segunda-feira, março 16, 2026

QUANDO OS LOUCOS CONDUZEM OS CEGOS... (Parte II)

 "A Orquestra do Caos: Onde Loucos Regem, Cegos Seguem e a Verdade é a Primeira Vítima"

Entre Mártires de Fachada e Dinheiro Vivo: O Retrocesso Anticivilizatório Não é Acidente, é Projeto

Vivemos um tempo em que a política deixou de ser a arte da gestão para se tornar a engenharia do caos. Como bem descreve o artigo "Quando os loucos conduzem os cegos", estamos mergulhados em uma inversão ética onde o barulho das redes sociais esconde o silêncio das instituições em colapso. Esta não é uma sucessão de fatos isolados; é um método.

 

Ato I: A Recompensa do Escárnio

O primeiro sinal do retrocesso é a normalização do absurdo. Quando o sistema premia o apresentador Ratinho logo após falas que ferem a dignidade humana, a mensagem é clara: o escárnio vale ouro. É a validação do "louco" para que o "cego" sinta-se autorizado a odiar.

https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ratinho-%C3%A9-homenageado-ap%C3%B3s-pol%C3%AAmica-com-erika-hilton/ar-AA1YJh0X?ocid=hpmsn&cvid=69b838c2d5ba4912ac598d7cd6bb2fd7&ei=154

1. A Recompensa do Escárnio (Caso Ratinho)

A homenagem ao apresentador Ratinho logo após falas polêmicas demonstra o que o artigo chama de inversão civilizatória.

ü  A Relação: Quando as instituições premiam o comportamento agressivo em vez da ética, elas sinalizam para a "manada" que a civilidade é um estorvo. É o "louco" sendo aplaudido por sua imprudência, validando a cegueira de quem o segue.

 

Ato II: A Vitimização como Blindagem

Para manter o rebanho unido, é preciso um inimigo e um mártir. A estratégia de Michelle Bolsonaro ao explorar narrativas de injustiça é um exemplo clássico da fabricação do consenso de Chomsky. Ao transformar questões jurídicas em perseguição religiosa ou política, retira-se a visão dos fatos e entrega-se a cegueira da fé cega.

https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/03/16/thais-bilenky-michelle-explora-injustica-para-vitimizar-bolsonaro.htm

2. A Vitimização como Estratégia de Controle (Michelle e Bolsonaro)

A exploração da narrativa de "injustiça" para vitimizar figuras políticas é uma técnica clássica de Fabricação do Consenso (Chomsky).

ü  A Relação: Ao transformar líderes em "mártires", os condutores garantem que o rebanho não olhe para os fatos ou para as provas, mas sim para o sentimento de perseguição. O "cego" deixa de ver a realidade jurídica para seguir a emoção da fé política.

 

Ato III: A Resistência à Luz

Onde há trevas, a transparência é o maior inimigo. A reclamação contra a proibição de dinheiro vivo na compra de imóveis, vinda de quem deveria zelar pelo interesse público, é pedagógica. Lutar por zonas de sombra financeira é garantir que o sistema continue cego para a origem de fortunas que alimentam esse mesmo ciclo.

https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/v%C3%ADdeo-j%C3%BAlia-zanatta-reclama-de-proibi%C3%A7%C3%A3o-de-dinheiro-vivo-na-compra-de-im%C3%B3veis/ar-AA1YLCkr?ocid=hpmsn&cvid=69b87c4bba6e45d9be69e4f5c9eb1e01&ei=125

3. A Resistência à Transparência (Júlia Zanatta e o "Dinheiro Vivo")

A reclamação contra a proibição do uso de dinheiro vivo na compra de imóveis é um exemplo pedagógico de como se tenta manter zonas de sombra no sistema.

ü  A Relação: Em um mundo que caminha para a rastreabilidade total contra o crime organizado e a lavagem de dinheiro, lutar pelo uso de "dinheiro vivo" em grandes transações é uma forma de convidar a cegueira do sistema financeiro. É o discurso da "liberdade" sendo usado para proteger práticas que a civilização moderna tenta combater.

 

Ato IV: O Porão da Mitomania em Santa Catarina

Por fim, chegamos ao nosso quintal. Enquanto o marketing estadual vende uma eficiência de "primeiro mundo", o Ministério Público precisa abrir inquéritos para investigar a conduta da cúpula da segurança pública no estado. É a mitomania em seu estado mais puro: a face pública sorri, enquanto os porões institucionais revelam práticas que a propaganda tenta enterrar.

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/03/ministerio-publico-abre-inquerito-para-apurar-conduta-de-ex-delegado-geral-de-sc-no-caso-orelha.shtml

4. O Aparelhamento e o Desvio de Conduta em SC (Caso "Orelha")

O inquérito sobre o ex-delegado geral de Santa Catarina toca no coração da Mitomania. Enquanto o discurso oficial prega a "segurança total" e a "moralidade", os bastidores revelam suspeitas de condutas que ferem a própria lei que deveriam proteger.

ü  A Relação: Aqui, os "cegos" são os cidadãos que acreditam na propaganda de eficiência estatal, enquanto os "condutores" utilizam o aparato público para fins que o Ministério Público agora precisa investigar. É a neblina institucional ocultando o que acontece nos porões do poder.

 

5. "O Teatro do Absurdo: Quando a Cegueira se Torna Projeto de Estado"

ü  "Ao observarmos o cenário atual — que vai da apologia ao desrespeito premiada com homenagens, passando por investigações graves na cúpula da segurança em SC, até a resistência parlamentar contra a transparência financeira — fica claro que a metáfora de que 'os loucos conduzem os cegos' não é apenas literária, é a nossa realidade política.

ü  O projeto de poder que denunciamos utiliza a Mitomania como combustível: cria-se uma fumaça de vitimismo e 'liberdades' distorcidas para que o rebanho não perceba o desmonte das instituições. No nível nacional, vitimizam-se os poderosos; no nível estadual, aparelham-se as polícias; e na base, distrai-se o povo com guerras culturais.

 

Concluindo: O Abismo à Frente

Como alertou Noam Chomsky, o "rebanho desnorteado" raramente percebe para onde está sendo levado até que seja tarde demais. Entre mártires de fachada e o apego ao dinheiro vivo, o projeto de 2026 avança sobre os escombros da nossa razão. O retrocesso anticivilizatório não é um acidente, é um projeto de poder que conta com a sua cegueira.

Como Noam Chomsky alertou, uma manada distraída por fantasmas não percebe quando os pastores estão, na verdade, conduzindo todos para o abismo da impunidade e do atraso econômico. Em Santa Catarina, a cortina de fumaça é cara e bem produzida, mas o cheiro de queimado das nossas instituições já não pode mais ser escondido pela propaganda.

É hora de abrir os olhos.

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