O Custo da Coação: Como o Assédio
Eleitoral Sabota o Mercado
O recente julgamento do Tribunal Superior do
Trabalho (TST) que puniu entidades empresariais catarinenses por coação em 2022
não é apenas uma decisão jurídica, é um alerta sobre a degradação do ambiente
de negócios.
1. A Quebra do Pilar Social (S) e
de Governança (G) do ESG
Empresas que tentam controlar o voto do colaborador
cometem o que podemos chamar de "Suicídio Corporativo Moderno".
No mundo atual, o capital busca o selo ESG:
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Social (S): O
respeito à liberdade individual e à dignidade do trabalhador é o alicerce deste
pilar. Ao coagir, a empresa cria um ambiente de trabalho tóxico, aumenta o turnover
(rotatividade) e destrói sua reputação perante investidores globais.
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Governança (G): Instituições que usam sua estrutura para fins político-partidários
demonstram uma falha grave de governança e falta de ética institucional.
2. O Prejuízo Financeiro e
Reputacional
A punição imposta pelo TST serve como um exemplo de
que o "custo da ilegalidade" está ficando alto. Além das multas
pesadas, essas entidades sofrem:
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Dano à Imagem: Marcas
associadas ao autoritarismo perdem consumidores conscientes, especialmente as
gerações mais jovens, que não aceitam apoiar empresas que ferem direitos
humanos fundamentais.
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Insegurança Jurídica: Ao incentivar o descumprimento da lei eleitoral,
essas entidades expõem seus associados a processos trabalhistas em massa e
condenações por danos morais coletivos.
3. A Interseção com o Extremismo
(O Texto abaixo)
Existe uma conexão direta entre o silêncio (ou
apoio) ao neonazismo e a prática do assédio eleitoral. Ambos partem da premissa
de que o poder deve ser exercido sem limites e que certas pessoas — sejam por
sua ideologia, raça ou posição social — são inferiores ou passíveis de serem
manipuladas pela força.
Concluindo:
Acreditar na Liberdade ou no Domínio?
O assédio eleitoral praticado por entidades catarinenses, agora devidamente punido pelo TST, é a face econômica do mesmo autoritarismo que vemos nas células neonazistas desarticuladas pela polícia. Não se trata de 'defender a livre iniciativa', mas de corromper o contrato social em troca de um projeto de poder.
Para o agronegócio e a
indústria de Santa Catarina, essa postura é um veneno: ela espanta o
investimento estrangeiro que exige ética e sustentabilidade (ESG) e nos isola
do resto do mundo civilizado. Quem coage o voto não acredita na liberdade;
acredita no domínio.







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