terça-feira, setembro 29, 2026

Eles Mentem... Mentem... Mentem... Escrota, Cretina e Insanamente... Mentem: R$ 444 Milhões de Propaganda vs. A Realidade de Santa Catarina... (Parte XV)

 As Controvérsias e Investigações da Gestão Jorginho Mello

Enquanto o Governo do Estado de Santa Catarina empenha cerca de R$ 444 milhões em publicidade e propaganda para polir a imagem institucional, dados oficiais, auditorias de órgãos de controle e investigações policiais revelam um abismo entre o estado idealizado nas campanhas de TV e a realidade dos serviços públicos.

Abaixo, organizam-se os principais pontos de atrito, números contestados e escândalos sob investigação que confrontam o discurso oficial da gestão Jorginho Mello (PL).


1. O Escândalo das Fraudes e "Bolsistas Milionários" no Universidade Gratuita

Prometido como a vitrine da atual gestão, o programa estadual Universidade Gratuita (UG) tornou-se o centro de denúncias de desvio de finalidade e falta de controle público:

  • Auditoria do TCE-SC: Em meados de 2025, o Tribunal de Contas do Estado apontou indícios de irregularidades em mais de 18 mil cadastros — cerca de 43% de todas as bolsas concedidas —, com um potencial de prejuízo estimado em mais de R$ 300 milhões aos cofres públicos.

  • Bens de Luxo e Fraudes Confirmadas: O cruzamento de dados identificou beneficiários cadastrados cujas famílias possuíam lanchas, imóveis de alto padrão e empresas milionárias. Embora o governo tenha alegado que grande parte dos casos decorreu de "erros de digitação", investigações da Polícia Civil indiciaram dezenas de estudantes por falsidade ideológica por burlar critérios obrigatórios, como tempo de residência no estado.

  • Transferência de Verba e Doutor Honoris Causa: Entidades da sociedade civil criticam o repasse bilionário de impostos públicos para instituições comunitárias/privadas em detrimento da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Em 2026, gerou forte repercussão o fato de o governador ter recebido o título de Doutor Honoris Causa de quatro dessas instituições beneficiadas pelas verbas do programa.


2. Contradições na Saúde: Cirurgias Eletivas e Filas

A propaganda oficial exaltou publicamente o feito de 1 milhão de cirurgias realizadas no estado. No entanto, o contraponto trazido por fiscalizações e oposição demonstra uma contabilidade bem diferente:

  • Contagem Inflacionada: Dados e levantamentos de órgãos oficiais indicam a realização de cerca de 396 mil procedimentos entre janeiro de 2023 e julho de 2025 — número substancialmente inferior ao alardeado na comunicação governamental.

  • Aporte Federal Desconsiderado: O balanço divulgado pela gestão estadual omitiu a inclusão de repasses diretos do Governo Federal no financiamento dos procedimentos, enquanto milhares de pacientes catarinenses continuam enfrentando filas expressivas por atendimento especializado.


3. Programa "Estrada Boa": Suspensão e Irregularidades no TCE

Vendido em comerciais como o maior pacote de obras viárias da história recente de Santa Catarina, o programa Estrada Boa acumula questionamentos sobre a qualidade das entregas:

  • Fiscalização do TCE-SC: O Tribunal de Contas do Estado chegou a determinar a suspensão de pagamentos em virtude de irregularidades contratuais.

  • Qualidade Crítica: Relatórios técnicos apontaram problemas de sinalização e deterioração precoce do asfalto em trechos recém-executados, evidenciando o descompasso entre o volume de recursos empenhados e o resultado prático entregue aos motoristas.


4. Impasse nos Recursos Federais para Rodovias

No debate sobre as concessões e infraestrutura, a postura diplomática da gestão gerou controvérsias políticas com Brasília:

  • Recusa de Aportes: Aliados do governo federal acusam a gestão estadual de rejeitar parcerias bilionárias e manter uma retórica de abandono por parte da União para alimentar o apelo político eleitoral.

  • A Argumentação do Governo: Jorginho Mello rebateu sustentando (sem comprovação) que as propostas federais envolviam concessões com previsão de pedágio em rodovias estaduais, defendendo que o usuário catarinense não deve pagar novas tarifas sobre trechos já recuperados pelo Estado.


5. Desinformação em Redes Sociais e Tragédias Climáticas

A atuação da comunicação governamental também foi posta à prova durante episódios de crise social e ambiental no Sul do país em 2024:

  • Checagens e Desmentidos: Notícias de checagem e veículos de imprensa expuseram publicações em redes sociais oficiais/aliadas alegando retenção deliberada e multas a caminhões com doações. As alegações foram categoricamente desmentidas pela Polícia Federal e órgãos de trânsito.

  • Defesa Oficial: O Palácio do Agronômico justificou que houve autuações pontuais de rotina antes da decretação de liberação total dos trâmites excepcionais.


6. Retrocesso Social: O Fim das Cotas Raciais no Ensino Superior

Em janeiro de 2026, o governo sancionou a lei que proíbe o sistema de cotas raciais nas universidades estaduais públicas (Udesc) e nas instituições privadas beneficiadas com verbas do Universidade Gratuita. A medida gerou contestação pública do Ministério da Igualdade Racial e de sindicatos da educação, que apontam inconstitucionalidade e retrocesso no acesso da população negra ao ensino superior.

A soma de escândalos sob investigação, auditorias de órgãos de fiscalização e contabilidade maquiada deixa claro que a barreira de R$ 444 milhões em propaganda serve mais para blindar a gestão de críticas legítimas do que para resolver os problemas estruturais de Santa Catarina.



segunda-feira, setembro 28, 2026

VERGONHA... VERGONHA... VERGONHA: A Geopolítica da Submissão... (Parte VIII)

 O Que a Charge sobre o Clã Bolsonaro e a Extrema-Direita Global Revela

A charge (abaixo) que circula publicamente sintetiza com precisão cirúrgica a dinâmica de alinhamento incondicional e entreguismo promovida pela extrema-direita brasileira em relação às redes de influência norte-americanas. Longe de representar um patriotismo genuíno, a imagem expõe a conversão da soberania nacional em moeda de troca política e financeira.

Para compreender o alcance desse alerta, é preciso dissecá-lo ponto a ponto:


1. "Rockbridge Network": A Conexão com o Financiamento Ultraconservador

No casco do navio de guerra norte-americano destaca-se a inscrição "Rockbridge Network". A referência representa a influente rede de doadores e investidores do ecossistema ultraconservador dos EUA, idealizada por aliados de Donald Trump e JD Vance para financiar a guerra cultural, campanhas políticas e a expansão da agenda de extrema-direita pelo globo. O navio simboliza a força econômica e geopolítica estrangeira desembarcando no Brasil para instrumentalizar a política doméstica.


2. "Esses caras são otários?" — O Pragmatismo do Capital Estrangeiro

O diálogo entre as figuras de Donald Trump e JD Vance expõe o desprezo velado com que lideranças globais enxergam a subserviência ideológica latino-americana. Quando Trump questiona se os interlocutores locais seriam "otários", a resposta pragmática resume a relação: não se trata de ingenuidade, mas de um alinhamento deliberado de interesses onde o Brasil atua como mero fornecedor de recursos e garantias em troca de apoio político e de validação internacional.


3. "Terras Raras": O Saque das Riquezas Estratégicas

A caixa entregue por Jair Bolsonaro rotulada como "Terras Raras" representa a entrega de minerais críticos (como lítio, nióbio e neodímio), essenciais para a transição energética, indústria de semicondutores e tecnologia militar. Enquanto potências globais disputam cada grama desses recursos para garantir sua hegemonia industrial, o discurso entreguista rifa a soberania mineral e a capacidade de industrialização do país em troca de alianças ideológicas.


4. "Soberania": O Alinhamento Cego e a Perda do Papel Geopolítico

A oferta da "Soberania" simboliza a renúncia de uma política externa independente e altiva. Ao submeter os interesses do Estado brasileiro aos ditames de redes políticas de Washington, o país abre mão da sua autodeterminação, da proteção do patrimônio nacional e da capacidade de negociar de forma equidistante no cenário global.


5. "PIX": O Controle e a Vulnerabilidade do Sistema Financeiro

A presença da caixa do "PIX" remete às constantes investidas e pressões de grupos econômicos externos sobre a infraestrutura financeira e os dados dos cidadãos brasileiros. O sistema de pagamentos instantâneos — patrimônio tecnológico do Banco Central do Brasil — torna-se alvo de cobiça e de retórica de desestabilização por parte daqueles que preferem ver a economia nacional dependente de sistemas corporativos estrangeiros.


A imagem, portanto, não é apenas uma caricatura provocativa; é um documento de denúncia sobre como o falso patriotismo de fachada oculta o desmantelamento dos ativos estratégicos do Brasil e a liquidação da nossa soberania.



domingo, setembro 27, 2026

QUANDO OS LOUCOS CONDUZEM OS CEGOS...A Inaptidão Moral e o Estilo Paranoico... (Parte XVI)

 O Clã Bolsonaro sob o Olhar da Imprensa Nacional e Internacional

A tentativa de consolidação do nome de Flávio Bolsonaro no cenário político nacional não passa despercebida pela imprensa de referência. Longe de se tratar de mero debate partidário, os editoriais das principais redações do Brasil e do exterior vêm desenhando um diagnóstico devastador sobre o impacto de um eventual avanço do clã sobre as instituições democráticas. O rastro de ligações obscuras, disfuncionalidade familiar e extremismo ideológico compõe o retrato de uma ameaça que transborda as fronteiras do país.

Abaixo, organizam-se os principais posicionamentos editoriais que expõem as vísceras e os riscos desse projeto de poder:


1. O Estado de S. Paulo: "A Sombra dos Milicianos" e a Falta de Condições Morais

Em editorial contundente lançado sob o título "Flávio e a sombra dos milicianos", o jornal O Estado de S. Paulo analisa as denúncias sobre negociações de recursos públicos (emendas parlamentares) envolvendo assessores do senador e figuras condenadas. O veículo ressalta o perigo institucional de ver o topo do Executivo aproximar-se de estruturas ligadas a milícias no Rio de Janeiro, recordando o histórico do parlamentar desde os tempos de Alerj na defesa desses grupos. Em pronunciamentos opinativos categóricos, o jornal cravou que o candidato "não reúne condições morais para governar o país" e que a sua ascensão "pode colocar milicianos na Presidência".


2. Folha de S.Paulo e Imprensa Nacional: O Vazio Democrático

A Folha de S.Paulo alinhou-se ao diagnóstico ao sustentar, em editorial, que o filho do ex-presidente "não tem a menor condição de ser presidente", sublinhando a sua ausência de compromisso com a liturgia do cargo e o histórico de condescendência com pautas golpistas. A análise do perigo democrático ecoa também em veículos de imprensa independente e analistas do espectro progressista, que articulam de forma direta o imperativo de rejeição à candidatura.


3. Financial Times: "Radical e Disfuncional" — A Anatomia de uma Família Política

Ganhando especial relevo no cenário internacional, o influente diário britânico Financial Times dedicou duras análises ao clã Bolsonaro, classificando o grupo familiar como uma estrutura "tão radical quanto disfuncional". O periódico destaca como a dinâmica de poder da família é atravessada por disputas internas, radicalismo sem pragmatismo e um modus operandi focado na desestabilização contínua das regras do jogo democrático. Para o jornal de finanças de Londres, a incapacidade de articulação racional torna o clã uma força imprevisível e perigosa para a estabilidade da América Latina.


4. Financial Times: O "Estilo Paranoico" e a Comparação com a Família Trump

Em outra análise de grande repercussão, o Financial Times traça um paralelo direto entre a dinâmica dos Bolsonaro e a família do atual presidente norte-americano Donald Trump, apontando a consolidação de um "estilo paranoico de política". O jornal detalha como a retórica de vitimização, a criação constante de inimigos imaginários, a teoria da conspiração e a rejeição de consensos básicos da diplomacia moldam a atuação do clã. Esse comportamento paranoico, quando projetado na escala do poder estatal, representa um risco de isolamento geopolítico e corrosão por dentro das instituições republicanas.

A soma dessas leituras editoriais deixa evidente que o reacionarismo e os escândalos do clã não são meros ruídos passageiros, mas sim o motor de uma engrenagem que ameaça a normalidade institucional e o futuro democrático do continente.




sexta-feira, setembro 25, 2026

QUANDO OS LOUCOS CONDUZEM OS CEGOS... Onde Há Fumaça, Há Fogo:... (Parte XV)

 O Projeto Fundamentalista e a Ameaça Real ao Estado Laico

A Tática do Recuo e a Cortina de Fumaça

Diante da onda de repúdio provocada pelas reações negativas à sua pauta religiosa e ao ataque aos símbolos da fé católica popular, Flávio Bolsonaro reagiu da forma predetermina pelo manual de propaganda de sua ala: atacando a imprensa, insultando a TV Globo e alegando que suas intenções estariam sendo "distorcidas". Trata-se do clássico movimento tático de recuo defensivo quando o desgaste político bate à porta.

No entanto, por trás da retórica indignada do senador, os fatos revelam uma engrenagem contínua. As justificativas do clã não sustentam a realidade dos atos registrados, das propostas de lei apresentadas e dos discursos proferidos em praça pública. Na política, onde há fumaça recorrente, existe um incêndio programado.


Os Fatos Falam Mais Alto: O Histórico que Desmascara a Narrativa

Para entender por que as denúncias sobre a tentativa de impor um Estado teocrático ou confessional no Brasil não são "fantasia de imprensa", basta conectar os pontos das ações recentes:

  1. A Promessa Explícita de Confessionalização do Estado: Em ato de campanha, Flávio Bolsonaro declarou abertamente que, se eleito à Presidência, um de seus primeiros atos oficiais seria decretar que o Brasil pertence ao "Senhor Jesus Cristo". Esse tipo de promessa atropela o preceito constitucional do Estado Laico (artigo 5º e artigo 19 da Carta de 1988), que garante a neutralidade confessional do poder público e a proteção de todas as crenças — inclusive a liberdade de quem não possui religião.
  2. A Parede de Intolerância Contra Símbolos Nacionais e Católicos: O tensionamento religioso da campanha bolsonarista não é abstrato. O autor do projeto de lei que buscava rebaixar o status de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil atuou diretamente como assessor de Jair Bolsonaro na Presidência da República. A ligação umbilical entre assessores diretos e projetos de desmonte da pluralidade religiosa demonstra que o ataque aos símbolos tradicionais não é um "acaso", mas fruto de um ecossistema ideológico radicado dentro do próprio grupo político.
  3. A Violência Prática no Santuário Nacional: A tentativa de instrumentalizar a fé e atacar minorias ou grupos religiosos divergentes tem antecedentes históricos violentos. É impossível esquecer o episódio em que militantes bolsonaristas invadiram o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, consumindo bebidas alcoólicas no templo, hostilizando religiosos e agredindo jornalistas. A violência verbal dos líderes se converte, na ponta, em violência física promovida por seus seguidores.
  4. A Instrumentalização Política da Fé: Analistas e veículos independentes apontam como o discurso puramente confessional e fundamentalista se impôs no centro da campanha eleitoral do clã. O uso do espaço público para impor dogmas de uma única vertente ideológico-religiosa visa dividir a sociedade entre "bem e mal", gerando pânico moral e enfraquecendo as instituições democráticas.

Concluindo: A Defesa Inegociável da Constituição de 1988

O Estado Laico não é contra a religião; pelo contrário, ele é a única garantia de que todas as religiões e crenças possam coexistir em paz e com liberdade. Quando um candidato promete usar o decreto presidencial — uma ferramenta de Estado — para impor uma visão confessional, ele não está apenas flertando com o fundamentalismo: está anunciando um projeto de erosão das liberdades individuais.

As tentativas de Flávio Bolsonaro de desmentir a imprensa ou vitimizar-se diante das críticas do eleitorado católico e progressista não apagam seu histórico nem o de seus assessores. A sociedade brasileira e a população catarinense precisam olhar para os fatos, e não para as desculpas de última hora. O projeto fundamentalista existe, está em curso e cobra de cada cidadão um posicionamento em defesa da Constituição e da pluralidade.

 Qualquer semelhança com a  imagem  abaixo pode não ser uma mera coincidência.





quarta-feira, setembro 23, 2026

VAI PIORAR... E PIORAR MUITO... A Conta da Ganância.. (Parte XVII)

 O Afrouxamento Ambiental e os Eventos Climáticos Extremos em Santa Catarina


Introdução: O Preço do Desmonte da Legislação Ambiental

A sociedade catarinense está pagando uma conta altíssima — com vidas, destruição de patrimônio, prejuízos na agricultura e colapso de infraestruturas — e os boletos chegam na forma de eventos climáticos extremos. Mas estes desastres não são meras "fatalidades da natureza" ou tragédias imprevisíveis. Eles têm raízes profundas na ação política e nas escolhas legislativas dos nossos próprios parlamentares.

Ao longo dos últimos anos, vimos a bancada catarinense, em harmonia com interesses de setores predatórios, promover um afrouxamento sistemático e irresponsável dos controles ambientais. A flexibilização do Código Florestal, o desmonte das Áreas de Preservação Permanente (APPs), a redução da proteção de encostas e matas ciliares e o contínuo desmatamento da Mata Atlântica não foram decisões sem consequências. Cada proteção retirada da lei é um escudo natural que se perde contra a fúria das águas e dos ventos. Nossos parlamentares votaram pela destruição do nosso patrimônio natural e a conta, agora, é cobrada do povo catarinense.


A Conexão Fatal: A Omissão Legislativa e a Potencialização do El Niño

O fenômeno do El Niño sempre trouxe alterações no regime de chuvas e temperaturas na região Sul do Brasil. No entanto, o que enfrentamos entre 2025 e 2026 foi um Super El Niño de proporções avassaladoras, cujos impactos foram violentamente multiplicados pela degradação dos nossos biomas e ecossistemas locais.

A relação entre o afrouxamento das leis ambientais e a severidade dos desastres é direta e científica:

1.    Destruição das Matas Ciliares e Enxurradas: Quando os legisladores permitiram a ocupação e o desmatamento nas margens de rios, retirou-se a vegetação que atua como uma "esponja natural". Sem a proteção das árvores, a água das chuvas acumuladas atinge o leito dos rios com velocidade e volume muito maiores, provocando o transbordamento imediato, deslizamentos de encostas e enxurradas destrutivas.

2.    Impermeabilização e Ventos Extremos: A supressão das florestas nativas e da vegetação costeira tira barreiras naturais contra tempestades, formações de microexplosões e ventanias trazidas por ciclones e frentes frias, deixando cidades e áreas rurais completamente desprotegidas contra trovoadas e granizo.

3.    Resiliência Climática Destruída: Ao enfraquecer os órgãos de fiscalização e flexibilizar licenciamentos, a política local retirou a capacidade de resiliência de Santa Catarina. O resultado é a incapacidade do solo e do meio ambiente de absorver transições térmicas bruscas, transformando variações naturais de temperatura em tragédias humanitárias e econômicas.


Quadro de Eventos Climáticos Severos em Santa Catarina (2025–2026)

Abaixo, resumimos os principais eventos climáticos extremos atípicos que atingiram o estado de Santa Catarina entre 2025 e 2026, impulsionados pela crise climática e pelo intenso fenômeno Super El Niño:

Tabela de Eventos Climáticos e Impactos (2025–2026)

Evento Climático

Período Principal

Regiões Mais Afetadas

Consequências e Impactos Registrados

Inverno Extremo

Meio de 2025

Todo o Estado

Trimestre mais frio desde 2016, com temperaturas máximas constantemente 1°C abaixo da média histórica.

Granizo de Grande Porte e Tempestades

Agosto de 2026

Grande Florianópolis e Centro-Leste

Pedras de granizo do tamanho de bolas de tênis, destruição de telhados, latarias e vidros de centenas de veículos, além de interrupções na rede elétrica e perdas materiais milionárias.

Ciclone-Bomba e Ventania

Agosto de 2026

Litoral e Divisa com o RS

Rajadas de vento superiores a 100 km/h provocadas por frente fria ligada a ciclone no oceano; causou destelhamentos em massa, queda de árvores e forte ressaca.

Tsunami Meteorológico (Meteotsunami)

Setembro de 2026

Litoral Sul (Laguna, Jaguaruna e Imbituba)

Linha de instabilidade com ventos de 90 km/h e variação rápida de pressão provocou recuo e avanço violento do mar; inundações de ruas, destruição de barcos de pesca e contêineres arrastados.

Chuvas Extremas e Inundações em Massa

Setembro de 2026

Sul do Estado (Timbé do Sul, Turvo, Criciúma) e Vale do Itajaí

Alerta vermelho do Inmet com mais de 60 municípios afetados; Timbé do Sul registrou mais de 150 mm acumulados, Criciúma decretou emergência por transbordamento de 3 rios; desabrigados, bloqueio total de rodovias (Serra da Rocinha) e mais de 15 prefeituras em situação de emergência.


Concluindo: Exigir Responsabilidade Política

Não podemos continuar tratando essas tragédias apenas sob a ótica dos socorros da Defesa Civil ou de novas tecnologias de alerta via SMS. Alertar a população sobre o perigo iminente é fundamental, mas deter a causa primária é a única solução definitiva.

A sociedade catarinense precisa conectar a destruição provocada pelo granizo, ciclones e inundações às canetas e aos votos dos deputados e senadores que desmontaram a legislação de proteção ambiental. A conta chegou, e ela não pode continuar sendo paga com a vida e o suor do nosso povo. Exigir o fim do afrouxamento ambiental e a restauração dos nossos biomas é uma questão de sobrevivência!


A Lista da Vergonha: Quem escolheu a flexibilização (Lei 15.190/2025)?

O elenco dos nomes daqueles deputados catarinenses que votaram a favor do PL 2.564/2025; é o mesmo que votou a favor da flexibilização das regras de licenciamento ambiental no Brasil, que foi consolidada pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei Federal 15.190/2025), originada a partir do PL 2.159/2021. A legislação unificou as diretrizes do setor e entrou em vigor no início de 2026.

São representantes que, em vez de buscarem soluções para evitar desastres ambientais, preferiram facilitar o caminho para quem destrói o nosso bioma:

 Partido

Deputado(a)

PL

Caroline de Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Ricardo Guidi, Zé Trovão

MDB

Cobalchini, Luiz Fernando Vampiro, Pezenti

NOVO

Gilson Marques

PP

Coronel Armando

PSDB

Geovania de Sá

União

Fabio Schiochet