Os editais da Coroa o pintaram como um criminoso infame para que o povo não o visse como um herói... (Qualquer semelhança com a realidade com toda a certeza, não é mera coincidência...)
Celebrar o 21 de abril sem denunciar a
"aniquilação" atual das populações vulneráveis e o sequestro da
verdade pela mídia paga é apenas repetir o teatro que a Coroa Portuguesa montou
em 1792. Tiradentes morreu para que o Brasil fosse livre; a "boca
alugada" trabalha para que continuemos escravos da ignorância.
A morte de Tiradentes é o exemplo acabado de
como o "andar de cima" utiliza o sacrifício de um indivíduo para
enviar um recado de terror a todos os que ousam questionar a estrutura de
privilégios.
Aqui está a análise relacionando o legado da
aniquilação e a "mídia de boca alugada" com o martírio do Alferes:
1. A Traição como Mecanismo de
Ascensão
Assim como o texto de Deuteronômio exigia a
exclusão total do "outro", o sistema colonial exigia a aniquilação de
quem rompesse a lealdade à Coroa.
ü
Joaquim Silvério dos Reis é o protótipo do traidor que busca o benefício
pessoal (o perdão de suas dívidas) em troca da cabeça de um idealista.
ü
Na
política atual, vemos isso naqueles que, em troca de cargos ou verbas
publicitárias (a boca alugada), entregam os interesses do povo e fingem não ver
a corrupção ou os "penduricalhos" nas Câmaras Municipais, Estaduais, e no Congresso.
2. A Morte como Espetáculo e
Propaganda (A Mídia da Época)
O enforcamento e o esquartejamento de Tiradentes
não foram apenas uma execução; foram uma peça de propaganda.
ü
A Coroa
Portuguesa usou o corpo de Tiradentes como um "outdoor" de carne e
osso. Espalhar seus restos pelas estradas de Minas Gerais foi a forma que o
poder encontrou para dizer: "Quem respira contra nós, deixará de
respirar".
ü
A
"mídia de boca alugada" de hoje cumpre função semelhante: em vez de
esquartejar o corpo, esquarteja a reputação. Quando alguém denuncia as
injustiças em qualquer parte do país, do estado ou da região, essa mídia é
acionada para ridicularizar, silenciar ou "cancelar" o crítico,
mantendo o medo e o conformismo.
3. A "Morte em Vão" e o
Cinismo das Elites
Dizemos que a morte de Tiradentes foi "em
vão" no sentido de que os outros Inconfidentes (muitos deles da elite e
ricos) foram apenas exilados, enquanto o único "pobre" do grupo foi
executado.
ü
O sistema
escolheu o elo mais fraco para pagar a conta, poupando os donos do poder que
estavam na mesma conspiração.
ü
Isso se
reflete hoje quando vemos a justiça e a mídia perseguirem o pequeno delito ou o
cidadão comum, enquanto normalizam auxílios e penduricalhos para quem já ganha
salários privilegiados. A morte do ideal de justiça ocorre todos os dias quando
a lei é aplicada com pesos diferentes.
4. Tiradentes e a "Filosofia
da Miséria"
O feriado de hoje é cercado de hipocrisia. Muitos
dos que hoje discursam em homenagem à "Liberdade" de Tiradentes são
os mesmos que:
ü
Defendem
o silenciamento de vozes dissonantes.
ü
Alugam
suas bocas para defender governos que priorizam a propaganda em vez do
saneamento básico.







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