Texto 4: Alerta Vermelho para a Ciência Nacional
O que um
comentarista político bolsonarista Boca Alugada no telejornal ND Notícias,
transmitido pela NDTV (afiliada da Record TV no estado, e provavelmente a que
recebeu a maior fatia daqueles R$ 444 milhões da publicidade estatal do
governo catarinense); extremamente “preocupado” em desqualificar a UFSC por razões eminentemente ideológica, NÃO comentou sobre a queda das Universidades brasileiras no ranking
mundial...
Este
artigo traz dados frescos do ranking
global da CWUR (Center for World University Rankings) e ilustra de forma
prática o diagnóstico que vínhamos conversando: o Brasil tem volume, mas sofre
com a concorrência de países que injetam verbas massivas em suas instituições.
Abaixo,
apresento uma síntese estruturada do artigo e, em seguida, a relação organizada
das universidades brasileiras rankeadas:
1. O novo levantamento da CWUR:
Avaliou as 2.000
melhores instituições de ensino e pesquisa do mundo. Embora o Brasil tenha
conseguido emplacar um número expressivo de representantes (52 instituições ao todo), o dado
mais alarmante é a tendência de queda generalizada: cerca de 87% das universidades brasileiras perderam
posições em comparação com edições anteriores.
2. Principais Pontos de Destaque:
ü A
Hegemonia Asiática:
Refletindo diretamente o modelo de forte apoio estatal que analisamos, a China assumiu a liderança
mundial com 360 universidades no ranking, superando os Estados Unidos, que
ficaram com 313.
ü O
Recuo no Bloco de Elite:
Das 10 melhores universidades brasileiras, 9 caíram de posição. A USP caiu 1 posição; a UFRJ
perdeu 15; a Unicamp desceu 10; e a Unesp despencou 22 posições.
ü A
Exceção Resiliente: A
UFRGS foi a única do Top
10 nacional que resistiu à queda, mantendo exatamente a mesma colocação (476ª)
nos últimos dois anos.
ü O
Diagnóstico do CWUR:
O presidente da organização, Nadim Mahassen, foi cirúrgico ao apontar que o
declínio brasileiro deve-se à dificuldade de competir em desempenho de pesquisa
contra instituições globais altamente financiadas, dificultando a retenção de
talentos e a produção científica de ponta em escala.
📊 Relação das
Universidades Brasileiras no Ranking
Para
facilitar a leitura, organizei as 52 instituições listadas no texto por sua
ordem de classificação nacional, destacando a posição que ocupam no cenário
mundial:
O Top 10 Nacional (Bloco de Elite)
1º Universidade de São Paulo (USP) — Posição Global: 119º
2º Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) — Posição
Global: 346º
3º Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp) — Posição Global:
379º
4º Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS) — Posição
Global: 476º
5º Universidade Estadual Paulista
(Unesp) — Posição Global:
479º
6º Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) — Posição Global:
508º
7º Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp) — Posição Global:
621º
8º Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — Posição Global: 682º
9º Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC) — Posição
Global: 732º
10º Universidade Federal do Paraná (UFPR)
— Posição Global: 799º
Posições de 11º a 30º (Faixa Intermediária
Alta)
11º Universidade de Brasília (UnB) — 837º
12º Fundação Getúlio Vargas (FGV) — 885º
13º Universidade do Estado do Rio de
Janeiro (UERJ) — 886º
14º Universidade Federal de Pernambuco
(UFPE) — 891º
15º Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (UFRN) — 959º
16º Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar) — 969º
17º Universidade Federal do Ceará (UFC) —
1002º
18º Universidade Federal Fluminense (UFF)
— 1006º
19º Universidade Federal de Pelotas
(UFPel) — 1013º
20º Universidade Federal de Viçosa (UFV)
— 1015º
21º Universidade Federal da Bahia (UFBA)
— 1024º
22º Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM) — 1071º
23º Universidade Federal de Juiz de Fora
(UFJF) — 1102º
24º Universidade Federal de Goiás (UFG) —
1129º
25º Universidade Federal do ABC (UFABC) —
1183º
26º Centro Brasileiro de Pesquisas
Físicas (CBPF) — 1214º
27º Universidade Federal do Espírito
Santo (UFES) — 1275º
28º Universidade Federal de Uberlândia
(UFU) — 1283º
29º Universidade Federal da Paraíba
(UFPB) — 1284º
30º Universidade Federal do Pará (UFPA) —
1295º
Posições de 31º a 52º (Presença Global
Expandida)
31º Universidade Federal de Lavras (UFLA)
— 1302º
32º Universidade Federal de Mato Grosso
do Sul (UFMS) — 1347º
33º Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais (INPE) — 1382º
34º Universidade Estadual de Maringá
(UEM) — 1422º
35º Universidade Federal de São João
del-Rei (UFSJ) — 1479º
36º Universidade Tecnológica Federal do
Paraná (UTFPR) — 1482º
37º Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul (PUCRS) — 1539º
38º Universidade Federal de Sergipe (UFS)
— 1595º
39º Universidade Estadual de Londrina
(UEL) — 1601º
40º Universidade Federal do Rio Grande
(FURG) — 1629º
41º Instituto Nacional de Pesquisas da
Amazônia (INPA) — 1632º
42º Universidade Federal Rural de
Pernambuco (UFRPE) — 1715º
43º Universidade Federal de Mato Grosso
(UFMT) — 1778º
44º Pontifícia Universidade Católica do
Paraná (PUCPR) — 1827º
45º Pontifícia Universidade Católica Rio
de Janeiro (PUC-Rio) — 1838º
46º Universidade Federal de Alagoas
(UFAL) — 1931º
47º Universidade Federal do Triângulo
Mineiro (UFTM) — 1944º
48º Instituto de Matemática Pura e
Aplicada (IMPA) — 1952º
49º Universidade Federal de Campina
Grande (UFCG) — 1962º
50º Universidade Federal do Piauí (UFPI)
— 1971º
51º Universidade Federal de Ouro Preto
(UFOP) — 1974º
52º Instituto Tecnológico de Aeronáutica
(ITA) — 2000º
Nota de
Análise: Vale
destacar a forte presença de institutos
de pesquisa puros na lista (como Fiocruz, INPE, INPA, CBPF e IMPA). Como a
metodologia do CWUR não pontua apenas salas de aula, mas foca muito na produção
científica robusta, esses centros ganham visibilidade merecida
internacionalmente ao lado das universidades.







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