Santa
Catarina entre a Suástica e o Superfaturamento: A Anatomia da Nossa Miséria
Ética
O que conecta uma bandeira nazista estendida em Guabiruba
a um esquema que infla custos cirúrgicos em 20 vezes no SC Saúde? À primeira
vista, nada. No entanto, se olharmos mais de perto, veremos que ambos bebem na
mesma fonte: o desprezo absoluto pelo próximo e a certeza de que "não vai
dar nada".
1. O Cinismo sob a Suástica
Em Guabiruba, um homem foi condenado por exibir o
maior símbolo do extermínio humano em sua residência. O que mais assusta não é
apenas o ato em si, mas a frase dita pelo réu ao ser alertado: "não
daria nada".
Essa frase é o resumo da nossa tragédia ética. É a
convicção de que o ódio pode ser exibido na vitrine sem consequências. A
justiça agiu, mas a "consciência da ilicitude" demonstrada pelo réu
prova que a ideologia da aniquilação — a mesma que discutimos sobre Deuteronômio
e o Nazismo — ainda respira no Vale do Itajaí, alimentada por um sentimento de
superioridade e impunidade.
2. A Máfia do Bisturi e o
Sangramento do SC Saúde
Enquanto ideologias de morte são exibidas em
varandas, o dinheiro da saúde do servidor público é sequestrado por uma máfia
de jaleco e gravata. A Delegacia de Combate à Corrupção revelou que médicos e
advogados transformaram cirurgias de R$ 29 mil em R$ 600 mil.
Isso não é apenas "corrupção"; é aniquilação
social.
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Cada real
superfaturado nesse esquema é um exame que falta, uma fila que não anda e um
servidor que fica sem atendimento.
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É o
"andar de cima" — o mesmo que discutimos com Sakamoto — operando sua
"Filosofia da Miséria" para enriquecer às custas da dor alheia.
3. Do Lixo de Garopaba às
Rachaduras da SC-477
A lista de horrores de abril de 2026 não para:
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Garopaba: Onde a
coleta de lixo virou caso de polícia e prisão de prefeito.
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SC-477: Onde o
asfalto racha meses após a entrega, provando que a corrupção tem o poder de
destruir até o que deveria nos conectar.
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Operação Fundo do Poço: Onde licenças ambientais — um tema que conheço
profundamente pela minha atuação técnica — eram trocadas por favores.
Concluindo: A Mídia que Calou e o
Povo que Paga
Onde está a "mídia de boca alugada"
diante desse banquete de irregularidades? Muitas vezes, ela está ocupada demais
gastando os R$ 163 milhões em publicidade governamental para investigar
a fundo por que o asfalto racha ou por que o SC Saúde foi saqueado.
O réu da suástica disse que "não daria
nada". Os corruptos do SC Saúde e das prefeituras catarinenses parecem
pensar o mesmo. O nosso papel, enquanto cidadãos, é garantir que a indignação
não se perca no feriado de Tiradentes, e que lembremos que o Alferes foi morto
por denunciar um sistema que, guardadas as proporções de tempo, ainda tenta nos
enforcar hoje através da corrupção e do ódio.








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