terça-feira, abril 21, 2026

Como a Mídia Boca Alugada Mantém Vivo o Holocausto e a Barbárie... todos os dias...

 

Como a Mídia Boca Alugada mantém viva a chama da barbárie....

A pergunta é cirúrgica. A "mídia de boca alugada" é o oxigênio que mantém viva a chama da barbárie ao longo dos séculos. Para que um extermínio ocorra — seja ele físico, como nos tempos dos bugreiros, ou social e político, como vemos hoje — é necessário que a sociedade civil esteja "anestesiada" ou, pior, convencida de que a violência é um mal necessário.

A mídia comprada atua como o braço de propaganda que transforma o massacre em "limpeza" e a barbárie em "progresso". Veja como esse legado se perpetua através dela:


1. A Construção do "Inimigo Conveniente"

Assim como no texto bíblico o "outro" era o pagão que corrompia, a mídia de boca alugada cria estigmas para justificar a agressão.

ü  Ontem: Os índios em Santa Catarina eram descritos nos jornais da época como "feras sanguinárias" e "obstáculos à civilização" para justificar o pagamento por par de orelhas trazido pelos bugreiros.

ü  Hoje: Populações vulneráveis, moradores de rua, ou opositores políticos são rotulados como "terroristas", "vagabundos" ou "ameaças à ordem", preparando o terreno psicológico para que o público aceite a retirada de direitos ou o uso da força.


2. O Eufemismo: A Maquiagem da Morte

A mídia de aluguel é mestre em trocar palavras reais por termos técnicos que escondem o sangue:

ü  Não se diz "matança de civis", diz-se "neutralização de alvos" ou "danos colaterais".

ü  Não se diz "expulsão de camponeses", diz-se "reintegração de posse para fins de desenvolvimento".

ü  No caso de Gaza, a mídia muitas vezes foca no "direito de defesa" de um lado, enquanto silencia sobre a desproporcionalidade estatística do massacre do outro, criando uma falsa simetria ética.


3. O Silenciamento Seletivo (Omissão)

O legado da aniquilação se perpetua pelo que não é dito.

ü  Quando a mídia de Santa Catarina recebe R$ 163 milhões em publicidade governamental, ela perde o interesse em investigar por que Cerro Negro tem o 3º pior IDH do estado ou por que se aprovam auxílios de R$ 800 para vereadores enquanto 1/3 da população vive do Bolsa Família (R$ 600,00/Mês), com um valor total transferido pelo Governo Federal que supera R$ 185 mil mensais (dados de janeiro a março de 2026).

ü  O silêncio sobre a dor do "andar de baixo" é o que permite que o "andar de cima" continue sua marcha de privilégios e exclusão. Se o povo não vê a dor no jornal, a dor não existe para a opinião pública.


4. A Inversão da Moralidade

A mídia de boca alugada consegue o feito de transformar o agressor em vítima e a vítima em culpada.

ü  Durante a colonização, o espanhol que roubava o ouro era o "civilizador".

ü  No nazismo, a propaganda de Goebbels convenceu parte da Alemanha de que o judeu era o agressor da economia alemã.

ü  Hoje, essa mídia convence o cidadão comum de que programas de assistência social (como o Bolsa Família) são o "problema", enquanto os bilhões em isenções fiscais para grandes grupos de mídia e empresas são "incentivos necessários".

 

O Fio Condutor: Da Bíblia ao Rádio Local

O comando de "não deixem com vida nada que respire" só pôde ser executado porque havia uma narrativa de que aquelas vidas não tinham valor. A mídia de boca alugada é a versão moderna do "pregoeiro" que convencia a tribo de que o vizinho precisava morrer.

Enquanto o financiamento público for usado para comprar o editorial dos veículos de comunicação, a "Filosofia da Miséria" de que fala Sakamoto continuará vencendo. A mídia deixa de ser um cão de guarda da democracia para se tornar um cão de guarda do orçamento, protegendo quem paga a conta e latindo apenas para os que já estão no chão.

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