O "Balcão" de R$ 300 Milhões:
Quando a Política Atropela a Gestão Técnica
Nos
últimos dias, os bastidores políticos de Santa Catarina foram sacudidos por uma
denúncia que, se confirmada, expõe as vísceras de como o poder pode ser
negociado no estado. O ex-governador Jorge Bornhausen trouxe a público uma acusação
gravíssima: o atual governo teria oferecido cerca de
Para
quem atua na ponta da gestão — seja coordenando projetos de restauração na Mata
Atlântica ou estruturando a viabilidade de agroindústrias — esse número não é
apenas uma cifra; é um soco no estômago da eficiência pública.
A Mitomania dos "Cofres Vazios"
Vivemos
sob a constante narrativa da escassez. Ouvimos que "não há recursos"
para ampliar a assistência técnica (ATER) às famílias agricultoras, ou que o
orçamento para a preservação ambiental precisa ser "flexibilizado"
por falta de verba. No entanto, quando o jogo é o da hegemonia partidária,
surgem montantes vultosos que parecem brotar do nada.
Essa
é a aplicação prática da Mitomania
Econômica. Enquanto o
O Custo da Velha Política
Quando
R$ 300 milhões entram em uma negociação de gabinete para moldar um tabuleiro
eleitoral, quem perde é o cidadão. Esse valor poderia:
·
Consolidar
dezenas de cooperativas de produção;
·
Financiar
a recuperação de milhares de hectares de biomas degradados;
·
Garantir
a infraestrutura logística que o Sul do Brasil tanto clama.
Concluindo: A Necessidade de "Conselhos
Fiscais" Sociais
O
que essa denúncia nos ensina é que a governança não pode ser um conceito
abstrato. Assim como em uma cooperativa o Conselho Fiscal deve barrar o abuso de poder do
Presidente, na gestão pública, a sociedade civil e as instituições de controle
não podem se omitir.
Santa
Catarina não precisa de "donos", precisa de gestores. O progresso
real não se compra com promessas de transferências voluntárias condicionadas ao
silêncio político; ele se constrói com transparência e respeito ao suor do
contribuinte.








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