domingo, novembro 01, 2026

QUANDO OS LOUCOS CONDUZEM OS CEGOS... Carrascos Voluntários do Nazifascimo (Parte XX)

 A Anatomia do Fascismo Cotidiano no Brasil

Existe uma ilusão confortável no debate público de que regimes autoritários e práticas fascistas são obra exclusiva de uma elite política conspiradora ou de líderes populistas. Contudo, a história e a realidade contemporânea teimam em provar o contrário.

Em seu seminal livro Os Carrascos Voluntários de Hitler, o cientista político Daniel Jonah Goldhagen defende que o extermínio promovido pelo nazismo só foi possível porque cidadãos comuns integraram o sistema de livre e espontânea vontade, movidos por um ódio enraizado e culturalmente compartilhado. Não eram meros "burocratas cumprindo ordens", mas agentes convictos.

Ao mesmo tempo, no documentário Orwell: 2+2=5, o cineasta Raoul Peck resgata o alerta de George Orwell para nos mostrar como a distorção da verdade e a aceitação do absurdo () sustentam o avanço autoritário e paralisam a consciência moral da sociedade.

Quando olhamos para os fatos recentes que marcam a conjuntura brasileira, a junção dessas duas teses se revela assustadoramente perfeita. O fascismo no Brasil não é um espectro abstrato: ele é praticado diariamente na ponta por "carrascos voluntários" devidamente anestesiados pelo engano orwelliano.


1. O Fascismo da Vida Cotidiana: A Perseguição aos Semelhantes

Como apontou o jurista Wálter Maierovitch, a perseguição, a retaliação e a ameaça contra quem vota ou pensa diferente não é mera "polarização político-partidária"; trata-se de fascismo em estado puro.

Essa violência se desdobra nas relações cotidianas, onde o cidadão comum assume o papel de punidor moral do seu vizinho, colega ou cliente:

  1. O Feudo Médico: Profissionais da saúde acusados de perseguir colegas de profissão e sugerir o boicote a pacientes por motivo de posicionamento político. O juramento de Hipócrates cede espaço ao julgamento ideológico, transformando a relação de cuidado em instrumento de chantagem.
  2. A Armadilha na Fé e na Caridade: Líderes religiosos que defendem abertamente cortar cestas básicas e assistência social a famílias vulneráveis que votaram em determinado candidato, espalhando fake news e usando a fome como punição política.
  3. O Assédio Econômico: Boicotes a empresas, demissões discriminatórias e intimidações comerciais que tentam sufocar a subsistência financeira de quem recusa o alinhamento ideológico hegemônico.

Assim como no estudo de Goldhagen, esses atores não estão sob coerção física para praticar o mal: eles o fazem voluntariamente, convictos de que estão cumprindo um "dever moral" contra um inimigo fabricado.

2. A Ilusão do  e a Mutilação do Sentido de Nação

Para que um "carrasco voluntário" atue contra sua própria comunidade, a sua percepção da realidade precisa ser profundamente manipulada. É aqui que entra o paradoxo de Orwell levado ao paroxismo:

a)     Subserviência Antinacional: Bolsonaristas e extremistas ocupando perfis digitais de autoridades estrangeiras (como Donald Trump) para mendigar uma "colonização" ou intervenção externa no próprio Brasil. Trata-se da corrosão completa do conceito de soberania nacional, fruto de uma lavagem cerebral onde entregar o próprio país é vendido como "patriotismo".

b)       Contradições Econômicas e Ceticismo Seletivo: Enquanto a massa é entretida por contendas ideológicas e pautas de costumes, decisões com impacto financeiro direto — como o aumento de impostos sobre combustíveis aprovado por governadores — passam longe do escrutínio e da indignação dessa mesma base fanatizada. A narrativa manipulada seleciona o que deve ser motivo de raiva e o que deve ser ignorado.

3. A Urgência da Resistência Cívica

A aceitação do absurdo () é o combustível da barbárie. Quando permitimos que a discriminação por opinião política contamine o hospital, a igreja, o ambiente de trabalho e a mesa de jantar, estamos pavimentando o caminho para a erosão definitiva da democracia.

O documentário de Raoul Peck nos faz um chamado urgente à resistência cívica. Não podemos normalizar a covardia institucional nem o ódio cotidiano. Reconhecer que o fascismo no Brasil não é apenas uma figura política no topo da esfera pública, mas uma mentalidade difusa em milhares de "carrascos voluntários", é o primeiro passo para confrontar a mentira e exigir o resgate da dignidade humana e do Estado Democrático de Direito.





sábado, outubro 31, 2026

QUANDO OS LOUCOS CONDUZEM OS CEGOS... Aos Mitômanos e Canalhas de todas as mídias... aos midiáticos corneteiros apocalípticos e de araque... (Parte XIX)

 Em Tempos de Engano, Dizer a Verdade é um Ato Revolucionário

Vivemos uma era em que a realidade foi fraturada. O que antes parecia absurdo — a imposição de que  — tornou-se o método padrão de controle político e social. A célebre frase de George Orwell ecoa hoje com uma urgência ensurdecedora: “Em tempos de engano, dizer a verdade é um ato revolucionário.”

O recém-lançado documentário “Orwell: 2+2=5”, dirigido pelo cineasta Raoul Peck, joga luz sobre essa distopia que deixou de ser ficção literária para se transformar no nosso cotidiano. A obra examina o legado do escritor britânico para nos lembrar que o autoritarismo moderno não precisa apenas de cassetetes ou prisões; ele se sustenta, primordialmente, pela captura da verdade e pela manipulação sistemática da narrativa.

A Manipulação da Informação a Serviço dos Poderosos

Na essência do que Peck retrata, a grande engrenagem do engano contemporâneo opera através da mídia corporativa e dos algoritmos controlados por conglomerados de poder. A informação não é mais veiculada para informar o cidadão, mas para moldar o seu comportamento, canalizar sua indignação e proteger os interesses de elites políticas e econômicas.

Ø  A Pós-Verdade como Projeto de Poder: O controle da opinião pública se dá quando a mentira repetida à exaustão substitui o fato comprovado. O negacionismo e a pós-verdade são ferramentas calculadas para paralisar o pensamento crítico.

Ø  A Indústria da Distração: Enquanto os verdadeiros escândalos e a destruição de direitos ocorrem nos bastidores, a grande mídia frequentemente atua para polarizar a sociedade em debates superficiais, impedindo que o povo enxergue quem de fato está lucrando com a desigualdade.

Ø  A Diluição da Realidade: Assim como no romance 1984, a linguagem é corrompida. Palavras perdem o sentido, crimes ambientais ou econômicos ganham roupagens de "modernização", e a opressão é vendida como "ordem".

O Perigo do Silenciamento e a Coragem da Lucidez

O documentário de Raoul Peck nos lança um alerta incômodo: a apatia coletiva é o combustível perfeito para os aspirantes a ditadores. Quando a sociedade se conforma com a mentira institucionalizada, abrir espaço para a verdade torna-se uma ameaça à ordem estabelecida — e é por isso que dizer o que precisa ser dito passou a ser visto como uma "revolução".

Para a parcela da sociedade que recusa o extremismo, o fanatismo e as narrativas fáceis, o desafio é cotidiano. Não se trata apenas de apontar o dedo para a tela da televisão ou para as redes sociais, mas de cultivar o rigor intelectual, verificar os fatos, apoiar o jornalismo investigativo independente e recusar a amnésia coletiva.

Concluindo: Manter a lucidez e falar a verdade é a forma mais poderosa de resistência.

O engano organizado só vence quando decidimos nos calar ou quando nos resignamos à exaustão. Resgatar o espírito crítico de George Orwell e absorver as advertências trazidas por “Orwell: 2+2=5” é o primeiro passo para romper com a manipulação.

Em um mundo que tenta nos convencer de que o absurdo é normal, manter a lucidez e falar a verdade é a forma mais poderosa de resistência.



sexta-feira, outubro 30, 2026

Enquanto isso... no mais Nazifascista e Corrupto dos Estados Brasileiros: Além das Urnas:... (Parte XXXI)

 As Três Feridas Abertas que Mancham a Imagem de Santa Catarina

Para a parcela da sociedade catarinense que preserva o pensamento crítico e a lucidez, o rótulo que coloca Santa Catarina no topo do extremismo político do país é apenas a ponta do iceberg. Há um discurso hegemônico que vende o estado como um oasis de "eficiência, ética e ordem". Contudo, a realidade dos fatos expõe contradições graves: corrupção entranhada na gestão pública, avanço do extremismo violento e um dos maiores massacres ecológicos contra a fauna marinha do planeta.

Para além das disputas eleitorais, são estes três pilares que desnudam as fragilidades éticas e institucionais que precisamos enfrentar.


1. A Corrupção Sistêmica na Gestão Pública: A Ilusão da "Eficiência"

O discurso de rigor administrativo ruiu diante das sucessivas operações de órgãos de controle e forças-tarefa (como o MPSC e o GAECO). Somente no segundo semestre de 2026, pelo menos sete megaoperações atingiram em cheio prefeituras, órgãos públicos e redes de empresários locais.

  • Fraudes e Lavagem de Dinheiro: A Operação Dominus Urbis (outubro de 2026) revelou um esquema milionário de direcionamento de licitações com o bloqueio judicial de R$ 2,7 milhões em bens, atingindo diretamente estruturas municipais como Alfredo Wagner e Bocaina do Sul, além de desdobramentos em Blumenau e Palhoça.
  • Eventos e Festas Públicas como Palco de Esquemas: A Operação Apoteose colocou sob holofote o favorecimento e manipulação de propostas na tradicional EXPOCAÇADOR 2026, resultando na prisão de empresários e mandados cumpridos em múltiplos polos do estado (Chapecó, Navegantes, Itajaí).
  • Contratos de Tecnologia: A Operação Gaiola Digital desnudou o pagamento de propinas no setor de informática governamental, movimentando cifras incompatíveis em Balneário Camboriú, Lages, Blumenau e Rio do Sul.

Essa sequência escancara que o discurso de retidão fiscal frequentemente esconde velhas práticas coronelistas e de assalto ao patrimônio público.


2. A Intolerância Infiltrada: Os Ovos da Serpente Neonazista

A imagem pacífica e turística do estado esbarra no alarme aceso pelas forças de segurança contra células de intolerância e supremacismo. O trabalho investigative do CyberGAECO e da Polícia Civil revelou o perigo de grupos organizados e violentos atuando no território catarinense.

  • Infiltração Institucional: A denúncia criminal formalizada pelo MPSC decorrente da Operação Nuremberg expôs 14 integrantes de uma das células skinheads mais violentas do Brasil. O grupo não apenas operava com hierarquia rigorosa, "batismos" e apologia ao nazismo, mas contava com apoio direto de agentes públicos (como policial militar e escrivã de polícia).
  • Repercussão e Alvo Internacional: O caso do radical germano-americano Vincent Alexander Pacheco Weidlich ilustra a gravidade: preso em Blumenau (fim de 2024) e condenado por terrorismo e incitação ao genocídio (setembro de 2025), ele articulava a criação de uma colônia supremacista e planejava ataques em massa cooptando jovens em redes sociais. Sua posterior soltura por razões de insanidade e sua permanência em liberdade mantêm as autoridades em alerta máximo.

A presença e a cooptação desses grupos exigem resposta firme da sociedade civil para combater qualquer tipo de benevolência cultural ou omissão institucional.


3. O Ecocídio Marinho: O Massacre Silencioso de Mais de 15 Mil Tubarões no Litoral Catarinense

Se os escândalos de corrupção e extremismo preocupam, a destruição ambiental promovida a partir de portos catarinenses atinge dimensões de tragédia global. Santa Catarina se transformou em rota e entreposto de um dos maiores crimes ambientais contra a biodiversidade marinha: o comércio ilegal de barbatanas de tubarão (finning).

Os números divulgados pelas fiscalizações do IBAMA e Receita Federal revelam um verdadeiro massacre ecológico:

Operação Ambiental / Local

Carga Apreendida

Estimativa de Tubarões Abatidos

Espécies Atingidas e Destino

Porto de Itapoá / SC (Outubro de 2026)

17 toneladas (Fraude em sacos de "sardinha")

~5.700 tubarões

Tubarão-Azul e Tubarão-Anequim (ameaçado de extinção). Destino: Malásia. Multa de R$ 50 mi.

Operação de Grande Porte (2023)

28,7 toneladas (Maior apreensão da história)

~10.000 tubarões

Tubarão-Azul e Anequim. Destino: Ásia.

TOTAL

45,7 toneladas

Mais de 15.700 tubarões mortos

Crime ambiental de escala global operado nas costas catarinenses.

É uma tragédia sem precedentes. Milhares de tubarões — predadores do topo da cadeia alimentar essenciais para o equilíbrio dos oceanos — foram sacrificados para alimentar um mercado milionário na Ásia onde o quilo da iguaria chega a US$ 3.000 (cerca de R$ 16 mil). A caça predatória e a tentativa de fraudar contêineres marítimos no litoral catarinense mancham indelevelmente a reputação ambiental do estado.


Concluindo: Horizontes para a Santa Catarina Lucida

Enquanto a "bolha" política local celebra a hegemonia partidária, a realidade entrega um estado com prefeituras enredadas em propinas, células supremacistas rondando a juventude e portos servindo de entreposto para a dizimação da vida marinha.

Cabe à parcela lúcida da população catarinense não se calar, cobrar rigor das autoridades, exigir transparência na gestão pública e defender a preservação do meio ambiente e a dignidade humana. O verdadeiro orgulho de pertencer a Santa Catarina não virá do fanatismo eleitoral, mas da capacidade da sua gente em enfrentar com coragem e verdade as suas piores contradições.



quinta-feira, outubro 29, 2026

QUANDO CANALHAS AGEM COMO BANDIDOS... RESISTA... REAJA... LUTE... REPUTAÇÃO VALE OURO...

 Sua empresa foi citada em boicote? Faça isto

Se o seu negócio aparecer em uma lista de boicote político, a recomendação é não reagir no impulso. Antes de responder publicamente, organize as informações e avalie o caso com apoio jurídico.

  1. Guarde provas: mensagens, e-mails, publicações, links, prints, datas e outros registros que documentem a situação.
  2. Registre impactos: cancelamentos de contratos, ameaças ou perdas comerciais que possam estar relacionados a retaliações políticas.
  3. Avalie antes de responder: analise as circunstâncias e as medidas cabíveis antes de tomar decisões ou se pronunciar publicamente.
  4. Denuncie, se necessário: diante de indícios de assédio eleitoral, considere encaminhar a denúncia ao Ministério Público do Trabalho e a outros órgãos competentes.
  5. Invista em prevenção: promova treinamentos para prevenir, identificar e lidar com condutas discriminatórias motivadas por convicções políticas.


Quais são os riscos jurídicos?

A discriminação por posicionamento político pode gerar consequências trabalhistas e civis para quem pratica ou promove a conduta. A Lei nº 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias para fins de admissão ou permanência na relação de trabalho.

Quando a dispensa discriminatória é comprovada, o trabalhador pode buscar reparação judicial. Segundo o artigo 4º da lei, ele pode optar pela reintegração, com ressarcimento integral do período de afastamento, ou pelo recebimento em dobro da remuneração do período, além da possibilidade de indenização por danos morais, conforme o caso.


O impacto vai além do jurídico

Um boicote pode afetar a reputação da empresa, suas relações comerciais e a confiança de funcionários, clientes e investidores. Em negócios familiares, o risco aumenta quando manifestações pessoais de sócios ou dirigentes são associadas à imagem institucional da empresa.

A legislação eleitoral também impõe limites à participação de empresas em campanhas. Após o julgamento da ADI 4.650 pelo Supremo Tribunal Federal, doações eleitorais por empresas foram vedadas. Além disso, o artigo 57-C da Lei nº 9.504/1997 proíbe propaganda eleitoral paga na internet, salvo nas condições legais para impulsionamento contratado por partidos, candidaturas e seus representantes, e veda propaganda eleitoral em sites de pessoas jurídicas, mesmo quando gratuita.

“Assédio eleitoral não é apenas uma questão de recursos humanos. Também envolve governança, gestão de riscos e responsabilidade da liderança. O empresário continua livre para ter e expressar suas convicções como cidadão, mas essa liberdade não autoriza a utilização da posição hierárquica ou dos recursos da empresa para pressionar trabalhadores ou discriminá-los por suas escolhas políticas”, afirma Amanda.


Como prevenir crises políticas na empresa

O período pós-eleitoral é uma boa oportunidade para revisar políticas internas e evitar que opiniões pessoais virem um problema institucional. A advogada recomenda:

Ø  Revisar o código de conduta para contemplar expressamente a discriminação por convicção política.

Ø  Orientar lideranças sobre os limites da manifestação política nas relações profissionais.

Ø  Estabelecer regras para impedir o uso irregular de recursos corporativos em atividades político-eleitorais.

Ø  Preservar a distinção entre manifestações pessoais e comunicação institucional, observadas as normas aplicáveis.

Ø  Manter canais internos de denúncia acessíveis, com tratamento confidencial e apuração adequada.

“Mesmo depois das eleições, as organizações precisam estar preparadas para identificar, apurar e corrigir condutas que possam violar direitos no ambiente profissional. A prevenção passa por regras claras, orientação das lideranças e canais seguros para que os trabalhadores possam relatar situações de discriminação sem receio de retaliação”, conclui Amanda Del Vechio Dias.


Onde denunciar

Denúncias de possível assédio eleitoral nas relações de trabalho podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho pelo site mpt.mp.br. É recomendável preservar mensagens, publicações e outros elementos que possam contribuir para a apuração dos fatos.

Um boicote político pode ser desconfortável, mas reagir sem planejamento pode ampliar os danos. Documentar tudo, buscar orientação jurídica e reforçar políticas internas são os caminhos mais seguros para proteger o negócio, a equipe e a reputação da empresa.



TUDO NELES CHEIRA A PODRE... A CORRUPÇÃO... A IMORALIDADE... A TORPEZA... AO AVILTAMENTO DAS NORMAS, DAS REGRAS, DA LEI... (Parte II)

 "Napoleão de hospício"

 

A semelhança apontada entre o senador Flávio Bolsonaro e um "louco vestido de Napoleão" deve-se à alcunha de "Napoleão de hospício", termo utilizado por jornalistas e analistas políticos como Merval Pereira e Fernando Molica.

A comparação satírica explodiu no debate público após o parlamentar divulgar uma carta aberta direto de Miami, nos Estados Unidos. No documento, ele se autodeclara o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil, contesta o resultado das urnas que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva e sugere a criação de um "governo no exílio".

A analogia com a figura folclórica do "louco que jura ser Napoleão" baseia-se nos seguintes pontos:

Ø  Desconexão com a realidade factual: Assim como o arquétipo do interno que assume a identidade do imperador francês, analistas apontam que a autoproclamação de Flávio ignora as instituições legítimas e o resultado oficial chancelado pela Justiça Eleitoral.

Ø  Uso de símbolos anacrônicos: A primeira versão do manifesto trazia o brasão histórico dos "Estados Unidos do Brazil" (escrito com "Z"), uma grafia e um símbolo de um período republicano já aposentado, reforçando o tom considerado alheio ao tempo presente.

Ø  Isolamento institucional: Enquanto governadores e líderes da própria direita democrática — como Tarcísio de Freitas — defenderam o respeito ao resultado eleitoral, a postura de Flávio foi rotulada pela oposição e por colunistas políticos como um delírio isolado e sem eficácia jurídica.

                        
       Aí está o "presidente" dos corneteiros bozolóides daquela Rádio

TUDO NELES CHEIRA A PODRE... A CORRUPÇÃO... A IMORALIDADE... A TORPEZA... AO AVILTAMENTO DAS NORMAS, DAS REGRAS, DA LEI... (Parte I)

 CANALHAS SERÃO SEMPRE CANALHAS...

 

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2026/10/29/deputado-italiano-pede-investigacao-sobre-processo-de-cidadania-dos-irmaos-bolsonaro.htm


A notícia aborda uma interpelação apresentada no final de outubro de 2026 pelo deputado italiano Angelo Bonelli (do partido Europa Verde), que protocolou um pedido formal ao governo da Itália exigindo investigações sobre a concessão de cidadania italiana aos irmãos Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro.

Os principais pontos do caso são:

·         Suspeita de Favorecimento e Celeridade: O parlamentar questiona se os irmãos Bolsonaro tiveram acesso a um procedimento acelerado ("via rápida") para a emissão de seus passaportes e reconhecimento da cidadania, apontando que Flávio e Eduardo obtiveram os documentos em 2023 e Carlos em 2024, após entrarem na fila em 2020. Ele contrasta essa rapidez com a situação de milhares de descendentes de italianos no Brasil que enfrentam anos de espera nas filas consulares oficiais.

·         Uso do Passaporte e Contexto Judicial: O pedido ganhou repercussão após Flávio Bolsonaro utilizar o passaporte italiano para deixar o Brasil (passando pela Argentina e Equador até chegar aos Estados Unidos) após ter seus documentos brasileiros e diplomáticos cancelados por determinações do Supremo Tribunal Federal (STF).

·         Posicionamento: No documento enviado ao Parlamento italiano, o deputado argumenta que a Itália não deve servir como refúgio para figuras públicas que respondem a investigações ou processos judiciais em seus países de origem, cobrando transparência e uma inspeção administrativa sobre os critérios aplicados pelo consulado.



terça-feira, outubro 27, 2026

Covarde....

 

O que a vida quer da gente é coragem” (João Guimarães Rosa).

 

Texto integralmente copiado de:

https://www.msn.com/pt-br/noticias/other/covarde/ar-AA2gccPJ?ocid=hpmsn&cvid=6ae14572c9c24075b971f2c459417e5f&ei=80&cvpid=6ae145d07ef64de187f22b13347b5664

 

Talvez os bolsonaristas raízes, por não terem noção mínima de ética, de decoro, de honestidade intelectual, de vergonha na cara, não tenham a noção da degradação moral que significa esta vergonhosa fuga do ex-candidato à presidência da República até dois dias atrás, para os EUA. Penso que nunca vi nada tão humilhante. Confesso que, infelizmente, não foi uma surpresa absoluta. Todos que acompanham política sabem que ele, Flávio Bolsonaro, é o retrato da família. Corrupto, vulgar, indigente intelectual, covarde, sem nenhum preparo para enfrentar a história.

A escória que representa a milícia, que infelizmente chegou ao poder no Brasil. Muito triste esta fuga. Não merece maiores comentários. Só o registro de quão baixo chegou este grupo de corruptos e, especialmente, de covardes.

É certo que são muitos os processos que o ex-candidato derrotado terá que enfrentar. Este da sociedade com o “advogado” Willian Thomas é grave, mas é só um dentre os muitos. Escrevi um artigo há 15 dias: “Bolsonaros: entre a Papuda e o Palácio”.

Perdeu, playboy! A Papuda te espera. É humilhante esta fuga. Mas a gente sabe que com o fim próximo da era Trump, a família Bolsonaro estará toda reunida no Brasil em uma enorme “prisão familiar”. Triste e deprimente. Ninguém fica feliz com esta baixaria.

Me remeto ao velho Rui:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

*Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é advogado criminalista e jurista.

Dedico esta imagem vergonhosa... especialmente aos  ``corneteiros`` bozolóides daquela Rádio... vocês merecem os ``heróis`` que tanto bajulam...