terça-feira, agosto 11, 2026

Resultados do IDEB 2025: Além dos Estigmas... ou o que a mídia boca alugada catarinense não mostra... (Parte II)

 O Exemplo do Nordeste na Educação e a Lição que o Sul Precisa Aprender

É recorrente observar na sociedade do Sul do Brasil, por razões históricas, culturais e políticas, a perpetuação de um preconceito velado — e por vezes ruidoso — em relação à região Nordeste. Manifestações de arrogância cultural ou de superioridade socioeconômica costumam tratar o Nordeste sob estereótipos de dependência, atraso ou escassez.

Trata-se de uma grande injustiça social que ignora a riqueza cultural, a capacidade de inovação e, acima de tudo, o protagonismo público que a região vem construindo nas últimas décadas.

O resultado mais recente do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) oferece um choque de realidade nesses preconceitos. Enquanto muitos discursos no Sul se amparam em indicadores do passado, o Nordeste consolidou-se como a principal referência nacional em políticas públicas de educação básica, alfabetização na idade certa e gestão escolar de excelência.

Cidades e redes municipais nordestinas — com orçamentos frequentemente inferiores aos de grandes municípios do Sul e Sudeste — vêm dando uma verdadeira aula de eficiência, engajamento comunitário, continuidade de políticas públicas de Estado e valorização docente.

Abaixo, republicamos na íntegra a reportagem que detalha esse marco histórico da educação brasileira:

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, principal indicador de qualidade de educação do Brasil, mostraram que cidades do Nordeste estão com os melhores resultados no ranking de ensino fundamental, incluindo os anos iniciais e anos finais.

Quatro estados do Nordeste figuraram entre as cidades com maiores notas nos índices de ensino fundamental, tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais. Contudo, quando se trata da etapa ensino médio, o Nordeste surge um pouco mais tímido entre os estados com melhores notas, sendo o Piauí com 4,9 em 3 º lugar, dividido com o Espírito Santo; seguido de Pernambuco com 4,8; e o Ceará em 6º com 4,7.

Ao mesmo tempo, o Paraná é quem ocupa o primeiro lugar no Ensino Médio, seguido de Goiás com notas próximas. De todos os estados, o Distrito Federal foi o único que apresentou uma retração de 0.1 no resultado entre 2023 e 2025.

 

Ensino Fundamental Anos Iniciais

De acordo com os resultados, apenas oito cidades de todo o país alcançaram nota 10 no Ideb 2025, sendo todas divididas entre dois estados do Nordeste, sendo o Ceará com cinco municípios, seguido de Alagoas, com três. O resultado mostra uma concentração regional de desempenho na educação dos anos iniciais do ensino fundamental, que correspondem do 1º ao 5º ano.

Entre as cidades com o maior crescimento entre 2023 e 2025, destaca-se Novo Oriente de Minas, em Minas Gerais, que teve o aumento de 4,6 pontos percentuais, subindo de 4,7 em 2023 para 9,3 em 2025, figurando nos melhores resultados do levantamento. O segundo maior aumento foi em Araguairnha (MT), que migrou de 4,4 para 8,0, seguido de Japurá (AM), de 4,4 para 7,6 em 2025.

 

Municípios com maior Ideb no Ensino Fundamental - Anos iniciais

Coruripe (AL) - 10,0

Santana do Mundaú (AL) - 10,0

União dos Palmares (AL) - 10,0

Catunda (CE) - 10,0

Coreaú (CE) - 10,0

Cruz (CE) - 10,0

Pedra Branca (CE) - 10,0

Pires Ferreira (CE) - 10,0

 

Ensino Fundamental Anos Finais

Quanto à etapa ensino fundamental anos finais, que corresponde do 6º ao 9º ano, nenhuma cidade no país conseguiu atingir a nota máxima. Contudo, Ceará e Alagoas também foram os líderes em municípios com notas mais altas no Ideb 2025, com Deputado de Irapuan Pinheiro em 1º lugar, seguido de Santana do Mundaú.

Vale destacar que Santana do Mundaú figura em ambos os recortes com as notas mais altas do país do ensino fundamental, apesar de ter tido uma retração de 0,1 entre 2023 e 2025 no resultado dos anos finais.

O maior crescimento foi apresentado em Cristino Castro, no Piauí, que teve o avanço de 3,6 pontos percentuais, escalando de 3,0 para 6,6. Em sequência está Murici (AL) com 2,8 (subindo de 5,2 para 8,0).

 

Municípios com maior Ideb no Ensino Fundamental - Anos finais

Deputado Irapuan Pinheiro (CE) - 9,3

Santana do Mundaú (AL) - 9,2

Custódia (PE) - 7,5

Bom Jesus (PI) - 7,3

Santa Maria do Herval (RS) - 7,0

Iporã do Oeste (SC) - 7,0

Conchal (SP) - 7,0

https://stories.cnnbrasil.com.br/educacao/educacao-no-brasil-e-nos-estados-unidos-duas-escolas-duas-realidades/

 Reflexões Finais: O Que Precisamos Aprender

Diante dos fatos e dos dados apresentados pela matéria, cabem a nós, no Sul do Brasil, três reflexões fundamentais:

1.    Humildade Pedagógica e Institucional: O verdadeiro progresso nasce do reconhecimento do mérito alheio. Em vez de olhar para o Nordeste através das lentes do preconceito, as gestões públicas e as comunidades do Sul deveriam enviar comitivas para estudar e replicar os modelos de gestão educacional desenvolvidos em municípios como Sobral (CE) e em tantas outras redes nordestinas.

2.    A Superação do Preconceito pelo Conhecimento: Os dados do Ideb mostram que talento, dedicação e inteligência governamental não têm CEP. O estigma de "região atrasada" desmorona quando confrontado com a realidade das salas de aula, onde crianças nordestinas alcançam os melhores índices de aprendizagem do país.

3.    A Força da Cooperação Interregional: O Brasil só atingirá seu pleno desenvolvimento quando superarmos as divisões regionais estéreis e o ufanismo local. O sucesso da educação no Nordeste é uma vitória de todo o povo brasileiro e deve servir de inspiração para que todas as regiões melhorem suas políticas públicas.

Reconhecer a grandeza e a liderança do Nordeste na educação não é apenas um dever de justiça histórica e moral; é o primeiro passo para que possamos edificar um país verdadeiramente integrado, civilizado e ético. 


domingo, agosto 09, 2026

Como a Mídia Boca Alugada Mantém Vivo o Holocausto e a Barbárie... todos os dias... (Parte V)

 O Aumento dos Recordes e o Silêncio dos Jornais: Como a Mídia Manipula a Percepção Econômica do Brasil

Enquanto as manchetes do mainstream jornalístico insistem em tons sombrios e previsões catastróficas sobre o futuro econômico do país, os números reais insistem em desmentir o pessimismo encomendado. Dois marcos recentes ilustram com clareza esse descompasso:

1.    A Força do Comércio Exterior: Mesmo diante do cenário adverso da política protecionista e dos "tarifaços" aplicados pelos Estados Unidos, o Brasil bateu o recorde histórico de exportações para o mês de julho, registrando um crescimento de 31,9% no superávit comercial. A resiliência e a competitividade do setor produtivo brasileiro provaram ser maiores do que as barreiras externas.

2.    O Retorno do Brasil ao Mapa do Turismo Mundial: O setor de turismo internacional no Brasil atingiu marcas históricas inéditas. O fluxo de turistas estrangeiros e a entrada de divisas no país bateram recordes, impulsionados pela recuperação da imagem institucional do Brasil no exterior e por políticas ativas de atratividade internacional.

Se ambos os dados representam alento, geração de renda, emprego e soberania econômica para o povo brasileiro, por que essas informações são tratadas como notas de rodapé ou rapidamente soterradas por pautas de crise?

Para compreender esse fenômeno, não basta apontar o viés político editorial; é preciso recorrer aos mecanismos estruturais de manipulação de massas brilhantemente sintetizados pelo linguista e pensador Noam Chomsky.


Os Mecanismos de Chomsky na Cobertura Econômica

Noam Chomsky, ao analisar o papel dos meios de comunicação de massa no livro Consenso sem Coação e em suas tese sobre propaganda, demonstra que a função primordial da mídia corporativa não é informar, mas moldar o consentimento e gerenciar a percepção pública de acordo com os interesses das elites financeiras.

No caso brasileiro recente, destacam-se três estratégias conceituadas por Chomsky:


1. A Estratégia da Distração

Chomsky ensina que o elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos dados reais e significativos mediante o bombardeio contínuo de temas secundários ou pânico fiscal induzido. Ao eclipsar recordes históricos de exportação ou avanços no turismo com discussões infindáveis e alarmistas sobre "risco fiscal" ou "volatilidade de mercado", a mídia desvia o olhar do cidadão daquilo que concretamente melhora a vida do país.


2. O Uso do Aspecto Emocional em Detrimento da Análise Racional

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar uma curto-circuito na análise racional dos indivíduos. Notícias sobre conquistas econômicas estruturais exigem interpretação de dados e visão de longo prazo. Em contrapartida, a imprensa alugada prefere explorar o medo do espectador — a ameaça da inflação iminente, o espectro do desemprego ou o risco de fuga de capitais —, mantendo a população em um estado permanente de ansiedade que paralisa a capacidade de celebrar as vitórias coletivas.


3. Manter o Público na Ignorância e na Mediocridade

Ao ocultar o impacto positivo de políticas públicas bem-sucedidas — como a diplomacia comercial ou a promoção do turismo —, a mídia priva o cidadão do conhecimento sobre a eficácia da gestão pública. O resultado é a perpetuação do "complexo de vira-lata": o povo é induzido a acreditar que o Brasil está sempre à beira do colapso, independentemente de quão sólidos sejam os números da balança comercial ou da arrecadação.


O Papel do Jornalismo Independente

A recusa da grande mídia em dar o devido destaque às boas notícias econômicas não é um erro pontual de edição ou falta de espaço na grade; é uma escolha política e econômica consciente. A narrativa da crise perpétua atende aos interesses do mercado financeiro e de setores que se beneficiam da instabilidade e da desvalorização do patrimônio nacional.

Diante do cerco informativo imposto pelos veículos tradicionais, cabe aos blogs, às mídias alternativas e ao debate direto na sociedade civil romper o cordão de isolamento. Celebrar os recordes de exportação e o renascimento do turismo não é fazer propaganda governamental — é um ato de soberania e de honestidade com a realidade dos fatos.

O Brasil real está avançando, ainda que a tela da televisão e as capas dos jornais tentem convencer o público do contrário.



quinta-feira, agosto 06, 2026

Resultados do IDEB 2025: Verdades e Delírios... ou o que a mídia boca alugada catarinense não mostra... (Parte I)

 Os 20 Melhores: Contra fatos não adiantam falsas argumentações: Santa Catarina: Nenhuma Escola Estadual; São Paulo Apenas 1 Escola.

Baseado nos microdados detalhados liberados pelo Inep/MEC em 5 de agosto de 2026 e em cruzamentos com os rankings anteriores, compilei as tabelas abaixo.

Estas tabelas representam a elite do Ideb 2025 em todo o território nacional nas três etapas de ensino (Anos Iniciais, Anos Finais e Ensino Médio).


Observações Importantes sobre os Rankings:

  1. Critério de Inclusão: Foram consideradas apenas escolas que cumpriram os critérios de proficiência e a taxa de participação mínima de alunos exigida pelo Inep para a divulgação da nota, evitando distorções em turmas muito pequenas.
  2. Ranking Comparativo com 2023: A coluna "Colocação 2023" refere-se à posição exata que a escola ocupava no ranking nacional daquela etapa com base na nota divulgada em 2023. As setas indicam:
    • (↑) Subiu no ranking nacional.
    • (↓) Desceu no ranking nacional.
    • () Manteve a posição exata.
    • () Nova na lista (não estava no Top 100 em 2023 ou não teve nota divulgada).


Tabela 1: Top 20 Escolas do Brasil - Ideb 2025 - Anos Iniciais (1º ao 5º ano)

Colocação 2025

Nome da Escola

Cidade/UF

Nota Ideb 2025

Colocação 2023

Colégio de Aplicação da UFPE

Recife / PE

9.7

1º ()

Colégio de Aplicação da UFRJ

Rio de Janeiro / RJ

9.6

3º (↑)

Escola de Aplicação da UFPA

Belém / PA

9.5

2º (↓)

Colégio de Aplicação da UFSC

Florianópolis / SC

9.4

5º (↑)

Colégio Pedro II - Campus Centro

Rio de Janeiro / RJ

9.4

4º (↓)

Esc. Muncipal Profª Maria do Carmo Lemos

Sobral / CE

9.3

6º ()

Esc. Municipal José Rodrigues de Souza

Sobral / CE

9.3

7º ()

Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE/UFG)

Goiânia / GO

9.2

9º (↑)

Esc. de Aplicação da UPE - Campus Benfica

Recife / PE

9.2

8º (↓)

10º

Escola Básica da UFMG

Belo Horizonte / MG

9.1

12º (↑)

11º

Esc. Municipal Antenor Naspolini

Criciúma / SC

9.1

10º (↓)

12º

Colégio de Aplicação da UFMA

São Luís / MA

9.0

14º (↑)

13º

Esc. Municipal Vicente Antenor Ferreira Gomes

Sobral / CE

9.0

11º (↓)

14º

Esc. Municipal Dr. José de Brito Barbosa

Sobral / CE

8.9

13º (↓)

15º

Escola de Aplicação da UPE - Campus Nazaré da Mata

Nazaré da Mata / PE

8.9

()

16º

Esc. Muncipal Francisco de Paula Pessoa Filho

Sobral / CE

8.8

15º (↓)

17º

Colégio Pedro II - Campus Realengo I

Rio de Janeiro / RJ

8.8

16º (↓)

18º

Esc. Municipal Profª Elza de Oliveira Brito Barbosa

Sobral / CE

8.7

()

19º

Colégio de Aplicação da UFRGS

Porto Alegre / RS

8.7

18º (↓)

20º

Escola de Aplicação do Recife (UPE)

Recife / PE

8.6

()

Ranking por Estado > Ceará: 6; Pernambuco: 4; Rio de Janeiro: 3; Santa Catarina*: 2; Pará; Goias; Minas Gerais; Maranhão; e Rio Grande do Sul: 1 cada.

* Nenhuma Escola Estadual.   

 

Tabela 2: Top 20 Escolas do Brasil - Ideb 2025 - Anos Finais (6º ao 9º ano)

Colocação 2025

Nome da Escola

Cidade/UF

Nota Ideb 2025

Colocação 2023

Colégio de Aplicação da UFRJ

Rio de Janeiro / RJ

8.2

1º ()

Colégio de Aplicação da UFSC

Florianópolis / SC

8.0

4º (↑)

Colégio Pedro II - Campus Centro

Rio de Janeiro / RJ

7.9

2º (↓)

Colégio de Aplicação da UFPE

Recife / PE

7.9

3º (↓)

Colégio Militar de Curitiba

Curitiba / PR

7.8

6º (↑)

Colégio Militar de Porto Alegre

Porto Alegre / RS

7.7

5º (↓)

Colégio Militar de Belo Horizonte

Belo Horizonte / MG

7.7

7º ()

Escola de Aplicação da UFPA

Belém / PA

7.6

8º ()

Colégio de Aplicação da UFMA

São Luís / MA

7.6

10º (↑)

10º

Escola Básica da UFMG

Belo Horizonte / MG

7.5

9º (↓)

11º

Colégio Pedro II - Campus Engenho Novo II

Rio de Janeiro / RJ

7.5

13º (↑)

12º

Colégio Tiradentes PMMG - Unidade Argentino Madeira

Belo Horizonte / MG

7.4

 ()

13º

Colégio Pedro II - Campus Realengo II

Rio de Janeiro / RJ

7.4

11º (↓)

14º

Colégio Militar de Brasília

Brasília / DF

7.3

 ()

15º

Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE/UFG)

Goiânia / GO

7.3

14º (↓)

16º

Esc. Muncipal Profª Maria do Carmo Lemos

Sobral / CE

7.2

12º (↓)

17º

Esc. Municipal José Rodrigues de Souza

Sobral / CE

7.2

 ()

18º

Esc. de Aplicação da UPE - Campus Benfica

Recife / PE

7.1

15º (↓)

19º

Colégio de Aplicação da UFRGS

Porto Alegre / RS

7.1

17º (↓)

20º

Colégio Pedro II - Campus Niterói

Niterói / RJ

7.0

 ()

Ranking por Estado > Rio de Janeiro: 5; Minas Gerais: 3; Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Sul: 2; Santa Catarina*, Paraná, Pará, Maranhão, Brasília e Goiás: 1 cada.

* Nenhuma Escola Estadual.   


 Tabela 3: Top 20 Escolas do Brasil - Ideb 2025 - Ensino Médio

Colocação 2025

Nome da Escola

Cidade/UF

Nota Ideb 2025

Colocação 2023

Colégio de Aplicação da UFRJ

Rio de Janeiro / RJ

7.9

1º ()

Colégio de Aplicação da UFPE

Recife / PE

7.6

3º (↑)

Colégio de Aplicação da UFSC

Florianópolis / SC

7.5

5º (↑)

Colégio Pedro II - Campus Centro

Rio de Janeiro / RJ

7.5

2º (↓)

Colégio Militar de Belo Horizonte

Belo Horizonte / MG

7.4

4º (↓)

Colégio Militar de Curitiba

Curitiba / PR

7.3

8º (↑)

Colégio Pedro II - Campus Realengo II

Rio de Janeiro / RJ

7.3

6º (↓)

Escola de Aplicação do Recife (UPE)

Recife / PE

7.2

()

Colégio Militar de Porto Alegre

Porto Alegre / RS

7.2

7º (↓)

10º

Escola de Aplicação da UFPA

Belém / PA

7.1

11º (↑)

11º

Colégio Pedro II - Campus Engenho Novo II

Rio de Janeiro / RJ

7.1

9º (↓)

12º

Colégio Tiradentes PMMG - Unidade Argentino Madeira

Belo Horizonte / MG

7.0

()

13º

Colégio de Aplicação da UFMA

São Luís / MA

7.0

10º (↓)

14º

Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE/UFG)

Goiânia / GO

6.9

12º (↓)

15º

Escola Básica da UFMG

Belo Horizonte / MG

6.9

()

16º

Colégio de Aplicação da UFRGS

Porto Alegre / RS

6.8

14º (↓)

17º

Colégio Militar do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro / RJ

6.8

()

18º

ETEC de São Paulo (Paula Souza)

São Paulo / SP

6.7

()

19º

Colégio Militar de Salvador

Salvador / BA

6.7

()

20º

Escola Técnica Estadual de Piraquara (PR)

Piraquara / PR

6.6

()

Ranking por Estado > Rio de Janeiro: 5; Minas Gerais: 3; Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul: 2; Santa Catarina*, Pará, Maranhão, Goiás, São Paulo e Bahia: 1 cada.

* Nenhuma Escola Estadual.   

 

ESCLARECIMENTO NECESSÁRIO: Para evitar delírios “patrióticos”

A principal diferença entre um Colégio Militar e uma Escola Cívico-Militar reside na origem, na governança e na extensão da influência militar dentro da instituição.

Embora ambas as modalidades adotem códigos de conduta, uso de uniformes e ritos baseados em valores militares (como disciplina, civismo e patriotismo), suas estruturas operacionais são fundamentalmente distintas.


Aqui estão as observações detalhadas sobre essas diferenças:

 Colégio Militar (Sistema de Ensino das Forças Armadas)

         Estes são colégios federais, considerados instituições de excelência, com uma tradição que remonta ao século XIX (o Colégio Militar do Rio de Janeiro foi o primeiro, em 1889).

ü  Governança: São inteiramente administrados, financiados e mantidos pelo Ministério da Defesa, através das Forças Armadas (Exército, Marinha ou Aeronáutica). Eles não fazem parte das redes públicas estaduais ou municipais de ensino.

ü  Corpo Docente e Diretoria: A direção é exercida por oficiais da ativa. O corpo docente é híbrido, composto por militares (oficiais do Quadro de Magistério) e professores civis concursados especificamente para essa rede federal.

ü  Pedagogia: Possuem total autonomia pedagógica e um sistema de ensino próprio, embora alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A cultura militar está embebida em todos os aspectos da vida escolar, incluindo a sala de aula.

ü  Forma de Ingresso: A maioria das vagas é destinada a dependentes de militares. O restante das vagas é preenchido através de concursos públicos de admissão altamente concorridos e com testes de conhecimento.

ü  Público-Alvo Histórico: Tradicionalmente voltados para garantir educação aos filhos de militares que mudam frequentemente de sede, mas hoje funcionam também como centros de excelência acadêmica para civis que conseguem ingressar.


Escola Cívico-Militar (Programa de Fomento do MEC)

  Este é um modelo mais recente (expandido a partir de 2019 pelo Governo Federal), que consiste na parceria entre o Ministério da Educação (MEC) e secretarias estaduais/municipais de educação para "militarizar" a gestão de escolas públicas existentes.

ü  Governança: A escola continua pertencendo à rede pública estadual ou municipal. A administração é híbrida: o MEC fornece fomento e diretrizes, mas o financiamento principal e a manutenção são da secretaria de educação local.

ü  Corpo Docente e Diretoria: A diretoria pedagógica e administrativa continua sendo exercida por profissionais de educação civis. Os professores são civis da rede pública local. Os militares (geralmente policiais militares ou bombeiros da reserva, ou militares das Forças Armadas inativos) atuam apenas como monitores e gestores da área disciplina, cívica e administrativa.

ü  Pedagogia: A escola segue estritamente o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da rede pública à qual pertence e a BNCC. Militares não ministram aulas regulares. Sua influência é extraclasse, na organização da rotina (fila, uniforme, conduta).

ü  Forma de Ingresso: Segue as regras de matrícula da rede pública local ( Zoneamento, sorteio ou inscrição regular), geralmente atendendo à comunidade onde a escola já estava inserida. Não costuma haver concurso de admissão.

ü  Público-Alvo: Focado em escolas públicas com baixo IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) ou localizadas em áreas de vulnerabilidade social, com o objetivo de melhorar a disciplina e o ambiente escolar.

Quadro Resumo Comparativo

Característica

Colégio Militar (CM)

Escola Cívico-Militar (Ecim)

Esfera de Governo

Federal (Ministério da Defesa)

Estadual/Municipal (Sec. de Educação)

Administração

100% Militar (Forças Armadas)

Híbrida (Civil na Pedagogia / Militar na Disciplina)

Professores

Militares e Civis da Rede Federal

Civis da Rede Estadual/Municipal

Poder Pedagógico

Total (Sistema Próprio)

Limitado (Segue a Rede Pública e BNCC)

Militares em Sala

Sim (Do Quadro de Magistério)

Não (Apenas Monitores/Disciplina)

Ingresso

Concurso e Vagas para Dependentes

Matrícula Regular da Rede Pública