A matéria publicada no blog "Morte sem Tabu" apresenta uma entrevista ou reflexão baseada na visão de um historiador sobre a função social e existencial do Carnaval em um país atravessado por desigualdades e violência.
Ver em:
https://www1.folha.uol.com.br/blogs/morte-sem-tabu/2026/02/em-um-brasil-marcado-para-morrer-carnaval-e-uma-forma-de-afrontar-a-morte-diz-historiador.shtml
1.
A Festa como Resistência Vital
O
argumento central é que o Carnaval não é apenas uma diversão alienante, mas uma
resposta política e existencial à morte. Em um "Brasil marcado para
morrer" — onde a expectativa de vida e a segurança variam drasticamente
conforme a classe social e a raça — a alegria torna-se um ato de insubmissão.
2.
O Contraste entre a Tragédia e a Folia
O
historiador destaca que:
ü A Morte no Cotidiano: O Brasil convive com altos índices de
violência e descaso estatal, o que gera uma sensação constante de finitude.
ü O Carnaval como Parênteses: A festa cria um tempo onde o corpo,
que normalmente é alvo de opressão ou trabalho exaustivo, pode experimentar o
prazer, o riso e a liberdade.
3.
A Simbologia do "Corpo Vivo"
O texto
explora como o Carnaval coloca o corpo em evidência. No desfile, na dança e no
suor, o brasileiro reafirma que está vivo, apesar das estatísticas que tentam
"matá-lo" socialmente. É uma forma de dizer que a vida não pode ser
reduzida apenas à sobrevivência econômica ou ao medo da violência.
4.
A Influência das Raízes Culturais
A
matéria menciona como as tradições afro-brasileiras e populares lidam com a
morte de forma menos binária do que o pensamento ocidental tradicional. No
Carnaval, celebra-se a memória dos que se foram através do samba e do enredo,
transformando o luto em celebração da ancestralidade.
5.
Reflexão Política
O
historiador sugere que o Carnaval "afronta a morte" ao desobedecer a
lógica do sofrimento. Ao escolher a alegria em cenários de precariedade, o povo
brasileiro exerce um poder que as estruturas de poder não conseguem controlar
totalmente.
Concluindo:
A
síntese da matéria revela que o Carnaval funciona como uma tecnologia de
sobrevivência emocional e social, permitindo que a população recupere sua
humanidade frente a uma realidade que muitas vezes a nega.







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