A pergunta que ecoa pelos corredores da economia catarinense é direta, mas o silêncio que vem da imprensa lageana é ensurdecedor. Por que o "Custo Bolsonaro" — o impacto real das novas barreiras comerciais e taxações americanas contra o Brasil — está sendo escondido do debate público em nossa região?
O Golpe no
Coração de Lages
Lages e a Serra Catarinense não
são ilhas isoladas. Nossa força econômica reside na madeira, no agronegócio, no
setor têxtil, calçadista e na exportação de carnes. Quando o governo dos
Estados Unidos impõe novas tarifas sobre produtos brasileiros, isso não é um
"debate de Brasília"; é um golpe direto no emprego do trabalhador
lageano e na viabilidade das nossas empresas.
Até mesmo a Economia Solidária (EcoSol),
que sustenta pequenos produtores e cooperativas locais, sente o tremor. Se o
custo da exportação sobe por conta de retaliações políticas, quem paga a conta
na ponta final é o produtor que depende de mercados justos para sobreviver.
A Anatomia
da Traição Econômica
O que vemos hoje é o resultado de
uma política externa baseada em devaneios. É o custo de um alinhamento
ideológico servil, onde figuras políticas — como deputados que agem como
"bebês chorões" implorando por sanções contra o próprio país — colocam
o fascismo de extrema-direita acima do pão na mesa do cidadão.
Este "Custo Bolsonaro"
se traduz em três frentes catastróficas para nossa região:
1.
Perda de Competitividade: Nossas empresas ficam mais caras e menos
atraentes no mercado global.
2.
Inflação e Queda de Receita: Menos dinheiro entrando nas
empresas significa menos investimento local.
3.
Risco Real de Desemprego: Setores afetados por tarifas são obrigados a
cortar custos, e o primeiro corte é sempre o posto de trabalho.
Carta Aberta
ao Sistema SCC e à Mídia Local
Onde está a independência
jornalística que tanto se alardeia? O jornalismo sério tem o dever de
investigar e apontar os responsáveis. No entanto, o que vemos no Sistema SCC e
em outros veículos locais é um limbo informativo.
O silêncio sobre a origem dessas
taxações é uma escolha editorial que protege ideologias em detrimento da
verdade. A mídia lageana não pode ser a voz de quem não tem voz se ela se cala
diante do óbvio. É hora de decidir: a imprensa serve ao interesse público ou
aos seus próprios grilhões ideológicos?
Grilhões
Quebrados
Solicito, em nome da
transparência, que este tema seja debatido com o rigor que a história econômica
de Santa Catarina exige. Lages merece saber por que está pagando mais caro.
Lages merece saber quem pediu que fôssemos sancionados.
Mídia "capacha" nunca
mais. Pelas futuras gerações e pela sobrevivência da nossa economia, os
grilhões precisam ser quebrados. O silêncio é a digital da cumplicidade.
Este texto é
um chamado à reflexão para todos os cidadãos que acreditam que a economia
regional é mais importante do que delírios políticos internacionais.
Rui Alvacir Netto
Cidadão Brasileiro







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