segunda-feira, junho 08, 2026

VAI PIORAR... E PIORAR MUITO... (Parte VIII)

O EMBARGO Á CARNE BRASILEIRA (UE)... AS BARREIRAS DE RASTREABILIDADE GEOPOLÍTICA E PENALIZAÇÃO FINANCEIRA...  E AS PRATICAS ANTI-NATUREZA BOLSONARISTAS

 A recente decisão da União Europeia (UE) de oficializar a exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados a partir de 3 de setembro de 2026 — devido à falta de garantias e rastreabilidade documental sobre o uso de antimicrobianos (como promotores de crescimento na pecuária) — traz à tona um debate profundo. Embora o foco imediato do embargo seja de natureza sanitária, regulatória e de saúde pública (focando no risco global da resistência bacteriana), existe uma relação estrutural e econômica indireta muito clara entre o uso dessas substâncias, a pecuária extensiva e a pressão por desmatamento nos biomas brasileiros (como a Amazônia e a Mata Atlântica).

 

Essa engrenagem socioambiental e econômica funciona através dos seguintes pontos:


1. O Modelo da Pecuária Extensiva e a Ocupação do Solo

Historicamente, o desmatamento no Brasil é impulsionado pela expansão da fronteira agrícola e, principalmente, pela pecuária extensiva de baixa produtividade (poucos animais por hectare).

ü  Quando a produção é de baixa eficiência tecnológica, o produtor precisa de mais terra para colocar mais gado, avançando sobre áreas de floresta nativa.

ü  Em contrapartida, quando o setor tenta migrar para modelos de alta densidade (confinamentos ou semiconfinamentos), as condições de aglomeração aumentam o estresse dos animais e o risco de proliferação de doenças. É justamente nesse cenário de alta concentração que o uso subterapêutico de antimicrobianos (antibióticos na ração ou na água) é frequentemente adotado de forma contínua para prevenir infecções em massa e acelerar a engorda dos animais.


2. A Ilusão da Produtividade ""Barata", via Medicamentos

O uso de antimicrobianos proibidos pela UE como promotores de crescimento (como a virginiamicina e a bacitracina) funciona na pecuária como um “atalho”  químico.

ü  Em vez de o setor investir em infraestrutura cara, melhoria profunda do bem- estar animal, rotação de pastagens e manejo sustentável, o uso constante desses medicamentos mascara as deficiências de sistemas produtivos precários.

ü  Essa engorda artificialmente acelerada garante uma carne mais barata para o mercado de commodities de volume. O lucro gerado por esse modelo de baixo custo operacional e alta escala frequentemente capitaliza o setor para continuar expandindo suas fronteiras físicas de terra, alimentando o ciclo de compra e desmatamento de novas áreas nos biomas vulneráveis.


3. O Nexo com a Rastreabilidade (O Calcanhar de Aquiles Comum)

O motivo exato pelo qual o Brasil foi punido pela União Europeia foi a incapacidade de provar e rastrear documentalmente ao longo de toda a cadeia produtiva que os animais exportados estavam livres dessas substâncias.

ü  Essa mesma fragilidade de governança e falta de sistemas de rastreabilidade “do nascimento ao abate”; é o que permite o chamado “esquentamento de gado”; (ou lavagem de gado) no desmatamento.

ü  Animais que nascem e pastam ilegalmente em áreas recém-desmatadas de proteção ambiental ou terras indígenas são transportados para fazendas legalizadas antes do abate para obter o selo de exportação.

ü  A ausência de um sistema de controle público rigoroso, centralizado e transparente protege tanto o uso indiscriminado de antibióticos na ração quanto a destruição florestal clandestina.


4. A Pressão por Grãos (Soja e Milho) e o Desmatamento Indireto

Os antimicrobianos não são injetados boi a boi no pasto; eles são misturados industrialmente na ração animal (especialmente na avicultura, suinocultura e no confinamento bovino).

ü  O aumento da produção animal intensiva, apoiada por esses aditivos químicos de crescimento gera uma demanda gigantesca por ração farelada.

ü  A produção desse alimento exige safras massivas de soja e milho. Para abrir espaço para essas monoculturas de grãos destinadas à nutrição animal, biomas inteiros como o Cerrado e a Amazônia sofrem desmatamentos diretos e indiretos severos (conversão de pastagens antigas em lavoura, empurrando a fronteira da pecuária ainda mais para dentro da floresta nativa).


Concluindo: Duas Faces da Mesma Moeda de Governança

Do ponto de vista da sustentabilidade global, o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e o desmatamento ilegal compartilham da mesma raiz ética e gerencial: a busca pela maximização do lucro de curto prazo através da externalização dos custos ambientais e sanitários.

Ao punir o Brasil pela falta de controle de medicamentos, a União Europeia sinaliza que o mercado internacional não mais aceitará importar produtos baseados em cadeias de suprimento opacas e sem compliance sócio-sanitário.

A resposta para o país, tanto para salvar seus biomas quanto para recuperar seus mercados de exportação até setembro, passa obrigatoriamente pela mesma ferramenta de gestão: tecnologia de rastreabilidade total, rigor fiscalizatório e transição para práticas agroecológicas e solidárias.


A Lista da Vergonha: Quem escolheu a flexibilização?

Abaixo, elenco os nomes daqueles que votaram para flexibilizar o licenciamento ambiental. São representantes que, em vez de buscarem soluções para evitar desastres ambientais, preferiram facilitar o caminho para quem destrói o nosso bioma:

 

Partido

Deputado(a)

PL

Caroline de Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Ricardo Guidi, Zé Trovão

MDB

Cobalchini, Luiz Fernando Vampiro, Pezenti

NOVO

Gilson Marques

PP

Coronel Armando

PSDB

Geovania de Sá

União

Fabio Schiochet

 


VAI PIORAR... E PIORAR MUITO... (Parte VII)

O EMBARGO Á CARNE BRASILEIRA (UE)... AS BARREIRAS DE RASTREABILIDADE GEOPOLÍTICA E PENALIZAÇÃO FINANCEIRA...  E AS PRATICAS ANTI-NATUREZA BOLSONARISTAS

Para além do embargo à carne bovina por conta do uso de antimicrobianos, a União Europeia (EU) possui um arsenal de mecanismos regulatórios, econômicos e tecnológicos direcionados a coibir o que classifica como “práticas anti-natureza”;

Caso o Brasil avance na flexibilização de leis ambientais ou na concessão de facilidades para o desmatamento, o cerco internacional tende a migrar de barreiras estritamente sanitárias para barreiras de rastreabilidade geopolítica e penalização financeira.

Os principais tipos de bloqueios que o bloco europeu pode consolidar incluem:


1. O Bloqueio por Desconformidade Normativa (Regulamento de Desmatamento da UE - EUDR)

Este é o mecanismo mais severo e direto contra a perda de vegetação nativa. A legislação europeia contra o desmatamento (European Union Deforestation Regulation) estabelece um corte temporal rígido: commodities agrícolas produzidas em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020 não podem entrar no mercado comum europeu.

 

ü  O Bloqueio na Prática: O regulamento funciona como um bloqueio documental e geográfico. Ele exige que os importadores europeus façam uma diligência devida (due diligence) rigorosa, comprovando a geolocalização exata (coordenadas de satélite) dos polígonos de produção. Se a legislação brasileira conceder anistias ou facilitar a supressão vegetal, a regra europeia simplesmente ignora a legalidade interna e veta a entrada daquele lote se houver desmatamento detectado após a data de corte. Os principais alvos são soja, carne bovina, madeira, café, cacau, óleo de palma e borracha.

 

2. O Bloqueio Tarifário pelo Carbono (Mecanismo de Ajuste de Fronteira de Carbono - CBAM)

O CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism) foi desenhado para evitar o vazamento de carbono, taxando produtos importados de países com legislações climáticas frouxas. Inicialmente focado em indústrias pesadas de insumos (como o cimento, o ferro e os fertilizantes), há uma forte pressão política para que o mecanismo seja estendido ao setor agropecuário.

ü  O Bloqueio na Prática: É um bloqueio econômico. Se a matriz produtiva de um país parceiro eleva suas emissões de gases de efeito estufa — o que ocorre diretamente com a queima de biomassa, uso intensivo de combustíveis e desmatamento —, o produto é sobretaxado ao cruzar a fronteira da UE. Essa tarifa ecológica retira artificialmente a competitividade do produto brasileiro frente aos concorrentes que adotam práticas de baixo carbono.

 

3. O Bloqueio de Acesso a Capital e Investimentos (Diretiva de Devida Diligência de Sustentabilidade Corporativa - CSDDD)

Aprovada para alinhar o setor financeiro e as grandes corporações aos parâmetros de governança ambiental, social e corporativa (ESG), essa diretiva obriga grandes empresas europeias a monitorar e mitigar impactos ambientais e violações de direitos humanos em toda a sua cadeia de suprimentos global.

ü  O Bloqueio na Prática: Trata-se de um bloqueio financeiro e reputacional de longo prazo. Se bancos ou fundos de investimento europeus constatarem que empresas brasileiras estão se beneficiando de “;facilidades para o Desmatamento”, eles são legalmente forçados a desinvestir, cancelar linhas de crédito internacional e romper contratos de fornecimento. O impacto atinge não apenas o produtor de campo, mas as Tradings e esmagadoras de grãos que financiam as safras.


4. O Bloqueio por Rotulagem e Combate ao Greenwashing

A União Europeia aprovou diretrizes rígidas que banem alegações ambientais genéricas (como “produto eco-friendly”; “;carbono neutro; ou “sustentável) que não sejam amparadas por certificações independentes e metodologias científicas robustas.

ü  O Bloqueio na Prática: É um bloqueio de valor de marca. Se o sistema de controle público de um país perde credibilidade ambiental, seus produtos perdem o direito de acessar os nichos de mercado de maior valor agregado (os Eco-Labels). A produção é rebaixada ao mercado comum de commodities baratas de volume, reduzindo drasticamente as margens de lucro de toda a cadeia exportadora.

 

 5. A Lista da Vergonha: Quem escolheu a flexibilização?

Abaixo, elenco os nomes daqueles que votaram para flexibilizar o licenciamento ambiental. São representantes que, em vez de buscarem soluções para evitar desastres ambientais, preferiram facilitar o caminho para quem destrói o nosso bioma:

 

Partido

Deputado(a)

PL

Caroline de Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Ricardo Guidi, Zé Trovão

MDB

Cobalchini, Luiz Fernando Vampiro, Pezenti

NOVO

Gilson Marques

PP

Coronel Armando

PSDB

Geovania de Sá

União

Fabio Schiochet

 


domingo, junho 07, 2026

É o Custo BOLSONARO... Estúpido... (Parte III)

Impacto de novas barreiras tarifárias e regulatórias americanas (EUA) sobre as exportações de Santa Catarina

A análise do impacto de novas barreiras tarifárias e regulatórias internacionais sobre as exportações de Santa Catarina exige olhar para a forte integração do estado com as cadeias globais de suprimentos. Embora o debate recente na União Europeia e nos Estados Unidos gire em torno de conformidade sócio-sanitária e ambiental, o mercado norte-americano adota uma dinâmica muito focada na proteção de sua indústria local e no rigor técnico-documental.

Para a Região Serrana de Santa Catarina, polo histórico de silvicultura (cultivo de pínus e eucalipto) e processamento de madeira, uma nova taxação americana pode afetar as exportações de três formas principais:

 

1. Barreiras de Rastreabilidade e o Risco de “Efeito Cascata”

O mercado de madeira de Santa Catarina é amplamente abastecido por florestas plantadas de base sustentável. No entanto, se as novas taxações ou regulaçõesamericanas passarem a exigir comprovações complexas de “diligência devida” (rastreabilidade total da cadeia por geolocalização), a região serrana sofrerá um impacto administrativo severo.

ü  O impacto: Pequenos e médios produtores integrados de madeira e serrarias locais que não possuírem sistemas robustos de certificação e custódia (como o selo FSC) podem enfrentar um bloqueio documental indireto. O custo para emitir relatórios, atestar a conformidade técnica das parcelas de origem e manter a burocracia em dia reduz a margem de lucro e inviabiliza o comércio para empresas de menor porte.


2. Tarifação Antidumping sobre Produtos de Maior Valor Agregado

A região serrana catarinense não exporta apenas madeira bruta ou serrada; ela se destaca internacionalmente pela exportação de produtos de madeira engenheirada, molduras, painéis (compensados e MDF), blocos de portas e componentes de móveis de alto padrão.

ü  O impacto: Historicamente, quando os Estados Unidos impõem novas taxas sobre produtos florestais, o objetivo costuma ser proteger os produtores de madeira do sul e do noroeste americano. Novas tarifas alfandegárias (antidumping ou de salvaguarda) elevam o preço final do produto catarinense ao cruzar a fronteira. Como esses componentes possuem contratos de longo prazo com grandes redes de varejo e construção civil americanas, qualquer imposto adicional retira a competitividade do estado frente a concorrentes como o Chile ou o próprio mercado interno dos EUA.


3. Retração do Setor de Construção Civil Americano

A balança comercial da madeira da Serra Catarinense é umbilicalmente ligada ao comportamento do setor imobiliário nos Estados Unidos. A maior parte das molduras e painéis produzidos na região é destinada à construção de casas americanas (estruturas que utilizam intensivamente madeira).

ü  O impacto: Se a nova taxação americana incidir sobre insumos, logística ou gerar um aumento geral de custos que desacelere a construção civil e o mercado imobiliário nos EUA, a demanda por importação de madeira desaba. Isso causa um efeito imediato nas indústrias da serra: acúmulo de estoques nos pátios, queda nos preços pagos pelo metro cúbico do pínus em pé ao produtor rural e necessidade de busca por mercados alternativos de menor valor agregado.

 

4. Alternativas Estratégicas para a Região Serrana

Diante de instabilidades tarifárias na América do Norte, a governança do setor florestal catarinense precisa adotar medidas de manejo adaptativo comercial:

ü  Certificação e Transparência Absoluta: Garantir que 100% da madeira processada tenha origem rastreável e auditada. Quanto mais limpo, transparente e digitalizado for o processo de atesto de conformidade das florestas, menor será o risco de o produto ficar retido em barreiras alfandegárias por questões de compliance.

ü  Diverficação de Mercados: Reduzir a dependência exclusiva do mercado norte-americano, ampliando canais de exportação para a própria América Latina, Ásia e consolidando o fornecimento para o pujante mercado da construção civil e de móveis do mercado interno brasileiro.



Eles Mentem... Mentem... Mentem... Sabuja, Cretina e Escrotamente... Mentem... (Parte VI)

 

Texto 4:  Alerta Vermelho para a Ciência Nacional

O que um comentarista político bolsonarista Boca Alugada no telejornal ND Notícias, transmitido pela NDTV (afiliada da Record TV no estado, e provavelmente a que recebeu a maior fatia daqueles R$ 444 milhões da publicidade estatal do governo  catarinense); extremamente “preocupado”  em desqualificar a UFSC por razões eminentemente ideológica, NÃO comentou sobre a queda das Universidades brasileiras no ranking mundial...

Este artigo traz dados frescos do ranking global da CWUR (Center for World University Rankings) e ilustra de forma prática o diagnóstico que vínhamos conversando: o Brasil tem volume, mas sofre com a concorrência de países que injetam verbas massivas em suas instituições.

Abaixo, apresento uma síntese estruturada do artigo e, em seguida, a relação organizada das universidades brasileiras rankeadas:

 

1. O novo levantamento da CWUR:

Avaliou as 2.000 melhores instituições de ensino e pesquisa do mundo. Embora o Brasil tenha conseguido emplacar um número expressivo de representantes (52 instituições ao todo), o dado mais alarmante é a tendência de queda generalizada: cerca de 87% das universidades brasileiras perderam posições em comparação com edições anteriores.


2. Principais Pontos de Destaque:

ü  A Hegemonia Asiática: Refletindo diretamente o modelo de forte apoio estatal que analisamos, a China assumiu a liderança mundial com 360 universidades no ranking, superando os Estados Unidos, que ficaram com 313.

ü  O Recuo no Bloco de Elite: Das 10 melhores universidades brasileiras, 9 caíram de posição. A USP caiu 1 posição; a UFRJ perdeu 15; a Unicamp desceu 10; e a Unesp despencou 22 posições.

ü  A Exceção Resiliente: A UFRGS foi a única do Top 10 nacional que resistiu à queda, mantendo exatamente a mesma colocação (476ª) nos últimos dois anos.

ü  O Diagnóstico do CWUR: O presidente da organização, Nadim Mahassen, foi cirúrgico ao apontar que o declínio brasileiro deve-se à dificuldade de competir em desempenho de pesquisa contra instituições globais altamente financiadas, dificultando a retenção de talentos e a produção científica de ponta em escala.


📊 Relação das Universidades Brasileiras no Ranking

Para facilitar a leitura, organizei as 52 instituições listadas no texto por sua ordem de classificação nacional, destacando a posição que ocupam no cenário mundial:

O Top 10 Nacional (Bloco de Elite)

Universidade de São Paulo (USP) — Posição Global: 119º

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — Posição Global: 346º

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) — Posição Global: 379º

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) — Posição Global: 476º

Universidade Estadual Paulista (Unesp) — Posição Global: 479º

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — Posição Global: 508º

Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) — Posição Global: 621º

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — Posição Global: 682º

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) — Posição Global: 732º

10º Universidade Federal do Paraná (UFPR) — Posição Global: 799º

Posições de 11º a 30º (Faixa Intermediária Alta)

11º Universidade de Brasília (UnB) — 837º

12º Fundação Getúlio Vargas (FGV) — 885º

13º Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) — 886º

14º Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) — 891º

15º Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) — 959º

16º Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) — 969º

17º Universidade Federal do Ceará (UFC) — 1002º

18º Universidade Federal Fluminense (UFF) — 1006º

19º Universidade Federal de Pelotas (UFPel) — 1013º

20º Universidade Federal de Viçosa (UFV) — 1015º

21º Universidade Federal da Bahia (UFBA) — 1024º

22º Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) — 1071º

23º Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) — 1102º

24º Universidade Federal de Goiás (UFG) — 1129º

25º Universidade Federal do ABC (UFABC) — 1183º

26º Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) — 1214º

27º Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) — 1275º

28º Universidade Federal de Uberlândia (UFU) — 1283º

29º Universidade Federal da Paraíba (UFPB) — 1284º

30º Universidade Federal do Pará (UFPA) — 1295º

Posições de 31º a 52º (Presença Global Expandida)

31º Universidade Federal de Lavras (UFLA) — 1302º

32º Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) — 1347º

33º Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) — 1382º

34º Universidade Estadual de Maringá (UEM) — 1422º

35º Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) — 1479º

36º Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) — 1482º

37º Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) — 1539º

38º Universidade Federal de Sergipe (UFS) — 1595º

39º Universidade Estadual de Londrina (UEL) — 1601º

40º Universidade Federal do Rio Grande (FURG) — 1629º

41º Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) — 1632º

42º Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) — 1715º

43º Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) — 1778º

44º Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) — 1827º

45º Pontifícia Universidade Católica Rio de Janeiro (PUC-Rio) — 1838º

46º Universidade Federal de Alagoas (UFAL) — 1931º

47º Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) — 1944º

48º Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) — 1952º

49º Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) — 1962º

50º Universidade Federal do Piauí (UFPI) — 1971º

51º Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) — 1974º

52º Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) — 2000º


Nota de Análise: Vale destacar a forte presença de institutos de pesquisa puros na lista (como Fiocruz, INPE, INPA, CBPF e IMPA). Como a metodologia do CWUR não pontua apenas salas de aula, mas foca muito na produção científica robusta, esses centros ganham visibilidade merecida internacionalmente ao lado das universidades.

O panorama desenhado por esse artigo do CWUR amarra perfeitamente todos os pontos que vínhamos discutindo: mostra a força resiliente das nossas instituições públicas e de pesquisa em se manterem em um clube global tão restrito, mas também deixa um alerta claro sobre a urgência de termos políticas de apoio previsíveis e consistentes para não perdermos terreno diante da agressiva competitividade internacional.