Enquanto Santa Catarina enfrenta um dos seus períodos mais instáveis — com tornados no litoral e uma seca devastadora que sufoca a nossa Serra Catarinense —, a política praticada na capital, Florianópolis, parece habitar uma realidade paralela. O que vemos hoje é um governo de "prioridades invertidas", onde o marketing cintilante da TV tenta esconder uma gestão pautada pela incoerência e pelo oportunismo.
1. A Confissão da Mitomania:
Contra a Reeleição, mas Candidatíssimo
A contradição mais recente de Jorginho Mello beira
o inacreditável. Em entrevista ao portal MSN/Estadão, o governador afirmou que,
para ele, "não tinha que ter reeleição". No entanto, no mesmo
fôlego, confirmou que tentará o segundo mandato este ano.
Se o próprio governador admite que o modelo de
reeleição é prejudicial, por que ele insiste em nos impor mais quatro anos de
sua gestão? A resposta é clara: a manutenção do poder vale mais do que qualquer
convicção ética. É o auge da mitomania política: diz-se uma coisa para
parecer reformador, mas faz-se outra para garantir a cadeira.
2. Universidade Gratuita: O
Bolsa-Luxo para Milionários
Enquanto o governador "joga o jogo da
reeleição", o dinheiro dos seus impostos está sendo desviado de quem
realmente precisa. Uma auditoria do Tribunal de Contas (TCE-SC), ecoada por
denúncias do PT-SC, revelou que o programa Universidade Gratuita virou
um verdadeiro "Bolsa-Luxo".
- Enquanto o filho do
trabalhador em Lages e Anita Garibaldi luta para pagar as contas, o Estado
financia estudantes com patrimônio milionário.
- É uma escolha política
perversa: em vez de investir na Saúde, que agoniza com filas
intermináveis, ou na Segurança, o governo prefere manter uma
vitrine eleitoral cara e sem fiscalização, ignorando programas federais
como o Prouni que poderiam suprir a demanda sem drenar o cofre estadual.
3. Lages e a "Ética do
Descarte"
Para nós, na Serra, o cenário é de abandono. Como
bem analisou o portal SC em Pauta, vivemos sob a "ética do
descarte". Lideranças locais, como a prefeita Carmen Zanotto, são usadas
como peças de xadrez no tabuleiro do governador. Alianças são feitas e
desfeitas por conveniência, nunca por projeto.
O resultado? Lages está no "ponto cego"
do governo. O dinheiro que deveria estar recuperando nossas SCs e auxiliando os
produtores rurais de Campo Belo do Sul e Cerro Negro na seca, está preso na
engrenagem de propaganda de um governador que muda de opinião conforme o vento
das pesquisas — a mesma facilidade com que mudou sua autodeclaração racial de pardo
para branco.
4. O Boleto da Incoerência
Não há agronegócio ou indústria que resista à falta
de palavra. Quando nossos deputados — a "bancada da lama" — votam
para flexibilizar o licenciamento ambiental, eles não estão ajudando o
produtor; estão nos deixando vulneráveis a desastres climáticos que já custaram
R$ 3,9 bilhões ao país no último ano.
5. A Lista da Vergonha: Quem votou para flexibilizar o licenciamento
Partido | Deputado(a) |
PL | Caroline de Toni |
PL | Daniel Freitas |
PL | Daniela Reinehr |
PL | Ricardo Guidi |
PL | Zé Trovão |
MDB | Cobalchini |
MDB | Luiz Fernando Vampiro |
MDB | Pezenti |
NOVO | Gilson Marques |
PP | Coronel Armando |
PSDB | Geovania de Sá |
União | Fabio Schiochet |







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