Há uma máxima que diz: "contra fatos, não há
argumentos". Em Santa Catarina, os fatos pesam toneladas, têm casco de aço
e custam bilhões. Refiro-me ao Programa Mar Aberto, uma ofensiva
estratégica do Governo Federal que está devolvendo aos polos de Itajaí e
Navegantes o status de protagonistas da indústria naval brasileira.
Entretanto, diante dessa grandeza oceânica,
assistimos à pequenez de gabinete do governador Jorginho Mello. É o
contraste gritante entre um projeto de nação e um projeto de facção.
A Grandeza dos Números: O Mar
está para Peixe (e para Bilhões)
Os dados não mentem e não fazem política
partidária; eles geram empregos. Através do Fundo da Marinha Mercante (FMM), o
Governo Federal injetou cifras que parecem saídas de um filme de ficção para a
realidade catarinense:
- R$
2,8 bilhões em
contratos recentes para construção de navios gaseiros e barcaças.
- R$
2,5 bilhões
especificamente para estaleiros da região de Itajaí (como o grupo
Starnav/Navship).
Estamos falando da reconstrução da soberania
energética e logística do Brasil, com Santa Catarina no coração da operação.
São milhares de empregos diretos, engenheiros qualificados, soldadores,
técnicos e uma cadeia de fornecedores locais que volta a pulsar após anos de
abandono da indústria naval.
A Pequenez da Postura: O Silêncio
Envergonhado
Onde está o agradecimento do governador? Onde está
o reconhecimento de que é o Governo Federal (sim, aquele que ele combate
fervorosamente nas redes sociais) o responsável por manter os estaleiros de
Santa Catarina operando em capacidade máxima até 2030?
A postura de Jorginho Mello é a personificação da ingratidão
institucional. Ao se recusar a dar o crédito a quem de direito, o
governador tenta enganar o povo catarinense, como se esses bilhões
"caíssem do céu" ou fossem fruto de sua própria gestão. É a ética do
oportunismo: aplaudir o emprego na ponta, mas esconder a mão que assinou o
cheque em Brasília.
A Indústria Naval como Trincheira
O Programa Mar Aberto não é apenas economia; é
soberania. Enquanto o governador se perde em pautas ideológicas e no fanatismo
bolsonarista, o Governo Federal entrega estratégia. Reerguer estaleiros
em SC, RS e Amazonas é garantir que o Brasil não dependa de bandeiras
estrangeiras para transportar sua riqueza.
É vergonhoso que Santa Catarina, um estado de gente
trabalhadora e empreendedora, tenha uma liderança política que se apequena
diante de investimentos tão colossais. Jorginho Mello age como quem pega carona
no navio, mas tenta convencer os passageiros de que ele é quem está remando.
Concluindo: A História não Aceita
Apagamentos
O militante lúcido, o idoso perigoso que mencionei
em artigos anteriores, não se deixa enganar. Nós sabemos de onde vem o aço, de
onde vem o crédito e de onde vem a visão de futuro.
O governador pode até esconder o logotipo federal
de suas redes sociais, mas não conseguirá esconder o tamanho dos navios que
cruzam a barra de Itajaí. A grandeza desses gigantes de aço expõe, por
contraste, a estatura nanica de quem governa olhando apenas para o próprio
umbigo ideológico.
Análise crítica sobre os investimentos navais em SC
e a postura do executivo estadual.







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