domingo, junho 14, 2026

¿Por qué no te callas? Os ódios... Delírios e Devaneios de um Falso Profeta do Mercado....

 

Luciano Hang, a farsa do terrorismo econômico e as lições de Chomsky sobre a manipulação

Há uma distância abissal entre o que o oportunismo político prega nos palanques e o que a realidade dos fatos desenha na vida real. O comportamento petulante, arrogante e soberbo do empresário Luciano Hang, dono da Havan, é o exemplo vivo e acabado de como a manipulação das massas funciona exatamente como o linguista e filósofo Noam Chomsky sempre alertou.

Durante a campanha eleitoral de 2022, assistimos a um verdadeiro espetáculo de terrorismo psicológico. Hang não apenas desqualificou sistematicamente a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, como chegou ao extremo de ser condenado pela Justiça por coagir ilegalmente seus próprios funcionários a votarem em seu candidato de preferência. O ápice do delírio foi a ameaça pública de que, caso a esquerda vencesse, ele fecharia as portas da Havan e deixaria o Brasil.

Pois bem, o governo mudou, o tempo passou e o que os dados nos mostram? Sob o terceiro governo Lula, a economia brasileira não apenas não quebrou, como levou a própria Havan a um ciclo sólido de expansão. O empresário que prometia debandada saltou de 174 lojas em 2022 para 190 unidades no início de 2026, marchando a passos largos para bater sua meta de 200 lojas ainda este ano. O "caos" previsto pelo empresário gerou faturamento, lucros e abertura de novas filiais para ele mesmo.

É aqui que a teoria de Chomsky se encaixa com precisão cirúrgica. Uma das estratégias de manipulação da opinião pública mais eficientes é a criação de cortinas de fumaça emocionais. Como justificar para a sua base radicalizada que os seus negócios vão de vento em popa sob o governo que você jurou que destruiria o país? A resposta do populismo de mercado é desviar o foco e eleger um novo inimigo: a inteligência e o conhecimento.

Ojeriza, ódio e ataques histéricos contra as universidades públicas se tornaram o novo refúgio dos delírios de Hang. Ao generalizar infantilmente as instituições de ensino superior como "guetos de comunistas que formam idiotas", ou ao disparar a atrocidade de que "as universidades federais destruíram o país" e atrasam estados como o Rio Grande do Sul, o empresário aplica outra tática chomskyana: a de manter o público na ignorância, estimulando a mediocridade e o anti-intelectualismo.

Atacar a universidade é atacar a ciência que gera patentes, a pesquisa que impulsiona o agronegócio e a tecnologia que move a indústria. É o desespero de quem foi desmentido pelos fatos econômicos e agora precisa apelar para o fígado, para o preconceito e para a mentira — tática que, inclusive, já lhe rendeu condenações na Justiça por espalhar fake news contra reitores, como no caso da Unicamp.

A Havan cresce porque o Brasil real, do consumo, do emprego e da estabilidade, vai bem. Já o seu proprietário prefere habitar o palanque do atraso, tentando manipular o cidadão comum para que este odeie o conhecimento que liberta. Contra o gogó da soberba, fiquemos com a soberania dos dados: a universidade pública constrói o futuro do país, enquanto o falso profeta do mercado lucra com a estabilidade de um governo que ele jurou odiar.

 

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