sábado, março 14, 2026

É o Custo BOLSONARO... Estúpido... (Parte II)

O Cavalo de Troia de Trump: Como o Marketing Ideológico Pode Quebrar a Serra e o Agro Catarinense 

Enquanto muitos políticos catarinenses celebram o alinhamento ideológico com o novo governo dos Estados Unidos, o "Brasil Real" acaba de receber um balde de água fria. No dia 13 de março de 2026, o governo de Donald Trump confirmou que o agronegócio brasileiro é alvo de uma investigação por trabalho escravo e forçado.

Para o produtor de Lages, Curitibanos e de todo o Planalto Serrano, o aviso é claro: no comércio internacional, não existe "amizade entre líderes", existe interesse nacional. E o interesse de Trump agora é usar qualquer pretexto — inclusive o humanitário — para erguer barreiras contra os nossos produtos.


1. O Alvo está na Madeira e no Prato

A investigação americana, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio, não é um fato isolado. Ela é a "bala de prata" para contornar decisões recentes da Suprema Corte americana que tentaram frear o protecionismo de Trump. O alvo principal? Agronegócio e Madeira.

·         Na Serra: Cidades como Lages e Capão Alto, que têm no setor madeireiro sua espinha dorsal, estão na zona de impacto direto. Se a investigação concluir pelo uso de "trabalho forçado" (um selo difícil de remover após colado), nossas exportações de madeira serrada e móveis podem enfrentar sobretaxas que tornam o negócio inviável.

·         No Campo: A CNA já estima perdas de R$ 14,8 bilhões para o agro brasileiro em 2026.


2. A Sabotagem da "Bancada da Lama"

Aqui reside a maior ironia: os 12 deputados da bancada catarinense que votaram para flexibilizar o licenciamento ambiental em Brasília estão, na verdade, entregando a faca e o queijo para Trump nos cortar. Ao fragilizarem as leis ambientais e trabalhistas sob o pretexto de "ajudar o produtor", esses parlamentares dão o argumento perfeito para que os EUA apliquem sanções. Em 2026, quem vota contra a natureza e contra o rigor das leis está, na prática, assinando o bloqueio das nossas exportações. Trump usará a destruição das nossas florestas para proteger o fazendeiro americano.


3. A Guerra Híbrida e o Custo do Silêncio

Como aponta a análise geopolítica atual, o Brasil enfrenta uma "Guerra Híbrida". Enquanto o governo estadual de Jorginho Mello foca em marketing e na manutenção do poder para 2026, o setor produtivo catarinense fica desprotegido.

·         O governo federal tenta oferecer oxigênio financeiro, mas a postura de "confronto ideológico" de lideranças catarinenses afasta investidores e atrai sanções.

·         Flávio Bolsonaro sugere "vingança" taxando as Big Techs, mas isso não trará de volta os empregos perdidos nas serrarias de Curitibanos ou nos frigoríficos do Oeste.


4. Concluindo: O Agro não sobrevive de "Likes"

O setor madeireiro e agrícola de Santa Catarina não precisa de políticos que batam continência para bandeiras estrangeiras; precisa de segurança jurídica e reputação internacional.

Se continuarmos permitindo que o licenciamento ambiental seja tratado como um estorvo, e que o trabalho escravo seja investigado por falta de fiscalização estatal, o selo "Made in Brazil" se tornará um veneno nas prateleiras do mundo. Trump já avisou: ele vai proteger o mercado dele. Quem vai proteger o nosso? Certamente não serão os deputados que "passam a boiada" enquanto a Serra seca e a economia sangra.


5. A Lista da Vergonha: Quem votou para flexibilizar o licenciamento

Partido

Deputado(a)

PL

Caroline de Toni

PL

Daniel Freitas

PL

Daniela Reinehr

PL

Ricardo Guidi

PL

Zé Trovão

MDB

Cobalchini

MDB

Luiz Fernando Vampiro

MDB

Pezenti

NOVO

Gilson Marques

PP

Coronel Armando

PSDB

Geovania de Sá

União

Fabio Schiochet


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...