1.
O Poema: "A Sentinela de Cabelos Brancos"
(Inspirado
na ideia da velhice como capital político e ético)
Não me
chamem de resto, nem de sombra do que fui,
Eu sou o
rio que engrossou a correnteza e não recua.
A minha
pele é o mapa de onde o golpe não se anula,
E o meu
olhar é a lente que a mentira não seduz.
O
"velhinho" que passou leva na mão o estandarte,
Não da
nostalgia vã, mas da memória que arde.
Quem viu o
ciclo do medo e o pacto da covardia,
Não se
cala no gabinete, nem se vende à hipocrisia.
Minha
rebeldia é serena, tem o peso do carvalho,
Não grita
com o algoritmo, mas vence pelo trabalho.
Sou
perigoso, sim, pois carrego o testamento
De que a
luta é destino, e não apenas um momento.
2.
O Poema Expandido: "A Flecha do Tempo"
(Integrando
as novas referências)
Não é
cansaço, é "Operário em Construção",
Erguendo
muros de ética em meio à podridão.
O
"velhinho" que passa é o fio da navalha,
A flecha
de Chico César que nunca falha.
Se o
fascista se senta no trono da desmemória,
Nós
sentamos no banco do tempo, donos da história.
Como Chico
Buarque, diremos "amanhã será outro dia",
Pois quem
viu o que vimos não se entrega à agonia.
A espada
está posta, suspensa por um fio de verdade,
Nas mãos
de quem sabe o valor da alteridade.
Militante?
Sim. Mais do que nunca, presente,
Pois só
quem tem raízes resiste à enchente.







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