A Resiliência que Vem de Baixo: Por que a
Democracia Brasileira Resistiu?
Em meio a
tantas notícias que nos fazem questionar o rumo da civilização, um dado
internacional recente traz um sopro de lucidez: o Brasil avançou
significativamente no
.
Mas o que
isso significa para o produtor rural em Santa Catarina, para o gestor de uma
associação ou para o cooperado da base? Significa que a fiscalização funciona.
O
Triunfo dos "Fiscais" da República
O Brasil não
subiu no ranking por acaso. Ele subiu porque, quando os "poderes constituídos" tentaram atropelar as regras, as instituições de controle — o que poderíamos chamar de
"Conselho Fiscal da Nação" — não se omitiram. Tribunais, imprensa
livre e a sociedade civil organizada agiram como contrapesos.
Essa é a
grande lição para o nosso dia a dia: a democracia não é um evento que ocorre a
cada quatro anos nas urnas; é um exercício diário de vigilância sobre quem
detém a caneta.
Da
Nação à Cooperativa: O Poder do Cooperado
Trazendo
essa realidade para o nosso universo micro, o sucesso do Brasil no ranking é o
mesmo sucesso que buscamos em nossas organizações. Uma cooperativa só é forte
quando o seu Conselho Fiscal
tem autonomia e coragem para barrar o abuso de poder de um Presidente
centralizador.
Quando o cidadão e o cooperado deixa de ser "manada" e assume o seu papel de dono,
exigindo transparência e cumprimento do estatuto, ele está praticando a mesma
resiliência que salvou a democracia brasileira. O abuso de poder prospera no
silêncio; a democracia floresce na prestação de contas.
Concluindo:
O Futuro é Participativo
Nesta
trilogia, vimos o perigo do "balcão de negócios" de R$ 300 milhões e
o horror da barbárie que nasce do silêncio ético de Habermas. Mas este terceiro
ato nos mostra que o antídoto existe.
A
resiliência democrática que o mundo agora reconhece no Brasil é a prova de que
a luz da razão e o rigor da lei podem, sim, vencer o Triângulo do Retrocesso.
Que essa marca de superação nos inspire a sermos, cada um de nós, fiscais
ativos da nossa própria história, seja no blog, no campo ou na assembleia da
cooperativa.
O progresso
é uma construção coletiva. E ele começa quando decidimos não aceitar menos do
que a transparência absoluta.







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