quinta-feira, maio 07, 2026

A MARKETAGEM SUPERLATIVA DE UM GOVERNO NANICO... (Parte III)

O Orçamento como Comício: Bilhões para Obras, Centavos para o Futuro

Enquanto os outdoors espalhados por Santa Catarina anunciam um estado em ritmo de "aceleração", os números reais do orçamento e o cotidiano das nossas estradas revelam uma matemática perversa. Vivemos o fenômeno do "Orçamento de Campanha", onde a prioridade da obra parece ditada pela conveniência do calendário eleitoral e não pela necessidade técnica ou pela qualidade da entrega.


A Farra dos Anúncios e a Realidade das Pistas

O governo Jorginho Mello encerrou 2025 com a marca impressionante de R$ 5,5 bilhões em investimentos totais. Somente em março de 2026, foram anunciados R$ 215 milhões para o Alto Vale e outros R$ 136 milhões para a assistência social em maio.

No entanto, o brilho das assinaturas de convênios contrasta com a insatisfação crescente da população. Relatos em diversas regiões apontam para:

ü  Ritmo Lento: Críticas contundentes sobre a falta de máquinas e o avanço quase imperceptível de promessas antigas.

ü  Qualidade Questionável: Alegações de obras malfeitas e asfalto de baixa durabilidade em rodovias estaduais.

ü  Fiscalização sob Lupa: O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) tem levantado questionamentos sobre a fiscalização dos contratos, colocando em dúvida se o dinheiro pago está realmente se transformando em benefício duradouro.


A Matemática da Injustiça: Bilhões para o Marketing, Cortes na Educação

Para que a narrativa de eficiência sobreviva, o governo investe pesado em propaganda: são R$ 444 milhões em publicidade acumulados em três anos. Enquanto isso, a educação catarinense sofre com o "apagão" de recursos.

Recentemente, vimos o remanejamento de R$ 15 milhões que deveriam financiar bolsas de estudo e infraestrutura escolar. O contraste é gritante:

ü  Para o asfalto (muitas vezes lento ou precário): Bilhões garantidos e anúncios festivos.

ü  Para a publicidade: Centenas de milhões para manter a versão oficial dos fatos.

ü  Para a sala de aula: Cortes e a sensação de que o futuro dos nossos jovens foi deixado para depois.


O Sentimento de "Promessa Vazia"

A cobrança por entregas reais, em vez de novos anúncios, ganha força nas redes sociais. O cidadão catarinense passou a monitorar de perto os compromissos assumidos, gerando um sentimento de desconfiança em relação às "obras estruturantes" que nunca chegam ao fim. O risco é o governo entregar um estado de maquete: bonito na propaganda, mas esburacado e ineficiente na vida real.


Concluindo: O Preço da Propaganda

Não adianta pavimentar o caminho para a eleição com asfalto de baixa qualidade e convênios apressados se estamos cavando um abismo na formação das novas gerações. A "Mídia Boca de Aluguel" continuará ignorando a lentidão das máquinas e os relatórios do TCE, mas o eleitor, que enfrenta as rodovias todos os dias e vê o corte na escola do filho, sabe que "acelerar convênios" não é o mesmo que governar com prioridade.


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