O que separa um cidadão consciente de um seguidor cego? Para Noam Chomsky, a resposta está na "Fabricação do Consentimento". Mas, em Santa Catarina, essa fabricação ganhou contornos de Governo de Facção: uma mistura de ideologia extremista, uso da máquina pública para fins privados e uma mídia local que, de "cão de guarda", virou "boca alugada" para repetir superlativos e esconder a indecência.
1. A Estratégia da Distração e o
Entretenimento Político
Enquanto o governo estadual tenta passar leis
inconstitucionais — como o fim das cotas — ou protege os "filhos da
elite" em casos de crueldade, a Mídia Boca Alugada inunda o público
com a "Estratégia da Distração". Focam em eventos sociais, obras de
papel ou polêmicas vazias para desviar o olhar do cidadão do que realmente
importa: a corrupção ética e a destruição do licenciamento ambiental.
2. O Aspecto Emocional sobre a
Reflexão: O Medo como Amigo
A extrema-direita catarinense domina a arte de usar
a emoção contra a reflexão. Eles não discutem o orçamento da saúde; eles
gritam sobre "ameaças ideológicas", usam o medo e a raiva para
bloquear o pensamento crítico. É o método nazifascista clássico: crie um
inimigo imaginário para que o povo aceite a perda real de direitos em nome de
uma suposta "proteção".
3. Tratar o Público como Crianças
(A Era da Marketagem)
Quando o governador gasta milhões em propagandas
superlativas (o maior, o melhor, o primeiro!), ele está aplicando a estratégia
de tratar o público como crianças. Discursos simplistas e infantis,
cheios de cores e trilhas heróicas, servem para anular a racionalidade. O
cidadão é induzido a não conferir os dados, apenas a se emocionar com a peça
publicitária de 30 segundos.
4. A Complacência com a
Mediocridade e o Governo de Facção
Um Governo de Facção não busca o bem comum;
ele busca a manutenção do seu grupo no poder. Para isso, utiliza a estratégia
de estimular a mediocridade. Ignorar a ciência climática, zombar da
intelectualidade e perseguir o pensamento profundo são marcas desse sistema.
Eles querem um povo que ache "fashion" ser ignorante, pois um povo
culto não aceitaria a "marketagem" no lugar do asfalto.
"A mídia boca alugada é o
braço de propaganda desse sistema. Ela recebe para calar sobre o erro e para
gritar sobre o pseudo-feito. É a tradução exata da 'fabricação do
consentimento' em solo catarinense."
5. O Domínio pelo Conhecimento
dos Dados
Hoje, com a tecnologia, as facções políticas
conhecem o eleitor melhor do que ele mesmo. Sabem qual medo ativar e qual
mentira contar via WhatsApp para que o indivíduo se sinta culpado por sua
própria desgraça (Auto-culpa), enquanto os reais culpados brindam com o
dinheiro da propaganda enganosa.
6.
A Teoria na Prática: O Caso da Avenida Carah sob a Lente de Chomsky
Para
entender como a Mídia Boca Alugada
e o Governo de Facção operam
em Lages, basta observar a novela da Avenida Carah através de duas estratégias
de manipulação de massa:
6.1. A Estratégia da Adia
(O "Doloroso, mas Necessário")
Quantas
vezes você ouviu que a revitalização da Carah era "prioridade
absoluta", mas que "devido a ajustes técnicos" ou
"burocracias herdadas", a obra precisava ser fatiada ou adiada?
ü A
Manipulação: O governo
apresenta o atraso como um sacrifício necessário para uma entrega
"perfeita" no futuro. Eles pedem a sua paciência hoje em troca de uma
promessa que serve apenas para acalmar a resistência imediata. É a aceitação da
incompetência atual com a esperança de um amanhã que nunca chega por completo.
6.2. A Estratégia da
Distração (O Brilho que Cega)
Enquanto
a restauração real — aquela que envolve drenagem, asfalto de qualidade e
segurança — avança a passos de cágado (ou para no meio do caminho), o que a Marketagem do estado faz?
ü A
Manipulação: Inundam as
redes sociais e as rádios locais com anúncios superlativos sobre "Milhões
para a Serra" ou "Obras em toda Santa Catarina". Eles usam
informações insignificantes ou promessas de outras áreas para desviar o seu
olhar do buraco na frente do seu carro. Se você está distraído com o
"vídeo bonito" da nova ponte na cidade vizinha, você esquece de
cobrar o asfalto que foi prometido para a sua avenida e não saiu do papel.
6 3. Tratar o Público como
Crianças (A infantilização do Lageano)
Ao
anunciar a Avenida Carah com termos como "A Nova Cara de Lages" ou
"Um Presente para a População", o governo trata o cidadão como uma
criança que deve ficar feliz com um "presente", ignorando que aquilo
é dever do Estado pago com o
seu imposto. O tom simplista
da propaganda evita que você questione: Por que o valor X foi anunciado, mas apenas Y foi
executado? Por que a qualidade do material parece inferior ao prometido?
Em Resumo:
A Avenida Carah não é apenas uma via mal acabada; é um monumento à Estratégia da Gradualidade. Eles
entregam o mínimo, no maior tempo possível, com a máxima propaganda. A
"Mídia Boca Alugada" aplaude a entrega de um trecho de 1.200 metros
como se fosse a inauguração do Canal da Mancha, e o povo, manipulado pela
repetição, acaba aceitando a mediocridade como se fosse progresso.
"Não
aceite ser tratado como marionete. Quando a propaganda diz 'histórico', a
realidade da Carah diz 'atraso'. Quando Chomsky fala em manipulação, ele está
falando do que o governo de SC faz com a sua percepção da realidade."
7. Concluindo: Romper a Bolha do
Consentimento
As 10 estratégias de Chomsky não são apenas teoria;
são o manual de instruções do governo que temos hoje em Santa Catarina. O
nazifascismo não chega mais apenas com botas militares; ele chega com
algoritmos, com mídias compradas e com uma "marketagem" agressiva que
tenta nos convencer de que a nossa exclusão é para o nosso próprio bem.
O papel deste blog é ser o curto-circuito nessa
fábrica de mentiras. É denunciar que por trás de cada "obra
histórica" anunciada pela Mídia Boca Alugada, existe uma estratégia
de manipulação desenhada para nos manter dóceis, ignorantes e, acima de tudo,
controlados.







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