terça-feira, fevereiro 24, 2026

Deus, Lata e Família... Demagogias...Delírios , e Manipulação das Massas (Parte III)

 

"O governo Jorginho Mello vende o 'Deus enlatado' do Pastor Zé Barbosa Jr. para esconder que o 'Catarinas por Elas' não filtra os 23 tipos de agrotóxicos que a mulher catarinense bebe todos os dias."

O Deus Enlatado e a Água Envenenada — A Fábrica de Distrações de Santa Catarina

Vivemos em Santa Catarina a era da "fé sob medida" e do "marketing de fachada". Recentemente, o Pastor Zé Barbosa Jr. publicou um artigo profético: "Deus, lata e família!". Nele, ele descreve uma divindade domesticada, vendida como mercadoria para apoiar projetos de poder. Em solo catarinense, essa "lata" é o ingrediente principal da receita de Jorginho Mello para manter o povo distraído enquanto o estado adoece.


1. A Estratégia da Distração: Deus como Cortina de Fumaça

Seguindo a Estratégia da Distração de Noam Chomsky, o governo estadual utiliza o "Deus enlatado" citado pelo pastor para criar pânicos morais. Enquanto o governador convoca servidores para eventos como o "Catarinas por Elas" e prega a "defesa da família", ele desvia o olhar da população de um crime silencioso: o envenenamento hídrico.

Dados do Parecer Técnico nº 01/2024 da Dra. Sonia Hess (UFSC) revelam que 52% dos municípios catarinenses bebem agrotóxicos. Em cidades como Ituporanga, a população consome um coquetel de 23 venenos diferentes. Mas por que não se fala disso? Porque o público está ocupado demais com a "lata" da guerra cultural, consumindo uma fé simplista que não permite questionar quem está lucrando com o veneno na nossa torneira.


2. O Público tratado como Criança: O Manual da "Família sob Ataque"

Chomsky explica que líderes manipuladores falam com o público como se falassem com crianças. O governo Jorginho Mello faz isso ao usar o slogan "Deus, Pátria e Família" para justificar retrocessos brutais:

     Fim das Cotas Raciais: Sob a desculpa de "mérito" (um conceito da lata), retira-se a oportunidade de mulheres negras e pobres, as mesmas que o governo diz "proteger" em seus vídeos de Instagram.

           Veto à Agricultura Familiar: Ao impedir que 30% da merenda venha de pequenos produtores, o governo castiga a família rural que produz alimentos sem veneno, favorecendo o lobby das químicas que contaminam o Sul Catarinense (onde 76% das águas têm agrotóxicos).


3. A Incoerência: O "Deus Vivo" vs. O Marketing Morto

O Pastor Zé Barbosa Jr. alerta que o "Deus vivo" é perigoso porque inspira solidariedade e justiça. O governo estadual, porém, prefere o Deus das latas: aquele que silencia diante do fato de que o Glifosato em Arvoredo e Santa Cecília está 200 vezes acima do limite europeu.

É mais fácil para a "mídia boca de aluguel" atacar o STF e negar as obras federais do que explicar por que as microrregiões de Chapecó, Lages, Joinville e Tubarão apresentam taxas de câncer e anomalias fetais superiores à média nacional. O marketing de Jorginho Mello vende a "Pátria", mas entrega solo e água contaminados.


Concluindo: É hora de abrir a lata

A "lata" da religiosidade política é usada para fechar a mente do catarinense. Quando o pastor diz que precisamos "abrir as latas", ele nos convoca a ver a realidade por trás da marketagem. A proteção à mulher não se faz com eventos festivos, mas com água limpa, comida saudável na mesa e acesso à universidade.

Não aceite o "Deus enlatado" que serve de escudo para quem veta o progresso social e ignora a ciência. Santa Catarina precisa de menos propaganda e mais saúde; menos pânico moral e mais respeito à vida. Afinal, de que serve o discurso de "família" se o Estado está permitindo que as famílias catarinenses sejam lentamente envenenadas no café da manhã?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...