terça-feira, julho 28, 2026

QUANDO OS LOUCOS CONDUZEM OS CEGOS... De MANDELA a milei... (Parte VII)

O Ocaso da Grandeza e o Delírio da Insanidade

A história humana é um pêndulo que oscila entre a genialidade construtiva e a barbárie destrutiva. Houve tempos em que a arena política, mesmo em meio a conflitos profundos, era habitada por gigantes. Homens como Nelson Mandela, que transformaram o cárcere em um altar de reconciliação, provaram que a verdadeira grandeza humana reside na capacidade de transcender o próprio ego em nome do bem comum, da paz e do respeito institucional.

Hoje, porém, ao olharmos para o cenário sul-americano, somos forçados a questionar: o que aconteceu com a humanidade? Como permitimos que o espaço da alta política fosse capturado por figuras que substituem a diplomacia pelo insulto, a razão pelo delírio e a liturgia do cargo pela mais absoluta insanidade?

A recente passagem do presidente argentino, javier milei (letras minúsculas... não merece ser tratado como gente), pelo Brasil é um monumento a essa decadência. Comportando-se não como o chefe de Estado de uma nação irmã, mas como um militante insano e descontrolado, milei utilizou um evento partidário em São Paulo para agredir verbalmente o presidente do Brasil e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Não se trata de divergência ideológica, algo natural e saudável na democracia. O que assistimos foi um espetáculo de grosseria sem precedentes na história diplomática entre os dois países. Ao xingar o presidente Lula de "ladrão" e atacar o ministro Alexandre de Moraes, milei não demonstrou força ou coragem; demonstrou, sim, uma profunda "insanidade delirante".

A reação foi imediata e proporcional à gravidade do fato. O Itamaraty, em um gesto firme de defesa da soberania e do respeito institucional, convocou o embaixador argentino para explicações e chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires. Até mesmo dentro da Argentina, a repulsa foi nítida: mais de 30 deputados de oposição assinaram um documento repudiando os ataques de milei ao Brasil, classificando-os como irresponsáveis.

O comportamento de milei é o sintoma de uma era onde a civilidade foi jogada no lixo e o toma-lá-dá-cá do fisiologismo internacional — simbolizado por sua fralda imunda e por Flavio Bolsonaro  — substituiu os projetos de Estado. Quando a insanidade delirante de um louco ocupa o lugar que deveria ser da genialidade e da grandeza humana, toda a humanidade perde. O silêncio diante de tamanha barbárie não é uma opção.



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