O Brasil possui um exército de legisladores municipais. São 60.311 vereadores que, teoricamente, deveriam ser as sentinelas dos interesses de cada bairro, de cada rua. No entanto, o que vemos com frequência é um distanciamento perigoso entre o gabinete e a realidade do povo.
Se você é um desses parlamentares, ou se você é o
cidadão que os elegeu, convido-o a refletir sobre três pilares que podem
transformar a política local:
1. O Alfabeto do Gestor: Os
Princípios do LIMPE
A Constituição Federal de 1988 não deixou dúvidas.
Todo agente público, do vereador ao presidente, deve seguir o LIMPE:
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Legalidade: Só é
permitido fazer o que a lei autoriza.
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Impessoalidade: O cargo não é seu; é da sociedade. Promoção pessoal com dinheiro
público é ilegal e imoral.
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Moralidade: Não
basta ser legal, precisa ser ético.
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Publicidade: A
transparência é o melhor antídoto contra a corrupção.
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Eficiência: Gerar o
máximo de resultado para o cidadão com o mínimo de desperdício.
Reflexão: Quando um vereador vota o aumento do próprio
salário ou de verbas de gabinete em detrimento do orçamento da saúde municipal,
ele está ferindo a Moralidade e a Eficiência.
2. De "Político de
Gabinete" a "Formulador de Políticas Públicas"
Muitos vereadores confundem política com
assistencialismo (dar uma cesta básica, conseguir um exame). Isso é o
"varejo político". O papel real do vereador é:
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Legislar sobre
políticas públicas estruturantes (Educação, Saneamento, Segurança).
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Fiscalizar o
Executivo para garantir que o dinheiro chegue onde deve.
3. A Renúncia aos Privilégios







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