segunda-feira, julho 20, 2026

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR... (Parte II)

 

Sobre o Dinheiro Público em Santa Catarina

Quem acompanha os canais oficiais do governo de Santa Catarina é bombardeado diariamente por uma narrativa de perfeição: obras por todos os lados, gestão eficiente e um estado que parece saído de uma peça publicitária. No entanto, quando confrontamos a propaganda institucional com a realidade das ruas e dos dados orçamentários, o cenário muda de figura.

Para romper o silêncio e exercer o verdadeiro controle social, trazemos hoje duas perguntas incômodas que a máquina pública e a imprensa tradicional tentam, a todo custo, ignorar.

 

Pergunta 1: Como abrir a "caixa-preta" dos R$ 444 milhões da publicidade estatal?

O governo catarinense investe pesado em propaganda: são assustadores R$ 444 milhões acumulados em publicidade nos últimos três anos. Diante dessa dinheirama, a pergunta que não quer calar é: Quais são os caminhos legais para termos total transparência sobre o destino desse recurso?

Precisamos de respostas exatas sobre três pontos:

1. Como as agências contratadas (atualmente OneWG Multicomunicação e Ápice 360º/FLB) planejam a mídia e intermedeiam a compra desses espaços?

2.  Quais critérios técnicos — se é que existem — são usados para escolher onde e quando veicular cada campanha na televisão, rádio, jornais e portais digitais?

3.  Qual é o ranking real da distribuição desses recursos por veículo contratado? Quanto, afinal, vai para os mega grupos de mídia que dominam o estado, como a NSC Comunicação, o Grupo ND e o Grupo SCC?

A população tem o direito de saber se o dinheiro dos seus impostos está financiando informação útil ou apenas comprando o silêncio de linhas editoriais.

 

Pergunta 2: Avenida Carahá: Onde foram parar os R$ 23 milhões que sumiram no trajeto?

Em Lages, a revitalização da Avenida Carahá foi anunciada com pompas e foguetes pelo governo, que prometeu um aporte milionário de R$ 27 milhões para uma transformação completa. A prefeitura chegou a anunciar a finalização dos trabalhos com sucesso. No entanto, quem caminha pela Carahá e analisa a execução física da obra percebe o abismo: o que foi efetivamente entregue e visível gira em torno de apenas R$ 4 milhões.

A pergunta que não quer calar é límpida: Onde estão os outros R$ 23 milhões prometidos para a Carahá? A conta simplesmente não fecha entre o marketing político e o asfalto sob os nossos pés.



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