sexta-feira, junho 19, 2026

Enquanto isso... no mais Nazifascista e Corrupto dos Estados Brasileiros... Aconteceu... Aconteceu.. Mas naquela Rádio da Corneta NÃO DEU... (Parte XX)

 

O Contraste do Analfabetismo: Enquanto o Brasil Avança, Santa Catarina Trava na Burocracia e na Incompetência de Gestão

O combate ao analfabetismo ganhou contornos dramáticos no cenário nacional recente. Estamos diante de uma realidade de duas velocidades: por um lado, o país comemora um marco histórico em suas políticas educacionais; por outro, assistimos indignados à paralisia e à falta de priorização política que condenam milhares de catarinenses ao atraso.


O Marco Nacional: O Brasil Mostra que é Possível

É preciso reconhecer quando o trabalho estruturado colhe frutos. O Governo Federal alcançou um marco histórico para a educação do país ao registrar a queda da taxa de analfabetismo para o patamar de 4,9%. Esse avanço demonstra que, quando há articulação técnica, foco orçamentário e vontade política de enfrentar as desigualdades educacionais, os indicadores sociais respondem positivamente. Reduzir essa chaga histórica é devolver dignidade e cidadania a milhões de brasileiros de Norte a Sul.

No entanto, essa vitória nacional torna o cenário local ainda mais inaceitável.


A Realidade em Santa Catarina: Verba "Parada" e Ineficiência Crônica

Enquanto o Brasil avança, Santa Catarina caminha na direção oposta, falhando em atingir as metas de alfabetização infantil estipuladas pelo Ministério da Educação. O que se vê no estado não é escassez de recursos, mas sim um festival de lentidão burocrática, falta de priorização política e falhas graves de articulação jurídica dentro da Secretaria de Estado da Educação (SED).

Auditorias recentes expuseram as vísceras de uma gestão estadual que beira a negligência:

Ø  R$ 22 Milhões Retidos: O Governo Federal enviou cerca de R$ 22 milhões carimbados para o programa de alfabetização na idade certa. Pois bem: esse montante ficou parado por dois anos nas contas do estado devido à incapacidade da SED em criar mecanismos burocráticos e chamadas públicas para usar o dinheiro. Uma verdadeira retenção prolongada que prejudicou diretamente a infraestrutura das nossas escolas.

Ø  Lentidão no Envio de Leis: Para que a política estadual funcionasse, o Poder Executivo precisava enviar um projeto de lei básico estabelecendo as metas locais. A demora do governo catarinense em enviar esse projeto para a Assembleia Legislativa (Alesc) travou juridicamente os gestores e congelou as ações práticas.

Ø  Prejuízo aos Professores: Parte desse recurso milionário deveria custear a capacitação continuada e bolsas de tutoria para os docentes que atuam no 1º e 2º ano do Ensino Fundamental. O estado gerou entraves logísticos que travaram o início desses cursos essenciais.

Ø  Abandono dos Municípios: A alfabetização infantil é de responsabilidade prioritária das prefeituras, e cabe ao estado atuar como coordenador. Ao demorar para consolidar o pacto de cooperação, o governo estadual deixou cidades menores e com menos recursos completamente sem rumo e sem acesso ao suporte financeiro retido.


O Alerta: Disparidades Regionais e Avaliação Falha

O resultado desse apagão administrativo não se resume a números frios; ele cobra um preço social alto. O analfabetismo em nosso estado ainda resiste bravamente em bolsões de pobreza, sobretudo na Região Serrana e no Planalto Norte catarinense. Nessas áreas, marcadas pelo fechamento de indústrias antigas e pelo isolamento rural, a ausência de um monitoramento eficiente — agravado por avaliações estaduais com sérias falhas metodológicas e logísticas — impede que as salas de aula recebam o socorro necessário em tempo hábil.


Concluindo: Urgência para Corrigir o Rumo

É vergonhoso que um estado com a pujança econômica de Santa Catarina figure abaixo das metas nacionais por pura incapacidade de executar o orçamento disponível. Somente após severas cobranças e a exposição pública desses dados vergonhosos é que a Alesc e o Executivo começaram a correr contra o tempo para acelerar votações e estruturar programas de correção de aprendizado.

O direito das nossas crianças de ler e escrever na idade certa não pode ser refém da burocracia estatal. Governar é escolher prioridades, e a educação básica de Santa Catarina precisa, urgentemente, sair da fila de espera.



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