso da Propaganda e a Confusão Presidencial

O papel da gestão de 2019 e 2020 limitou-se a executar o cronograma operacional que a burocracia técnica do BC já havia planejado, culminando no lançamento sob a presidência de Roberto Campos Neto no órgão.

A prova mais vergonhosa de que o governo da extrema direita não formulou essa política pública ocorreu em 5 de outubro de 2020 — justamente o dia em que o Banco Central abriu o cadastro das chaves Pix para a população. Ao ser parabenizado por um apoiador pelo sistema, o então presidente Jair Bolsonaro demonstrou desconhecimento absoluto: confundiu o Pix com uma medida de aviação civil do Ministério da Infraestrutura e admitiu publicamente: "Não tomei conhecimento. Vou conversar esta semana com o Roberto Campos [Neto]".

Como um governante pode reivindicar a autoria de algo que ele sequer sabia o que era no dia do lançamento? Não é à toa que o Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central (Sinal) emitiu sucessivas notas públicas repudiando o uso eleitoral e político da ferramenta, reforçando que o Pix é patrimônio do povo brasileiro, e não de um partido ou governante.


5. Concluindo: Por que restabelecer a verdade importa hoje?

Não se trata de mero capricho histórico. Compreender que o Pix é um sistema público e gratuito é fundamental no cenário atual. O Pix barateou o custo de vida e retirou bilhões de reais que antes ficavam concentrados no lucro de grandes intermediários e bandeiras globais de cartões.

A verdade liberta e nos defende. O Pix funciona porque o Estado brasileiro tem corpos técnicos autônomos e competentes que trabalham além dos mandatos políticos. O meu papel aqui, como cidadão e representante de vocês, é garantir que o debate público seja pautado pela honestidade, e não pelo oportunismo.

O Pix é nosso. O Pix é de vocês. O Pix é do Brasil.