sexta-feira, janeiro 30, 2026

Uma Mensagem aos 60.311 Vereadores: O Poder é Encargo, não Privilégio (Parte II)

 

5 Ações Práticas para um Vereador Ético

Para sair do discurso e entrar na prática da boa administração, um vereador deve:

1.    Transparência Ativa em Tempo Real: Não espere pelo Portal da Transparência da Prefeitura. Mantenha um site ou rede social atualizada com o destino de cada centavo da sua verba de gabinete e o registro de todas as suas votações, com a justificativa técnica de cada uma.


2.    Renúncia a Privilégios Extralegais: Rejeite privilégios que, embora previstos em lei, são moralmente questionáveis perante a realidade da população, como cartão alimentação, auxílios-paletó, frotas de carros de luxo ou aumentos de salário acima da inflação do período.


3.    Fiscalização Itinerante e Técnica: Em vez de ficar apenas no gabinete, ou indo a Brasília participar de atividades lúdicas, exóticas ou delirantes,  estabeleça um calendário de visitas técnicas a hospitais, escolas e obras públicas, confrontando o que foi empenhado no orçamento com o que foi executado na realidade.


4.    Conselhos de Mandato Populares: Crie um conselho consultivo formado por cidadãos voluntários e especialistas da sociedade civil para debater os projetos de lei antes de irem para votação, garantindo que o interesse seja coletivo e não de grupos de pressão ou de facções politicas.


5.    Combate ao Nepotismo e ao Clientelismo: Garanta que as indicações para cargos de confiança (se existirem) sejam baseadas em critérios estritamente técnicos e meritocráticos, nunca trocando cargos por apoio político ou favorecimento familiar.


Aqui está um roteiro de "Entrevista com o Vereador que o Brasil Precisa":


Entrevista Exclusiva: "O Mandato como Serviço, não como Negócio"


Blog: Vereador, muitos dizem que 'política é assim mesmo' e que privilégios são direitos adquiridos. Como o senhor enxerga a função de um dos 60.311 vereadores do Brasil hoje?

Vereador: A função é de zeladoria e estratégia. O vereador é o funcionário do povo mais próximo da rua. Ver o mandato como um "negócio" ou um "clube de privilégios" é trair a confiança de quem mal consegue pagar as contas no fim do mês. Ser vereador é um encargo público, não um título de nobreza.


Blog: O senhor mencionou o LIMPE (Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência). Como aplicar isso no dia a dia do gabinete?

Vereador: É simples, mas exige coragem. Impessoalidade, por exemplo, é não colocar seu nome em placa de obra pública. Eficiência é reduzir o número de assessores e usar o dinheiro economizado para cobrar melhorias no posto de saúde. O LIMPE deve ser o filtro de cada voto meu na Câmara.


Blog: Muitos parlamentares focam apenas em "dar coisas" às pessoas. Qual a diferença entre assistencialismo e Política Pública?

Vereador: O assistencialismo mantém a pessoa dependente do político; a Política Pública liberta o cidadão. Se eu consigo um exame para um eleitor "furando a fila", estou sendo antiético. Mas se eu fiscalizo o Ciclo de Políticas Públicas da saúde e garanto que a fila de todos ande mais rápido, estou cumprindo meu papel.


Blog: Qual o maior desafio para abrir mão de privilégios dentro de uma Casa Legislativa?

Vereador: É a pressão dos pares. Quando você abre mão de um carro oficial ou de um aumento, você expõe quem não quer abrir. Mas a minha lealdade não é com os meus colegas de plenário, é com os milhares de cidadãos que esperam ética de nós. A política só terá crédito quando o político tiver menos regalias que o professor ou o médico.


Blog: Que mensagem o senhor deixa para os seus 60.310 colegas de todo o país?

Vereador: Estudem Administração Pública. Entendam o orçamento. Parem de legislar para o próprio umbigo. O Brasil está mudando e a sociedade está vigiando. Ser ético não é um diferencial, é a obrigação mínima de quem recebe salário pago pelo povo.

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