O Triângulo do Retrocesso: Da Mentira
Econômica à Barbárie na Pele
Estamos
diante de um mosaico perturbador. Para entender o que acontece hoje no Brasil —
e de forma acentuada em nossa região — é preciso conectar três pontos que, à
primeira vista, parecem distantes: a saúde das nossas instituições financeiras,
o esgotamento do diálogo democrático e a explosão da crueldade física motivada
pelo ódio.
1. A Mentira como Método: O Caso BNDES
A
base de qualquer projeto de retrocesso é a desinformação. Durante anos, fomos alimentados com a
narrativa de que as instituições do Estado estavam "quebradas" ou
eram meros cabides de emprego. Recentemente, a notícia de que o
O
banco tem recursos para financiar o desenvolvimento, a bioeconomia e o Plano Clima. Mas por que a "manada" é
conduzida a acreditar no colapso? Porque um povo que não acredita no seu
próprio Estado aceita qualquer aventura autoritária como "salvação".
Enquanto em Santa Catarina a "Bancada da Lama" flexibiliza leis
ambientais alegando necessidade econômica, o dinheiro para a transição
sustentável existe — ele só não interessa a quem lucra com o atraso.
2. O Esgotamento: Quando o
"Danem-se" se torna Autodefesa
Essa
manipulação constante gera uma exaustão sem precedentes. Como bem aponta o
artigo
Quando
uma parcela da sociedade escolhe a "cegueira voluntária" de Chomsky,
rejeitando a ciência, os dados reais e a própria ética em favor de mitos, o
diálogo morre. O autoritarismo não se debate, se combate. No Sul, essa
polarização atingiu níveis que paralisam a gestão pública: prefere-se discutir
pautas ideológicas vazias no WhatsApp a cobrar o asfalto que falta nas nossas
rodovias ou o apoio ao cooperativismo.
3. A Consequência Final: A Suástica e a
Tortura
Muitos
dizem que "palavras não machucam". O crime estarrecedor ocorrido
recentemente, onde uma
Este
é o destino final do "Efeito Manada" e do retrocesso
anticivilizatório. Quando o discurso de ódio é normalizado no palanque, ele
termina na ponta de um ferro em brasa. A marcação de um símbolo nazista na pele
de uma trabalhadora é a assinatura de um projeto que não aceita a humanidade do
"outro".
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/03/17/mulher-e-torturada-pelos-dois-patroes-e-tem-suastica-marcada-na-pele-em-ms.ghtm
Concluindo: O Despertar Necessário
O
triângulo está fechado: a mentira
econômica desestabiliza a confiança; o radicalismo destrói o diálogo; e a barbárie aniquila o corpo.
Em
Santa Catarina, não podemos ser "cegos guiados por loucos".
Precisamos usar a força da nossa Economia
Solidária, dos nossos projetos de restauração e da nossa inteligência
técnica para romper essa cortina de fumaça. O progresso real exige lucidez, não
fanatismo.
A
marca deixada naquela pele não é apenas uma ferida física; é uma sombra que
agora paira sobre todos nós. Quando o ferro em brasa desenha o símbolo do
extermínio no corpo de quem trabalha, ele assina a falência da nossa empatia.
Que essa dor seja o choque necessário para despertarmos:








Nenhum comentário:
Postar um comentário