domingo, fevereiro 22, 2026

Enquanto isso... no Estado mais Nazifascista e Corrupto do Brasil... (parte V)

 

O Teatro do Marketing em Santa Catarina — A "Fabricação do Consenso" entre o Estado Fantasia e a Realidade


Santa Catarina vive hoje sob um regime de "realidade aumentada" pela propaganda. O governador Jorginho Mello transformou a gestão pública em um laboratório das estratégias de manipulação descritas por Noam Chomsky. O objetivo é claro: fabricar um consenso de eficiência enquanto se apaga a participação da União e se esconde o sucateamento estadual sob camadas de verniz publicitário.


1. A Estratégia da Distração e as "Obras Invisíveis"

Chomsky ensina que o controle social exige desviar a atenção do público dos problemas reais para temas insignificantes ou puramente ideológicos. Enquanto o ministro dos Transportes, Renan Filho, enumera investimentos federais concretos — como o Contorno Viário da Grande Florianópolis, a duplicação da BR-470 e as obras na BR-280 —, o governador utiliza a "mídia boca de aluguel" para criar uma cortina de fumaça.

Dizer que "não há obras" não é apenas um erro; é a aplicação da técnica de negação da realidade para manter a militância engajada em um sentimento de abandono fictício. Enquanto isso, o cidadão que trafega por Rio Negrinho ou pelas SCs do Meio-Oeste (Videira, Iomerê, Água Doce) sente na suspensão do carro que o programa "Estrada Boa" é, na verdade, uma peça de ficção que não chega ao asfalto.


2. Criar Problemas para Vender Soluções: O Mito das Cirurgias

Outra tática clássica de Chomsky é criar (ou inflar) um problema para depois oferecer a solução "salvadora". A propaganda das "1 milhão de cirurgias" é o exemplo perfeito. O governo estadual utiliza números inflados por pequenos procedimentos para vender um milagre administrativo.

O que a mídia comprada não questiona é: como isso é pago? A resposta é o SUS. Ao omitir que esses procedimentos são financiados pelo Governo Federal (via Teto MAC e programas de redução de filas de Lula), o governador "privatiza" politicamente um sucesso que é fruto do pacto federativo. É a manipulação da gratidão do eleitor através do apagamento da fonte do recurso.


3. Gradualismo e Retrocesso: O Ataque às Cotas e ao Campo

A aceitação de medidas inaceitáveis é feita de forma gradual e justificada por uma falsa tecnicidade. Assim, a gestão ataca as cotas raciais e veta a compra de 30% da agricultura familiar, desmanchando políticas de inclusão sob o silêncio complacente de setores da mídia que sobrevivem de verbas oficiais. É o estado agindo contra os mais vulneráveis enquanto a propaganda foca em discursos de "mérito" e "liberdade", conceitos vazios quando aplicados a um cenário de profunda desigualdade.


4. A Infantilização do Debate: "Camburão" e Separatismo

Chomsky alerta para o uso de uma linguagem infantilizada para desarmar o senso crítico. Ao falar em "receber o MST com camburão" ou flertar com o movimento "O Sul é o Meu País", Jorginho Mello abandona o papel de estadista para se tornar um agitador de massas.

Essa retórica do ódio serve para manter o "rebanho perplexo" (termo de Chomsky para a massa manipulada) focado em inimigos imaginários, impedindo que a sociedade se pergunte por que o ProUni é ignorado em favor de um programa estadual menos abrangente, ou por que o governo catarinense prefere o isolamento diplomático à cooperação que traz verbas de Brasília.


5. O Apagamento do ProUni e a Invenção da Roda

Na educação, a estratégia é a mesma: o "Universidade Gratuita" é vendido como a salvação do jovem catarinense. No entanto, o governo estadual tenta apagar da memória coletiva que o ProUni, criado pelo governo Lula em 2004, já formou milhares de catarinenses em universidades comunitárias e privadas muito antes de Jorginho Mello sonhar com a cadeira de governador. O que se vê é uma tentativa de substituir um programa consolidado por um modelo que impõe contrapartidas burocráticas pesadas aos estudantes.


Concluindo: O Papel deste Blog contra a "Mídia Boca de Aluguel"

Este espaço surge como um contraponto à fábrica de consenso. Santa Catarina não é uma ilha, por mais que o marketing queira cercá-la com muros ideológicos. As obras federais citadas pelo ministro existem, o SUS é quem sustenta a saúde, e a agricultura familiar merece respeito, não vetos.

Governar exige mais que "marketagem"; exige honestidade intelectual. Está na hora de rompermos a bolha da manipulação e exigirmos que os recursos públicos — sejam eles estaduais ou federais — sejam aplicados onde o povo realmente vive: nas estradas sem buracos, nas mesas com comida do pequeno produtor e nas universidades verdadeiramente inclusivas.

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