segunda-feira, abril 06, 2026

A Insanidade Nossa de Cada Dia.... (parte I)

 

O Espelho Americano e o Xadrez Catarinense: Por que o Extremismo é um Perigo Real?

Nós, catarinenses, orgulhamo-nos da nossa força de trabalho e do nosso cooperativismo. No entanto, vivemos um momento em que a paixão política muitas vezes cega para os riscos práticos de entregar o poder a figuras extremistas. Para entender o que está em jogo em 2026, precisamos olhar para o que acontece hoje na maior potência do mundo e como isso reflete nas movimentações aqui no estado.


1. A Economia em Risco: O Alerta de Jeffrey Sachs

Muitos defendem líderes de extrema direita acreditando que eles são "bons para a economia". Mas a realidade técnica diz o contrário. O renomado economista Jeffrey Sachs foi enfático ao afirmar que Trump é um sociopata e deve ser afastado para salvar a economia global.

Sachs alerta que o comportamento errático e isolacionista de líderes desse perfil destrói as cadeias de confiança internacionais. Para um estado exportador como Santa Catarina, que depende de mercados globais para sua proteína animal e tecnologia, o isolamento provocado pelo extremismo é um caminho direto para a recessão.


2. A "Insanidade" como Método de Governo

A política não pode ser um exercício de desequilíbrio. A pressão pelo afastamento de Trump com base na 25ª Emenda da Constituição dos EUA — que trata da incapacidade de um líder governar — reforça que o extremismo não entrega gestão, entrega caos. Quando um governante coloca suas obsessões acima das leis e das instituições, quem paga a conta é o cidadão comum, que vê a estabilidade do seu país derreter.


3. SC e a Reação das "Frentes Amplas"

É exatamente para evitar que Santa Catarina continue mergulhada nesse isolamento e radicalismo que vemos movimentações importantes no cenário local. A recente notícia de que o PT aposta em uma unificação da esquerda com uma chapa de perfil empresarial (liderada por nomes como Gelson Merísio) não é apenas uma estratégia eleitoral comum.

Trata-se de uma reação de autodefesa da democracia catarinense. O objetivo dessa "Frente Ampla" é justamente criar um palanque de equilíbrio que consiga dialogar com o setor produtivo, com as cooperativas e com o governo federal. É uma tentativa de retirar Santa Catarina do gueto do extremismo e devolvê-la ao protagonismo nacional e internacional, onde o diálogo e a previsibilidade valem mais do que gritos de ordem.

 

Concluindo: Libertação e Escolha Consciente

Assim como celebramos a libertação nesta Páscoa, a maior liberdade que um cidadão possui é o voto consciente. Libertar-se do discurso de ódio e das "soluções fáceis" da extrema direita é o primeiro passo para construirmos um estado realmente próspero e humano.

O "voto de protesto" no extremismo muitas vezes vira um "voto contra a própria vida" e contra a paz social. Santa Catarina exige temperança. O futuro do nosso estado depende da nossa capacidade de preferir pontes em vez de muros, e a união em vez da insanidade política.

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