Artigo
3: A Metamorfose do Autoritarismo no Século XXI
O
autoritarismo moderno não usa mais tanques logo de início; ele usa algoritmos,
desinformação e o aparelhamento das instituições por dentro. Este capítulo
analisa como o discurso do "ódio à política" foi o cavalo de Troia
para o retorno das sombras.
A
Retórica da Ruptura
A
análise foca em três táticas utilizadas na última década:
1.
A Criação de Inimigos Internos: Assim como na
ditadura o "comunismo" era o espantalho, a nova onda autoritária
elegeu o "sistema", o Judiciário e a imprensa profissional como alvos
a serem destruídos para que o líder pudesse falar "diretamente" com o
povo.
2.
A Estética da Violência: O resgate de
símbolos militares, o incentivo ao armamento da população civil e a exaltação
de figuras ligadas à tortura serviram para testar os limites das instituições.
Cada provocação era um balão de ensaio para o 8 de janeiro.
3.
A Pós-Verdade como Método: O uso sistemático de
fake news não
visava apenas convencer de uma mentira, mas destruir a própria noção de verdade
compartilhada. Sem fatos comuns, o debate democrático torna-se impossível,
restando apenas o conflito de tribos.
O
Conflito de Narrativas
Encerramos
este trecho discutindo como a memória da ditadura (Artigo 2) foi distorcida por
essa nova retórica (Artigo 3), transformando um período de repressão em uma
"época de ouro" imaginária para justificar o desmonte das garantias
constitucionais de 1988.







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