5 Ações Práticas para um Vereador
Ético
Para sair do discurso e entrar na prática da boa
administração, um vereador deve:
1. Transparência Ativa em Tempo
Real: Não
espere pelo Portal da Transparência da Prefeitura. Mantenha um site ou rede
social atualizada com o destino de cada centavo da sua verba de gabinete e o
registro de todas as suas votações, com a justificativa técnica de cada uma.
2. Renúncia a Privilégios
Extralegais: Rejeite
privilégios que, embora previstos em lei, são moralmente questionáveis perante
a realidade da população, como cartão alimentação, auxílios-paletó, frotas de carros de luxo ou
aumentos de salário acima da inflação do período.
3. Fiscalização Itinerante e
Técnica: Em vez de
ficar apenas no gabinete, ou indo a Brasília participar de atividades lúdicas, exóticas ou delirantes, estabeleça um calendário de visitas técnicas a
hospitais, escolas e obras públicas, confrontando o que foi empenhado no
orçamento com o que foi executado na realidade.
4. Conselhos de Mandato Populares: Crie um conselho consultivo
formado por cidadãos voluntários e especialistas da sociedade civil para
debater os projetos de lei antes de irem para votação, garantindo que o
interesse seja coletivo e não de grupos de pressão ou de facções politicas.
5. Combate ao Nepotismo e ao
Clientelismo: Garanta
que as indicações para cargos de confiança (se existirem) sejam baseadas em
critérios estritamente técnicos e meritocráticos, nunca trocando cargos por
apoio político ou favorecimento familiar.
Aqui está um roteiro de "Entrevista com o
Vereador que o Brasil Precisa":
Entrevista Exclusiva: "O
Mandato como Serviço, não como Negócio"
Blog: Vereador, muitos dizem que
'política é assim mesmo' e que privilégios são direitos adquiridos. Como o
senhor enxerga a função de um dos 60.311 vereadores do Brasil hoje?
Vereador: A função é de zeladoria e
estratégia. O vereador é o funcionário do povo mais próximo da rua. Ver o
mandato como um "negócio" ou um "clube de privilégios" é
trair a confiança de quem mal consegue pagar as contas no fim do mês. Ser
vereador é um encargo público, não um título de nobreza.
Blog: O senhor mencionou o LIMPE
(Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência). Como
aplicar isso no dia a dia do gabinete?
Vereador: É simples, mas exige coragem. Impessoalidade,
por exemplo, é não colocar seu nome em placa de obra pública. Eficiência
é reduzir o número de assessores e usar o dinheiro economizado para cobrar
melhorias no posto de saúde. O LIMPE deve ser o filtro de cada voto meu na
Câmara.
Blog: Muitos parlamentares focam
apenas em "dar coisas" às pessoas. Qual a diferença entre
assistencialismo e Política Pública?
Vereador: O assistencialismo mantém a
pessoa dependente do político; a Política Pública liberta o cidadão. Se eu
consigo um exame para um eleitor "furando a fila", estou sendo
antiético. Mas se eu fiscalizo o Ciclo de Políticas Públicas da saúde e
garanto que a fila de todos ande mais rápido, estou cumprindo meu papel.
Blog: Qual o maior desafio para
abrir mão de privilégios dentro de uma Casa Legislativa?
Vereador: É a pressão dos pares. Quando
você abre mão de um carro oficial ou de um aumento, você expõe quem não quer
abrir. Mas a minha lealdade não é com os meus colegas de plenário, é com os
milhares de cidadãos que esperam ética de nós. A política só terá crédito
quando o político tiver menos regalias que o professor ou o médico.
Blog: Que mensagem o senhor deixa
para os seus 60.310 colegas de todo o país?
Vereador: Estudem Administração Pública.
Entendam o orçamento. Parem de legislar para o próprio umbigo. O Brasil está
mudando e a sociedade está vigiando. Ser ético não é um diferencial, é a
obrigação mínima de quem recebe salário pago pelo povo.







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