A Conta
da Seca Chegou: Enquanto a Serra Seca, a "Bancada da Lama" Sabota o
Nosso Futuro
O cenário na Serra Catarinense neste início de
março de 2026 é desolador. Enquanto você lê este texto, quatro municípios da
nossa região — Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Cerro Negro e Vargem
— acabam de decretar situação de emergência. O motivo? Uma seca prolongada que
está matando pastagens, secando açudes e transformando o suor do agricultor em
prejuízo acumulado.
Mas não se engane: o que está acontecendo não é
apenas "obra do destino" ou um ciclo natural. É o resultado direto de
escolhas políticas feitas a quilômetros daqui, em gabinetes refrigerados de
Brasília.
1. O Colapso no Campo: O Relato
da Escassez
O levantamento da Rádio Clube e da Epagri não deixa
dúvidas: as perdas na soja, milho e feijão já são irreversíveis em muitas
localidades.
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Em Anita
Garibaldi, o gado perde peso e retroescavadeiras correm para abrir
bebedouros desesperadamente.
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Em Campo
Belo do Sul, são mais de 40 dias sem chuva regular, com perdas estimadas em
30% da produção local.
Enquanto o prefeito Henrique Menegazzo lamenta as
lavouras que "não têm volta", as prefeituras tentam estancar a
sangria com apoio jurídico para acesso ao Proagro e renegociação de dívidas.
Mas até quando vamos viver de "remediar" desastres que poderiam ser
mitigados?
2. A Sabotagem dos 12 Deputados:
O "Boleto" que Você Paga
Enquanto o Brasil real colhia, em 2025, a cicatriz
de 336.656 pessoas afetadas por desastres climáticos e um prejuízo de R$
3,9 bilhões, a bancada catarinense em Brasília agia contra os nossos
interesses.
Ao votarem pela flexibilização do licenciamento
ambiental, os 12 deputados listados abaixo estão, na prática:
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Cortando a mangueira: Fragilizam a proteção das florestas que garantem a
umidade e o ciclo das chuvas para a nossa agricultura.
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Sabotando a exportação: O mercado internacional exige sustentabilidade. Ao
facilitar a destruição hoje, eles garantem o bloqueio da madeira de Lages e
Curitibanos amanhã. Quem vota contra a natureza em 2026 está assinando a
falência do setor exportador de SC.
3.
O Tiro no Pé do Setor Madeireiro em Lages e Curitibanos
Não
se engane: a flexibilização ambiental não ajuda o setor florestal; ela o
condena. Lages, Curitibanos e todo o Planalto Serrano consolidaram-se como
gigantes na exportação de madeira, mas o mercado europeu e americano de 2026
não aceita mais produtos que venham de estados com legislações frágeis. Ao
facilitarem a "passagem da boiada", esses 12 deputados estão, na
verdade, erguendo uma barreira alfandegária invisível. Eles sabotam o selo de sustentabilidade que nossas empresas levaram
décadas para construir. No fim das contas, o empresário sério da nossa
região — que investe em manejo e tecnologia — será punido lá fora pela
irresponsabilidade de quem, em Brasília, prefere o marketing da destruição à
segurança jurídica do exportador catarinense.
4. Entre Tornados e Secas: O Rio
de Desperdício de Dinheiro Público
O cenário catarinense é um paradoxo trágico. Em
janeiro de 2026, municípios como Rio das Antas e Palhoça decretavam
emergência por tornados e chuvas devastadoras. Agora, a Serra e o Oeste sofrem
com a seca.
Essa instabilidade extrema tem nome: crise
climática. E ela custa caro. Quando um deputado vota para "passar a
boiada", ele está transferindo o lucro para poucos e o prejuízo para
você. O imposto que você paga some em obras de emergência e reconstrução de
estradas, em vez de ser investido em saúde, educação ou infraestrutura hídrica
definitiva.
5. A Lista da Vergonha: Quem
votou para flexibilizar o licenciamento
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Partido
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Deputado(a)
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PL
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Caroline de Toni
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PL
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Daniel Freitas
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|
PL
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Daniela Reinehr
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PL
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Ricardo Guidi
|
|
PL
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Zé Trovão
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MDB
|
Cobalchini
|
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MDB
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Luiz Fernando Vampiro
|
|
MDB
|
Pezenti
|
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NOVO
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Gilson Marques
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PP
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Coronel Armando
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PSDB
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Geovania de Sá
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União
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Fabio Schiochet
|
Concluindo: Não existe agronegócio
sem natureza
O setor produtivo de Santa Catarina precisa de
oxigênio financeiro e segurança climática. Não podemos permitir que
parlamentares se vendam como "amigos do agro" enquanto destroem as
condições básicas para o agro existir: água e solo protegido.
Em 2026, a escolha é clara: ou protegemos nossas
florestas e garantimos nossa vaga no mercado global, ou continuaremos
assistindo nossos rios secarem enquanto pagamos a conta bilionária de desastres
que poderiam ser evitados.
Lages e a Serra Catarinense pedem
socorro. E os deputados? Pedem votos.