quarta-feira, janeiro 21, 2026

Gigantes de Aço e Anões Políticos: O Bilionário "Mar Aberto" que o Governador ``inho`` se Recusa a Enxergar

 

Há uma máxima que diz: "contra fatos, não há argumentos". Em Santa Catarina, os fatos pesam toneladas, têm casco de aço e custam bilhões. Refiro-me ao Programa Mar Aberto, uma ofensiva estratégica do Governo Federal que está devolvendo aos polos de Itajaí e Navegantes o status de protagonistas da indústria naval brasileira.

Entretanto, diante dessa grandeza oceânica, assistimos à pequenez de gabinete do governador Jorginho Mello. É o contraste gritante entre um projeto de nação e um projeto de facção.


A Grandeza dos Números: O Mar está para Peixe (e para Bilhões)

Os dados não mentem e não fazem política partidária; eles geram empregos. Através do Fundo da Marinha Mercante (FMM), o Governo Federal injetou cifras que parecem saídas de um filme de ficção para a realidade catarinense:

  • R$ 2,8 bilhões em contratos recentes para construção de navios gaseiros e barcaças.
  • R$ 2,5 bilhões especificamente para estaleiros da região de Itajaí (como o grupo Starnav/Navship).

Estamos falando da reconstrução da soberania energética e logística do Brasil, com Santa Catarina no coração da operação. São milhares de empregos diretos, engenheiros qualificados, soldadores, técnicos e uma cadeia de fornecedores locais que volta a pulsar após anos de abandono da indústria naval.


A Pequenez da Postura: O Silêncio Envergonhado

Onde está o agradecimento do governador? Onde está o reconhecimento de que é o Governo Federal (sim, aquele que ele combate fervorosamente nas redes sociais) o responsável por manter os estaleiros de Santa Catarina operando em capacidade máxima até 2030?

A postura de Jorginho Mello é a personificação da ingratidão institucional. Ao se recusar a dar o crédito a quem de direito, o governador tenta enganar o povo catarinense, como se esses bilhões "caíssem do céu" ou fossem fruto de sua própria gestão. É a ética do oportunismo: aplaudir o emprego na ponta, mas esconder a mão que assinou o cheque em Brasília.


A Indústria Naval como Trincheira

O Programa Mar Aberto não é apenas economia; é soberania. Enquanto o governador se perde em pautas ideológicas e no fanatismo bolsonarista, o Governo Federal entrega estratégia. Reerguer estaleiros em SC, RS e Amazonas é garantir que o Brasil não dependa de bandeiras estrangeiras para transportar sua riqueza.

É vergonhoso que Santa Catarina, um estado de gente trabalhadora e empreendedora, tenha uma liderança política que se apequena diante de investimentos tão colossais. Jorginho Mello age como quem pega carona no navio, mas tenta convencer os passageiros de que ele é quem está remando.


Concluindo: A História não Aceita Apagamentos

O militante lúcido, o idoso perigoso que mencionei em artigos anteriores, não se deixa enganar. Nós sabemos de onde vem o aço, de onde vem o crédito e de onde vem a visão de futuro.

O governador pode até esconder o logotipo federal de suas redes sociais, mas não conseguirá esconder o tamanho dos navios que cruzam a barra de Itajaí. A grandeza desses gigantes de aço expõe, por contraste, a estatura nanica de quem governa olhando apenas para o próprio umbigo ideológico.

Análise crítica sobre os investimentos navais em SC e a postura do executivo estadual.

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