terça-feira, janeiro 27, 2026

Enquanto isso... no Estado mais Nazifascista e Corrupto do Brasil... (parte II)

 Santa Catarina e a Justiça de Castas: Entre o Sangue no Chão e o Retrocesso das Cotas

Por que a lei em nosso estado tem cor, endereço e sobrenome?

Santa Catarina vive um momento de esquizofrenia institucional. De um lado, o governo tenta apagar o racismo estrutural "por decreto", proibindo cotas; de outro, assistimos à proteção velada de adolescentes que torturam e matam um animal — uma blindagem que, sabemos bem, jamais existiria se o CEP fosse a favela e a cor da pele fosse preta.


1. A Inconstitucionalidade do Privilégio

O episódio brutal da morte do cão, perpetrado por adolescentes em nosso estado, é um espelho nítido da seletividade covarde que rege as instituições. O governo estadual e as forças de segurança invocam o ECA para proteger a identidade dos envolvidos. Mas façamos o exercício da verdade: e se esses adolescentes fossem negros e favelados?

A mídia "boca alugada", que atua como carrasca de jovens periféricos, agora exibe uma cautela técnica quase poética. Onde está a exposição dos nomes e das escolas particulares? Se fossem "menores" da periferia, seus rostos já estariam estampados em todos os portais sob o pretexto do "direito à informação". Essa mídia se engasga com o próprio privilégio e se torna cúmplice da impunidade.

"A mesma caneta que tentou riscar o direito dos negros à universidade é a que hoje desenha o manto do anonimato para proteger os herdeiros da elite. Em Santa Catarina, o rigor da lei é um destino geográfico: depende de onde você mora e da cor da sua pele."


2. A Derrota da Lei do Retrocesso

Enquanto o silêncio protege os agressores de "boa família", o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) precisou intervir para frear outra barbárie: a Lei estadual nº 19.722/2026, que tentava proibir políticas de cotas e ações afirmativas no ensino superior.

A decisão liminar que suspendeu essa lei é um atestado de óbito para uma política estadual fundamentada na exclusão. Tentar proibir cotas em 2026 é uma afronta direta à dignidade humana. O governo estadual escolheu um lado: o da elite que quer manter a universidade pública como um condomínio fechado.


3. O Ciclo da Exclusão: Dois Pesos, Duas Medidas

A inconstitucionalidade material citada pelo TJSC — que fala em repúdio ao racismo e busca pela igualdade — conversa diretamente com a seletividade penal que vemos nas ruas.

·        Para os filhos da elite: O sigilo, o "direito ao erro" e a cautela mediática.

·   Para os deserdados: A tentativa de proibição de cotas (barrada pelo TJSC) e a exposição bárbara em caso de infração.


Conclusão: O Despertar contra a Barbárie de Colarinho Branco

Não podemos aceitar que Santa Catarina seja o laboratório de um projeto de país que retrocede aos tempos da senzala e do senhorio. A suspensão da lei de cotas e a blindagem de adolescentes cruéis são dois lados da mesma moeda: a manutenção forçada do privilégio.

A justiça que seletiva não é justiça; é ferramenta de manutenção de castas. Santa Catarina não pertence a uma elite. Pertence a todos nós. E não daremos nem um passo atrás na defesa da Constituição e da igualdade material. Que o recado do TJSC ecoe: a igualdade não é um favor, é um imperativo constitucional.

 

Em tempo:

Quando a mídia ``boca alugada`` lageana dá espaço gratuito para um vereador bocó e engravato...

Dia desses a ``gloriosa`` rádio clube (letras minúsculas.. não merecem nada diferente) dando sequência ao seu esforço diário de desinformar e manipular a consciência do eleitorado lageano  deu... mais uma vez... espaço em horário nobre... para  um dos vereadores lageanos falar e delirar aos montes sobre sua ``enigmática`` ida ao evento do último domingo em Brasília (aquele dos raios)... O bocó, não só se vangloriou da sua estupidez, como foi um dos delirantes a afirmar que lá estavam mais de 100 mil patriotas.... é muito fanatismo e delírio... 

 

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