terça-feira, fevereiro 17, 2026

Síntese: Carnaval como Forma de Afrontar a Morte no Brasil

 

A matéria publicada no blog "Morte sem Tabu" apresenta uma entrevista ou reflexão baseada na visão de um historiador sobre a função social e existencial do Carnaval em um país atravessado por desigualdades e violência.

Ver em:

https://www1.folha.uol.com.br/blogs/morte-sem-tabu/2026/02/em-um-brasil-marcado-para-morrer-carnaval-e-uma-forma-de-afrontar-a-morte-diz-historiador.shtml

 

1. A Festa como Resistência Vital

O argumento central é que o Carnaval não é apenas uma diversão alienante, mas uma resposta política e existencial à morte. Em um "Brasil marcado para morrer" — onde a expectativa de vida e a segurança variam drasticamente conforme a classe social e a raça — a alegria torna-se um ato de insubmissão.


2. O Contraste entre a Tragédia e a Folia

O historiador destaca que:

ü  A Morte no Cotidiano: O Brasil convive com altos índices de violência e descaso estatal, o que gera uma sensação constante de finitude.

ü  O Carnaval como Parênteses: A festa cria um tempo onde o corpo, que normalmente é alvo de opressão ou trabalho exaustivo, pode experimentar o prazer, o riso e a liberdade.


3. A Simbologia do "Corpo Vivo"

O texto explora como o Carnaval coloca o corpo em evidência. No desfile, na dança e no suor, o brasileiro reafirma que está vivo, apesar das estatísticas que tentam "matá-lo" socialmente. É uma forma de dizer que a vida não pode ser reduzida apenas à sobrevivência econômica ou ao medo da violência.


4. A Influência das Raízes Culturais

A matéria menciona como as tradições afro-brasileiras e populares lidam com a morte de forma menos binária do que o pensamento ocidental tradicional. No Carnaval, celebra-se a memória dos que se foram através do samba e do enredo, transformando o luto em celebração da ancestralidade.


5. Reflexão Política

O historiador sugere que o Carnaval "afronta a morte" ao desobedecer a lógica do sofrimento. Ao escolher a alegria em cenários de precariedade, o povo brasileiro exerce um poder que as estruturas de poder não conseguem controlar totalmente.


Concluindo:

A síntese da matéria revela que o Carnaval funciona como uma tecnologia de sobrevivência emocional e social, permitindo que a população recupere sua humanidade frente a uma realidade que muitas vezes a nega.

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