Luciano
Hang, a farsa do terrorismo econômico e as lições de Chomsky sobre a
manipulação
Há
uma distância abissal entre o que o oportunismo político prega nos palanques e
o que a realidade dos fatos desenha na vida real. O comportamento petulante,
arrogante e soberbo do empresário Luciano Hang, dono da Havan, é o exemplo vivo
e acabado de como a manipulação das massas funciona exatamente como o linguista
e filósofo Noam Chomsky sempre alertou.
Durante
a campanha eleitoral de 2022, assistimos a um verdadeiro espetáculo de
terrorismo psicológico. Hang não apenas desqualificou sistematicamente a
candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, como chegou ao extremo de ser
condenado pela Justiça por coagir ilegalmente seus próprios funcionários a
votarem em seu candidato de preferência. O ápice do delírio foi a ameaça
pública de que, caso a esquerda vencesse, ele fecharia as portas da Havan e
deixaria o Brasil.
Pois
bem, o governo mudou, o tempo passou e o que os dados nos mostram? Sob o
terceiro governo Lula, a economia brasileira não apenas não quebrou, como levou
a própria Havan a um ciclo sólido de expansão. O empresário que prometia
debandada saltou de 174 lojas em
2022 para 190 unidades no início de 2026, marchando a passos largos para
bater sua meta de 200 lojas ainda este ano. O "caos" previsto pelo
empresário gerou faturamento, lucros e abertura de novas filiais para ele
mesmo.
É
aqui que a teoria de Chomsky se encaixa com precisão cirúrgica. Uma das
estratégias de manipulação da opinião pública mais eficientes é a criação de cortinas de fumaça
emocionais. Como justificar para a sua base radicalizada que os seus
negócios vão de vento em popa sob o governo que você jurou que destruiria o
país? A resposta do populismo de mercado é desviar o foco e eleger um novo inimigo:
a inteligência e o conhecimento.
Ojeriza,
ódio e ataques histéricos contra as universidades públicas se tornaram o novo
refúgio dos delírios de Hang. Ao generalizar infantilmente as instituições de
ensino superior como "guetos de comunistas que formam idiotas", ou ao
disparar a atrocidade de que "as universidades federais destruíram o
país" e atrasam estados como o Rio Grande do Sul, o empresário aplica
outra tática chomskyana: a de manter o público na ignorância, estimulando a
mediocridade e o anti-intelectualismo.
Atacar
a universidade é atacar a ciência que gera patentes, a pesquisa que impulsiona
o agronegócio e a tecnologia que move a indústria. É o desespero de quem foi
desmentido pelos fatos econômicos e agora precisa apelar para o fígado, para o
preconceito e para a mentira — tática que, inclusive, já lhe rendeu condenações
na Justiça por espalhar fake
news contra reitores, como no caso da Unicamp.
A
Havan cresce porque o Brasil real, do consumo, do emprego e da estabilidade,
vai bem. Já o seu proprietário prefere habitar o palanque do atraso, tentando
manipular o cidadão comum para que este odeie o conhecimento que liberta.
Contra o gogó da soberba, fiquemos com a soberania dos dados: a universidade
pública constrói o futuro do país, enquanto o falso profeta do mercado lucra
com a estabilidade de um governo que ele jurou odiar.








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