quarta-feira, abril 15, 2026

ANTIDOTO CONTRA CANALHICES - PARTE IV... A QUEM INTERESSAR POSSA....

 

MODELO DE REPRESENTAÇÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO DE SANTA CATARINA (MPSC), JÁ ADAPTADO COM OS DADOS TÉCNICOS DE CERRO NEGRO E A FUNDAMENTAÇÃO CONSTITUCIONAL QUE VOCÊ POSSUI.

 

Representação ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)

 

DESTINATÁRIO: Excelentíssimo Senhor Promotor de Justiça da Comarca de Campo Belo do Sul / Curadoria da Moralidade Administrativa.

 

ASSUNTO: REPRESENTAÇÃO PARA APURAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA (INSTITUIÇÃO DE AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO PARA VEREADORES).

 

1. DOS FATOS 

Vem ao conhecimento deste Ministério Público que a Câmara Municipal de Cerro Negro/SC aprovou, em abril de 2026, medida administrativa/legislativa para instituir o pagamento de auxílio-alimentação no valor fixo de R$ 800,00 (oitocentos reais) mensais aos seus 9 (nove) parlamentares.

Tal medida foi aprovada por consenso entre os vereadores, sob a justificativa de "atualização de benefícios". No entanto, é público e notório que as sessões legislativas no referido município ocorrem apenas uma vez por semana, o que torna a verba desprovida de qualquer caráter indenizatório real, configurando-se como aumento indireto de subsídio.

 

2. DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS

a)     Violação ao Art. 39, § 4º da Constituição Federal: Os detentores de mandato eletivo devem ser remunerados exclusivamente por subsídio, fixado em parcela única, sendo vedado o acréscimo de qualquer gratificação ou adicional.

b)    Jurisprudência Consolidada (Tema 484 STF): O Supremo Tribunal Federal e diversos Tribunais de Justiça (incluindo o TJ-SC em casos análogos) entendem que verbas de natureza remuneratória, disfarçadas de indenizatórias, são inconstitucionais para agentes políticos.

c)     Desvio de Finalidade e Falta de Caráter Indenizatório: O auxílio-alimentação pressupõe o ressarcimento de despesas diárias em razão da jornada de trabalho. Vereadores não possuem controle de ponto nem jornada diária obrigatória na sede da Câmara, o que retira o nexo causal do benefício.

 

3. DO CONTEXTO SOCIAL (PRINCIPIO DA MORALIDADE) 

Ressalte-se que Cerro Negro possui o 3º pior IDH de Santa Catarina e altos índices de vulnerabilidade social. A instituição de um "penduricalho" de R$ 800,00 para parlamentares que se reúnem semanalmente atenta contra o Princípio da Moralidade Administrativa (Art. 37, CF), gerando enriquecimento sem causa em detrimento de um erário já deficitário.

 

4. DO PEDIDO

Diante do exposto, requer-se:

  1. A instauração de Inquérito Civil para apurar a legalidade dos pagamentos.
  2. A propositura de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a norma municipal que instituiu o benefício.
  3. A expedição de Recomendação Administrativa para a suspensão imediata dos pagamentos, visando evitar dano irreparável ao patrimônio público.

Pede Deferimento.

Cerro Negro, xx de abril de 2026.

 

Como proceder agora:

  1. Anexe Provas: Tire o print da notícia do SCC10 ou o link do Diário Oficial dos Municípios (DOM), anexe ao documento.
  2. Protocolo Online: Não precisa ir até lá. Pode protocolar diretamente no Portal do Cidadão do MPSC ou enviar por e-mail para a Promotoria de Campo Belo do Sul.

ANTIDOTO CONTRA CANALHICES - PARTE III

 A Farra do Vale-Refeição em Cerro Negro: R$ 800 para quem trabalha uma vez por semana

Enquanto a maioria da população de Cerro Negro luta para equilibrar o prato de comida com o auxílio do Bolsa Família, a Câmara de Vereadores acaba de aprovar um "presente" para si mesma: um auxílio-alimentação de R$ 800,00 mensais. O valor não é apenas imoral diante da realidade local; ele é, segundo a jurisprudência dos tribunais superiores, inconstitucional.


1. O Abismo entre a Realidade e o Privilégio

Cerro Negro ostenta uma marca triste: é a 3ª pior cidade em IDH de Santa Catarina. É um dos municípios onde a pobreza é mais severa e a dependência de programas sociais é mais alta.

Neste cenário, os nove vereadores, que se reúnem apenas uma vez por semana, decidiram que precisam de R$ 800 por mês para comer. Para um trabalhador comum de Cerro Negro, que cumpre 44 horas semanais, esse valor de "vale" é um sonho distante. Para os parlamentares, é apenas mais um "penduricalho".


2. O que diz a Lei (e o que eles fingem não saber)

A justificativa da Câmara é que estão apenas "atualizando benefícios". No entanto, o Judiciário brasileiro (STF, TJ-SP, TJ-MG e TJ-RS) tem sido implacável: vereadores não têm direito a auxílio-alimentação.

ü  Parcela Única: O Art. 39, § 4º da Constituição Federal é claro: agentes políticos devem ser remunerados por subsídio fixado em parcela única. É proibido o acréscimo de gratificações, adicionais ou verbas que não sejam estritamente para ressarcir gastos excepcionais em serviço (viagens, por exemplo).

ü  Ausência de Jornada: Como o vereador não tem controle de ponto nem jornada diária (especialmente em Cerro Negro, com uma sessão semanal), não há justificativa para o custeio de refeições diárias. Isso configura majoração indireta de salário.


3. O Ministério Público precisa agir

A aprovação desse benefício, por consenso entre todos os vereadores, fere o Princípio da Moralidade Administrativa. Já existe um caminho jurídico pavimentado para derrubar essa medida. Em casos idênticos, como em Ilhabela (SP) e Uberlândia (MG), o Ministério Público ajuizou Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) e os vereadores foram obrigados a interromper os pagamentos e, em alguns casos, devolver o dinheiro.


4. Concluindo: Ética ou Conveniência?

É vergonhoso ver uma cidade com índices sociais tão sensíveis ser palco de uma medida que prioriza o "andar de cima". O consenso entre os vereadores de Cerro Negro não legitima o ato; apenas prova que, quando o assunto é benefício próprio, as cores partidárias dão lugar à conveniência do bolso.

O povo de Cerro Negro não pode pagar a conta de quem já recebe subsídios para representá-lo. Fica aqui o alerta e o pedido de providências ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Em uma afronta direta à realidade econômica local, o novo 'vale-refeição' dos vereadores (R$ 800,00) consegue ser superior ao valor médio que uma família inteira em Cerro Negro recebe do Bolsa Família (R$ 680,00) para sobreviver o mês todo. No município com o 3º pior IDH do estado, o privilégio parlamentar pesa mais no orçamento do que o combate à fome.


Resumo dos Dados:

Tabela Comparativa I

Beneficiário

Benefício Mensal

Frequência de Trabalho

Família Vulnerável

R$ 680,00 (médio)

Sobrevivência diária

Vereador de Cerro Negro

R$ 800,00

1 sessão por semana

 Com base nos dados de transparência e nas fixações de subsídios para a legislatura atual, aqui está o comparativo técnico para fundamentar seu artigo:


4.1. Subsídio (Salário) dos Vereadores

Em Cerro Negro, o subsídio mensal de um vereador está fixado em aproximadamente R$ 3.850,00.

ü  Nota: O Presidente da Câmara recebe um valor diferenciado (verba de representação), que eleva esse montante para cerca de R$ 5.700,00.


4.2. Comparativo com o Salário Mínimo

Considerando o Salário Mínimo nacional em 2026 (estimado em R$ 1.570,00):

ü  Vereador: Recebe aproximadamente 2,4 salários mínimos.

ü  Presidente da Câmara: Recebe aproximadamente 3,6 salários mínimos.


4.3. O Impacto do Novo "Penduricalho"

Ao somar o subsídio com o novo auxílio-alimentação de R$ 800,00, a remuneração total bruta do vereador sobe para R$ 4.650,00.


4.4 O cálculo da indignação:

Se dividirmos esse valor pelas 4 sessões mensais (uma por semana), o vereador de Cerro Negro passa a custar aos cofres públicos R$ 1.162,50 por cada hora de sessão (considerando sessões de 1 hora).


Tabela Comparativa II:

Categoria

Remuneração/Auxílio

Equivalência

Trabalhador Comum

R$ 1.570,00 (Salário Mínimo)

44h semanais de esforço

Família Vulnerável

R$ 680,00 (Bolsa Família)

Sobrevivência mensal

Vereador (Subsídio)

R$ 3.850,00

1 sessão por semana

Vereador (Novo Total)

R$ 4.650,00

3x o Salário Mínimo

O valor do auxílio-alimentação aprovado (R$ 800,00) representa sozinho mais de 50% de um salário mínimo. É como se, além de ganharem quase três vezes mais que os trabalhadores comuns para trabalhar quatro vezes menos os vereadores ainda exigissem que o município pagasse metade de um salário mínimo apenas para a "merenda" parlamentar.

Esse dado reforça a tese de majoração indireta de subsídio, o que é o coração da ilegalidade que o Ministério Público costuma combater.

terça-feira, abril 14, 2026

A Filosofia da Miséria: Quem gosta de caos e desgraça é a Mídia Boca Alugada... e os Extremistas Delirantes...

 

A Economia Real vs. A Miséria do "Andar de Cima": Onde Estão os Fatos?

O Brasil atravessa um momento que deveria ser de celebração técnica. O Ibovespa acaba de superar a marca histórica dos 198 mil pontos e o dólar, pela primeira vez em dois anos, rompeu a barreira para baixo dos R$ 5,00. São números que "bombam" e indicam uma confiança internacional sólida nas diretrizes do governo Lula. No entanto, se você ligar o rádio ou ler certos portais, a sensação é de que vivemos à beira de um abismo. Por que esse divórcio entre a realidade e a narrativa?


1. A Filosofia da Miséria no Poder

Como bem provocou o jornalista Leonardo Sakamoto, vivemos sob o jugo de uma "Filosofia da Miséria" que habita o andar de cima. Esta não é a miséria da falta de pão, mas a miséria da alma e da ética. É a mentalidade de uma elite política e econômica que, mesmo vendo o país prosperar, prefere negar os fatos para não ter que admitir que políticas de inclusão e fortalecimento do mercado interno funcionam.

No "andar de cima", a miséria se traduz na incapacidade de aceitar que o Brasil pode crescer distribuindo renda. Para essa elite, a economia só está boa quando o lucro é concentrado e o povo é silenciado. Quando o dólar cai e a bolsa sobe sob um governo que prioriza o social, o "andar de cima" entra em curto-circuito.


2. O Contraste em Santa Catarina

Aqui no nosso estado, essa "filosofia da miséria" ganha contornos específicos. Enquanto os indicadores nacionais mostram um país avançando, o comando executivo catarinense prefere a estratégia do isolamento.

ü  Gastam-se R$ 163,5 milhões em publicidade (em 2025) para tentar convencer o cidadão de que o progresso é fruto de uma ilha isolada.

ü  Omitir que o Mais Médicos é um programa federal ou que a estabilidade do real beneficia diretamente a nossa agroindústria é uma forma de aplicar essa "filosofia da miséria" na prática jornalística e política.


3. A Verdade dos Números contra o Marketing do Ódio

Os 198 mil pontos da bolsa e o dólar abaixo de R$ 5,00 são dados frios, técnicos e incontestáveis. Eles desmontam a tese de que o investimento social "quebra" o país. Pelo contrário: mostram que a estabilidade política e o respeito às instituições — o oposto do que vimos no extremismo que tentou se instalar no país — são os verdadeiros motores do mercado.

A miséria que reside no andar de cima é, no fundo, uma miséria de visão. É a insistência em manter um antagonismo cego que ignora o interesse público. Eles preferem um país menor, desde que seja só deles.


Concluindo: É preciso subir o nível

Enquanto o "andar de cima" se afunda em sua própria filosofia de exclusão e desinformação, a economia real dá o seu recado. Para nós, que trabalhamos com gestão, cooperativismo e desenvolvimento sustentável, o caminho é claro: não podemos deixar que a "mídia de boca alugada" apague os avanços que garantem comida na mesa e insumos mais baratos para nossa produção.

O Brasil está provando que é possível ser gigante na economia sem ser miserável na ética. Cabe a nós, cidadãos, cobrar que essa prosperidade não fique retida nos anúncios publicitários de R$ 180 milhões, mas que chegue, de fato, ao chão da nossa Santa Catarina.




É a Mídia Boca Alugada Lageana em Ação... (parte I)

 A Ética da Omissão: Quando a "Boca Alugada" Silencia o Nome de Quem Faz

No último dia 10 de abril, os ouvintes de Lages testemunharam um exercício de malabarismo retórico. Por mais de cinco minutos, uma das principais rádios da cidade celebrou as novas contratações do programa Mais Médicos para Santa Catarina. O apresentador detalhou os benefícios para os municípios do interior, mas "esqueceu" do detalhe fundamental: o nome do Governo Federal e do Presidente Lula, os verdadeiros responsáveis pelo programa.

Este silêncio não é um lapso; é um sintoma. É a engrenagem da "mídia de boca alugada" funcionando a pleno vapor sob o financiamento da máquina de publicidade de Jorginho Mello.


1. A Matemática da Narrativa Comprada

Para entender por que alguns nomes são proibidos e outros são santificados no rádio, basta olhar para o Portal da Transparência. O governo de Santa Catarina não investe apenas em asfalto (onde, como já vimos, a conta raramente fecha); ele investe pesado na compra de narrativas:

ü  A Explosão dos Gastos: O governo Jorginho Mello aumentou em 136% os gastos com publicidade.

ü  A "Verba da Educação" no Rádio: Lembremos que, em 2024, houve um polêmico remanejamento de R$ 15 milhões da Educação Básica para a Secretaria de Comunicação (SECOM) para custear campanhas.


2. O Salto dos Números: De 2024 a 2026

Para que o leitor entenda a gravidade, precisamos olhar para a linha do tempo do "investimento" em imagem deste governo:

ü  2024 (Consolidado): O governo liquidou cerca de R$ 111,7 milhões em publicidade, um aumento que já assustava os órgãos de controle.

ü  2025 (Executado): O valor saltou para aproximadamente R$ 163,5 milhões. Este foi o ano do "recorde", onde o aumento de 136% em relação ao primeiro ano de mandato se materializou, irrigando veículos de comunicação em todo o estado com verbas que, em parte, foram desviadas da educação básica.

ü  2026 (Previsto): O orçamento aprovado para este ano é de R$ 179,8 milhões.


O Contraste que Dói: Enquanto a Rádio Clube de Lages gasta 5 minutos para falar do Mais Médicos sem citar o Governo Federal, ela ignora que os R$ 163,5 milhões gastos pelo Estado em propaganda em 2025 seriam suficientes para pagar o salário de mais de 1.000 médicos por um ano inteiro em cidades que hoje não têm sequer um clínico geral.


3. Como o Dinheiro Chega à "Boca Alugada"

O cidadão precisa entender que o Estado não paga a rádio diretamente. O dinheiro sai do Tesouro, passa por agências como a Neovox Comunicação ou a One One Inteligência (que gerenciam esses quase R$ 180 milhões (a um custo de 20% deste montante) e é distribuído aos veículos regionais. Quando uma rádio recebe essa fatia do "bolo" publicitário, o compromisso ético com a verdade muitas vezes é substituído pela conveniência do financiador.

Por isso, se o benefício vem do Governo Federal, ele é lido como uma "conquista etérea" do município. Se o benefício fosse estadual, o nome do governador seria repetido como um mantra.


3. O Preço da Desumanização Política

A negativa de Jorginho Mello em colaborar harmonicamente com o Governo Federal não é apenas burocrática, é uma estratégia de muro. Ao apagar a digital do governo Lula em programas essenciais como o Mais Médicos, a mídia financiada pelo Estado pratica uma deslegitimação desonesta.

Trata-se de um paradoxo administrativo: Santa Catarina é um estado pujante, mas sua comunicação oficial opera sob a lógica da asfixia do contraditório. Enquanto se retira dinheiro da educação básica para inflar os contratos das agências de propaganda, o rádio local se torna uma extensão do gabinete do governador, ignorando o interesse público em favor do interesse de quem paga a nota.


Concluindo: Quem Paga a Banda Escolhe a Música

A "mídia de boca alugada" é a ferramenta que transforma milhões em impostos em minutos de bajulação ou silêncio seletivo. O episódio da Rádio Clube é pedagógico: mostra que, para esses veículos, o Mais Médicos só é bom se o nome do "dono da verba publicitária local" puder ser associado à notícia, direta ou indiretamente.

Lages e Santa Catarina merecem uma comunicação que respeite os fatos. O Mais Médicos está salvando vidas no interior catarinense por decisão do Governo Federal. Omitir isso não é jornalismo; é recibo de pagamento.



sábado, abril 11, 2026

Quando os Homens em Suas Insanidades e Delírios, Criaram DEUS á Sua Imagem e Semelhança.... (Parte III)

 O Evangelho do Capital: Quando o "Bispo" Vende o Banco com Dinheiro Público

A notícia da venda do Banco Digimais (antigo Banco Renner), pertencente ao bispo Edir Macedo, para o Banco Master, revela as entranhas de um sistema onde a fé e o lucro se fundem de forma questionável. O que estamos presenciando não é apenas uma transação de mercado, mas um retrato da prática anticristã que utiliza a estrutura religiosa para sustentar impérios financeiros em crise.


1. O Milagre do FGC: Salvando o Banco do Pastor

O ponto mais escandaloso dessa operação é o uso de recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para que o Banco Master aceitasse levar a instituição de Edir Macedo, foi necessária uma engenharia financeira onde o FGC aporta bilhões para "limpar" o balanço da instituição.

Ou seja: enquanto a base da pirâmide religiosa contribui com o dízimo esperando uma benção espiritual, a cúpula utiliza mecanismos de proteção do sistema financeiro nacional para salvar seus negócios falidos. É o ápice da contradição: um líder que prega o desapego e a confiança em Deus, mas que opera no "mundo dos homens" com o suporte do dinheiro que, em última análise, pertence ao sistema bancário coletivo.


2. Uma Prática Anticristã Disfarçada de Negócio

O cristianismo das origens falava em compartilhar o pão; o cristianismo de Edir Macedo parece focado em compartilhar o prejuízo e privatizar o lucro. Ao longo dos anos, o Banco Digimais foi alvo de diversas polêmicas, incluindo o uso da estrutura da Igreja Universal para captação de clientes e operações de crédito.

Essa transação com o Banco Master — intermediada pelo BTG Pactual — mostra que, para esses "pastores graduados", a igreja é apenas o braço de marketing de um conglomerado econômico. Onde fica o cuidado com o vulnerável? Onde fica a ética administrativa que tanto defendemos para o serviço público e para a agroindústria?


3. A Máscara que Cai

Este evento dialoga diretamente com o que discutimos hoje em nosso blog:

·         Enquanto em Santa Catarina lutamos por cotas e justiça social, esses impérios lutam por aportes bilionários para salvar bancos.

·         Enquanto o governador anuncia milhões para Lages que demoram a chegar, o sistema financeiro se move rápido para salvar o patrimônio de quem usa o altar como balcão de negócios.


Concluindo: É Preciso Expulsar os Mercadores do Templo

A venda do banco de Edir Macedo com auxílio de fundos garantidores é um lembrete de que o extremismo religioso e o capitalismo selvagem caminham de mãos dadas. Não há nada de divino em salvar um banco falido com dinheiro público enquanto o povo padece com a falta de investimentos reais em infraestrutura e saúde.

A verdadeira espiritualidade não possui CNPJ nem pede socorro ao FGC. É hora de o cidadão, seja ele fiel ou não, começar a questionar o preço que pagamos para sustentar esses "reinos" erguidos sobre a exploração da fé e a engenharia financeira.




Cresça... Cresça e Apareça governador.... (Parte V)

 Justiça no STF: O Fim da Aberração Jurídica contra as Cotas em Santa Catarina

Hoje é um dia para ser celebrado por todos que acreditam em uma Santa Catarina verdadeiramente justa e plural. O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de dar um basta a uma das leis mais vergonhosas da nossa história recente: a tentativa de proibir cotas raciais em concursos públicos estaduais.


O "Fundo do Poço" de Santa Catarina

Como bem definiu o jornalista Leonardo Sakamoto ao analisar o voto do ministro Gilmar Mendes, a lei catarinense representava o "fundo do poço" institucional. Ao proibir políticas de reparação histórica, nosso estado não estava apenas indo contra a Constituição Federal; estava tentando oficializar a exclusão e o preconceito sob o manto de uma falsa meritocracia.

Essa lei era uma mancha para um povo que se orgulha do cooperativismo e da solidariedade. Afinal, como falar em Economia do Cuidado ou Justiça Social quando se tenta impedir que cidadãos negros e pardos tenham acesso equitativo ao serviço público?


A Vitória da Constituição sobre o Extremismo

O julgamento no STF não foi apenas uma decisão jurídica, foi um recado claro ao extremismo que ainda tenta transformar Santa Catarina em um enclave de retrocessos. O voto de Gilmar Mendes "tapou o poço" aberto por políticos que preferem alimentar o discurso de ódio a enfrentar as desigualdades reais do nosso estado.

A decisão reafirma que as cotas não são um "privilégio", mas uma ferramenta essencial de reparação e inclusão. Para nós, que trabalhamos com projetos de desenvolvimento e restauração, sabemos que não existe crescimento sólido se uma parte da população é deixada para trás por conta da cor de sua pele.


Concluindo: Um Estado para Todos

Santa Catarina é maior do que o preconceito de quem a governa momentaneamente. Que essa vitória no STF sirva de lição para que as nossas futuras leis sejam pautadas pela ética e pela dignidade humana, e não pelo desejo de excluir quem mais precisa.

Celebrar essa decisão é celebrar o direito de cada catarinense de ocupar seu espaço com orgulho. A justiça prevaleceu e o "poço" do preconceito, finalmente, começou a ser fechado.

A MARKETAGEM SUPERLATIVA DE UM GOVERNO NANICO... E A MÍDIA BOCA ALUGADA LAGEANA...

 Lages e o "Conto dos Milhões": Quando o Anúncio não Encontra a Realidade

Quem acompanha as notícias em Santa Catarina já se acostumou com as manchetes grandiosas. Recentemente, vimos o anúncio de que o governo estadual estaria investindo cerca de R$ 190 milhões em Lages e região. Números que, no papel, sugerem uma transformação histórica. No entanto, para quem entende de gestão e fluxo financeiro, a conta simplesmente não fecha.

1. O Abismo entre o Milhão e o Tostão

O contraste entre o que se promete no palanque e o que chega ao asfalto é gritante. Vejamos os números reais:

·         Avenida Castelo Branco: Celebra-se a conclusão de trechos com investimentos de R$ 1,5 milhão. Um valor importante, mas irrisório diante das cifras bilionárias do orçamento estadual que anunciou um total de R$ 5 milhões repassados pelo Governo do Estado de Santa Catarina.

·         Avenida Carahá: O governo anunciou com pompas a liberação de R$ 27 milhões para a sua revitalização completa. No entanto, o que vemos efetivamente entregue até agora gira em torno de apenas R$ 4 milhões.

Onde estão os outros R$ 23 milhões prometidos para a Carahá? Onde estão os outros R$ 3,5 milhões prometidos para Castelo Branco?  Onde estão os R$ 190 milhões da região? A estratégia parece ser fatiar pequenas obras para gerar múltiplas inaugurações, enquanto o grosso do recurso permanece represado em convênios que tardam a sair do papel.

2. Gestão Real vs. Marketing de Palanque

Como observamos em qualquer análise de viabilidade técnica, o sucesso de um projeto não está na "intenção de investir", mas na liquidação do recurso. Quando o governo anuncia uma "revolução" financeira, mas a prefeitura precisa executar obras pulverizadas com valores modestos, fica claro que há um gargalo.

Lages não pode ser alimentada com "migalhas" anunciadas como banquetes. Revitalizar uma avenida por etapas minúsculas, enquanto se ostenta uma promessa de 27 milhões, é uma forma de subestimar a inteligência do cidadão e do setor produtivo da Serra.

Concluindo: Vigilância é a Nossa Resposta

A revitalização da nossa infraestrutura é urgente para o escoamento da nossa produção e para o bem-estar da população. O eleitor lageano precisa aprender a cobrar o cronograma físico-financeiro.

Em tempos onde o populismo fiscal tenta mascarar a falta de planejamento, devemos exigir que cada centavo dos milhões anunciados apareça na prestação de contas — e não apenas nos discursos. Lages merece o investimento integral, e não apenas a sobra de promessas que não se confirmam no caixa.

 https://www.nsctotal.com.br/noticias/contrato-milionario-ira-revitalizar-avenida-caraha-em-lages

https://www.lages.sc.gov.br/noticia-descricao/8975/secretaria-de-obras-e-infraestrutura-conclui-primeiro-trecho-de-fresagem-e-recapeamento-na-avenida-castelo-branco

https://clmais.com.br/revitalizacao-da-avenida-caraha-e-finalizada-com-sucesso-pela-prefeitura-de-lages/