sábado, março 14, 2026

É o Custo BOLSONARO... Estúpido... (Parte II)

O Cavalo de Troia de Trump: Como o Marketing Ideológico Pode Quebrar a Serra e o Agro Catarinense 

Enquanto muitos políticos catarinenses celebram o alinhamento ideológico com o novo governo dos Estados Unidos, o "Brasil Real" acaba de receber um balde de água fria. No dia 13 de março de 2026, o governo de Donald Trump confirmou que o agronegócio brasileiro é alvo de uma investigação por trabalho escravo e forçado.

Para o produtor de Lages, Curitibanos e de todo o Planalto Serrano, o aviso é claro: no comércio internacional, não existe "amizade entre líderes", existe interesse nacional. E o interesse de Trump agora é usar qualquer pretexto — inclusive o humanitário — para erguer barreiras contra os nossos produtos.


1. O Alvo está na Madeira e no Prato

A investigação americana, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio, não é um fato isolado. Ela é a "bala de prata" para contornar decisões recentes da Suprema Corte americana que tentaram frear o protecionismo de Trump. O alvo principal? Agronegócio e Madeira.

·         Na Serra: Cidades como Lages e Capão Alto, que têm no setor madeireiro sua espinha dorsal, estão na zona de impacto direto. Se a investigação concluir pelo uso de "trabalho forçado" (um selo difícil de remover após colado), nossas exportações de madeira serrada e móveis podem enfrentar sobretaxas que tornam o negócio inviável.

·         No Campo: A CNA já estima perdas de R$ 14,8 bilhões para o agro brasileiro em 2026.


2. A Sabotagem da "Bancada da Lama"

Aqui reside a maior ironia: os 12 deputados da bancada catarinense que votaram para flexibilizar o licenciamento ambiental em Brasília estão, na verdade, entregando a faca e o queijo para Trump nos cortar. Ao fragilizarem as leis ambientais e trabalhistas sob o pretexto de "ajudar o produtor", esses parlamentares dão o argumento perfeito para que os EUA apliquem sanções. Em 2026, quem vota contra a natureza e contra o rigor das leis está, na prática, assinando o bloqueio das nossas exportações. Trump usará a destruição das nossas florestas para proteger o fazendeiro americano.


3. A Guerra Híbrida e o Custo do Silêncio

Como aponta a análise geopolítica atual, o Brasil enfrenta uma "Guerra Híbrida". Enquanto o governo estadual de Jorginho Mello foca em marketing e na manutenção do poder para 2026, o setor produtivo catarinense fica desprotegido.

·         O governo federal tenta oferecer oxigênio financeiro, mas a postura de "confronto ideológico" de lideranças catarinenses afasta investidores e atrai sanções.

·         Flávio Bolsonaro sugere "vingança" taxando as Big Techs, mas isso não trará de volta os empregos perdidos nas serrarias de Curitibanos ou nos frigoríficos do Oeste.


4. Concluindo: O Agro não sobrevive de "Likes"

O setor madeireiro e agrícola de Santa Catarina não precisa de políticos que batam continência para bandeiras estrangeiras; precisa de segurança jurídica e reputação internacional.

Se continuarmos permitindo que o licenciamento ambiental seja tratado como um estorvo, e que o trabalho escravo seja investigado por falta de fiscalização estatal, o selo "Made in Brazil" se tornará um veneno nas prateleiras do mundo. Trump já avisou: ele vai proteger o mercado dele. Quem vai proteger o nosso? Certamente não serão os deputados que "passam a boiada" enquanto a Serra seca e a economia sangra.


5. A Lista da Vergonha: Quem votou para flexibilizar o licenciamento

Partido

Deputado(a)

PL

Caroline de Toni

PL

Daniel Freitas

PL

Daniela Reinehr

PL

Ricardo Guidi

PL

Zé Trovão

MDB

Cobalchini

MDB

Luiz Fernando Vampiro

MDB

Pezenti

NOVO

Gilson Marques

PP

Coronel Armando

PSDB

Geovania de Sá

União

Fabio Schiochet


O Teatro das Incoerências: Jorginho Mello, a "Ética do Descarte" e o Abandono da Serra

 

Enquanto Santa Catarina enfrenta um dos seus períodos mais instáveis — com tornados no litoral e uma seca devastadora que sufoca a nossa Serra Catarinense —, a política praticada na capital, Florianópolis, parece habitar uma realidade paralela. O que vemos hoje é um governo de "prioridades invertidas", onde o marketing cintilante da TV tenta esconder uma gestão pautada pela incoerência e pelo oportunismo.


1. A Confissão da Mitomania: Contra a Reeleição, mas Candidatíssimo

A contradição mais recente de Jorginho Mello beira o inacreditável. Em entrevista ao portal MSN/Estadão, o governador afirmou que, para ele, "não tinha que ter reeleição". No entanto, no mesmo fôlego, confirmou que tentará o segundo mandato este ano.

Se o próprio governador admite que o modelo de reeleição é prejudicial, por que ele insiste em nos impor mais quatro anos de sua gestão? A resposta é clara: a manutenção do poder vale mais do que qualquer convicção ética. É o auge da mitomania política: diz-se uma coisa para parecer reformador, mas faz-se outra para garantir a cadeira.


2. Universidade Gratuita: O Bolsa-Luxo para Milionários

Enquanto o governador "joga o jogo da reeleição", o dinheiro dos seus impostos está sendo desviado de quem realmente precisa. Uma auditoria do Tribunal de Contas (TCE-SC), ecoada por denúncias do PT-SC, revelou que o programa Universidade Gratuita virou um verdadeiro "Bolsa-Luxo".

  • Enquanto o filho do trabalhador em Lages e Anita Garibaldi luta para pagar as contas, o Estado financia estudantes com patrimônio milionário.
  • É uma escolha política perversa: em vez de investir na Saúde, que agoniza com filas intermináveis, ou na Segurança, o governo prefere manter uma vitrine eleitoral cara e sem fiscalização, ignorando programas federais como o Prouni que poderiam suprir a demanda sem drenar o cofre estadual.


3. Lages e a "Ética do Descarte"

Para nós, na Serra, o cenário é de abandono. Como bem analisou o portal SC em Pauta, vivemos sob a "ética do descarte". Lideranças locais, como a prefeita Carmen Zanotto, são usadas como peças de xadrez no tabuleiro do governador. Alianças são feitas e desfeitas por conveniência, nunca por projeto.

O resultado? Lages está no "ponto cego" do governo. O dinheiro que deveria estar recuperando nossas SCs e auxiliando os produtores rurais de Campo Belo do Sul e Cerro Negro na seca, está preso na engrenagem de propaganda de um governador que muda de opinião conforme o vento das pesquisas — a mesma facilidade com que mudou sua autodeclaração racial de pardo para branco.


4. O Boleto da Incoerência

Não há agronegócio ou indústria que resista à falta de palavra. Quando nossos deputados — a "bancada da lama" — votam para flexibilizar o licenciamento ambiental, eles não estão ajudando o produtor; estão nos deixando vulneráveis a desastres climáticos que já custaram R$ 3,9 bilhões ao país no último ano.


5. A Lista da Vergonha: Quem votou para flexibilizar o licenciamento

Partido

Deputado(a)

PL

Caroline de Toni

PL

Daniel Freitas

PL

Daniela Reinehr

PL

Ricardo Guidi

PL

Zé Trovão

MDB

Cobalchini

MDB

Luiz Fernando Vampiro

MDB

Pezenti

NOVO

Gilson Marques

PP

Coronel Armando

PSDB

Geovania de Sá

União

Fabio Schiochet



Concluindo: Santa Catarina merece a verdade. Não podemos aceitar um governo que governa para o espelho. Entre a propaganda de "estado pujante" e a retroescavadeira abrindo bebedouros desesperadamente no interior da Serra, a mentira tem perna curta. Em 2026, o eleitor catarinense precisará decidir: continuaremos financiando o teatro de um "mitômano assumido" ou exigiremos uma gestão que respeite o nosso suor e a nossa terra?

quarta-feira, março 11, 2026

VAI PIORAR... E PIORAR MUITO.. (Parte III)

 

A Conta da Seca Chegou: Enquanto a Serra Seca, a "Bancada da Lama" Sabota o Nosso Futuro

O cenário na Serra Catarinense neste início de março de 2026 é desolador. Enquanto você lê este texto, quatro municípios da nossa região — Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Cerro Negro e Vargem — acabam de decretar situação de emergência. O motivo? Uma seca prolongada que está matando pastagens, secando açudes e transformando o suor do agricultor em prejuízo acumulado.

Mas não se engane: o que está acontecendo não é apenas "obra do destino" ou um ciclo natural. É o resultado direto de escolhas políticas feitas a quilômetros daqui, em gabinetes refrigerados de Brasília.

 

1. O Colapso no Campo: O Relato da Escassez

O levantamento da Rádio Clube e da Epagri não deixa dúvidas: as perdas na soja, milho e feijão já são irreversíveis em muitas localidades.

ü  Em Anita Garibaldi, o gado perde peso e retroescavadeiras correm para abrir bebedouros desesperadamente.

ü  Em Campo Belo do Sul, são mais de 40 dias sem chuva regular, com perdas estimadas em 30% da produção local.

Enquanto o prefeito Henrique Menegazzo lamenta as lavouras que "não têm volta", as prefeituras tentam estancar a sangria com apoio jurídico para acesso ao Proagro e renegociação de dívidas. Mas até quando vamos viver de "remediar" desastres que poderiam ser mitigados?

 

2. A Sabotagem dos 12 Deputados: O "Boleto" que Você Paga

Enquanto o Brasil real colhia, em 2025, a cicatriz de 336.656 pessoas afetadas por desastres climáticos e um prejuízo de R$ 3,9 bilhões, a bancada catarinense em Brasília agia contra os nossos interesses.

Ao votarem pela flexibilização do licenciamento ambiental, os 12 deputados listados abaixo estão, na prática:

ü  Cortando a mangueira: Fragilizam a proteção das florestas que garantem a umidade e o ciclo das chuvas para a nossa agricultura.

ü  Sabotando a exportação: O mercado internacional exige sustentabilidade. Ao facilitar a destruição hoje, eles garantem o bloqueio da madeira de Lages e Curitibanos amanhã. Quem vota contra a natureza em 2026 está assinando a falência do setor exportador de SC.

 

3. O Tiro no Pé do Setor Madeireiro em Lages e Curitibanos

Não se engane: a flexibilização ambiental não ajuda o setor florestal; ela o condena. Lages, Curitibanos e todo o Planalto Serrano consolidaram-se como gigantes na exportação de madeira, mas o mercado europeu e americano de 2026 não aceita mais produtos que venham de estados com legislações frágeis. Ao facilitarem a "passagem da boiada", esses 12 deputados estão, na verdade, erguendo uma barreira alfandegária invisível. Eles sabotam o selo de sustentabilidade que nossas empresas levaram décadas para construir. No fim das contas, o empresário sério da nossa região — que investe em manejo e tecnologia — será punido lá fora pela irresponsabilidade de quem, em Brasília, prefere o marketing da destruição à segurança jurídica do exportador catarinense.

 

4. Entre Tornados e Secas: O Rio de Desperdício de Dinheiro Público

O cenário catarinense é um paradoxo trágico. Em janeiro de 2026, municípios como Rio das Antas e Palhoça decretavam emergência por tornados e chuvas devastadoras. Agora, a Serra e o Oeste sofrem com a seca.

Essa instabilidade extrema tem nome: crise climática. E ela custa caro. Quando um deputado vota para "passar a boiada", ele está transferindo o lucro para poucos e o prejuízo para você. O imposto que você paga some em obras de emergência e reconstrução de estradas, em vez de ser investido em saúde, educação ou infraestrutura hídrica definitiva.

 

5. A Lista da Vergonha: Quem votou para flexibilizar o licenciamento

Partido

Deputado(a)

PL

Caroline de Toni

PL

Daniel Freitas

PL

Daniela Reinehr

PL

Ricardo Guidi

PL

Zé Trovão

MDB

Cobalchini

MDB

Luiz Fernando Vampiro

MDB

Pezenti

NOVO

Gilson Marques

PP

Coronel Armando

PSDB

Geovania de Sá

União

Fabio Schiochet


Concluindo: Não existe agronegócio sem natureza

O setor produtivo de Santa Catarina precisa de oxigênio financeiro e segurança climática. Não podemos permitir que parlamentares se vendam como "amigos do agro" enquanto destroem as condições básicas para o agro existir: água e solo protegido.

Em 2026, a escolha é clara: ou protegemos nossas florestas e garantimos nossa vaga no mercado global, ou continuaremos assistindo nossos rios secarem enquanto pagamos a conta bilionária de desastres que poderiam ser evitados.

Lages e a Serra Catarinense pedem socorro. E os deputados? Pedem votos.

terça-feira, março 10, 2026

Jorginho Melo e a Fabrícia de Mentiras... (Parte II)

 

O Custo do Marketing para a Serra: Lages no "Ponto Cego" do Governo

Enquanto o Governador se ocupa em sancionar leis ideológicas nulas e trocar de cor conforme a conveniência eleitoral, a Serra Catarinense amarga as consequências de uma gestão que prioriza a propaganda sobre a obra pública.


  • Obras que viraram fumaça: Pergunte a qualquer lageano sobre as grandes entregas do Estado nos últimos anos. O silêncio é a resposta. Aliados locais como a prefeita Carmen Zanotto e os deputados da região patinam para explicar por que o "melhor governador da história" (segundo o marketing) não consegue finalizar projetos estruturantes na nossa região.
  • Saúde em Colapso na Serra: O dinheiro que o Estado gasta para "duplicar" bolsas que o Governo Federal (Prouni/FIES) já oferece é o mesmo que falta para zerar as filas de cirurgias eletivas nos nossos hospitais serranos. É uma escolha política: o governo prefere pagar a mensalidade de um "universitário milionário" do que garantir o leito de UTI para o cidadão de Lages.
  • Abandono das Rodovias: O programa "Estrada Boa" é ótimo no papel, mas quem trafega pelas SCs da região sabe que o asfalto cede à medida que a propaganda avança. O custo logístico para o nosso produtor rural e para o turismo da Serra é ignorado em nome de um orçamento drenado por renúncias fiscais bilionárias que não voltam para o interior.

A Serra não quer Símbolos, quer Soluções

A mitomania governamental tenta nos convencer de que "leis anti-cotas" ou "passaportes catarinenses" são conquistas. Mas o povo da Serra sabe que ideologia não tapa buraco nem cura doença.

Enquanto o governador faz política de espelho — mudando a própria cor para se admirar no eleitorado — Lages continua esperando por um governo que saia do estúdio de TV e venha encarar o frio da realidade serrana.


"Lages não pode ser apenas cenário para vídeo de campanha. Queremos  transparência, queremos o fim das mamatas fiscais e, acima de tudo, queremos um governo que pare de mentir para o próprio povo. Santa Catarina é maior que o seu marketing!"

Jorginho Mello e a Fábrica de Mentiras: ....

 Da "Universidade Gratuita" à Metamorfose Racial

Em 2022, Santa Catarina elegeu um projeto baseado em promessas reluzentes. Hoje, em 2026, o que vemos é um governo que opera na base da conveniência e da distorção da realidade. De programas educacionais que ignoram a existência do Governo Federal a uma identidade racial que muda conforme o vento das pesquisas, a gestão de Jorginho Mello (PL) se revela um castelo de cartas erguido sobre o marketing e a mitomania. 


1. O Camaleão Político: Pardo em 2018, Branco em 2022

Como confiar em um gestor que altera a própria identidade para angariar votos?

  • Oportunismo Racial: Nas eleições de 2018, Jorginho declarou-se pardo ao TSE. Em 2022, mirando o eleitorado conservador e bolsonarista, "embranqueceu" sua autodeclaração.
  • Marketing de Identidade: Como aponta o portal SC em Pauta, essa mudança não é um detalhe; é o símbolo de um político que troca de pele conforme o palanque. Quem mente sobre a própria cor para se encaixar em uma narrativa, mentirá sobre qualquer outra coisa.


2. A Lei "Anti-Cotas": Uma Mentira Jurídica

Recentemente, o governador sancionou uma lei "anti-cotas" que ele sabe ser inconstitucional.

  • O Golpe do Símbolo: Por que sancionar algo que não terá efeito jurídico? Para alimentar o WhatsApp da militância. É o uso da máquina pública para produzir fake news oficial. Enquanto isso, em Lages e na Serra, as obras reais sumiram, mas a propaganda ideológica não para de rodar.


3. A Grande Mentira da "Universidade Gratuita"

O programa é a joia da coroa da propaganda oficial, mas por baixo do brilho há uma lama de irregularidades:

  • Milionários com Bolsa: O TCE-SC já escancarou: enquanto o filho do trabalhador luta por uma vaga, o governo bancou estudos de estudantes com patrimônio milionário.
  • O Apagamento do Prouni e FIES: Na TV, parece que a faculdade só existe graças ao governador. No mundo real, Jorginho ignora deliberadamente o Prouni e o FIES (do Governo Federal) para gastar dinheiro estadual — que deveria ir para a Saúde e Segurança — em bolsas que o MEC já poderia cobrir.


4. Renúncias Bilionárias: Onde está o dinheiro?

Enquanto falta remédio e o governador faz propaganda de "gratuidade", o Estado abre mão de R$ 21 bilhões em renúncias fiscais para grandes grupos econômicos.

  • A Verdade Omitida: É um governo que tira do serviço público e do pequeno cidadão para garantir o lucro dos grandes, maquiando tudo com um sorriso ensaiado na propaganda eleitoral.

Concluindo: Santa Catarina Merece a Verdade

Não podemos aceitar que o "Passaporte Catarinense" ou leis de fachada escondam a ausência de políticas públicas concretas. A mitomania política tem um custo: ela destrói a confiança nas instituições e drena o dinheiro que deveria salvar vidas nos nossos hospitais.

Santa Catarina não precisa de um camaleão no governo; precisa de transparência, respeito aos recursos públicos e, acima de tudo, honestidade com o eleitor.


"De pardo a branco, de aliado a crítico: quem é o verdadeiro Jorginho Mello?

 O governador que usa o dinheiro da sua saúde para fazer propaganda de uma 'faculdade gratuita' que beneficia até milionários agora sanciona leis que sabe serem nulas. Chega de marketing, queremos gestão de verdade!

domingo, março 08, 2026

Enquanto isso... no Estado Mais Nazifascista e Corrupto do País... (Parte VI)

 

Com quem o Governo de Santa Catarina gasta mais recursos públicos?

Essa é a pergunta de "um bilhão de reais" (ou melhor, de dezenas de bilhões) que raramente aparece na propaganda oficial, mas que é fundamental para entender por que falta dinheiro para a saúde e segurança enquanto o governo gasta fortunas em publicidade.

Para o cenário de 2025/2026 em Santa Catarina, os números são impactantes e revelam as prioridades reais da gestão Jorginho Mello.



1. Incentivos e Renúncias Fiscais (Gastos Tributários)

Este é, de longe, o maior ralo de recursos do estado. Santa Catarina é um dos estados que mais abre mão de receita no Brasil para beneficiar setores específicos (muitas vezes grandes empresas e o agronegócio).

  • Montante Anual Estimado: Entre R$ 21 bilhões e R$ 23 bilhões.
  • O que isso significa: O governo deixa de arrecadar esse valor em ICMS através de benefícios fiscais. Para você ter uma ideia da magnitude:
    • Esse valor equivale a quase 35% de toda a receita tributária do estado.
    • É muito mais do que o estado investe em Educação e Saúde somados em um ano.
  • A Crítica Técnica: O Tribunal de Contas (TCE-SC) tem alertado sistematicamente que não há transparência total sobre o "retorno" desses incentivos. Ou seja, o estado abre mão de R$ 21 bilhões, mas não prova quantos empregos reais foram criados ou se o preço dos produtos para o consumidor realmente baixou.


2. Pagamento da Dívida (Contratos e Empréstimos)

Aqui precisamos separar a "Dívida com a União" (federal) dos "Empréstimos Externos" (bancos internacionais como o BID ou BIRD).

  • Dívida com a União: Santa Catarina paga mensalmente parcelas pesadas à União. O estoque da dívida total passa dos R$ 10 bilhões, e o desembolso anual para o serviço da dívida (juros + amortização) gira em torno de R$ 1,2 bilhão a R$ 1,5 bilhão.
  • Dívida Externa (Empréstimos Internacionais): O estado possui diversos contratos em dólar ou euro para obras de infraestrutura (como o Programa Estrada Boa). O pagamento anual varia conforme o câmbio, mas estima-se um gasto de aproximadamente R$ 600 milhões a R$ 800 milhões por ano apenas para essas parcelas externas.


O Comparativo que "Dói" no Bolso do Catarinense

Tabela comparativa para mostrar a distorção de prioridades:

Destino do Recurso

Valor Estimado Anual (2025/2026)

Renúncias Fiscais (Empresas)

R$ 21.000.000.000 (21 Bilhões)

Universidade Gratuita (Pág. a Privadas)

R$ 1.200.000.000 (1.2 Bilhão)

Pagamento de Dívidas (União/Externa)

R$ 2.000.000.000 (2 Bilhões)

Investimento Real em Saúde, Infra Estrutura e Segurança Pública

Muito abaixo das renúncias fiscais.



O Nó do Orçamento

Ao cruzar esses dados com a sua indignação sobre o Universidade Gratuita, o argumento fica imbatível:

  1. Prioridade Torta: O governo alega que o "Universidade Gratuita" é um esforço gigante, mas ele custa uma fração minúscula do que o governo dá de presente em renúncias fiscais para grandes grupos econômicos.
  2. A Substituição Perversa: Se o estado revisasse apenas 10% das renúncias fiscais ineficientes, ele teria R$ 2,1 bilhões extras por ano. Com esse dinheiro, daria para triplicar o investimento em saúde e ainda sobraria para as bolsas de estudo, sem precisar "disputar" espaço com o Prouni ou o FIES.
  3. Dívida vs. Investimento: Enquanto o estado paga bilhões em juros de dívidas (muitas vezes contraídas para obras que agora estão paradas), ele usa o orçamento corrente para uma política (Universidade Gratuita) que ignora o sistema federal gratuito já existente.

 

A Lista de Verdades: O que o Governo de SC Esconde de Você

Enquanto os comerciais de TV pintam um cenário de "universidade para todos", os números do orçamento e as investigações do Tribunal de Contas contam uma história bem diferente. Confira as verdades que o Governador Jorginho Mello prefere omitir:

  1. A Verdade sobre o "Presente" Fiscal: O governo de Santa Catarina abre mão de mais de R$ 21 bilhões por ano em renúncias fiscais para grandes empresas. Isso é quase 20 vezes mais do que o valor investido no programa Universidade Gratuita. Onde está a transparência sobre quem recebe esse "desconto" e o que o cidadão ganha em troca?
  2. A Verdade sobre os "Milionários": O programa que deveria ser para os mais pobres foi flagrado pelo TCE-SC beneficiando estudantes com patrimônio milionário. Chamar isso de "erro de digitação" é insultar a inteligência do catarinense que rala para pagar a mensalidade do filho.
  3. A Verdade sobre o FIES e o Prouni: O governo federal já possui programas consolidados (Prouni e FIES) que custeiam o ensino superior. Ao ignorá-los, o estado de SC gasta recursos estaduais preciosos para "duplicar" uma conta que o MEC poderia pagar, deixando a Saúde e a Segurança de Santa Catarina desassistidas.
  4. A Verdade sobre a "Gratuidade": O programa não é gratuito. É um contrato de prestação de serviços. O aluno "paga" com 4 horas semanais de trabalho para o Estado após formado. No Prouni, a bolsa é um direito conquistado por mérito e renda, sem "pedágio" de mão de obra futura.
  5. A Verdade sobre a Dívida: Santa Catarina gasta cerca de R$ 2 bilhões por ano apenas para pagar juros e amortização de dívidas (União e Externa). Enquanto o governo prioriza o marketing do "Universidade Gratuita", o estado continua sangrando recursos para o sistema financeiro, sem uma estratégia real de desendividamento que libere verbas para infraestrutura de verdade.
  6. A Verdade sobre o Sistema ACAFE: O programa é, na prática, um enorme subsídio público para instituições privadas. Em vez de fortalecer a UDESC e as universidades públicas gratuitas de fato, o governo estadual optou por transferir o imposto do cidadão para o caixa de entidades privadas comunitárias.


Conclusão amarga:

"A conta é simples, mas amarga: se o governo revisasse apenas uma pequena parte das renúncias fiscais bilionárias e articulasse melhor com o Governo Federal (Prouni/FIES), sobrariam bilhões para as cirurgias eletivas, para o policiamento nas ruas e para as estradas que estão em petição de miséria. O 'Universidade Gratuita' é uma escolha política de marketing, paga com o dinheiro que faz falta na sua saúde."