quarta-feira, junho 03, 2026

Eles Mentem... Mentem... Mentem... Sabuja, Cretina e Escrotamente... Mentem... (Parte I)

 

A Verdade Sem Filtro: O Pix é um Patrimônio do Estado, Não um Troféu Político

Meus amigos e eleitores,

Quem me acompanha por aqui sabe que o meu compromisso com este blog sempre foi o de provocar reflexões honestas e, acima de tudo, combater a hipocrisia e a desinformação. Já passou da hora de darmos um basta nas narrativas eleitoreiras e trazermos os fatos à tona de forma nua e crua. Chega de mentiras. Hoje, vamos falar sobre a verdadeira história por trás da maior revolução financeira do nosso país: o Pix.

Muito se ouve por aí sobre a "paternidade" do Pix, frequentemente utilizado como um troféu de gestão pessoal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Mas o que os documentos, as leis e o calendário oficial provam? A resposta é categórica: afirmar que o Pix foi uma invenção do governo de Jair Bolsonaro é política e tecnicamente falso.

O Pix não nasceu de um improviso, de uma genialidade isolada ou de uma canetada presidencial. Ele é uma infraestrutura de Estado, construída a múltiplas mãos através da continuidade de políticas públicas e da excelência técnica do nosso funcionalismo.

Para entendermos como o Pix realmente aconteceu, precisamos olhar para os três pilares reais que sustentam essa inovação:


1. A Base Social: Inclusão Econômica e Bancarização

Uma tecnologia de pagamento instantâneo e gratuito não sobrevive no vácuo. Para que o Pix se tornasse o sucesso estrondoso que é hoje, respondendo por mais da metade das transações do país, era preciso ter uma população conectada ao sistema financeiro. Essa base social começou a ganhar escala bem antes, com as políticas de inclusão econômica e de bancarização da população de baixa renda, além da criação de contas simplificadas nos Governos Lula I e II. Sem essa inserção prévia do povo no sistema financeiro, o Pix seria uma ferramenta inútil, restrita apenas às elites.


2. O Marco Legal: Tirando o Mercado do "Faroeste"

O trilho jurídico que permitiu a existência do Pix foi assentado em 2013, com a sanção da Lei nº 12.865, no Governo I da Presidenta Dilma. Foi essa legislação que integrou as instituições de pagamento (como as primeiras carteiras digitais e maquininhas) ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Essa lei deu ao Banco Central o poder de regular, supervisionar e ditar as regras do jogo, garantindo princípios inegociáveis como a livre competição e a eficiência. Sem essa arquitetura pública regulada, o mercado seria um território sem leis


3. A Autoria Técnica: O Trabalho do Banco Central

O Pix é mérito exclusivo do corpo técnico e estável de servidores concursados do Banco Central do Brasil.

ü  2016: Os estudos e debates sobre a modernização dos pagamentos digitais foram iniciados na gestão de Ilan Goldfajn, sob o governo de Michel Temer.

ü  Maio de 2018: Ainda no governo Temer, o Banco Central oficializou um Grupo de Trabalho de Pagamentos Instantâneos, reunindo mais de 130 especialistas, incluindo técnicos, bancos e fintechs.

ü  Dezembro de 2018: A "planta baixa" do sistema — detalhando sua governança e conectividade — foi publicada oficialmente através do Comunicado nº 32.927. Ou seja, todo o desenho do Pix já estava pronto e divulgado antes mesmo de Jair Bolsonaro assumir a presidência.


4. O Descompasso da Propaganda e a Confusão Presidencial

O papel da gestão de 2019 e 2020 limitou-se a executar o cronograma operacional que a burocracia técnica do BC já havia planejado, culminando no lançamento sob a presidência de Roberto Campos Neto no órgão.

A prova mais vergonhosa de que o governo da extrema direita não formulou essa política pública ocorreu em 5 de outubro de 2020 — justamente o dia em que o Banco Central abriu o cadastro das chaves Pix para a população. Ao ser parabenizado por um apoiador pelo sistema, o então presidente Jair Bolsonaro demonstrou desconhecimento absoluto: confundiu o Pix com uma medida de aviação civil do Ministério da Infraestrutura e admitiu publicamente: "Não tomei conhecimento. Vou conversar esta semana com o Roberto Campos [Neto]".

Como um governante pode reivindicar a autoria de algo que ele sequer sabia o que era no dia do lançamento? Não é à toa que o Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central (Sinal) emitiu sucessivas notas públicas repudiando o uso eleitoral e político da ferramenta, reforçando que o Pix é patrimônio do povo brasileiro, e não de um partido ou governante.


5. Concluindo: Por que restabelecer a verdade importa hoje?

Não se trata de mero capricho histórico. Compreender que o Pix é um sistema público e gratuito é fundamental no cenário atual. O Pix barateou o custo de vida e retirou bilhões de reais que antes ficavam concentrados no lucro de grandes intermediários e bandeiras globais de cartões.

A verdade liberta e nos defende. O Pix funciona porque o Estado brasileiro tem corpos técnicos autônomos e competentes que trabalham além dos mandatos políticos. O meu papel aqui, como cidadão e representante de vocês, é garantir que o debate público seja pautado pela honestidade, e não pelo oportunismo.

O Pix é nosso. O Pix é de vocês. O Pix é do Brasil.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...