segunda-feira, janeiro 05, 2026

O Silêncio Inexplicável: Quem Vai Pagar a Conta do "Custo Bolsonaro" em Lages?

 

A pergunta que ecoa pelos corredores da economia catarinense é direta, mas o silêncio que vem da imprensa lageana é ensurdecedor. Por que o "Custo Bolsonaro" — o impacto real das novas barreiras comerciais e taxações americanas contra o Brasil — está sendo escondido do debate público em nossa região?

O Golpe no Coração de Lages

Lages e a Serra Catarinense não são ilhas isoladas. Nossa força econômica reside na madeira, no agronegócio, no setor têxtil, calçadista e na exportação de carnes. Quando o governo dos Estados Unidos impõe novas tarifas sobre produtos brasileiros, isso não é um "debate de Brasília"; é um golpe direto no emprego do trabalhador lageano e na viabilidade das nossas empresas.

Até mesmo a Economia Solidária (EcoSol), que sustenta pequenos produtores e cooperativas locais, sente o tremor. Se o custo da exportação sobe por conta de retaliações políticas, quem paga a conta na ponta final é o produtor que depende de mercados justos para sobreviver.

A Anatomia da Traição Econômica

O que vemos hoje é o resultado de uma política externa baseada em devaneios. É o custo de um alinhamento ideológico servil, onde figuras políticas — como deputados que agem como "bebês chorões" implorando por sanções contra o próprio país — colocam o fascismo de extrema-direita acima do pão na mesa do cidadão.

Este "Custo Bolsonaro" se traduz em três frentes catastróficas para nossa região:

1.     Perda de Competitividade: Nossas empresas ficam mais caras e menos atraentes no mercado global.

2.     Inflação e Queda de Receita: Menos dinheiro entrando nas empresas significa menos investimento local.

3.     Risco Real de Desemprego: Setores afetados por tarifas são obrigados a cortar custos, e o primeiro corte é sempre o posto de trabalho.

Carta Aberta ao Sistema SCC e à Mídia Local

Onde está a independência jornalística que tanto se alardeia? O jornalismo sério tem o dever de investigar e apontar os responsáveis. No entanto, o que vemos no Sistema SCC e em outros veículos locais é um limbo informativo.

O silêncio sobre a origem dessas taxações é uma escolha editorial que protege ideologias em detrimento da verdade. A mídia lageana não pode ser a voz de quem não tem voz se ela se cala diante do óbvio. É hora de decidir: a imprensa serve ao interesse público ou aos seus próprios grilhões ideológicos?

Grilhões Quebrados

Solicito, em nome da transparência, que este tema seja debatido com o rigor que a história econômica de Santa Catarina exige. Lages merece saber por que está pagando mais caro. Lages merece saber quem pediu que fôssemos sancionados.

Mídia "capacha" nunca mais. Pelas futuras gerações e pela sobrevivência da nossa economia, os grilhões precisam ser quebrados. O silêncio é a digital da cumplicidade.

Este texto é um chamado à reflexão para todos os cidadãos que acreditam que a economia regional é mais importante do que delírios políticos internacionais.

Rui Alvacir Netto

Cidadão Brasileiro

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