quarta-feira, março 11, 2026

VAI PIORAR... E PIORAR MUITO.. (Parte III)

 

A Conta da Seca Chegou: Enquanto a Serra Seca, a "Bancada da Lama" Sabota o Nosso Futuro

O cenário na Serra Catarinense neste início de março de 2026 é desolador. Enquanto você lê este texto, quatro municípios da nossa região — Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Cerro Negro e Vargem — acabam de decretar situação de emergência. O motivo? Uma seca prolongada que está matando pastagens, secando açudes e transformando o suor do agricultor em prejuízo acumulado.

Mas não se engane: o que está acontecendo não é apenas "obra do destino" ou um ciclo natural. É o resultado direto de escolhas políticas feitas a quilômetros daqui, em gabinetes refrigerados de Brasília.

 

1. O Colapso no Campo: O Relato da Escassez

O levantamento da Rádio Clube e da Epagri não deixa dúvidas: as perdas na soja, milho e feijão já são irreversíveis em muitas localidades.

ü  Em Anita Garibaldi, o gado perde peso e retroescavadeiras correm para abrir bebedouros desesperadamente.

ü  Em Campo Belo do Sul, são mais de 40 dias sem chuva regular, com perdas estimadas em 30% da produção local.

Enquanto o prefeito Henrique Menegazzo lamenta as lavouras que "não têm volta", as prefeituras tentam estancar a sangria com apoio jurídico para acesso ao Proagro e renegociação de dívidas. Mas até quando vamos viver de "remediar" desastres que poderiam ser mitigados?

 

2. A Sabotagem dos 12 Deputados: O "Boleto" que Você Paga

Enquanto o Brasil real colhia, em 2025, a cicatriz de 336.656 pessoas afetadas por desastres climáticos e um prejuízo de R$ 3,9 bilhões, a bancada catarinense em Brasília agia contra os nossos interesses.

Ao votarem pela flexibilização do licenciamento ambiental, os 12 deputados listados abaixo estão, na prática:

ü  Cortando a mangueira: Fragilizam a proteção das florestas que garantem a umidade e o ciclo das chuvas para a nossa agricultura.

ü  Sabotando a exportação: O mercado internacional exige sustentabilidade. Ao facilitar a destruição hoje, eles garantem o bloqueio da madeira de Lages e Curitibanos amanhã. Quem vota contra a natureza em 2026 está assinando a falência do setor exportador de SC.

 

3. O Tiro no Pé do Setor Madeireiro em Lages e Curitibanos

Não se engane: a flexibilização ambiental não ajuda o setor florestal; ela o condena. Lages, Curitibanos e todo o Planalto Serrano consolidaram-se como gigantes na exportação de madeira, mas o mercado europeu e americano de 2026 não aceita mais produtos que venham de estados com legislações frágeis. Ao facilitarem a "passagem da boiada", esses 12 deputados estão, na verdade, erguendo uma barreira alfandegária invisível. Eles sabotam o selo de sustentabilidade que nossas empresas levaram décadas para construir. No fim das contas, o empresário sério da nossa região — que investe em manejo e tecnologia — será punido lá fora pela irresponsabilidade de quem, em Brasília, prefere o marketing da destruição à segurança jurídica do exportador catarinense.

 

4. Entre Tornados e Secas: O Rio de Desperdício de Dinheiro Público

O cenário catarinense é um paradoxo trágico. Em janeiro de 2026, municípios como Rio das Antas e Palhoça decretavam emergência por tornados e chuvas devastadoras. Agora, a Serra e o Oeste sofrem com a seca.

Essa instabilidade extrema tem nome: crise climática. E ela custa caro. Quando um deputado vota para "passar a boiada", ele está transferindo o lucro para poucos e o prejuízo para você. O imposto que você paga some em obras de emergência e reconstrução de estradas, em vez de ser investido em saúde, educação ou infraestrutura hídrica definitiva.

 

5. A Lista da Vergonha: Quem votou para flexibilizar o licenciamento

Partido

Deputado(a)

PL

Caroline de Toni

PL

Daniel Freitas

PL

Daniela Reinehr

PL

Ricardo Guidi

PL

Zé Trovão

MDB

Cobalchini

MDB

Luiz Fernando Vampiro

MDB

Pezenti

NOVO

Gilson Marques

PP

Coronel Armando

PSDB

Geovania de Sá

União

Fabio Schiochet


Concluindo: Não existe agronegócio sem natureza

O setor produtivo de Santa Catarina precisa de oxigênio financeiro e segurança climática. Não podemos permitir que parlamentares se vendam como "amigos do agro" enquanto destroem as condições básicas para o agro existir: água e solo protegido.

Em 2026, a escolha é clara: ou protegemos nossas florestas e garantimos nossa vaga no mercado global, ou continuaremos assistindo nossos rios secarem enquanto pagamos a conta bilionária de desastres que poderiam ser evitados.

Lages e a Serra Catarinense pedem socorro. E os deputados? Pedem votos.

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