O Viés da Incredulidade: Por que a Mídia Hegemonica Reluta em Pautar os Avanços Econômicos do País?
Quando
um estudo de consultoria de mercado demonstra que ativos como o Ibovespa e o
índice de dividendos registraram retornos superiores sob a atual gestão em
comparação com o ciclo anterior, surge uma questão central sobre o papel do
jornalismo econômico tradicional no Brasil: por que a grande mídia demonstra
tamanha assimetria ao noticiar conquistas e avanços do governo federal?
A
hesitação em expor indicadores positivos de forma direta e sem ressalvas não
ocorre por mera falta de dados — o Portal da Transparência e consultorias
independentes do próprio mercado disponibilizam boletins constantes. Pelo
contrário, essa opacidade se enraíza em escolhas editoriais históricas, nas
quais o noticiário prioriza a fricção fiscal e projeções pessimistas, enquanto dilui
dados concretos de crescimento e rentabilidade em notas de rodapé ou sob
manchetes condicionalmente negativas.
Ao
aplicar "padrões duplos" na cobertura, a grande imprensa
frequentemente trata conquistas macroeconômicas sólidas como meros "acasos
externos", ao mesmo tempo em que converte ruídos políticos em iminentes
crises sistêmicas. O quadro comparativo a seguir expõe a força dos números
brutos em contraste com o silêncio seletivo que costuma cercá-los:
O
Mercado em Perspectiva: O Retorno dos Investimentos sob Diferentes Gestões
Analisar
o desempenho dos mercados financeiros sob diferentes mandatos informados pela
conjuntura macroeconômica e política oferece um raio-X valioso sobre a alocação
de ativos e a rentabilidade real e nominal da economia nacional.
Um
levantamento realizado pela consultoria Elos Ayta comparou a evolução dos
principais índices de renda variável, renda fixa, indicadores de inflação e
ativos globais durante o governo de Jair Bolsonaro e o terceiro mandato do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O estudo aponta variações expressivas na
rentabilidade de ativos como o Ibovespa, IDIV, CDI e moedas estrangeiras.
O
quadro comparativo abaixo sintetiza as taxas acumuladas em cada período:
|
Indicador / Ativo |
Governo Bolsonaro |
Governo Lula 3 |
|
Ibovespa
(Ações do Mercado) |
+24,86% |
+69,96% |
|
IDIV
(Índice de Dividendos) |
+51,51% |
+82,78% |
|
CDI
(Renda Fixa e Juros) |
+27,79% |
+57,46% |
|
IMA-Geral
(Títulos Públicos/Renda Fixa) |
+31,00% |
+44,10% |
|
IPCA
(Inflação Acumulada) |
+26,93% |
+17,90% |
Nota do Blog: Os dados do Governo Lula
3 compreendem a medição acumulada de janeiro de 2023 até meados de setembro de
2026, conforme levantamento técnico.








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