quarta-feira, março 18, 2026

Enquanto isso... no Estado Mais Nazifascista e Corrupto do País... (Parte VII)

 

O "Balcão" de R$ 300 Milhões: Quando a Política Atropela a Gestão Técnica

Nos últimos dias, os bastidores políticos de Santa Catarina foram sacudidos por uma denúncia que, se confirmada, expõe as vísceras de como o poder pode ser negociado no estado. O ex-governador Jorge Bornhausen trouxe a público uma acusação gravíssima: o atual governo teria oferecido cerca de R$ 300 milhões em recursos públicos para influenciar a desistência de um pré-candidato estratégico.

Para quem atua na ponta da gestão — seja coordenando projetos de restauração na Mata Atlântica ou estruturando a viabilidade de agroindústrias — esse número não é apenas uma cifra; é um soco no estômago da eficiência pública.


A Mitomania dos "Cofres Vazios"

Vivemos sob a constante narrativa da escassez. Ouvimos que "não há recursos" para ampliar a assistência técnica (ATER) às famílias agricultoras, ou que o orçamento para a preservação ambiental precisa ser "flexibilizado" por falta de verba. No entanto, quando o jogo é o da hegemonia partidária, surgem montantes vultosos que parecem brotar do nada.

Essa é a aplicação prática da Mitomania Econômica. Enquanto o BNDES apresenta lucros recordes e caixa robusto para financiar o desenvolvimento real, a "velha política" prefere usar o Tesouro Estadual como moeda de troca. O "balcão de negócios" substitui o planejamento estratégico.


O Custo da Velha Política

Quando R$ 300 milhões entram em uma negociação de gabinete para moldar um tabuleiro eleitoral, quem perde é o cidadão. Esse valor poderia:

·         Consolidar dezenas de cooperativas de produção;

·         Financiar a recuperação de milhares de hectares de biomas degradados;

·         Garantir a infraestrutura logística que o Sul do Brasil tanto clama.


Concluindo: A Necessidade de "Conselhos Fiscais" Sociais

O que essa denúncia nos ensina é que a governança não pode ser um conceito abstrato. Assim como em uma cooperativa o Conselho Fiscal deve barrar o abuso de poder do Presidente, na gestão pública, a sociedade civil e as instituições de controle não podem se omitir.

Santa Catarina não precisa de "donos", precisa de gestores. O progresso real não se compra com promessas de transferências voluntárias condicionadas ao silêncio político; ele se constrói com transparência e respeito ao suor do contribuinte.




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