sexta-feira, março 27, 2026

Enquanto a Mídia Boca Alugada Lageana corneteia elogios para os ``investimentos`` feitos na Educação pelo Governador.....

 

O Veto da Fome e o Banquete da Propaganda: Jorginho Mello Trai o Campo e o Futuro de SC

Enquanto a propaganda oficial, financiada com o dinheiro do seu imposto, gasta milhões para sustentar a narrativa de que "Santa Catarina é o estado do agronegócio e da eficiência", a realidade nos bastidores do poder conta uma história sombria de traição e descaso. O governador Jorginho Mello (PL) acaba de desferir um golpe mortal contra quem realmente coloca comida na nossa mesa e contra o futuro das nossas crianças. Ao vetar a cota de 30% nas compras governamentais para a Agricultura Familiar, Jorginho escolheu o lado dos gigantes das licitações e abandonou 78% das propriedades rurais do estado à própria sorte.


1. O Mercado Sequestrado: A Crise da Cebola, do Leite e do Arroz

O agricultor familiar catarinense vive uma tempestade perfeita. Os preços da cebola, do leite e do arroz estão em queda livre para o produtor, que muitas vezes não consegue cobrir sequer o custo de produção. A solução estava desenhada na lei aprovada pela Alesc: garantir que escolas, hospitais e presídios priorizassem a compra direta desses produtores. Imagine toneladas de arroz e leite catarinenses indo direto para a merenda escolar, garantindo renda no campo e qualidade na mesa. Mas o governador vetou. Ele prefere que o estado compre de grandes corporações, muitas vezes de fora, enquanto o produtor do Estado amarga o prejuízo e a ameaça de perder a terra.


2. A Farra da Publicidade: R$ 215 Milhões para o Berrante

O argumento do governo para o veto é uma suposta "invasão de competência" ou "eficiência administrativa". Mas a verdadeira competência de Jorginho Mello está em gastar para se autopromover. Em 2024, o gasto liquidado com comunicação superou R$ 163,5 milhões. Em 2025, a estimativa saltou para R$ 187,2 milhões. E para 2026, o orçamento aprovado é um escândalo: R$ 215,8 milhões. São quase R$ 600 mil por dia para manter a Mídia Boca de Aluguel silenciada e repetindo os releases oficiais. Há dinheiro de sobra para o comercial da TV, mas falta "competência" para comprar o leite do pequeno produtor.


3. O Assalto à Educação: Dinheiro da Escola vira "Reclame" de Rádio

A perversidade do Governo de Facção atinge o ápice quando olhamos para a educação. Em 2025, o governo Jorginho Mello realizou um remanejamento vergonhoso: retirou R$ 15 milhões que seriam destinados à Educação e os transferiu diretamente para a Secretaria de Comunicação. O resultado dessa troca cruel é estatístico: Santa Catarina agora amarga a vergonha de estar no grupo dos 6 únicos estados brasileiros que não atingiram a meta nacional de alfabetização. O governador prefere pagar para mentir que o estado vai bem do que investir para que uma criança consiga ler a verdade. É a 'Marketagem do Analfabetismo'.


4. A Face Ideológica do Abandono: Racismo e Violência

O desprezo pelo povo não para no campo e na escola. Jorginho governa para uma facção ideológica:

  • Contra as Mulheres: Ao se recusar a participar do pacto federal contra a violência feminina, ele ignora o sangue catarinense derramado em recordes de feminicídio.
  • Contra as Oportunidades: Ao proibir cotas raciais nas universidades, ele tenta transformar a educação superior em um clube privado, ignorando a diversidade do nosso povo.


Concluindo: O Silêncio Cúmplice e o "Custo Bolsonaro"

Por que você não vê esses pontos conectados na mídia tradicional? Porque a mordaça custa R$ 215 milhões. Eles são pagos para celebrar o "sucesso do agro", mas silenciam sobre o desespero do agricultor familiar e o fracasso na alfabetização. 

Enquanto isso, o trabalhador da Serra já sente o impacto da queda nas exportações para os EUA devido ao Tarifaço (Custo Bolsonaro). Menos exportação significa menos dinheiro circulando, e o veto à agricultura familiar retira o último oxigênio financeiro das nossas comunidades. 

É um ciclo de empobrecimento planejado pela ideologia e financiado pela propaganda. A Alesc tem o poder de derrubar esse veto. É hora de cobrar: seu deputado estadual é parceiro do campo e da educação, ou é apenas parceiro do governador e da Mídia Boca de Aluguel?




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