quarta-feira, maio 06, 2026

Vergonha... Vergonha... Vergonha... (Parte III)

 

O Custo da Coação: Como o Assédio Eleitoral Sabota o Mercado

O recente julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que puniu entidades empresariais catarinenses por coação em 2022 não é apenas uma decisão jurídica, é um alerta sobre a degradação do ambiente de negócios.


1. A Quebra do Pilar Social (S) e de Governança (G) do ESG

Empresas que tentam controlar o voto do colaborador cometem o que podemos chamar de "Suicídio Corporativo Moderno". No mundo atual, o capital busca o selo ESG:

ü  Social (S): O respeito à liberdade individual e à dignidade do trabalhador é o alicerce deste pilar. Ao coagir, a empresa cria um ambiente de trabalho tóxico, aumenta o turnover (rotatividade) e destrói sua reputação perante investidores globais.

ü  Governança (G): Instituições que usam sua estrutura para fins político-partidários demonstram uma falha grave de governança e falta de ética institucional.


2. O Prejuízo Financeiro e Reputacional

A punição imposta pelo TST serve como um exemplo de que o "custo da ilegalidade" está ficando alto. Além das multas pesadas, essas entidades sofrem:

ü  Dano à Imagem: Marcas associadas ao autoritarismo perdem consumidores conscientes, especialmente as gerações mais jovens, que não aceitam apoiar empresas que ferem direitos humanos fundamentais.

ü  Insegurança Jurídica: Ao incentivar o descumprimento da lei eleitoral, essas entidades expõem seus associados a processos trabalhistas em massa e condenações por danos morais coletivos.


3. A Interseção com o Extremismo (O Texto abaixo)

Existe uma conexão direta entre o silêncio (ou apoio) ao neonazismo e a prática do assédio eleitoral. Ambos partem da premissa de que o poder deve ser exercido sem limites e que certas pessoas — sejam por sua ideologia, raça ou posição social — são inferiores ou passíveis de serem manipuladas pela força.


Concluindo: Acreditar na Liberdade ou no Domínio?

O assédio eleitoral praticado por entidades catarinenses, agora devidamente punido pelo TST, é a face econômica do mesmo autoritarismo que vemos nas células neonazistas desarticuladas pela polícia. Não se trata de 'defender a livre iniciativa', mas de corromper o contrato social em troca de um projeto de poder. 

Para o agronegócio e a indústria de Santa Catarina, essa postura é um veneno: ela espanta o investimento estrangeiro que exige ética e sustentabilidade (ESG) e nos isola do resto do mundo civilizado. Quem coage o voto não acredita na liberdade; acredita no domínio.


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