terça-feira, abril 07, 2026

Quando os Homens em Suas Insanidades e Delírios, Criaram DEUS á Sua Imagem e Semelhança.... (Parte I)

 

Entre o Altar e o Palanque: Quando a Religião vira Cortina de Fumaça para a Corrupção.

 

1. A Fé que Liberta e a Política que Aprisiona

Vivemos tempos em que a espiritualidade tem sido frequentemente arrastada para o centro do debate público. Para muitos, a fé é o norte moral que guia a vida e as relações de solidariedade. No entanto, em Santa Catarina e no Brasil, temos testemunhado um fenômeno inquietante: a transformação da crença religiosa em uma estratégia de marketing político.

Quando líderes sobem ao palanque para relatar experiências místicas e diálogos diretos com o divino, precisamos nos perguntar: essa fé está sendo usada para libertar o povo ou para aprisionar a consciência do eleitor em torno de projetos de poder autoritários?


2. O uso do sagrado para fins profanos

O uso do sagrado para fins profanos não é novidade, mas atingiu um nível de sofisticação perigoso em nossa política recente. Enquanto figuras públicas ocupam o palco para relatar diálogos com Jesus ou visões místicas, nos bastidores, o que se vê é a antítese do Evangelho. É contraditório — e eticamente inaceitável — que o nome de Cristo seja invocado para blindar condutas que a justiça agora desmascara.

Como podemos aceitar que o discurso messiânico sirva de anteparo para esquemas insólitos como a corrupção nas lojas de chocolate de Flávio Bolsonaro ou o pedágio de ouro cobrado por pastores no Ministério da Educação?

3. A Religião como cortina de fumaça

Aqui, a religião deixa de ser um motor de solidariedade para se tornar uma "cortina de fumaça" que oculta o preço em dólar da estupidez política e a insanidade de líderes que, como Jeffrey Sachs alertou sobre Trump, flertam com a sociopatia administrativa.

O verdadeiro diálogo com o divino deveria inspirar o cuidado com a Amazônia, a proteção aos servidores e a defesa da democracia, mas o que testemunhamos é o uso do altar como extensão do palanque para justificar o injustificável: a tentativa de golpe e o desprezo pela vida humana.

 

Concluindo: O Voto como Exercício de Sanidade e Ética

A verdadeira mensagem de Cristo nunca foi sobre privilégios, armas ou isolamento, mas sobre o cuidado com o próximo e a retidão de caráter. Não podemos permitir que o "messianismo" de fachada continue servindo de escudo para a incompetência administrativa e para o desvio de recursos públicos. Santa Catarina é um estado de gente séria, que valoriza o trabalho e a transparência.

Nesta jornada de libertação que Cristo nos inspira, o nosso maior ato de fé cívica é o voto consciente. É escolher o caminho das Frentes Amplas, do equilíbrio e da gestão baseada na realidade, e não em "maluquices" ideológicas que nos custam caro.

Que possamos separar o joio do trigo: a fé que habita no coração da política que se esconde atrás da Bíblia para fugir da justiça. O futuro do nosso estado depende da nossa capacidade de exigir sanidade, ética e, acima de tudo, uma democracia livre de manipulações sagradas.



 

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