Este Artigo foi baseado no que foi publicado em https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/globo-manipula-edi%C3%A7%C3%A3o-do-desfile-sobre-lula-adverte-especialista/ar-AA1Wt5Sb?ocid=hpmsn&cvid=6993ceae7f394e249c4ad5f1d3abde62&ei=142
Recentemente, um episódio envolvendo a edição do
desfile de uma escola de samba pela Rede Globo trouxe à tona, mais uma vez, o
debate sobre a ética jornalística e a imparcialidade das grandes corporações de
comunicação. Segundo especialistas, a emissora teria manipulado a edição para
suavizar ou alterar a percepção do público sobre homenagens e críticas
políticas. Este fato não é isolado; ele é uma engrenagem fundamental do que
Noam Chomsky chama de "Manufatura do Consentimento".
O Filtro da Edição: O Que Você
Não Vê
Para o espectador comum, a imagem na TV é a
realidade. No entanto, para a "mídia boca alugada", a imagem é uma
matéria-prima a ser esculpida de acordo com interesses econômicos e políticos.
Quando uma emissora edita um desfile para omitir o apoio popular a uma figura
política (como o presidente Lula) ou para descontextualizar uma manifestação,
ela está aplicando o que Chomsky descreve como o Filtro dos Flak (Pressões)
e o Filtro da Ideologia.
A manipulação não ocorre apenas na "mentira
descarada", mas no corte preciso:
- A seleção do ângulo: Mostrar o vazio onde há
multidão.
- A edição do áudio: Silenciar o coro das
arquibancadas.
- O comentário enviesado: Sobrepor a imagem com uma
interpretação que induz o espectador ao erro.
Estratégias de Chomsky na Prática
Global
Podemos identificar claramente ao menos três das
estratégias de manipulação de Chomsky neste comportamento midiático:
1. A Estratégia da Distração
Ao focar em detalhes técnicos do desfile ou em
polêmicas superficiais, a mídia desvia a atenção do público do conteúdo
político e social que a escola de samba tentou levar para a avenida. A política
é tratada como "ruído", e não como mensagem.
2. Criar Problemas, Depois
Oferecer Soluções
A mídia muitas vezes cria uma narrativa de
"caos" ou "polarização extrema" através de suas edições
tendenciosas para, em seguida, apresentar-se como a única voz equilibrada e
racional capaz de interpretar a realidade para o cidadão "comum".
3. Dirigir-se ao Público como
Crianças de Baixa Idade
A edição manipulada pressupõe que o espectador não
tem capacidade crítica para analisar o desfile por conta própria. Ao
"mastigar" e filtrar o que deve ser visto, a televisão trata o
cidadão como um sujeito passivo, incapaz de lidar com a complexidade dos fatos.
O Perigo da "Boca
Alugada"
O termo "mídia boca alugada" nunca foi
tão atual. Quando o jornalismo deixa de ser um serviço público para se tornar
um braço de lobby, a democracia adoece. O caso da manipulação do desfile serve
como um alerta: a liberdade de imprensa não pode ser confundida com a liberdade
de fraudar a percepção da audiência.
Noam Chomsky nos ensina que o sistema de propaganda
das democracias ocidentais é muito mais sofisticado que o das ditaduras, pois
ele nos faz acreditar que somos livres enquanto nossas mentes são moldadas por
editores que decidem o que é "verdade".
Concluindo: O Papel do Leitor Crítico
Neste cenário, o papel dos blogs independentes e
dos leitores críticos é fundamental. É preciso comparar fontes, buscar as
transmissões na íntegra e, acima de tudo, entender que editar é um ato
político. Não deixe que a "Vênus Platinada" ou qualquer outro
oligopólio de mídia decida o que você deve sentir ou pensar sobre a história
que acontece diante dos seus olhos.







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