sexta-feira, janeiro 16, 2026

SOBRE VELHOS E MILITÂNCIA - O Tempo como Trincheira: Arte e Militância

 


Para acompanhar a reflexão de Richard Widmarck Matheus Tinoco, selecionamos versos e metáforas que dialogam com a "velhice perigosa" e a militância que não se aposenta.


1. O Poema: "A Sentinela de Cabelos Brancos"

(Inspirado na ideia da velhice como capital político e ético)


Não me chamem de resto, nem de sombra do que fui,

Eu sou o rio que engrossou a correnteza e não recua.

A minha pele é o mapa de onde o golpe não se anula,

E o meu olhar é a lente que a mentira não seduz.

O "velhinho" que passou leva na mão o estandarte,

Não da nostalgia vã, mas da memória que arde.

Quem viu o ciclo do medo e o pacto da covardia,

Não se cala no gabinete, nem se vende à hipocrisia.

Minha rebeldia é serena, tem o peso do carvalho,

Não grita com o algoritmo, mas vence pelo trabalho.

Sou perigoso, sim, pois carrego o testamento

De que a luta é destino, e não apenas um momento.

 

2. O Poema Expandido: "A Flecha do Tempo"

(Integrando as novas referências)


Não é cansaço, é "Operário em Construção",

Erguendo muros de ética em meio à podridão.

O "velhinho" que passa é o fio da navalha,

A flecha de Chico César que nunca falha.

Se o fascista se senta no trono da desmemória,

Nós sentamos no banco do tempo, donos da história.

Como Chico Buarque, diremos "amanhã será outro dia",

Pois quem viu o que vimos não se entrega à agonia.

A espada está posta, suspensa por um fio de verdade,

Nas mãos de quem sabe o valor da alteridade.

Militante? Sim. Mais do que nunca, presente,

Pois só quem tem raízes resiste à enchente.

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