terça-feira, abril 07, 2026

A Insanidade Nossa de Cada Dia... (Parte II)

 

O Preço da Insanidade: Corrupção, Chocolates e o Custo do Extremismo para o Brasil

Em nossos artigos anteriores, discutimos como o extremismo isola Santa Catarina e ameaça nossa economia. Mas o perigo vai além da política externa; ele toca na ética mais elementar e no bolso de cada brasileiro. Quando olhamos para o histórico da família Bolsonaro e seus aliados, percebemos que a "insanidade" das falas não é apenas um estilo de comunicação, mas uma cortina de fumaça para práticas que corroem o Estado.

1. A Corrupção "Insólita": Do Poder às Chocolatarias

https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/fl%C3%A1vio-bolsonaro-e-chocolates-entenda-o-mais-ins%C3%B3lito-caso-de-corrup%C3%A7%C3%A3o-atribu%C3%ADdo-ao-senador/ar-AA20gXBJ?ocid=hpmsn&cvid=69d40f403638430a9f479053603af7b4&ei=127

A corrupção nem sempre se veste de grandes malas de dinheiro; às vezes, ela se esconde em negócios aparentemente banais. O caso de Flávio Bolsonaro e a sua loja de chocolates é um dos exemplos mais emblemáticos. As investigações apontam um esquema de lavagem de dinheiro que transforma o lucro de uma franquia em um mecanismo para legalizar recursos de origem duvidosa (as famosas "rachadinhas"). Para o eleitor que busca honestidade, fica o alerta: quem não respeita o dinheiro público no detalhe, não o respeitará no montante.

2. O Custo da Estupidez Política

https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/outro/o-pre%C3%A7o-em-d%C3%B3lar-da-estupidez-pol%C3%ADtica/ar-AA20foFm?ocid=hpmsn&cvid=69d41bc2ee7f4b75935ec03b208bd852&ei=117

Como bem destacado em análise econômica recente, existe um "preço em dólar para a estupidez política". Cada fala negacionista durante a pandemia, cada ataque diplomático aos nossos maiores parceiros comerciais e cada ameaça às instituições gera incerteza. A incerteza afasta investidores, desvaloriza o real e encarece o custo de vida.

O governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) nos deixou um legado de insanidades custosas:

·         Negacionismo na Pandemia: A postura de "não sou coveiro" e o atraso nas vacinas não foram apenas erros de fala; foram erros que custaram vidas e retardaram a retomada econômica.

·         Ataque ao Meio Ambiente: A paralisação do Fundo Amazônia e o descaso ambiental colocaram o Brasil (e SC, como grande exportador) na lista negra do mercado internacional.

·         Corrupção no MEC e nas Vacinas: Do ouro pedido por pastores no Ministério da Educação às tentativas de superfaturamento de vacinas, o discurso de "acabou a corrupção" ruiu diante da realidade dos fatos.

3. O Destino do Extremismo: A Justiça e o Isolamento

 https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ap%C3%B3s-falas-nos-eua-eduardo-bolsonaro-vira-alvo-e-pode-seguir-destino-de-seu-pai/ar-AA20hrTc?ocid=hpmsn&cvid=69d40f403638430a9f479053603af7b4&ei=191

O radicalismo tenta se internacionalizar, mas o destino costuma ser o banco dos réus. Eduardo Bolsonaro, após falas controversas nos EUA que flertam com o golpismo, agora se torna alvo de investigações que podem levá-lo ao mesmo destino de inelegibilidade de seu pai. O indiciamento por coação e tentativa de golpe de Estado mostra que as instituições brasileiras não aceitam mais a "maluquice" como método de governo.

Concluindo: Santa Catarina e a Escolha pela Sanidade

Por que é vital falarmos disso agora? Porque Santa Catarina precisa escolher entre o isolamento da "insanidade" ou o caminho da Frente Ampla e do Equilíbrio.

A tentativa de unificar setores produtivos e empresariais em chapas moderadas é a resposta necessária para nos libertarmos desse ciclo de escândalos e má gestão. Não podemos permitir que o nosso estado seja refém de uma família que confunde o público com o privado e a política com o caos.

Nesta mensagem de libertação, que a nossa maior alforria seja da mentira e da corrupção fantasiada de patriotismo. O futuro de Santa Catarina é sério, ético e democrático.

segunda-feira, abril 06, 2026

A Insanidade Nossa de Cada Dia.... (parte I)

 

O Espelho Americano e o Xadrez Catarinense: Por que o Extremismo é um Perigo Real?

Nós, catarinenses, orgulhamo-nos da nossa força de trabalho e do nosso cooperativismo. No entanto, vivemos um momento em que a paixão política muitas vezes cega para os riscos práticos de entregar o poder a figuras extremistas. Para entender o que está em jogo em 2026, precisamos olhar para o que acontece hoje na maior potência do mundo e como isso reflete nas movimentações aqui no estado.


1. A Economia em Risco: O Alerta de Jeffrey Sachs

Muitos defendem líderes de extrema direita acreditando que eles são "bons para a economia". Mas a realidade técnica diz o contrário. O renomado economista Jeffrey Sachs foi enfático ao afirmar que Trump é um sociopata e deve ser afastado para salvar a economia global.

Sachs alerta que o comportamento errático e isolacionista de líderes desse perfil destrói as cadeias de confiança internacionais. Para um estado exportador como Santa Catarina, que depende de mercados globais para sua proteína animal e tecnologia, o isolamento provocado pelo extremismo é um caminho direto para a recessão.


2. A "Insanidade" como Método de Governo

A política não pode ser um exercício de desequilíbrio. A pressão pelo afastamento de Trump com base na 25ª Emenda da Constituição dos EUA — que trata da incapacidade de um líder governar — reforça que o extremismo não entrega gestão, entrega caos. Quando um governante coloca suas obsessões acima das leis e das instituições, quem paga a conta é o cidadão comum, que vê a estabilidade do seu país derreter.


3. SC e a Reação das "Frentes Amplas"

É exatamente para evitar que Santa Catarina continue mergulhada nesse isolamento e radicalismo que vemos movimentações importantes no cenário local. A recente notícia de que o PT aposta em uma unificação da esquerda com uma chapa de perfil empresarial (liderada por nomes como Gelson Merísio) não é apenas uma estratégia eleitoral comum.

Trata-se de uma reação de autodefesa da democracia catarinense. O objetivo dessa "Frente Ampla" é justamente criar um palanque de equilíbrio que consiga dialogar com o setor produtivo, com as cooperativas e com o governo federal. É uma tentativa de retirar Santa Catarina do gueto do extremismo e devolvê-la ao protagonismo nacional e internacional, onde o diálogo e a previsibilidade valem mais do que gritos de ordem.

 

Concluindo: Libertação e Escolha Consciente

Assim como celebramos a libertação nesta Páscoa, a maior liberdade que um cidadão possui é o voto consciente. Libertar-se do discurso de ódio e das "soluções fáceis" da extrema direita é o primeiro passo para construirmos um estado realmente próspero e humano.

O "voto de protesto" no extremismo muitas vezes vira um "voto contra a própria vida" e contra a paz social. Santa Catarina exige temperança. O futuro do nosso estado depende da nossa capacidade de preferir pontes em vez de muros, e a união em vez da insanidade política.

domingo, abril 05, 2026

Páscoa, Libertação e o Alerta contra o Nazifascismo....

 

A Verdadeira Solidariedade entre os Povos...

A Páscoa é, em sua essência, a celebração da libertação. Do êxodo à ressurreição, a mensagem central é a quebra das correntes que aprisionam a humanidade — seja a opressão física, o egoísmo ou o ódio. No entanto, para que essa libertação seja plena em nossa sociedade, precisamos encarar de frente as sombras que tentam nos escravizar novamente: o autoritarismo e as ideologias de matriz nazifascista.

Não existe "solidariedade entre povos irmãos" sob o manto da intolerância. O nazifascismo não é uma opinião política; é a negação do outro. E, como cidadãos que exercem o poder do voto, precisamos estar atentos aos sinais de que essa semente de divisão ainda tenta germinar em nosso solo.


1. A Justiça como Instrumento de Libertação

A verdadeira paz social só se estabelece onde há responsabilidade. Recentemente, vimos que o sistema de justiça brasileiro deu um passo importante na proteção do nosso pacto democrático. Conforme reportado pela Revista Fórum, a condenação de empresários envolvidos em atos golpistas demonstra que financiar o caos e atentar contra o Estado de Direito tem consequências reais. A liberdade de um povo depende da firmeza em não aceitar que o poder econômico seja usado para sequestrar a vontade popular.


2. O Custo Real do Ódio e do Radicalismo

A intolerância não fere apenas a ética; ela fere a economia e o direito de ir e vir de cada cidadão. Aqueles que, movidos por um fanatismo antidemocrático, travaram rodovias e prejudicaram o país após as eleições, agora enfrentam cobranças milionárias pelos danos causados, conforme noticiado pelo portal MSN. Esse é um lembrete necessário: o radicalismo custa caro à nação e desagrega a fraternidade que deveria unir quem produz e quem transporta as riquezas do nosso Brasil.


3. O Perigo da "Moderação" de Fachada

Precisamos perder a ilusão de que movimentos de inclinação fascista podem ser "domesticados" ou moderados. Como bem analisado em editorial recente repercutido pela Folha de S.Paulo, não existe "bolsonarismo moderado"; a estrutura desse pensamento é inerentemente voltada ao rompimento democrático e à exclusão do contraditório. Flertar com o golpismo é abrir mão da solidariedade cristã e humanista em troca de um projeto de poder autoritário.


Concluindo: O Voto como Gesto de Amor ao Próximo

Nesta Páscoa, meu convite é para uma reflexão profunda sobre o nosso papel como eleitores. A solidariedade entre os povos irmãos, que tanto defendemos na Economia Solidária, só floresce em ambiente de liberdade e respeito absoluto às instituições.

Que possamos nos libertar da cegueira ideológica e do discurso de ódio que separa famílias e vizinhos. Que o nosso voto seja sempre uma ferramenta de construção, e nunca de destruição. Que a ressurreição da esperança passe, necessariamente, pela vigilância eterna contra o fascismo e pela celebração da democracia.

Nesta Páscoa, que a nossa maior libertação seja do discurso de ódio...



sábado, abril 04, 2026

Onde está o Cristo no "Programa Contra a Esmola" Pastor Marcelo???

 

Páscoa, Mateus 25 e a Estética da Exclusão: Onde está o Cristo no "Programa Contra a Esmola"?

Nesta véspera de Páscoa, enquanto muitos celebram a ressurreição e a renovação da esperança, um debate incômodo surge em nossa região. De um lado, temos o texto sagrado que fundamenta a fé cristã; do outro, a proposta de um "programa para mostrar que esmola não resolve", defendida por lideranças religiosas locais. O contraste não poderia ser mais violento.


1. O Imperativo de Mateus 25:35-40

As palavras de Jesus no Evangelho de Mateus são o "padrão ouro" da ética cristã. Ele não condiciona o auxílio à eficiência administrativa ou ao mérito do necessitado. Ele diz, de forma seca e direta:

"Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram [...] Sempre que o fizeram a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeram."

Para Mateus, o encontro com o vulnerável é o encontro com o próprio Sagrado. Não há "triagem", não há "aplicativo de controle" e não há a desculpa de que "ajudar na rua atrapalha o sistema". Existe apenas a urgência do faminto.


2. A Proposta do "Pastor": Higienismo travestido de Gestão

Ao analisarmos a proposta do Pastor Marcelo de criar um programa para desestimular a esmola direta, percebemos uma tentativa de burocratizar a compaixão. O argumento comum é de que a esmola "vicia" ou "mantém a pessoa na rua".

No entanto, sob o verniz de "organização assistencial", o que se busca muitas vezes é uma limpeza estética das áreas comerciais. Quer-se o conforto de não ser interrompido por um pedido de ajuda enquanto se consome. É a substituição da caridade (o amor em ação) pela filantropia de gabinete, que só ajuda se o indivíduo se enquadrar nas regras de um sistema que, muitas vezes, é o mesmo que o excluiu.


3. A Incoerência Ética: Onde está a Solidariedade?

Como estudioso da Economia Solidária, entendo que a esmola realmente não é a solução estrutural para a pobreza. A solução passa por políticas públicas, emprego e renda. Contudo, usar a estrutura religiosa para dizer que o cidadão não deve estender a mão a quem tem fome hoje é uma contradição teológica profunda.

ü  Mateus 25 convida à proximidade.

ü  O "Programa do Pastor" convida à distância.

Trata-se do mecanismo de opacidade que já discutimos em outros artigos: quer-se delegar a "ajuda" a uma instituição para que o corpo do pobre desapareça da nossa vista. É a "terceirização do amor ao próximo".


4. Páscoa: Ressurreição ou Sepulcro Caiado?

Celebrar a Páscoa apoiando projetos que estigmatizam quem pede ajuda nas ruas é o que a própria Bíblia chama de "sepulcro caiado": bonito por fora, mas vazio de vida por dentro. Se a igreja se torna o braço que aponta o dedo em vez da mão que sustenta, ela perde sua função messiânica e torna-se apenas um clube de interesses sociais.

Neste domingo de Páscoa, a pergunta que fica para os fiéis e para os gestores públicos é: se Cristo estivesse hoje sentado em uma calçada da nossa cidade, com fome e sede, o "programa do pastor" permitiria que você o alimentasse, ou você teria que esperar a abertura de um processo administrativo para exercer sua fé?

 

5. Concluindo:  Cristo ou Marketagem?

"Em uma região que se orgulha de seus valores cristãos, é preciso decidir se seguiremos o Cristo de Mateus 25 ou o marketing da exclusão que tenta limpar as ruas sob o pretexto de 'ajudar melhor'."






sexta-feira, abril 03, 2026

O Calvário das Contradições: Entre a Fé de Boca e o Ateísmo Prático

 

Nesta Sexta-Feira Santa, o silêncio da Cruz nos confronta com uma pergunta incômoda: quem nós realmente somos quando o mundo não está olhando?

O sofrimento de Jesus Cristo não foi apenas um evento físico de dor, mas o ápice de um confronto contra a hipocrisia, o autoritarismo e a desumanização. Ao olharmos para as reflexões de Martin Luther King Jr., percebemos que o sacrifício do Calvário se repete diariamente na "guerra civil" que travamos em nossas próprias almas.

1. A Guerra Civil da Alma

King nos alertou que existe um "Sul" recalcitrante em nossa alma que se revolta contra o nosso "Norte". No contexto de hoje, esse "Sul" é o nosso egoísmo, o nosso silêncio diante da injustiça e a nossa tentação de odiar.

Jesus, no Horto das Oliveiras, enfrentou essa angústia humana. Ele escolheu o "Norte" — o sacrifício por um bem maior, pela coletividade, pela humanidade. O mundo de hoje, imerso em contradições, muitas vezes escolhe o conflito interno, permitindo que a revolta e o preconceito vençam a nossa capacidade de empatia.

2. O Perigo do "Ateísmo Prático"

Talvez a crítica mais feroz de MLK seja sobre o que ele chamou de "um tipo perigoso de ateísmo": dizer com a boca que cremos em Deus, mas viver como se Ele nunca tivesse existido.

Vemos isso de forma escancarada hoje:

  • Falsos pastores e crentes que usam o nome de Cristo para semear a exclusão em vez da solidariedade.

  • Discursos nazifascistas e autoritários que sequestram símbolos sagrados para defender "tolices" violentas, esquecendo que o Cristo que dizem seguir foi executado pelo Estado sob o clamor de uma multidão manipulada.

"Sempre há um perigo em deixarmos transparecer externamente que cremos em Deus, quando internamente não." — MLK.

Reflexão Final

A Sexta-Feira Santa é o dia em que a Verdade foi crucificada pela conveniência política e pelo fanatismo religioso. Defender o legado de Jesus hoje é, antes de tudo, reconciliar o nosso discurso com a nossa prática.

Não basta citar a Bíblia se a mão que segura o livro aplaude a opressão. Não basta ir ao templo se o coração vive um ateísmo prático que nega pão, dignidade e justiça ao próximo. Que o sacrifício da Cruz nos desperte para vencer a "guerra civil" interna e escolher, finalmente, o caminho da ética e do amor real.



sexta-feira, março 27, 2026

Enquanto a Mídia Boca Alugada Lageana corneteia elogios para os ``investimentos`` feitos na Educação pelo Governador.....

 

O Veto da Fome e o Banquete da Propaganda: Jorginho Mello Trai o Campo e o Futuro de SC

Enquanto a propaganda oficial, financiada com o dinheiro do seu imposto, gasta milhões para sustentar a narrativa de que "Santa Catarina é o estado do agronegócio e da eficiência", a realidade nos bastidores do poder conta uma história sombria de traição e descaso. O governador Jorginho Mello (PL) acaba de desferir um golpe mortal contra quem realmente coloca comida na nossa mesa e contra o futuro das nossas crianças. Ao vetar a cota de 30% nas compras governamentais para a Agricultura Familiar, Jorginho escolheu o lado dos gigantes das licitações e abandonou 78% das propriedades rurais do estado à própria sorte.


1. O Mercado Sequestrado: A Crise da Cebola, do Leite e do Arroz

O agricultor familiar catarinense vive uma tempestade perfeita. Os preços da cebola, do leite e do arroz estão em queda livre para o produtor, que muitas vezes não consegue cobrir sequer o custo de produção. A solução estava desenhada na lei aprovada pela Alesc: garantir que escolas, hospitais e presídios priorizassem a compra direta desses produtores. Imagine toneladas de arroz e leite catarinenses indo direto para a merenda escolar, garantindo renda no campo e qualidade na mesa. Mas o governador vetou. Ele prefere que o estado compre de grandes corporações, muitas vezes de fora, enquanto o produtor do Estado amarga o prejuízo e a ameaça de perder a terra.


2. A Farra da Publicidade: R$ 215 Milhões para o Berrante

O argumento do governo para o veto é uma suposta "invasão de competência" ou "eficiência administrativa". Mas a verdadeira competência de Jorginho Mello está em gastar para se autopromover. Em 2024, o gasto liquidado com comunicação superou R$ 163,5 milhões. Em 2025, a estimativa saltou para R$ 187,2 milhões. E para 2026, o orçamento aprovado é um escândalo: R$ 215,8 milhões. São quase R$ 600 mil por dia para manter a Mídia Boca de Aluguel silenciada e repetindo os releases oficiais. Há dinheiro de sobra para o comercial da TV, mas falta "competência" para comprar o leite do pequeno produtor.


3. O Assalto à Educação: Dinheiro da Escola vira "Reclame" de Rádio

A perversidade do Governo de Facção atinge o ápice quando olhamos para a educação. Em 2025, o governo Jorginho Mello realizou um remanejamento vergonhoso: retirou R$ 15 milhões que seriam destinados à Educação e os transferiu diretamente para a Secretaria de Comunicação. O resultado dessa troca cruel é estatístico: Santa Catarina agora amarga a vergonha de estar no grupo dos 6 únicos estados brasileiros que não atingiram a meta nacional de alfabetização. O governador prefere pagar para mentir que o estado vai bem do que investir para que uma criança consiga ler a verdade. É a 'Marketagem do Analfabetismo'.


4. A Face Ideológica do Abandono: Racismo e Violência

O desprezo pelo povo não para no campo e na escola. Jorginho governa para uma facção ideológica:

  • Contra as Mulheres: Ao se recusar a participar do pacto federal contra a violência feminina, ele ignora o sangue catarinense derramado em recordes de feminicídio.
  • Contra as Oportunidades: Ao proibir cotas raciais nas universidades, ele tenta transformar a educação superior em um clube privado, ignorando a diversidade do nosso povo.


Concluindo: O Silêncio Cúmplice e o "Custo Bolsonaro"

Por que você não vê esses pontos conectados na mídia tradicional? Porque a mordaça custa R$ 215 milhões. Eles são pagos para celebrar o "sucesso do agro", mas silenciam sobre o desespero do agricultor familiar e o fracasso na alfabetização. 

Enquanto isso, o trabalhador da Serra já sente o impacto da queda nas exportações para os EUA devido ao Tarifaço (Custo Bolsonaro). Menos exportação significa menos dinheiro circulando, e o veto à agricultura familiar retira o último oxigênio financeiro das nossas comunidades. 

É um ciclo de empobrecimento planejado pela ideologia e financiado pela propaganda. A Alesc tem o poder de derrubar esse veto. É hora de cobrar: seu deputado estadual é parceiro do campo e da educação, ou é apenas parceiro do governador e da Mídia Boca de Aluguel?




quarta-feira, março 25, 2026

Temos Ódio à Ditadura... Ódio e Nojo... (Parte VIII)

 5 de Outubro: O Grito da Constituição Cidadã – Por Ulysses Guimarães

Neste Dia Nacional da Constituição, convido você a uma reflexão profunda sobre o alicerce da nossa República. Não há como falar em gestão pública eficiente, transparência ou compliance sem revisitarmos o momento em que a "Constituição Cidadã" foi devolvida aos brasileiros.

O discurso de Ulysses Guimarães na promulgação da Carta de 1988 não foi apenas um ato burocrático; foi um manifesto vibrante contra a corrupção, um grito de "nunca mais" à ditadura e, acima de tudo, a definição clara de que a moralidade é o cerne da Pátria. Ao ler os trechos que selecionei abaixo, perceba como as diretrizes para a administração pública que buscamos hoje já estavam pulsando nas palavras inspiradoras do "Senhor Diretas". Um documento histórico essencial para todo gestor e cidadão que preza pela ética.

 

Os Trechos Marcantes do Discurso de 5 de Outubro de 1988

"Hoje, 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o homem em cidadão. E é só cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa."

 

Sobre a Corrupção e a Moralidade:

"A moral é o cerne da Pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos que, a pretexto de salvá-la, a tiranizam. [...] Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo."

 

O Aviso aos Traidores da Carta:

"Quanto a ela [a Constituição], discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério."

 

A Constituição como Guia:

"Não é a Constituição perfeita. Se fosse perfeita, seria irreformável. [...] Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora. Será luz, ainda que de lamparina, na noite dos desgraçados."

 

A Constituição na Prática: Um Desafio Diário

As palavras de Ulysses Guimarães continuam a ecoar como um lembrete de que a democracia é uma construção contínua. Para nós, que atuamos na ponta da gestão pública — seja em Santa Catarina, no Paraná ou em qualquer região do país —, a "Constituição Cidadã" não é apenas um livro de leis, mas o manual ético que deve guiar cada licitação, cada convênio e cada política de transparência.

Como bem disse o "Senhor Diretas", a moral é o cerne da Pátria. Na escala municipal e regional, isso se traduz no respeito rigoroso aos princípios da legalidade e da eficiência. Não basta a letra da lei; é preciso o espírito de serviço ao cidadão.