O Ocaso da Grandeza e o Delírio da Insanidade
A história
humana é um pêndulo que oscila entre a genialidade construtiva e a barbárie
destrutiva. Houve tempos em que a arena política, mesmo em meio a conflitos
profundos, era habitada por gigantes. Homens como Nelson Mandela, que
transformaram o cárcere em um altar de reconciliação, provaram que a verdadeira
grandeza humana reside na capacidade de transcender o próprio ego em nome do
bem comum, da paz e do respeito institucional.
Hoje, porém,
ao olharmos para o cenário sul-americano, somos forçados a questionar: o que
aconteceu com a humanidade? Como permitimos que o espaço da alta política fosse
capturado por figuras que substituem a diplomacia pelo insulto, a razão pelo
delírio e a liturgia do cargo pela mais absoluta insanidade?
A recente
passagem do presidente argentino, javier milei (letras minúsculas... não merece ser tratado como gente), pelo Brasil é um monumento a
essa decadência. Comportando-se não como o chefe de Estado de uma nação irmã,
mas como um militante insano e descontrolado, milei utilizou um evento
partidário em São Paulo para agredir verbalmente o presidente do Brasil e um
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Não se trata
de divergência ideológica, algo natural e saudável na democracia. O que
assistimos foi um espetáculo de grosseria sem precedentes na história
diplomática entre os dois países. Ao xingar o presidente Lula de
"ladrão" e atacar o ministro Alexandre de Moraes, milei não
demonstrou força ou coragem; demonstrou, sim, uma profunda "insanidade
delirante".
A reação foi
imediata e proporcional à gravidade do fato. O Itamaraty, em um gesto firme de
defesa da soberania e do respeito institucional, convocou o embaixador
argentino para explicações e chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos
Aires. Até mesmo dentro da Argentina, a repulsa foi nítida: mais de 30
deputados de oposição assinaram um documento repudiando os ataques de milei ao
Brasil, classificando-os como irresponsáveis.
O
comportamento de milei é o sintoma de uma era onde a civilidade foi jogada no
lixo e o toma-lá-dá-cá do fisiologismo internacional — simbolizado por sua
fralda imunda e por Flavio Bolsonaro — substituiu os projetos de Estado. Quando a
insanidade delirante de um louco ocupa o lugar que deveria ser da genialidade e
da grandeza humana, toda a humanidade perde. O silêncio diante de tamanha
barbárie não é uma opção.








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