terça-feira, fevereiro 24, 2026

Deus, Lata e Família... Demagogias...Delírios , e Manipulação das Massas (Parte II)

 

"O que o Pastor Zé Barbosa Jr. chama de 'Deus enlatado' é, na verdade, a aplicação perfeita da 'Fábrica de Consenso' de Noam Chomsky. Em Santa Catarina, vemos essa 'lata' sendo vendida todos os dias: usa-se o nome de Deus para justificar o fim das cotas raciais, usa-se a 'família' para vetar o alimento da agricultura familiar, e usa-se a 'pátria' para esconder que as nossas águas estão sendo envenenadas por agrotóxicos. É o marketing da fé a serviço do marketing do governo, ambos trabalhando para que você não abra a lata e veja o que realmente está sendo servido."

 

1. A Estratégia da Distração (O "Deus enlatado" como Cortina de Fumaça)

Chomsky afirma que o controle social exige manter o público ocupado com temas insignificantes ou puramente emocionais para que não percebam os problemas reais.

ü  No texto: O "Deus enlatado" foca em pânicos morais (como ataques ao Carnaval ou à diversidade) para que o fiel não questione as injustiças econômicas, o envenenamento das águas ou o sucateamento das políticas sociais. A religião vira o entretenimento que distrai da realidade.


2. Criar Problemas, Depois Oferecer Soluções (A "Família sob Ataque")

Esta tática consiste em criar uma ameaça imaginária para que o público aceite medidas que, em situações normais, rejeitaria.

ü  No texto: Ao vender a ideia de que a "Família" está em risco iminente de destruição, o marketing político-religioso oferece como "solução" o apoio cego a líderes autoritários e a negação de direitos a minorias (como as cotas raciais). O fiel abre mão de sua cidadania crítica para "salvar a família" de um perigo fabricado.


3. Dirigir-se ao Público como Crianças (A "Lata" e o Manual de Instruções)

Chomsky explica que, para desarmar o senso crítico, a mídia e os líderes usam uma linguagem simplista, como se estivessem falando com crianças.

ü  No texto: O "Deus enlatado" vem com "instruções de uso" simplistas. Ele não aceita dúvidas, complexidades ou o pensamento profundo. É uma fé mastigada, pronta para o consumo, que desencoraja o fiel a pensar por conta própria, transformando-o em um espectador passivo do "show da fé".


4. Utilizar o Aspecto Emocional muito mais do que a Reflexão

O uso da emoção é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional.

ü  No texto: O slogan "Deus, Pátria e Família" apela para o coração, não para a mente. Ele gera um sentimento de pertencimento tribal ("nós contra eles"). Enquanto o fiel se emociona com o discurso, ele não percebe que está sendo usado como massa de manobra para um projeto de poder que, na prática, retira o seu prato de comida e contamina sua água.


5. Manter o Público na Ignorância e na Mediocridade

Para Chomsky, é preciso que as ferramentas de controle sejam inacessíveis à compreensão do público.

ü  No texto: Ao transformar Deus em uma "mercadoria" previsível, o projeto político descrito por Zé Barbosa Jr. impede que o povo acesse o que ele chama de "Deus vivo" — a espiritualidade que liberta, que traz justiça social e que questiona o poder. Uma fé medíocre gera um cidadão medíocre e fácil de governar.

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