terça-feira, março 17, 2026

Da Mentira a Barbárie... o radicalismo e a insanidade do bolsonarismo e dos bolsonaristas

 

O Triângulo do Retrocesso: Da Mentira Econômica à Barbárie na Pele

Estamos diante de um mosaico perturbador. Para entender o que acontece hoje no Brasil — e de forma acentuada em nossa região — é preciso conectar três pontos que, à primeira vista, parecem distantes: a saúde das nossas instituições financeiras, o esgotamento do diálogo democrático e a explosão da crueldade física motivada pelo ódio.


1. A Mentira como Método: O Caso BNDES

A base de qualquer projeto de retrocesso é a desinformação. Durante anos, fomos alimentados com a narrativa de que as instituições do Estado estavam "quebradas" ou eram meros cabides de emprego. Recentemente, a notícia de que o BNDES apresenta lucros recordes e caixa robusto caiu como uma bomba para quem vive da "mitomania".

O banco tem recursos para financiar o desenvolvimento, a bioeconomia e o Plano Clima. Mas por que a "manada" é conduzida a acreditar no colapso? Porque um povo que não acredita no seu próprio Estado aceita qualquer aventura autoritária como "salvação". Enquanto em Santa Catarina a "Bancada da Lama" flexibiliza leis ambientais alegando necessidade econômica, o dinheiro para a transição sustentável existe — ele só não interessa a quem lucra com o atraso.


2. O Esgotamento: Quando o "Danem-se" se torna Autodefesa

Essa manipulação constante gera uma exaustão sem precedentes. Como bem aponta o artigo “Danem-se os bolsonaristas e o bolsonarismo”, chegamos a um ponto de ruptura. Não se trata de intolerância gratuita, mas de exaustão civilizatória.

Quando uma parcela da sociedade escolhe a "cegueira voluntária" de Chomsky, rejeitando a ciência, os dados reais e a própria ética em favor de mitos, o diálogo morre. O autoritarismo não se debate, se combate. No Sul, essa polarização atingiu níveis que paralisam a gestão pública: prefere-se discutir pautas ideológicas vazias no WhatsApp a cobrar o asfalto que falta nas nossas rodovias ou o apoio ao cooperativismo.


3. A Consequência Final: A Suástica e a Tortura

Muitos dizem que "palavras não machucam". O crime estarrecedor ocorrido recentemente, onde uma mulher foi torturada e marcada com uma suástica na pele por seus patrões, prova o contrário.

Este é o destino final do "Efeito Manada" e do retrocesso anticivilizatório. Quando o discurso de ódio é normalizado no palanque, ele termina na ponta de um ferro em brasa. A marcação de um símbolo nazista na pele de uma trabalhadora é a assinatura de um projeto que não aceita a humanidade do "outro".

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/03/17/mulher-e-torturada-pelos-dois-patroes-e-tem-suastica-marcada-na-pele-em-ms.ghtm


Concluindo: O Despertar Necessário

O triângulo está fechado: a mentira econômica desestabiliza a confiança; o radicalismo destrói o diálogo; e a barbárie aniquila o corpo.

Em Santa Catarina, não podemos ser "cegos guiados por loucos". Precisamos usar a força da nossa Economia Solidária, dos nossos projetos de restauração e da nossa inteligência técnica para romper essa cortina de fumaça. O progresso real exige lucidez, não fanatismo.

A marca deixada naquela pele não é apenas uma ferida física; é uma sombra que agora paira sobre todos nós. Quando o ferro em brasa desenha o símbolo do extermínio no corpo de quem trabalha, ele assina a falência da nossa empatia. Que essa dor seja o choque necessário para despertarmos: ou resgatamos a nossa humanidade, ou seremos todos marcados pelo fogo da nossa própria omissão.



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