sábado, janeiro 31, 2026

Enquanto isso... no Estado mais Nazifascista e Corrupto do Brasil... (parte III)

 

Santa Catarina e o Mito da Pureza: O Verniz Institucional do Nazifascismo Moderno

A defesa enviada pelo governador Jorginho Mello e pela ALESC ao STF, em janeiro de 2026, é um documento que deveria envergonhar qualquer democrata, mas que, infelizmente, serve como um manifesto para o que há de mais sombrio na política catarinense. Sob o pretexto de "realidade regional", o Estado tenta oficializar o que o nazifascismo sempre defendeu: a hegemonia de uma raça sobre as outras.


1. A Estatística como Ferramenta de Exclusão

O argumento do governo é acintoso: como Santa Catarina possui 81% de população branca, as cotas raciais seriam "desnecessárias". Essa lógica é a mesma utilizada por regimes segregacionistas. Se há uma minoria de 18% (pretos e pardos), é justamente essa minoria que foi historicamente empurrada para as margens e que necessita de reparação.

Ao usar a "maioria branca" como escudo, o governo não faz gestão pública; faz eugenia social. Tenta garantir que as universidades continuem sendo espelhos de uma Europa idealizada, ignorando que o solo catarinense também foi construído pelo suor e sangue de populações negras e indígenas, sistematicamente apagadas dos livros e agora das vagas acadêmicas.


2. O Nazifascismo de Roupa Nova e a Corrupção Ética

Não é coincidência que Santa Catarina figure frequentemente nos relatórios policiais como o estado com maior proliferação de células neonazistas. Quando o comando do Estado legisla contra a igualdade racial, ele dá um salvo-conduto moral para esses grupos.

A corrupção em Santa Catarina vai além do desvio de verbas; trata-se de uma corrupção ética e constitucional. O governo ignora o STF e a dignidade humana para alimentar um eleitorado que confunde "identidade regional" com supremacia racial. É o estado mais "nazifascista" não apenas pelos grupos marginais, mas pela postura de suas instituições, que tentam transformar o preconceito em lei.


3. A Falácia do "Foco Socioeconômico"

Dizer que o foco é "apenas socioeconômico" é a tática clássica para esconder o racismo. No Brasil, e especialmente em SC, a pobreza tem cor. Ao tentar dissociar raça de classe, o governo quer evitar o debate sobre o racismo estrutural. É a tentativa de criar uma "raça catarinense" pura e merritocrática, onde o privilégio histórico do sobrenome europeu é vendido como esforço pessoal.


"O governo catarinense não está defendendo a autonomia estadual; está defendendo a manutenção de um 'apartheid acadêmico' financiado com dinheiro público."


4. O STF como Última Barreira

A resposta da ALESC, tentando minimizar a urgência da intervenção do Ministro Gilmar Mendes, é um deboche. Eles sabem que a lei é natimorta por ser flagrantemente inconstitucional, mas insistem no erro para manter o aceno aos setores mais extremistas da sociedade.


Concluindo: A Mensagem é Clara

Santa Catarina precisa decidir se quer ser um estado brasileiro, sob a égide da Constituição de 1988, ou se quer se consolidar como um enclave de retrocesso e supremacia. Enquanto o governo usar dados demográficos para validar a exclusão, estaremos provando que a "Mensagem a Garcia" que nossas autoridades estão entregando é uma mensagem de ódio, separação e desonestidade intelectual.

A Mídia "boca alugada" (catarinense e lageana) e a caneta do governador estão alinhados: proteger a branquitude a qualquer custo, enquanto fingem que o racismo é um "detalhe estatístico".

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