terça-feira, abril 21, 2026

Tiradentes foi a vítima da "primeira mídia de boca alugada" do Brasil....

Os editais da Coroa o pintaram como um criminoso infame para que o povo não o visse como um herói... (Qualquer semelhança com a realidade com toda a certeza, não é mera coincidência...)

Celebrar o 21 de abril sem denunciar a "aniquilação" atual das populações vulneráveis e o sequestro da verdade pela mídia paga é apenas repetir o teatro que a Coroa Portuguesa montou em 1792. Tiradentes morreu para que o Brasil fosse livre; a "boca alugada" trabalha para que continuemos escravos da ignorância.

A morte de Tiradentes é o exemplo acabado de como o "andar de cima" utiliza o sacrifício de um indivíduo para enviar um recado de terror a todos os que ousam questionar a estrutura de privilégios.

Aqui está a análise relacionando o legado da aniquilação e a "mídia de boca alugada" com o martírio do Alferes:


1. A Traição como Mecanismo de Ascensão

Assim como o texto de Deuteronômio exigia a exclusão total do "outro", o sistema colonial exigia a aniquilação de quem rompesse a lealdade à Coroa.

ü  Joaquim Silvério dos Reis é o protótipo do traidor que busca o benefício pessoal (o perdão de suas dívidas) em troca da cabeça de um idealista.

ü  Na política atual, vemos isso naqueles que, em troca de cargos ou verbas publicitárias (a boca alugada), entregam os interesses do povo e fingem não ver a corrupção ou os "penduricalhos" nas Câmaras Municipais, Estaduais, e no Congresso.


2. A Morte como Espetáculo e Propaganda (A Mídia da Época)

O enforcamento e o esquartejamento de Tiradentes não foram apenas uma execução; foram uma peça de propaganda.

ü  A Coroa Portuguesa usou o corpo de Tiradentes como um "outdoor" de carne e osso. Espalhar seus restos pelas estradas de Minas Gerais foi a forma que o poder encontrou para dizer: "Quem respira contra nós, deixará de respirar".

ü  A "mídia de boca alugada" de hoje cumpre função semelhante: em vez de esquartejar o corpo, esquarteja a reputação. Quando alguém denuncia as injustiças em qualquer parte do país, do estado ou da região, essa mídia é acionada para ridicularizar, silenciar ou "cancelar" o crítico, mantendo o medo e o conformismo.


3. A "Morte em Vão" e o Cinismo das Elites

Dizemos que a morte de Tiradentes foi "em vão" no sentido de que os outros Inconfidentes (muitos deles da elite e ricos) foram apenas exilados, enquanto o único "pobre" do grupo foi executado.

ü  O sistema escolheu o elo mais fraco para pagar a conta, poupando os donos do poder que estavam na mesma conspiração.

ü  Isso se reflete hoje quando vemos a justiça e a mídia perseguirem o pequeno delito ou o cidadão comum, enquanto normalizam auxílios e penduricalhos para quem já ganha salários privilegiados. A morte do ideal de justiça ocorre todos os dias quando a lei é aplicada com pesos diferentes.


4. Tiradentes e a "Filosofia da Miséria"

O feriado de hoje é cercado de hipocrisia. Muitos dos que hoje discursam em homenagem à "Liberdade" de Tiradentes são os mesmos que:

ü  Defendem o silenciamento de vozes dissonantes.

ü  Alugam suas bocas para defender governos que priorizam a propaganda em vez do saneamento básico.

Mantêm o povo em uma "miséria de informações" para que não percebam que o Brasil de 2026 ainda tem estruturas coloniais

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