"O governo Jorginho Mello vende o 'Deus
enlatado' do Pastor Zé Barbosa Jr. para esconder que o 'Catarinas por Elas' não
filtra os 23 tipos de agrotóxicos que a mulher catarinense bebe todos os
dias."
O Deus Enlatado e a Água Envenenada — A Fábrica de Distrações de
Santa Catarina
Vivemos em
Santa Catarina a era da "fé sob medida" e do "marketing de
fachada". Recentemente, o Pastor Zé Barbosa Jr. publicou um artigo
profético: "Deus, lata e
família!". Nele, ele descreve uma divindade domesticada, vendida como
mercadoria para apoiar projetos de poder. Em solo catarinense, essa
"lata" é o ingrediente principal da receita de Jorginho Mello para
manter o povo distraído enquanto o estado adoece.
1. A Estratégia da Distração:
Deus como Cortina de Fumaça
Seguindo a Estratégia da Distração de Noam
Chomsky, o governo estadual utiliza o "Deus enlatado" citado pelo
pastor para criar pânicos morais. Enquanto o governador convoca servidores para
eventos como o "Catarinas por Elas" e prega a "defesa da
família", ele desvia o olhar da população de um crime silencioso: o envenenamento hídrico.
Dados do Parecer Técnico nº 01/2024 da Dra.
Sonia Hess (UFSC) revelam que 52% dos municípios catarinenses bebem
agrotóxicos. Em cidades como Ituporanga,
a população consome um coquetel de 23 venenos diferentes. Mas por que não se
fala disso? Porque o público está ocupado demais com a "lata" da
guerra cultural, consumindo uma fé simplista que não permite questionar quem
está lucrando com o veneno na nossa torneira.
2. O Público tratado como
Criança: O Manual da "Família sob Ataque"
Chomsky
explica que líderes manipuladores falam com o público como se falassem com
crianças. O governo Jorginho Mello faz isso ao usar o slogan "Deus, Pátria
e Família" para justificar retrocessos brutais:
Fim das
Cotas Raciais: Sob a
desculpa de "mérito" (um conceito da lata), retira-se a oportunidade
de mulheres negras e pobres, as mesmas que o governo diz "proteger"
em seus vídeos de Instagram.
Veto à
Agricultura Familiar: Ao impedir
que 30% da merenda venha de pequenos produtores, o governo castiga a família
rural que produz alimentos sem veneno, favorecendo o lobby das químicas que
contaminam o Sul
Catarinense (onde 76% das águas têm agrotóxicos).
3. A Incoerência: O "Deus Vivo"
vs. O Marketing Morto
O Pastor Zé
Barbosa Jr. alerta que o "Deus vivo" é perigoso porque inspira
solidariedade e justiça. O governo estadual, porém, prefere o Deus das latas:
aquele que silencia diante do fato de que o Glifosato em Arvoredo e Santa Cecília está 200 vezes acima do limite europeu.
É mais fácil
para a "mídia boca de aluguel" atacar o STF e negar as obras federais
do que explicar por que as microrregiões de Chapecó, Lages, Joinville e Tubarão apresentam taxas
de câncer e anomalias fetais superiores à média nacional. O marketing de
Jorginho Mello vende a "Pátria", mas entrega solo e água
contaminados.
Concluindo: É hora de abrir a
lata
A
"lata" da religiosidade política é usada para fechar a mente do
catarinense. Quando o pastor diz que precisamos "abrir as latas", ele
nos convoca a ver a realidade por trás da marketagem. A proteção à mulher não se
faz com eventos festivos, mas com água limpa, comida saudável na mesa e acesso
à universidade.
Não aceite o
"Deus enlatado" que serve de escudo para quem veta o progresso social
e ignora a ciência. Santa Catarina precisa de menos propaganda e mais saúde;
menos pânico moral e mais respeito à vida. Afinal, de que serve o discurso de
"família" se o Estado está permitindo que as famílias catarinenses
sejam lentamente envenenadas no café da manhã?







Nenhum comentário:
Postar um comentário