quinta-feira, março 19, 2026

AINDA ESTAMOS AQUI.....

 

A Resiliência que Vem de Baixo: Por que a Democracia Brasileira Resistiu?

Em meio a tantas notícias que nos fazem questionar o rumo da civilização, um dado internacional recente traz um sopro de lucidez: o Brasil avançou significativamente no Ranking Global de Democracia (V-Dem). Pela primeira vez em anos, superamos os Estados Unidos em termos de saúde democrática liberal

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Mas o que isso significa para o produtor rural em Santa Catarina, para o gestor de uma associação ou para o cooperado da base? Significa que a fiscalização funciona.


O Triunfo dos "Fiscais" da República


O Brasil não subiu no ranking por acaso. Ele subiu porque, quando os "poderes constituídos" tentaram atropelar as regras, as instituições de controle — o que poderíamos chamar de "Conselho Fiscal da Nação" — não se omitiram. Tribunais, imprensa livre e a sociedade civil organizada agiram como contrapesos.


Essa é a grande lição para o nosso dia a dia: a democracia não é um evento que ocorre a cada quatro anos nas urnas; é um exercício diário de vigilância sobre quem detém a caneta.


Da Nação à Cooperativa: O Poder do Cooperado


Trazendo essa realidade para o nosso universo micro, o sucesso do Brasil no ranking é o mesmo sucesso que buscamos em nossas organizações. Uma cooperativa só é forte quando o seu Conselho Fiscal tem autonomia e coragem para barrar o abuso de poder de um Presidente centralizador.


Quando o cidadão e o cooperado deixa de ser "manada" e assume o seu papel de dono, exigindo transparência e cumprimento do estatuto, ele está praticando a mesma resiliência que salvou a democracia brasileira. O abuso de poder prospera no silêncio; a democracia floresce na prestação de contas.


Concluindo: O Futuro é Participativo


Nesta trilogia, vimos o perigo do "balcão de negócios" de R$ 300 milhões e o horror da barbárie que nasce do silêncio ético de Habermas. Mas este terceiro ato nos mostra que o antídoto existe.


A resiliência democrática que o mundo agora reconhece no Brasil é a prova de que a luz da razão e o rigor da lei podem, sim, vencer o Triângulo do Retrocesso. Que essa marca de superação nos inspire a sermos, cada um de nós, fiscais ativos da nossa própria história, seja no blog, no campo ou na assembleia da cooperativa.


O progresso é uma construção coletiva. E ele começa quando decidimos não aceitar menos do que a transparência absoluta.

QUANDO OS LOUCOS CONDUZEM OS CEGOS... (Parte III)

 

O Silêncio dos Sábios e o Grito da Barbárie: De Habermas ao Ferro em Brasa

O mundo intelectual despede-se de Jürgen Habermas, o filósofo que dedicou sua vida a provar que a democracia só sobrevive através da "ação comunicativa". Para Habermas, a linguagem humana existe para o entendimento, não para a guerra. Mas, como bem notou o colunista Rui Tavares, quando a voz dos sábios silencia, o palco é tomado por aqueles que desprezam a razão.

O vácuo deixado pelo diálogo ético não permanece vazio por muito tempo; ele é preenchido pelo ruído do ódio e, invariavelmente, pela barbárie física.


A Morte do Diálogo e o "Efeito Manada"

Habermas acreditava na força do melhor argumento. No entanto, o que vemos hoje é a vitória do "grito mais alto". Quando a sociedade abandona o esforço de entender o outro e se entrega à Mitomania — a mentira repetida como estratégia de poder —, o tecido social se esgarça.

A "manada" política, alimentada por algoritmos de desinformação, deixa de ver o adversário como um concidadão e passa a vê-lo como um inimigo a ser exterminado. É nesse cenário que figuras autoritárias e discursos de exclusão prosperam, silenciando a ética em nome de um pragmatismo cruel.


A Marca na Pele: A Suástica como Sentença

As consequências dessa degradação não ficam restritas às discussões de rede social. Elas desaguam na realidade mais brutal. Recentemente, fomos confrontados com o horror em Mato Grosso do Sul: uma trabalhadora torturada e marcada com uma suástica na pele por seus empregadores.

Este crime não é um "ponto fora da curva". Ele é o resultado final de um processo de desumanização. Quando permitimos que o discurso de ódio normalize símbolos de extermínio, estamos autorizando que o ferro em brasa toque a carne. A suástica marcada no corpo de uma mulher é o símbolo máximo do fracasso da nossa "ação comunicativa".


Concluindo:  Resgatar a Humanidade

Não podemos aceitar a barbárie como o "novo normal". O silêncio de Habermas deve ser um chamado para que nós, que ainda acreditamos na força da palavra e da ética, falemos mais alto.

Seja nas nossas relações pessoais, na gestão de nossas comunidades ou no debate público em Santa Catarina, o antídoto contra o ferro em brasa é o resgate do diálogo racional. Precisamos derrotar os "loucos" com a persistência da sabedoria, antes que a marca da intolerância se torne indelével em toda a nossa sociedade.

quarta-feira, março 18, 2026

Enquanto isso... no Estado Mais Nazifascista e Corrupto do País... (Parte VII)

 

O "Balcão" de R$ 300 Milhões: Quando a Política Atropela a Gestão Técnica

Nos últimos dias, os bastidores políticos de Santa Catarina foram sacudidos por uma denúncia que, se confirmada, expõe as vísceras de como o poder pode ser negociado no estado. O ex-governador Jorge Bornhausen trouxe a público uma acusação gravíssima: o atual governo teria oferecido cerca de R$ 300 milhões em recursos públicos para influenciar a desistência de um pré-candidato estratégico.

Para quem atua na ponta da gestão — seja coordenando projetos de restauração na Mata Atlântica ou estruturando a viabilidade de agroindústrias — esse número não é apenas uma cifra; é um soco no estômago da eficiência pública.


A Mitomania dos "Cofres Vazios"

Vivemos sob a constante narrativa da escassez. Ouvimos que "não há recursos" para ampliar a assistência técnica (ATER) às famílias agricultoras, ou que o orçamento para a preservação ambiental precisa ser "flexibilizado" por falta de verba. No entanto, quando o jogo é o da hegemonia partidária, surgem montantes vultosos que parecem brotar do nada.

Essa é a aplicação prática da Mitomania Econômica. Enquanto o BNDES apresenta lucros recordes e caixa robusto para financiar o desenvolvimento real, a "velha política" prefere usar o Tesouro Estadual como moeda de troca. O "balcão de negócios" substitui o planejamento estratégico.


O Custo da Velha Política

Quando R$ 300 milhões entram em uma negociação de gabinete para moldar um tabuleiro eleitoral, quem perde é o cidadão. Esse valor poderia:

·         Consolidar dezenas de cooperativas de produção;

·         Financiar a recuperação de milhares de hectares de biomas degradados;

·         Garantir a infraestrutura logística que o Sul do Brasil tanto clama.


Concluindo: A Necessidade de "Conselhos Fiscais" Sociais

O que essa denúncia nos ensina é que a governança não pode ser um conceito abstrato. Assim como em uma cooperativa o Conselho Fiscal deve barrar o abuso de poder do Presidente, na gestão pública, a sociedade civil e as instituições de controle não podem se omitir.

Santa Catarina não precisa de "donos", precisa de gestores. O progresso real não se compra com promessas de transferências voluntárias condicionadas ao silêncio político; ele se constrói com transparência e respeito ao suor do contribuinte.




terça-feira, março 17, 2026

Da Mentira a Barbárie... o radicalismo e a insanidade do bolsonarismo e dos bolsonaristas

 

O Triângulo do Retrocesso: Da Mentira Econômica à Barbárie na Pele

Estamos diante de um mosaico perturbador. Para entender o que acontece hoje no Brasil — e de forma acentuada em nossa região — é preciso conectar três pontos que, à primeira vista, parecem distantes: a saúde das nossas instituições financeiras, o esgotamento do diálogo democrático e a explosão da crueldade física motivada pelo ódio.


1. A Mentira como Método: O Caso BNDES

A base de qualquer projeto de retrocesso é a desinformação. Durante anos, fomos alimentados com a narrativa de que as instituições do Estado estavam "quebradas" ou eram meros cabides de emprego. Recentemente, a notícia de que o BNDES apresenta lucros recordes e caixa robusto caiu como uma bomba para quem vive da "mitomania".

O banco tem recursos para financiar o desenvolvimento, a bioeconomia e o Plano Clima. Mas por que a "manada" é conduzida a acreditar no colapso? Porque um povo que não acredita no seu próprio Estado aceita qualquer aventura autoritária como "salvação". Enquanto em Santa Catarina a "Bancada da Lama" flexibiliza leis ambientais alegando necessidade econômica, o dinheiro para a transição sustentável existe — ele só não interessa a quem lucra com o atraso.


2. O Esgotamento: Quando o "Danem-se" se torna Autodefesa

Essa manipulação constante gera uma exaustão sem precedentes. Como bem aponta o artigo “Danem-se os bolsonaristas e o bolsonarismo”, chegamos a um ponto de ruptura. Não se trata de intolerância gratuita, mas de exaustão civilizatória.

Quando uma parcela da sociedade escolhe a "cegueira voluntária" de Chomsky, rejeitando a ciência, os dados reais e a própria ética em favor de mitos, o diálogo morre. O autoritarismo não se debate, se combate. No Sul, essa polarização atingiu níveis que paralisam a gestão pública: prefere-se discutir pautas ideológicas vazias no WhatsApp a cobrar o asfalto que falta nas nossas rodovias ou o apoio ao cooperativismo.


3. A Consequência Final: A Suástica e a Tortura

Muitos dizem que "palavras não machucam". O crime estarrecedor ocorrido recentemente, onde uma mulher foi torturada e marcada com uma suástica na pele por seus patrões, prova o contrário.

Este é o destino final do "Efeito Manada" e do retrocesso anticivilizatório. Quando o discurso de ódio é normalizado no palanque, ele termina na ponta de um ferro em brasa. A marcação de um símbolo nazista na pele de uma trabalhadora é a assinatura de um projeto que não aceita a humanidade do "outro".

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/03/17/mulher-e-torturada-pelos-dois-patroes-e-tem-suastica-marcada-na-pele-em-ms.ghtm


Concluindo: O Despertar Necessário

O triângulo está fechado: a mentira econômica desestabiliza a confiança; o radicalismo destrói o diálogo; e a barbárie aniquila o corpo.

Em Santa Catarina, não podemos ser "cegos guiados por loucos". Precisamos usar a força da nossa Economia Solidária, dos nossos projetos de restauração e da nossa inteligência técnica para romper essa cortina de fumaça. O progresso real exige lucidez, não fanatismo.

A marca deixada naquela pele não é apenas uma ferida física; é uma sombra que agora paira sobre todos nós. Quando o ferro em brasa desenha o símbolo do extermínio no corpo de quem trabalha, ele assina a falência da nossa empatia. Que essa dor seja o choque necessário para despertarmos: ou resgatamos a nossa humanidade, ou seremos todos marcados pelo fogo da nossa própria omissão.



Jesus Cristo (o verdadeiro)... expulsando os vendilhões do templo... Como sinto tua falta... Volta logo

A cena de Jesus expulsando os vendilhões do Templo é um dos momentos mais marcantes e simbólicos de seu ministério, representando uma "santa ira" contra a profanação do sagrado e a transformação da fé em comércio. 

 

ü  O Contexto: Jesus encontrou o Átrio dos Gentios no Templo de Jerusalém transformado em um mercado. Cambistas trocavam moedas estrangeiras por moedas do templo (com taxas abusivas) e vendedores comercializavam animais para sacrifício, explorando os peregrinos.


ü  A Ação: Com autoridade divina, Jesus derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas, expulsando-os com um chicote de cordas, afirmando: "A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões" (Mateus 21:13).


ü  O Significado:

a)    Zelo pela Casa do Pai: Jesus demonstrou amor pela adoração verdadeira e pureza no culto.

b)    Crítica à Corrupção: A atitude censurou a exploração dos pobres e a comercialização da religião.

c)    Acesso a Todos: Ao limpar o pátio dos gentios, Jesus reafirmou que o Templo deveria ser um lugar de oração para todas as nações, não um local de negócios.

d)    Símbolo de Renovação: Essa purificação também simboliza a necessidade de purificar o "templo interior"

A passagem destaca a autoridade de Jesus e seu desejo de restaurar a santidade da adoração, tornando-se uma mensagem perene contra a profanação da fé. 


QUALQUER SEMELHANÇA COM A ATUALIDADE NÃO É UMA MERA COINCIDÊNCIA


segunda-feira, março 16, 2026

Plano Clima vs. Bancada da Lama: O Brasil Quer Avançar, mas SC Escolhe o Retrocesso

 O Governo Federal acaba de lançar o Plano Clima, um guia estratégico para os próximos dez anos que coloca a adaptação e a mitigação climática no centro da economia. O objetivo é claro: descarbonizar o país e, acima de tudo, preparar as cidades e a agricultura para os eventos extremos — secas e enchentes — que já não são mais previsões, mas realidades brutais.

https://www.msn.com/pt-br/noticias/meio-ambiente/governo-lan%C3%A7a-plano-clima-estrat%C3%A9gia-do-brasil-contra-crise-clim%C3%A1tica/ar-AA1YLydk?ocid=hpmsn&cvid=69b87c4bba6e45d9be69e4f5c9eb1e01&cvpid=69b87e0bbf29423ab110b2c41bdf50bf&ei=69


No entanto, enquanto Brasília desenha o futuro, a nossa "Bancada da Lama" em Santa Catarina parece empenhada em nos manter acorrentados ao passado.


1. O Contraste da Irresponsabilidade

A discrepância é gritante. O Plano Clima nacional fala em "uso sustentável da terra" e "recuperação de áreas degradadas" como ferramentas de sobrevivência. Em contrapartida, as recentes decisões da Bancada da Lama no estado buscam justamente o oposto: a flexibilização desenfreada do licenciamento ambiental e o afrouxamento da proteção de encostas e matas ciliares.


2. Mitomania Ambiental e Risco Real

Não se enganem com o marketing da "eficiência" estadual. É a mais pura mitomania. Ao facilitar o desmonte da legislação ambiental sob o pretexto de "desburocratização", o governo e sua bancada aliada não estão ajudando o produtor ou o empreendedor; estão, na verdade, aumentando o risco de desastres que destruirão estradas, lavouras e vidas.

ü  O Plano Clima propõe resiliência: Criar barreiras naturais contra enchentes e preservar a água para a agricultura.

ü  A Bancada da Lama propõe a vulnerabilidade: Retirar a proteção da terra para favorecer lucros imediatos de grupos específicos, ignorando que o custo da lama — literalmente — será pago por toda a sociedade catarinense.


3. Concluindo: Quem pagará a conta?

Seguindo a lógica de "loucos conduzindo cegos", a política ambiental em Santa Catarina hoje ignora a ciência do clima para servir ao clientelismo político. Enquanto o Brasil tenta se posicionar como potência verde para atrair investimentos, o nosso estado corre o risco de se tornar um pária ambiental, isolado em sua própria negação da realidade.

Como técnico e cidadão, pergunto: quando a próxima grande enchente ou a seca severa atingir a nossa Serra e o nosso Oeste, o marketing do governo ou as promessas da "Bancada da Lama" conseguirão segurar a terra ou trazer a água de volta? 

A resposta está nos fatos, não na propaganda.


4. A Lista da Vergonha: Quem votou para flexibilizar o licenciamento

Partido

Deputado(a)

PL

Caroline de Toni

PL

Daniel Freitas

PL

Daniela Reinehr

PL

Ricardo Guidi

PL

Zé Trovão

MDB

Cobalchini

MDB

Luiz Fernando Vampiro

MDB

Pezenti

NOVO

Gilson Marques

PP

Coronel Armando

PSDB

Geovania de Sá

União

Fabio Schiochet

QUANDO OS LOUCOS CONDUZEM OS CEGOS... (Parte II)

 "A Orquestra do Caos: Onde Loucos Regem, Cegos Seguem e a Verdade é a Primeira Vítima"

Entre Mártires de Fachada e Dinheiro Vivo: O Retrocesso Anticivilizatório Não é Acidente, é Projeto

Vivemos um tempo em que a política deixou de ser a arte da gestão para se tornar a engenharia do caos. Como bem descreve o artigo "Quando os loucos conduzem os cegos", estamos mergulhados em uma inversão ética onde o barulho das redes sociais esconde o silêncio das instituições em colapso. Esta não é uma sucessão de fatos isolados; é um método.

 

Ato I: A Recompensa do Escárnio

O primeiro sinal do retrocesso é a normalização do absurdo. Quando o sistema premia o apresentador Ratinho logo após falas que ferem a dignidade humana, a mensagem é clara: o escárnio vale ouro. É a validação do "louco" para que o "cego" sinta-se autorizado a odiar.

https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ratinho-%C3%A9-homenageado-ap%C3%B3s-pol%C3%AAmica-com-erika-hilton/ar-AA1YJh0X?ocid=hpmsn&cvid=69b838c2d5ba4912ac598d7cd6bb2fd7&ei=154

1. A Recompensa do Escárnio (Caso Ratinho)

A homenagem ao apresentador Ratinho logo após falas polêmicas demonstra o que o artigo chama de inversão civilizatória.

ü  A Relação: Quando as instituições premiam o comportamento agressivo em vez da ética, elas sinalizam para a "manada" que a civilidade é um estorvo. É o "louco" sendo aplaudido por sua imprudência, validando a cegueira de quem o segue.

 

Ato II: A Vitimização como Blindagem

Para manter o rebanho unido, é preciso um inimigo e um mártir. A estratégia de Michelle Bolsonaro ao explorar narrativas de injustiça é um exemplo clássico da fabricação do consenso de Chomsky. Ao transformar questões jurídicas em perseguição religiosa ou política, retira-se a visão dos fatos e entrega-se a cegueira da fé cega.

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/03/16/thais-bilenky-michelle-explora-injustica-para-vitimizar-bolsonaro.htm

2. A Vitimização como Estratégia de Controle (Michelle e Bolsonaro)

A exploração da narrativa de "injustiça" para vitimizar figuras políticas é uma técnica clássica de Fabricação do Consenso (Chomsky).

ü  A Relação: Ao transformar líderes em "mártires", os condutores garantem que o rebanho não olhe para os fatos ou para as provas, mas sim para o sentimento de perseguição. O "cego" deixa de ver a realidade jurídica para seguir a emoção da fé política.

 

Ato III: A Resistência à Luz

Onde há trevas, a transparência é o maior inimigo. A reclamação contra a proibição de dinheiro vivo na compra de imóveis, vinda de quem deveria zelar pelo interesse público, é pedagógica. Lutar por zonas de sombra financeira é garantir que o sistema continue cego para a origem de fortunas que alimentam esse mesmo ciclo.

https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/v%C3%ADdeo-j%C3%BAlia-zanatta-reclama-de-proibi%C3%A7%C3%A3o-de-dinheiro-vivo-na-compra-de-im%C3%B3veis/ar-AA1YLCkr?ocid=hpmsn&cvid=69b87c4bba6e45d9be69e4f5c9eb1e01&ei=125

3. A Resistência à Transparência (Júlia Zanatta e o "Dinheiro Vivo")

A reclamação contra a proibição do uso de dinheiro vivo na compra de imóveis é um exemplo pedagógico de como se tenta manter zonas de sombra no sistema.

ü  A Relação: Em um mundo que caminha para a rastreabilidade total contra o crime organizado e a lavagem de dinheiro, lutar pelo uso de "dinheiro vivo" em grandes transações é uma forma de convidar a cegueira do sistema financeiro. É o discurso da "liberdade" sendo usado para proteger práticas que a civilização moderna tenta combater.

 

Ato IV: O Porão da Mitomania em Santa Catarina

Por fim, chegamos ao nosso quintal. Enquanto o marketing estadual vende uma eficiência de "primeiro mundo", o Ministério Público precisa abrir inquéritos para investigar a conduta da cúpula da segurança pública no estado. É a mitomania em seu estado mais puro: a face pública sorri, enquanto os porões institucionais revelam práticas que a propaganda tenta enterrar.

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/03/ministerio-publico-abre-inquerito-para-apurar-conduta-de-ex-delegado-geral-de-sc-no-caso-orelha.shtml

4. O Aparelhamento e o Desvio de Conduta em SC (Caso "Orelha")

O inquérito sobre o ex-delegado geral de Santa Catarina toca no coração da Mitomania. Enquanto o discurso oficial prega a "segurança total" e a "moralidade", os bastidores revelam suspeitas de condutas que ferem a própria lei que deveriam proteger.

ü  A Relação: Aqui, os "cegos" são os cidadãos que acreditam na propaganda de eficiência estatal, enquanto os "condutores" utilizam o aparato público para fins que o Ministério Público agora precisa investigar. É a neblina institucional ocultando o que acontece nos porões do poder.

 

5. "O Teatro do Absurdo: Quando a Cegueira se Torna Projeto de Estado"

ü  "Ao observarmos o cenário atual — que vai da apologia ao desrespeito premiada com homenagens, passando por investigações graves na cúpula da segurança em SC, até a resistência parlamentar contra a transparência financeira — fica claro que a metáfora de que 'os loucos conduzem os cegos' não é apenas literária, é a nossa realidade política.

ü  O projeto de poder que denunciamos utiliza a Mitomania como combustível: cria-se uma fumaça de vitimismo e 'liberdades' distorcidas para que o rebanho não perceba o desmonte das instituições. No nível nacional, vitimizam-se os poderosos; no nível estadual, aparelham-se as polícias; e na base, distrai-se o povo com guerras culturais.

 

Concluindo: O Abismo à Frente

Como alertou Noam Chomsky, o "rebanho desnorteado" raramente percebe para onde está sendo levado até que seja tarde demais. Entre mártires de fachada e o apego ao dinheiro vivo, o projeto de 2026 avança sobre os escombros da nossa razão. O retrocesso anticivilizatório não é um acidente, é um projeto de poder que conta com a sua cegueira.

Como Noam Chomsky alertou, uma manada distraída por fantasmas não percebe quando os pastores estão, na verdade, conduzindo todos para o abismo da impunidade e do atraso econômico. Em Santa Catarina, a cortina de fumaça é cara e bem produzida, mas o cheiro de queimado das nossas instituições já não pode mais ser escondido pela propaganda.

É hora de abrir os olhos.