quarta-feira, julho 01, 2026

Cresça... Cresça e Apareça Governador.... A Marketagem da Mentira e o Mitômano de Plantão (Parte VI)

 O Estado da Fantasia: Como o Marketing de R$ 444 Milhões Esconde a Realidade de Santa Catarina

Enquanto hospitais catarinenses enfrentam crises estruturais crônicas e dezenas de escolas estaduais clamam por manutenção básica, o governo de Jorginho Mello parece operar em outra dimensão. É a dimensão da propaganda. Sob uma avalanche diária de comerciais de televisão e peças digitais milimetricamente produzidas, a atual gestão tenta impor uma narrativa demagógica que beira o absurdo: a de que antes de sua chegada, Santa Catarina vivia no absoluto abandono absoluto.

Mais do que mera vaidade, a estratégia do governador revela traços severos de uma mitomania institucionalizada. O caso mais recente e escandaloso dessa postura se deu na tentativa infantil de desmilitarizar a verdade ao acusar o presidente Lula de mentir sobre a proposta de parcerias e investimentos de R$ 24 bilhões federais para as rodovias catarinenses (BRs 470, 280 e 282). Ao tentar manipular a opinião pública para mascarar a sua deliberada ausência em agendas institucionais com a União, Jorginho Mello esbarra em um obstáculo intransponível: os fatos comprovados.

E os fatos mostram que a atual gestão prefere investir no verniz da publicidade do que na solidez da verdade. De janeiro de 2023 a dezembro de 2025, o Governo do Estado torrou a impressionante cifra de R$ 444 milhões de dinheiro público com publicidade institucional. Somente em 2025, os gastos com propaganda dispararam 136% em relação ao primeiro ano de mandato, injetando R$ 216 milhões na máquina de mídia para vender uma Santa Catarina que só existe nas telas.

Abaixo, desmascaramos mais uma das maiores peças de ficção desse governo cosmético.


A Maquiagem do "Escola Boa": Demagogia e a Apropriação do Passado na Educação de SC

A política catarinense vive um momento de forte macromidiático, onde a imagem e a narrativa parecem ter mais peso do que a realidade dos fatos. O governador Jorginho Mello, que já demonstrou uma inclinação para a "mitomania" em outras ocasiões (como no caso da propaganda enganosa sobre as 1.300 mil cirurgias), agora utiliza o programa "Escola Boa" como vitrine de uma suposta revolução na infraestrutura escolar. No entanto, por trás da estética impecável e dos números grandiosos, esconde-se uma estratégia de apropriação de projetos anteriores e uma grave omissão das dificuldades crônicas que ainda persistem na rede estadual de ensino.


O "Padrão Escola Boa": Uma Fachada Mercadológica

A propaganda do programa "Escola Boa" é um exemplo claro de marketing de alto padrão. Os vídeos exibidos nas redes sociais do governador e do Governo do Estado adotam o jargão "Padrão Escola Boa!", focando em imagens dinâmicas e de alta definição: fachadas recém-pintadas, salas de aula climatizadas com aparelhos novos, quadras poliesportivas modernas e alunos sorridentes com uniformes organizados. A narrativa constrói um "Antes" vs. "Depois", onde o governador aparece como o herói que "voltou a tratar a educação com seriedade", sugerindo um abandono total por gestões passadas.

Para gerar um impacto de eficiência, a publicidade divulga cifras bilionárias, como R$ 3,5 bilhões exclusivos para infraestrutura escolar, e celebra metas rápidas, como a conclusão de 58 obras apenas no primeiro trimestre. Essa grandiosidade de números visa consolidar a imagem de um governo dinâmico e realizador.


A Realidade Fora das Câmeras: Omissão e Precarização

No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (SINTE-SC) e parlamentares de oposição trazem um contraponto necessário a essa narrativa idílica. O "Padrão Escola Boa" é, na verdade, uma apropriação do passado. Grande parte das reformas e ampliações inauguradas com pompa como "obras do Escola Boa" são projetos cujos projetos executivos, orçamentos plurianuais ou licitações já haviam sido iniciados em governos anteriores. A atual gestão limitou-se, em muitos casos, a dar uma nova identidade visual a projetos cujas bases contratuais e financeiras começaram a ser estruturadas em governos passados.

Mais grave ainda é a omissão da realidade fora das câmeras. Enquanto a propaganda foca nas unidades modelo, dezenas de escolas da rede estadual ainda convivem com precarização crônica, falta de pessoal de apoio e problemas de manutenção básica. O sindicato publica frequentemente materiais paralelos mostrando essa realidade que não aparece nos comerciais de televisão, evidenciando que o "Padrão Escola Boa" é uma exceção, não a regra.


O Contraste com os Investimentos Históricos

Este artigo quer desmascarar a ideia de que a educação catarinense sofria com falta de investimentos em gestões passadas. Nos anos anteriores à atual gestão, Santa Catarina registrou aportes financeiros significativos e históricos na educação pública estadual. Em 2021, o Estado atingiu o investimento total recorde de R$ 7,7 bilhões na educação pública, alcançando 27,40% da Receita Corrente Líquida (RCL), superando a obrigação constitucional de 25%.

O plano plurianual anterior já havia iniciado e licitado as diretrizes para a informatização escolar, equipando escolas com computadores de alta performance e projetores digitais, e estruturando a infraestrutura de rede básica necessária para o Novo Ensino Médio. Programas de permanência e infraestrutura, como o Bolsa Estudante de 2022 e repasses de R$ 104,7 milhões em emendas de 2020, mostram que a educação já era tratada com seriedade e planejamento.


Concluindo: Demagogia e Manipulação

A atitude do governador Jorginho Mello, que infantilmente acusa o presidente Lula de ter mentido sobre uma proposta de investimento de 25 bilhões, insere-se nessa mesma lógica de demagogia e manipulação da opinião pública. Ao focar em propagandas grandiosas e na apropriação de projetos alheios, o governador tenta consolidar uma imagem de eficiência que não condiz com a realidade dezenas de escolas ainda precarizadas.

Enquanto o governador gasta recursos em inúmeras e incoáveis propagandas (onde já investiu 444 milhoes de reais durante o seu governo), a educação catarinense precisa de mais do que uma fachada bonita e um novo nome para projetos antigos. Precisa de transparência, de planejamento sério e de um compromisso real com a comunidade escolar, e não de maquiagem publicitária e apropriação do passado.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...