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Economia Real vs. A Miséria do "Andar de Cima": Onde Estão os Fatos?
O Brasil atravessa um momento que deveria ser de
celebração técnica. O Ibovespa acaba de superar a marca histórica dos 198
mil pontos e o dólar, pela primeira vez em dois anos, rompeu a barreira
para baixo dos R$ 5,00. São números que "bombam" e indicam uma
confiança internacional sólida nas diretrizes do governo Lula. No entanto, se
você ligar o rádio ou ler certos portais, a sensação é de que vivemos à beira
de um abismo. Por que esse divórcio entre a realidade e a narrativa?
1. A Filosofia da Miséria no
Poder
Como bem provocou o jornalista Leonardo Sakamoto,
vivemos sob o jugo de uma "Filosofia da Miséria" que habita o
andar de cima. Esta não é a miséria da falta de pão, mas a miséria da alma e da
ética. É a mentalidade de uma elite política e econômica que, mesmo vendo o
país prosperar, prefere negar os fatos para não ter que admitir que políticas
de inclusão e fortalecimento do mercado interno funcionam.
No "andar de cima", a miséria se traduz
na incapacidade de aceitar que o Brasil pode crescer distribuindo renda. Para
essa elite, a economia só está boa quando o lucro é concentrado e o povo é
silenciado. Quando o dólar cai e a bolsa sobe sob um governo que prioriza o
social, o "andar de cima" entra em curto-circuito.
2. O Contraste em Santa Catarina
Aqui no nosso estado, essa "filosofia da
miséria" ganha contornos específicos. Enquanto os indicadores nacionais
mostram um país avançando, o comando executivo catarinense prefere a estratégia
do isolamento.
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Gastam-se
R$ 163,5 milhões em publicidade (em 2025) para tentar convencer o
cidadão de que o progresso é fruto de uma ilha isolada.
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Omitir
que o Mais Médicos é um programa federal ou que a estabilidade do real
beneficia diretamente a nossa agroindústria é uma forma de aplicar essa
"filosofia da miséria" na prática jornalística e política.
3. A Verdade dos Números contra o
Marketing do Ódio
Os 198 mil pontos da bolsa e o dólar abaixo de R$
5,00 são dados frios, técnicos e incontestáveis. Eles desmontam a tese de que o
investimento social "quebra" o país. Pelo contrário: mostram que a
estabilidade política e o respeito às instituições — o oposto do que vimos no
extremismo que tentou se instalar no país — são os verdadeiros motores do
mercado.
A miséria que reside no andar de cima é, no fundo,
uma miséria de visão. É a insistência em manter um antagonismo cego que
ignora o interesse público. Eles preferem um país menor, desde que seja só deles.
Concluindo: É preciso subir o
nível
Enquanto o "andar de cima" se afunda em
sua própria filosofia de exclusão e desinformação, a economia real dá o seu
recado. Para nós, que trabalhamos com gestão, cooperativismo e desenvolvimento
sustentável, o caminho é claro: não podemos deixar que a "mídia de boca
alugada" apague os avanços que garantem comida na mesa e insumos mais
baratos para nossa produção.
O Brasil está provando que é possível ser gigante
na economia sem ser miserável na ética. Cabe a nós, cidadãos, cobrar que essa
prosperidade não fique retida nos anúncios publicitários de R$ 180 milhões, mas
que chegue, de fato, ao chão da nossa Santa Catarina.











