segunda-feira, fevereiro 16, 2026

A Lente que Deforma: A Homenagem a LULA... a Manipulação Global e as Lições de Noam Chomsky

 

Este Artigo foi baseado no que foi publicado em https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/globo-manipula-edi%C3%A7%C3%A3o-do-desfile-sobre-lula-adverte-especialista/ar-AA1Wt5Sb?ocid=hpmsn&cvid=6993ceae7f394e249c4ad5f1d3abde62&ei=142


Recentemente, um episódio envolvendo a edição do desfile de uma escola de samba pela Rede Globo trouxe à tona, mais uma vez, o debate sobre a ética jornalística e a imparcialidade das grandes corporações de comunicação. Segundo especialistas, a emissora teria manipulado a edição para suavizar ou alterar a percepção do público sobre homenagens e críticas políticas. Este fato não é isolado; ele é uma engrenagem fundamental do que Noam Chomsky chama de "Manufatura do Consentimento".


O Filtro da Edição: O Que Você Não Vê

Para o espectador comum, a imagem na TV é a realidade. No entanto, para a "mídia boca alugada", a imagem é uma matéria-prima a ser esculpida de acordo com interesses econômicos e políticos. Quando uma emissora edita um desfile para omitir o apoio popular a uma figura política (como o presidente Lula) ou para descontextualizar uma manifestação, ela está aplicando o que Chomsky descreve como o Filtro dos Flak (Pressões) e o Filtro da Ideologia.

A manipulação não ocorre apenas na "mentira descarada", mas no corte preciso:

  • A seleção do ângulo: Mostrar o vazio onde há multidão.
  • A edição do áudio: Silenciar o coro das arquibancadas.
  • O comentário enviesado: Sobrepor a imagem com uma interpretação que induz o espectador ao erro.


Estratégias de Chomsky na Prática Global

Podemos identificar claramente ao menos três das estratégias de manipulação de Chomsky neste comportamento midiático:


1. A Estratégia da Distração

Ao focar em detalhes técnicos do desfile ou em polêmicas superficiais, a mídia desvia a atenção do público do conteúdo político e social que a escola de samba tentou levar para a avenida. A política é tratada como "ruído", e não como mensagem.


2. Criar Problemas, Depois Oferecer Soluções

A mídia muitas vezes cria uma narrativa de "caos" ou "polarização extrema" através de suas edições tendenciosas para, em seguida, apresentar-se como a única voz equilibrada e racional capaz de interpretar a realidade para o cidadão "comum".


3. Dirigir-se ao Público como Crianças de Baixa Idade

A edição manipulada pressupõe que o espectador não tem capacidade crítica para analisar o desfile por conta própria. Ao "mastigar" e filtrar o que deve ser visto, a televisão trata o cidadão como um sujeito passivo, incapaz de lidar com a complexidade dos fatos.


O Perigo da "Boca Alugada"

O termo "mídia boca alugada" nunca foi tão atual. Quando o jornalismo deixa de ser um serviço público para se tornar um braço de lobby, a democracia adoece. O caso da manipulação do desfile serve como um alerta: a liberdade de imprensa não pode ser confundida com a liberdade de fraudar a percepção da audiência.

Noam Chomsky nos ensina que o sistema de propaganda das democracias ocidentais é muito mais sofisticado que o das ditaduras, pois ele nos faz acreditar que somos livres enquanto nossas mentes são moldadas por editores que decidem o que é "verdade".


Concluindo: O Papel do Leitor Crítico

Neste cenário, o papel dos blogs independentes e dos leitores críticos é fundamental. É preciso comparar fontes, buscar as transmissões na íntegra e, acima de tudo, entender que editar é um ato político. Não deixe que a "Vênus Platinada" ou qualquer outro oligopólio de mídia decida o que você deve sentir ou pensar sobre a história que acontece diante dos seus olhos.

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