Jorginho Mello e a
"Política da Quinta Série": O Governador que Prefere Incendiar a
Governar
O cargo de
Governador de Estado exige, por definição constitucional e ética, a estatura de
um pacificador. Quem senta na cadeira de comando de uma unidade da federação
deve governar para todos, agindo com republicanismo e
equilíbrio. No entanto, o que assistimos em Santa Catarina com Jorginho Mello é
o oposto: a transformação do Centro Administrativo em um diretório de facção
ideológica, onde o ódio substitui o diálogo e o grito soterra a diplomacia.
O Incendiário da
Paz Social
Ao utilizar
expressões chulas como "o bambu vai roncar" e incitar abertamente a
sociedade contra movimentos sociais, Jorginho Mello abdica do papel de
autoridade para assumir o de agitador. Ao invés de mediar conflitos agrários
com a inteligência da lei, ele prefere o combustível da intolerância.
Essa postura não é
apenas irresponsável; é perigosa. Um governante que convoca o confronto físico
e promove o "Abril Amarelo" como uma milícia institucionalizada de
pensamento único está, na prática, sabotando a paz social em solo catarinense
para alimentar algoritmos de redes sociais. É a política do "nós contra
eles" levada ao paroxismo da irresponsabilidade.
O Republicanismo
Deixado na Gaveta
A incapacidade de
Jorginho Mello em manter uma relação institucional mínima com o Governo Federal
beira o patético. Seus ataques mentirosos e veementes ao Presidente Lula, seus
ministros e ao PT revelam um desconhecimento profundo — ou um desprezo
deliberado — sobre o que significa ser um ente federativo.
Atacar quem detém a
caneta dos investimentos em infraestrutura e energia para o próprio estado que
ele governa não é "coragem", é burrice política. Ao agir
como um "garoto mimado e raivoso da quinta série", que prefere a
ofensa pessoal ao debate de projetos, Jorginho isola Santa Catarina. Ele coloca
seu ego e sua fidelidade cega a uma facção política acima das necessidades
reais do povo catarinense.
Política de Nação
vs. Política de Facção
O republicanismo
exige que se respeite a legitimidade do voto popular, seja ele para governador
ou para presidente. Jorginho parece não ter digerido a democracia. Sua atuação
é covarde porque utiliza o aparelho do Estado para perseguir adversários e
desinformar a população com ataques coordenados, fugindo do papel vital de
estadista.
Governar não é
fazer "live" de ataque; governar é construir pontes. Enquanto
Jorginho Mello continuar preso ao papel de bedel de rede social, Santa Catarina
perderá a oportunidade de ser protagonista nacional pela competência, sendo
lembrada apenas pela truculência verbal de quem ainda não entendeu que a
eleição acabou e o trabalho — de verdade — deveria ter começado.
É hora de o
governador crescer. O estado de Santa Catarina é grande demais para ser gerido
com a mentalidade mimimi (infantil e acriançado) de um pátio escolar em dia de
briga.






