quinta-feira, fevereiro 05, 2026

A Fábrica de Fantoches: Chomsky, o Nazifascismo e a "Mídia Boca Alugada" em Santa Catarina

 O que separa um cidadão consciente de um seguidor cego? Para Noam Chomsky, a resposta está na "Fabricação do Consentimento". Mas, em Santa Catarina, essa fabricação ganhou contornos de Governo de Facção: uma mistura de ideologia extremista, uso da máquina pública para fins privados e uma mídia local que, de "cão de guarda", virou "boca alugada" para repetir superlativos e esconder a indecência.


1. A Estratégia da Distração e o Entretenimento Político

Enquanto o governo estadual tenta passar leis inconstitucionais — como o fim das cotas — ou protege os "filhos da elite" em casos de crueldade, a Mídia Boca Alugada inunda o público com a "Estratégia da Distração". Focam em eventos sociais, obras de papel ou polêmicas vazias para desviar o olhar do cidadão do que realmente importa: a corrupção ética e a destruição do licenciamento ambiental.


2. O Aspecto Emocional sobre a Reflexão: O Medo como Amigo

A extrema-direita catarinense domina a arte de usar a emoção contra a reflexão. Eles não discutem o orçamento da saúde; eles gritam sobre "ameaças ideológicas", usam o medo e a raiva para bloquear o pensamento crítico. É o método nazifascista clássico: crie um inimigo imaginário para que o povo aceite a perda real de direitos em nome de uma suposta "proteção".


3. Tratar o Público como Crianças (A Era da Marketagem)

Quando o governador gasta milhões em propagandas superlativas (o maior, o melhor, o primeiro!), ele está aplicando a estratégia de tratar o público como crianças. Discursos simplistas e infantis, cheios de cores e trilhas heróicas, servem para anular a racionalidade. O cidadão é induzido a não conferir os dados, apenas a se emocionar com a peça publicitária de 30 segundos.


4. A Complacência com a Mediocridade e o Governo de Facção

Um Governo de Facção não busca o bem comum; ele busca a manutenção do seu grupo no poder. Para isso, utiliza a estratégia de estimular a mediocridade. Ignorar a ciência climática, zombar da intelectualidade e perseguir o pensamento profundo são marcas desse sistema. Eles querem um povo que ache "fashion" ser ignorante, pois um povo culto não aceitaria a "marketagem" no lugar do asfalto.

"A mídia boca alugada é o braço de propaganda desse sistema. Ela recebe para calar sobre o erro e para gritar sobre o pseudo-feito. É a tradução exata da 'fabricação do consentimento' em solo catarinense."


5. O Domínio pelo Conhecimento dos Dados

Hoje, com a tecnologia, as facções políticas conhecem o eleitor melhor do que ele mesmo. Sabem qual medo ativar e qual mentira contar via WhatsApp para que o indivíduo se sinta culpado por sua própria desgraça (Auto-culpa), enquanto os reais culpados brindam com o dinheiro da propaganda enganosa.

 

6. A Teoria na Prática: O Caso da Avenida Carah sob a Lente de Chomsky

Para entender como a Mídia Boca Alugada e o Governo de Facção operam em Lages, basta observar a novela da Avenida Carah através de duas estratégias de manipulação de massa:


6.1. A Estratégia da Adia (O "Doloroso, mas Necessário")

Quantas vezes você ouviu que a revitalização da Carah era "prioridade absoluta", mas que "devido a ajustes técnicos" ou "burocracias herdadas", a obra precisava ser fatiada ou adiada?

ü  A Manipulação: O governo apresenta o atraso como um sacrifício necessário para uma entrega "perfeita" no futuro. Eles pedem a sua paciência hoje em troca de uma promessa que serve apenas para acalmar a resistência imediata. É a aceitação da incompetência atual com a esperança de um amanhã que nunca chega por completo.


6.2. A Estratégia da Distração (O Brilho que Cega)

Enquanto a restauração real — aquela que envolve drenagem, asfalto de qualidade e segurança — avança a passos de cágado (ou para no meio do caminho), o que a Marketagem do estado faz?

ü  A Manipulação: Inundam as redes sociais e as rádios locais com anúncios superlativos sobre "Milhões para a Serra" ou "Obras em toda Santa Catarina". Eles usam informações insignificantes ou promessas de outras áreas para desviar o seu olhar do buraco na frente do seu carro. Se você está distraído com o "vídeo bonito" da nova ponte na cidade vizinha, você esquece de cobrar o asfalto que foi prometido para a sua avenida e não saiu do papel.


6 3. Tratar o Público como Crianças (A infantilização do Lageano)

Ao anunciar a Avenida Carah com termos como "A Nova Cara de Lages" ou "Um Presente para a População", o governo trata o cidadão como uma criança que deve ficar feliz com um "presente", ignorando que aquilo é dever do Estado pago com o seu imposto. O tom simplista da propaganda evita que você questione: Por que o valor X foi anunciado, mas apenas Y foi executado? Por que a qualidade do material parece inferior ao prometido?


Em Resumo: A Avenida Carah não é apenas uma via mal acabada; é um monumento à Estratégia da Gradualidade. Eles entregam o mínimo, no maior tempo possível, com a máxima propaganda. A "Mídia Boca Alugada" aplaude a entrega de um trecho de 1.200 metros como se fosse a inauguração do Canal da Mancha, e o povo, manipulado pela repetição, acaba aceitando a mediocridade como se fosse progresso.

"Não aceite ser tratado como marionete. Quando a propaganda diz 'histórico', a realidade da Carah diz 'atraso'. Quando Chomsky fala em manipulação, ele está falando do que o governo de SC faz com a sua percepção da realidade."


7. Concluindo: Romper a Bolha do Consentimento

As 10 estratégias de Chomsky não são apenas teoria; são o manual de instruções do governo que temos hoje em Santa Catarina. O nazifascismo não chega mais apenas com botas militares; ele chega com algoritmos, com mídias compradas e com uma "marketagem" agressiva que tenta nos convencer de que a nossa exclusão é para o nosso próprio bem.

O papel deste blog é ser o curto-circuito nessa fábrica de mentiras. É denunciar que por trás de cada "obra histórica" anunciada pela Mídia Boca Alugada, existe uma estratégia de manipulação desenhada para nos manter dóceis, ignorantes e, acima de tudo, controlados.

quarta-feira, fevereiro 04, 2026

CRESÇA... CRESÇA E APAREÇA GOVERNADOR

 

Jorginho Mello e a "Política da Quinta Série": O Governador que Prefere Incendiar a Governar

O cargo de Governador de Estado exige, por definição constitucional e ética, a estatura de um pacificador. Quem senta na cadeira de comando de uma unidade da federação deve governar para todos, agindo com republicanismo e equilíbrio. No entanto, o que assistimos em Santa Catarina com Jorginho Mello é o oposto: a transformação do Centro Administrativo em um diretório de facção ideológica, onde o ódio substitui o diálogo e o grito soterra a diplomacia.


O Incendiário da Paz Social

Ao utilizar expressões chulas como "o bambu vai roncar" e incitar abertamente a sociedade contra movimentos sociais, Jorginho Mello abdica do papel de autoridade para assumir o de agitador. Ao invés de mediar conflitos agrários com a inteligência da lei, ele prefere o combustível da intolerância.

Essa postura não é apenas irresponsável; é perigosa. Um governante que convoca o confronto físico e promove o "Abril Amarelo" como uma milícia institucionalizada de pensamento único está, na prática, sabotando a paz social em solo catarinense para alimentar algoritmos de redes sociais. É a política do "nós contra eles" levada ao paroxismo da irresponsabilidade.


O Republicanismo Deixado na Gaveta

A incapacidade de Jorginho Mello em manter uma relação institucional mínima com o Governo Federal beira o patético. Seus ataques mentirosos e veementes ao Presidente Lula, seus ministros e ao PT revelam um desconhecimento profundo — ou um desprezo deliberado — sobre o que significa ser um ente federativo.

Atacar quem detém a caneta dos investimentos em infraestrutura e energia para o próprio estado que ele governa não é "coragem", é burrice política. Ao agir como um "garoto mimado e raivoso da quinta série", que prefere a ofensa pessoal ao debate de projetos, Jorginho isola Santa Catarina. Ele coloca seu ego e sua fidelidade cega a uma facção política acima das necessidades reais do povo catarinense.


Política de Nação vs. Política de Facção

O republicanismo exige que se respeite a legitimidade do voto popular, seja ele para governador ou para presidente. Jorginho parece não ter digerido a democracia. Sua atuação é covarde porque utiliza o aparelho do Estado para perseguir adversários e desinformar a população com ataques coordenados, fugindo do papel vital de estadista.

Governar não é fazer "live" de ataque; governar é construir pontes. Enquanto Jorginho Mello continuar preso ao papel de bedel de rede social, Santa Catarina perderá a oportunidade de ser protagonista nacional pela competência, sendo lembrada apenas pela truculência verbal de quem ainda não entendeu que a eleição acabou e o trabalho — de verdade — deveria ter começado.

É hora de o governador crescer. O estado de Santa Catarina é grande demais para ser gerido com a mentalidade mimimi (infantil e acriançado) de um pátio escolar em dia de briga.

terça-feira, fevereiro 03, 2026

A MARKETAGEM SUPERLATIVA DE UM GOVERNO NANICO.. .

 

O Governo do Superlativo:

Essa é uma das críticas mais necessárias à gestão pública atual: a substituição da Administração pela Marketagem. É o uso do dinheiro do contribuinte para vender uma realidade que não existe, usando superlativos para camuflar a incompetência ou o atraso.

Em Santa Catarina, o governo elevou a propaganda ao status de política de estado. Essa prática fere o princípio da Eficiência e da Moralidade (do LIMPE), além de ser uma forma sofisticada de corrupção da verdade.


Santa Catarina e a Era da "Marketagem" Enganosa

Existe uma diferença abissal entre Publicidade Institucional (que deveria informar o cidadão) e Marketagem Eleitoreira (que serve para inflar o ego do governante com dinheiro público). Santa Catarina tornou-se o laboratório nacional desta segunda prática.

O governo estadual, hoje, é o campeão da "obras de papel". Gastam-se milhões em anúncios brilhantes, câmeras lentas e trilhas sonoras heróicas para anunciar projetos que sequer tiveram o primeiro tijolo assentado. É a política do "anuncio, logo existo".


O Caso de Lages: A Avenida Carah como Monumento ao Atraso

Um exemplo gritante desse descaso maquiado é a restauração da Avenida Carah, em Lages. O que deveria ser uma solução de infraestrutura tornou-se um símbolo da "Marketagem".

Anunciam-se milhões como se o valor empenhado fosse o benefício entregue. Mas a realidade do lageano é a espera. A obra, quando sai, é parcial; o anúncio, contudo, é sempre total e em grau superlativo: "A maior obra da história", "O investimento nunca antes visto".

Essa tática aposta em duas fraquezas:

1.    A falta de memória histórica: O povo é bombardeado com tantas "maiores obras" que esquece das que foram prometidas e nunca terminadas.

2.    A impossibilidade de conferência: O cidadão comum, ocupado em sobreviver, dificilmente vai confrontar o outdoor com o Portal da Transparência.


O Ilusionismo como Método de Governo

Ao usar superlativos para tudo, o governo estadual tenta anular a capacidade de comparação do cidadão. Se tudo é "o melhor do mundo", nada tem parâmetro real. Isso é uma corrupção da informação.

Gastar verbas astronômicas com agências de publicidade para anunciar o que ainda não foi feito é, no mínimo, imoral. É usar o suor do contribuinte para financiar a própria campanha de reeleição antecipada, enquanto hospitais e estradas (as reais, não as do vídeo) pedem socorro.


"A Marketagem é o refúgio dos governantes que preferem parecer do que ser. É a tentativa de substituir o asfalto pela edição de vídeo."


Concluindo: O Despertar contra o Outdoor

Precisamos parar de avaliar governos pelo brilho da propaganda e começar a medi-los pelo cronômetro da obra e pela qualidade do serviço. Santa Catarina não precisa de "obras superlativas" na TV; precisa de obras concluídas, transparentes e eficientes no chão da cidade.

Enquanto a Avenida Carah e tantas outras vias pelo estado forem tratadas como peças de ficção publicitária, continuaremos sendo governados por ilusionistas que, ao final do espetáculo, levam o nosso dinheiro e deixam apenas o buraco no caminho.

 

📘 Pequeno Dicionário da Marketagem Governamental

No mundo dos anúncios de TV, as palavras ganham significados mágicos que não batem com a realidade das ruas. Veja como traduzir o "Governês" para o Português Real:

O que o Governo diz (Marketagem)

O que realmente está acontecendo (Realidade)

"Investimento Histórico"

Estão apenas gastando o orçamento que já era obrigatório, mas com um fotógrafo mais caro do lado.

"Obra em Fase de Planejamento"

A ideia está em um guardanapo e não existe nem licitação, nem dinheiro em caixa.

"Maior do Brasil/da História"

O publicitário não encontrou outro adjetivo e resolveu apostar que ninguém vai conferir os dados dos outros estados.

"Governo da Inovação"

Compraram tablets novos para assessores, mas o sistema do posto de saúde continua fora do ar.

"Recursos já Garantidos"

Existe uma promessa política, mas o contrato ainda não foi assinado e pode ser cancelado a qualquer momento.

"Avenida Restaurada" (Caso Carah)

Passaram um "batom" de asfalto em dois quarteirões para fazer a foto, enquanto o resto da via continua no abandono.



Por que eles fazem isso?

A Marketagem trabalha com o conceito de Pós-Verdade. Se o governo repetir 1.000 vezes na rádio e na TV que Santa Catarina é um "canteiro de obras", o cidadão que está preso no trânsito de uma estrada esburacada começa a achar que o problema é só na rua dele, e não na gestão estadual.

É a destruição da memória histórica. Ao focar no "anúncio do futuro", o governo apaga o fracasso do passado e a estagnação do presente.

 

Como combater a Marketagem no seu dia a dia:

1.    Ignore o Superlativo: Toda vez que ouvir "o maior", "o melhor" ou "o primeiro", ligue o sinal de alerta.

2.    Cobre o Cronograma: Obra sem data de entrega é apenas um cenário de propaganda.

3.    Confronte o Outdoor: O anúncio diz 10 milhões? Vá ao Portal da Transparência e veja quanto foi realmente pago (liquidado) e não apenas "autorizado".

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

VAI PIORAR... E PIORAR MUITO.. (Parte II)

 

O Colapso Anunciado: Como a Flexibilização Ambiental está Afogando a Economia de Santa Catarina

Santa Catarina é, infelizmente, o "laboratório" dos eventos extremos no Brasil — sofrendo com tornados, ciclones bomba, secas severas e enchentes devastadoras em intervalos cada vez menores

Santa Catarina está na rota de colisão da crise climática. O que antes chamávamos de "eventos raros", hoje é o nosso calendário sazonal. Tornados no Oeste, enchentes históricas no Vale do Itajaí e secas que dizimam safras inteiras não são mais previsões: são a nossa realidade.

No entanto, em vez de blindarmos nosso território com rigor ambiental, assistimos a uma tentativa suicida de "abrir a porteira" através da flexibilização do licenciamento ambiental — uma medida recentemente vetada pelo Presidente Lula, mas que ainda assombra o futuro do estado.


1. O Agronegócio: Vítima e Cúmplice

O agronegócio catarinense é o motor da nossa economia, mas está operando sob uma lógica de curto prazo que ignora a biologia. A ciência é clara: sem floresta preservada, não há ciclo de chuvas. Quando se flexibiliza o licenciamento, permite-se que áreas de preservação sejam convertidas, que encostas sejam desmatadas e que o solo perca sua capacidade de absorção. O resultado? A chuva que deveria alimentar a terra vira uma enxurrada que leva embora a camada fértil, o gado e as máquinas. O lucro imediato da "desburocratização" será pago com juros altíssimos nas indenizações por calamidade pública.


2. O Veto Necessário contra a "Lei da Desgraça"

O veto presidencial à lei que facilitava o licenciamento ambiental não foi apenas uma decisão política; foi uma medida de sobrevivência econômica. Flexibilizar o licenciamento em um estado com a geografia acidentada de Santa Catarina é o equivalente a construir um castelo de areia na beira da maré alta.

Sem o rigor do licenciamento:

  • Ocupações em áreas de risco crescem sem controle.
  • Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) podem ser instaladas sem estudo de impacto real, alterando ecossistemas vitais.
  • O uso indiscriminado do solo acelera a desertificação em áreas do Oeste catarinense.


3. A Economia da Catástrofe

Nos próximos anos, os fenômenos climáticos não vão apenas "crescer"; eles vão se intensificar em escala logarítmica. O custo de reconstruir pontes, estradas e cidades destruídas por ciclones consome o orçamento que deveria ir para saúde e educação.

Santa Catarina está diante de uma escolha: ou se torna referência em Adaptação Climática e preservação da Mata Atlântica, ou continuará sendo o estado que chora suas perdas enquanto o governo e a mídia "boca alugada" fingem que o problema é apenas a "fúria da natureza", e não a ganância legislativa.

 

Concluindo: O Agro não sobrevive ao Ecocídio

Relacionar a crise climática com a flexibilização do licenciamento ambiental (a chamada "Lei da Degradação") é expor a ferida de que o agronegócio, ao tentar "ganhar agilidade" no papel, está, na verdade, assinando sua própria sentença de morte no campo.

Não existe economia forte em um planeta morto. Se o agronegócio catarinense quer ter um futuro em 2030 ou 2050, ele precisa ser o maior defensor do licenciamento ambiental rigoroso. Flexibilizar leis de proteção em meio ao caos climático é como tentar apagar um incêndio com gasolina.

O veto de Lula barrou a tragédia jurídica, mas a tragédia climática já está batendo à nossa porta. É hora de Santa Catarina parar de legislar contra o próprio solo.

 

VAI PIORAR... E PIORAR MUITO...

ALIENADOS... AGRADEÇAM AOS SEUS LEGÍTIMOS REPRESENTANTES

Deputados de SC que votaram a favor no projeto que flexibiliza o licenciamento ambiental

1. Cobalchini (MDB)

2. Luiz Fernando Vampiro (MDB)

3. Pezenti (MDB)

4. Gilson Marques (NOVO)

5. Caroline de Toni (PL)

6. Daniel Freitas (PL)

7. Daniela Reinehr (PL)

8. Ricardo Guidi (PL)

9. Zé Trovão (PL)

10. Coronel Armando (PP)

11. Geovania de Sá (PSDB)

12. Fabio Schiochet (União Brasil)

sábado, janeiro 31, 2026

Enquanto isso... no Estado mais Nazifascista e Corrupto do Brasil... (parte III)

 

Santa Catarina e o Mito da Pureza: O Verniz Institucional do Nazifascismo Moderno

A defesa enviada pelo governador Jorginho Mello e pela ALESC ao STF, em janeiro de 2026, é um documento que deveria envergonhar qualquer democrata, mas que, infelizmente, serve como um manifesto para o que há de mais sombrio na política catarinense. Sob o pretexto de "realidade regional", o Estado tenta oficializar o que o nazifascismo sempre defendeu: a hegemonia de uma raça sobre as outras.


1. A Estatística como Ferramenta de Exclusão

O argumento do governo é acintoso: como Santa Catarina possui 81% de população branca, as cotas raciais seriam "desnecessárias". Essa lógica é a mesma utilizada por regimes segregacionistas. Se há uma minoria de 18% (pretos e pardos), é justamente essa minoria que foi historicamente empurrada para as margens e que necessita de reparação.

Ao usar a "maioria branca" como escudo, o governo não faz gestão pública; faz eugenia social. Tenta garantir que as universidades continuem sendo espelhos de uma Europa idealizada, ignorando que o solo catarinense também foi construído pelo suor e sangue de populações negras e indígenas, sistematicamente apagadas dos livros e agora das vagas acadêmicas.


2. O Nazifascismo de Roupa Nova e a Corrupção Ética

Não é coincidência que Santa Catarina figure frequentemente nos relatórios policiais como o estado com maior proliferação de células neonazistas. Quando o comando do Estado legisla contra a igualdade racial, ele dá um salvo-conduto moral para esses grupos.

A corrupção em Santa Catarina vai além do desvio de verbas; trata-se de uma corrupção ética e constitucional. O governo ignora o STF e a dignidade humana para alimentar um eleitorado que confunde "identidade regional" com supremacia racial. É o estado mais "nazifascista" não apenas pelos grupos marginais, mas pela postura de suas instituições, que tentam transformar o preconceito em lei.


3. A Falácia do "Foco Socioeconômico"

Dizer que o foco é "apenas socioeconômico" é a tática clássica para esconder o racismo. No Brasil, e especialmente em SC, a pobreza tem cor. Ao tentar dissociar raça de classe, o governo quer evitar o debate sobre o racismo estrutural. É a tentativa de criar uma "raça catarinense" pura e merritocrática, onde o privilégio histórico do sobrenome europeu é vendido como esforço pessoal.


"O governo catarinense não está defendendo a autonomia estadual; está defendendo a manutenção de um 'apartheid acadêmico' financiado com dinheiro público."


4. O STF como Última Barreira

A resposta da ALESC, tentando minimizar a urgência da intervenção do Ministro Gilmar Mendes, é um deboche. Eles sabem que a lei é natimorta por ser flagrantemente inconstitucional, mas insistem no erro para manter o aceno aos setores mais extremistas da sociedade.


Concluindo: A Mensagem é Clara

Santa Catarina precisa decidir se quer ser um estado brasileiro, sob a égide da Constituição de 1988, ou se quer se consolidar como um enclave de retrocesso e supremacia. Enquanto o governo usar dados demográficos para validar a exclusão, estaremos provando que a "Mensagem a Garcia" que nossas autoridades estão entregando é uma mensagem de ódio, separação e desonestidade intelectual.

A Mídia "boca alugada" (catarinense e lageana) e a caneta do governador estão alinhados: proteger a branquitude a qualquer custo, enquanto fingem que o racismo é um "detalhe estatístico".

sexta-feira, janeiro 30, 2026

Uma Mensagem aos 60.311 Vereadores: O Poder é Encargo, não Privilégio (Parte II)

 

5 Ações Práticas para um Vereador Ético

Para sair do discurso e entrar na prática da boa administração, um vereador deve:

1.    Transparência Ativa em Tempo Real: Não espere pelo Portal da Transparência da Prefeitura. Mantenha um site ou rede social atualizada com o destino de cada centavo da sua verba de gabinete e o registro de todas as suas votações, com a justificativa técnica de cada uma.


2.    Renúncia a Privilégios Extralegais: Rejeite privilégios que, embora previstos em lei, são moralmente questionáveis perante a realidade da população, como cartão alimentação, auxílios-paletó, frotas de carros de luxo ou aumentos de salário acima da inflação do período.


3.    Fiscalização Itinerante e Técnica: Em vez de ficar apenas no gabinete, ou indo a Brasília participar de atividades lúdicas, exóticas ou delirantes,  estabeleça um calendário de visitas técnicas a hospitais, escolas e obras públicas, confrontando o que foi empenhado no orçamento com o que foi executado na realidade.


4.    Conselhos de Mandato Populares: Crie um conselho consultivo formado por cidadãos voluntários e especialistas da sociedade civil para debater os projetos de lei antes de irem para votação, garantindo que o interesse seja coletivo e não de grupos de pressão ou de facções politicas.


5.    Combate ao Nepotismo e ao Clientelismo: Garanta que as indicações para cargos de confiança (se existirem) sejam baseadas em critérios estritamente técnicos e meritocráticos, nunca trocando cargos por apoio político ou favorecimento familiar.


Aqui está um roteiro de "Entrevista com o Vereador que o Brasil Precisa":


Entrevista Exclusiva: "O Mandato como Serviço, não como Negócio"


Blog: Vereador, muitos dizem que 'política é assim mesmo' e que privilégios são direitos adquiridos. Como o senhor enxerga a função de um dos 60.311 vereadores do Brasil hoje?

Vereador: A função é de zeladoria e estratégia. O vereador é o funcionário do povo mais próximo da rua. Ver o mandato como um "negócio" ou um "clube de privilégios" é trair a confiança de quem mal consegue pagar as contas no fim do mês. Ser vereador é um encargo público, não um título de nobreza.


Blog: O senhor mencionou o LIMPE (Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência). Como aplicar isso no dia a dia do gabinete?

Vereador: É simples, mas exige coragem. Impessoalidade, por exemplo, é não colocar seu nome em placa de obra pública. Eficiência é reduzir o número de assessores e usar o dinheiro economizado para cobrar melhorias no posto de saúde. O LIMPE deve ser o filtro de cada voto meu na Câmara.


Blog: Muitos parlamentares focam apenas em "dar coisas" às pessoas. Qual a diferença entre assistencialismo e Política Pública?

Vereador: O assistencialismo mantém a pessoa dependente do político; a Política Pública liberta o cidadão. Se eu consigo um exame para um eleitor "furando a fila", estou sendo antiético. Mas se eu fiscalizo o Ciclo de Políticas Públicas da saúde e garanto que a fila de todos ande mais rápido, estou cumprindo meu papel.


Blog: Qual o maior desafio para abrir mão de privilégios dentro de uma Casa Legislativa?

Vereador: É a pressão dos pares. Quando você abre mão de um carro oficial ou de um aumento, você expõe quem não quer abrir. Mas a minha lealdade não é com os meus colegas de plenário, é com os milhares de cidadãos que esperam ética de nós. A política só terá crédito quando o político tiver menos regalias que o professor ou o médico.


Blog: Que mensagem o senhor deixa para os seus 60.310 colegas de todo o país?

Vereador: Estudem Administração Pública. Entendam o orçamento. Parem de legislar para o próprio umbigo. O Brasil está mudando e a sociedade está vigiando. Ser ético não é um diferencial, é a obrigação mínima de quem recebe salário pago pelo povo.