quarta-feira, junho 11, 2014

SE É PARA O BEM DE TODOS E A FELICIDADE GERAL DA NAÇÃO DIGAM AO POVO QUE EU... FUIIIIIIIII....

Brincadeiras a parte.. escrevo para registrar que este é a última mensagem que postarei em meu BLOG...

E para garantir que não mais cairei em tentação, daqui ha 30 (trinta) dias promoverei a exclusão definitiva do BLOG...

E o motivo é simples: DECISÃO PESSOAL, após analisar o cronograma de atividades agendado para o segundo semestre/2014, onde muitos compromissos e viagens estão programados.. além disso tenho minha agenda pessoal onde planejo dedicar algumas horas ao estudo de assuntos pelos quais tenho paixão e tenho investido nos últimos 18 meses: O Modelo gravesiano; a gramática transformacional; e o Poder da Complexidade... Além disso tem aquelas duas viagens anuais internacionais que pretendo realizar até o fim dos meus dias... assim... e em respeito ao direito que meus leitores tem á máxima qualidade e a verdade, deixo de escrever aqui neste espaço...

Aproveito para agradecer a todos... todos mesmos (amigos, inimigos, simpatizantes, anti-simpatizantes; os que me elogiaram, os que me ofenderam; os que me processaram, os que foram solidários.. absolutamente todos)pela fantástica experiência e precioso aprendizado que foi escrever neste BLOG, compartilhar idéias e emoções...

Tomo essa decisão em um momento de muita felicidade, de grande harmonia e prosperidade em todos os sentidos da minha vida: Pessoal, Profissional, Social e Familiar... Não levo... e jamais guardarei... qualquer mágoa, raiva e/ou sentimento negativo de qualquer natureza... caso o fizesse estaria prejudicando apenas a mim...

Não pedirei desculpas para ninguém... paguei e pagarei, sem qualquer problema e/ou arrependimento pelas bobagens que fiz... até porque em algum momento e de alguma forma... me fizeram bem... e... para que serve o dinheiro afinal se não para garantir e/ou comprar eventuais alegrias e bem estar???

Algumas convicções levarei comigo.. pelo menos até que um dia tenha razões para superá-las: (i) A grande e decadente mídia é canalha e demente; (ii) A pequena mídia lageana é (por necessidade de sobrevivência) bajuladora e tendenciosa; (iii) O não-governador é o exemplo vivo da hipocrisia; (iv) o Procurador Geral nunca será penalizado pelas irregularidades que cometeu; (v) a tchurma derrotada do Renatinho é imbatível no que diz respeito a arrogância e incompetência (meu consolo.. e esperança... é que nunca mais voltarão ao poder); (vi)o atual sistema JUDICIÁRIO brasileiro tem vários pesos e várias medidas... e não tem absolutamente nada (até agora)que me de motivos para respeitá-lo, exceto minha própria noção de civilidade;(vii) em 2002 a esperança derrotou o medo; em 2006 a inteligencia venceu o ódio; em 2010 a verdade derrotou a mentira; e, agora em 2016 a grande luta será entre a demência e a lucidez;e, (viii) O PRESIDENTE LULA é o maior ESTADISTA que o Brasil ja teve e terá...

Despeço-me acreditando que o Brasil tem condições (embora não seja a melhor equipe e nem o favorito) de ser hexa-campeão.. vou torcer (como sempre fiz) pelo meu Pais... E embora reconheça que sera uma das mais duras eleições já disputadas.. onde tudo será possível, lutarei ate o ultimo instante para que os lúcidos vençam essa disputa...

ADEUS a TODOS...

terça-feira, junho 10, 2014

COMPLEXO DE VIRA-LATA...

Após a derrota na final da Copa de 1950, a reação de boa parte da elite brasileira foi a de que havíamos perdido porque o Brasil não conseguia ser bom em nada, que tudo no Brasil era ruim e tudo do exterior era melhor, sentimento que Nelson Rodrigues classificou como “Complexo de vira-lata”.

Ultimamente nossa elite e setores da mídia vem criticando acidamente nosso país e apresentando alguns vizinhos, aqueles que seguem a cartilha neoliberal (México, Colômbia, Peru e Chile), como modelos a serem seguidos. Pois bem: os investimentos externos diretos (IED) que ingressaram no Brasil em 2013 foram de US$ 64 bilhões. Quase 70% acima do recebido pelo México (US$ 38 bilhões) e o quádruplo do recebido pela Colômbia (US$ 16,7 bilhões). No Peru, o IED caiu 17% em 2013 e no Chile, 29%. Então, por que os investidores estrangeiros insistiriam em investir num país que na opinião dos analistas tupiniquins vai de mal a pior?

Mais dados: os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) em 2013 no Brasil foram de 1,2% do PIB, mas no México foram de “excepcionais” 0,42%. Das 20 melhores instituições de ensino superior da América Latina, metade (10) são brasileiras, apenas 2 mexicanas, 4 chilenas, 2 colombianas e nenhuma peruana. Somos mesmo piores?

Por fim, critica-se também ter o Brasil gastos do Governo equivalentes a 22% do PIB total. Não percebem que isso decorre de um Estado que provê previdência, saúde e educação públicas para toda a população e seguro para os desempregados. Será que acham ruim que o Brasil esteja na companhia de países como a Dinamarca, França e Canadá, onde os gastos de governo variam de 28,8 a 21,6% e prefeririam que tivéssemos o percentual de gastos do México (11,8%), Peru (10,8%) e Chile (12,0%), que estão na companhia das “prósperas” Índia (12,4%) e Nigéria (12,8%)?

Parece que pouca coisa mudou 64 anos depois.


Júlio Miragaya é presidente da Codeplan e membro do Conselho Federal de Economia

UMA ÓTIMA NOTICIA PARA OS HIPÓCRITAS QUE SE ALIMENTAM DE ÓDIO TODOS OS DIAS...

Sheherazade e a alta dos linchamentos
Por Altamiro Borges

O Núcleo de Estudos da Violência da Universidade São Paulo (USP) divulgou nesta semana um estudo que comprova o aumento dos linchamentos no Brasil. Foram contabilizados 37 casos de espancamentos coletivos entre fevereiro e maio deste ano, que resultaram na morte de 20 pessoas – entre eles, o da dona-de-casa do Guarujá, no litoral paulista, que chocou o país. Por coincidência ou não, o crescimento desta barbárie ocorreu logo depois do criminoso comentário da âncora Rachel Sheherazade no telejornal do SBT, em 4 de fevereiro. Na ocasião, a nova musa da direita nativa defendeu histericamente os linchamentos, justificando ação de “justiceiros” que acorrentaram um jovem negro no Rio de Janeiro.

A postura da jornalista, famosa por suas posturas fascistóides, gerou forte reação da sociedade. Nas redes sociais, ela foi rotulada de “assassina” e “criminosa”. Até no Congresso Nacional, sempre tão servil aos barões da mídia, houve críticas das bancadas do PT, PCdoB e PSOL. A deputada Jandira Feghali, reconhecida militante da luta pela democratização da mídia, acionou a Procuradoria-Geral da República questionando os anúncios publicitários do governo federal concedidos a uma empresa que explora uma concessão pública e faz apologia do crime.

Diante das críticas, o SBT divulgou nota tentando salvar a sua imagem – e, principalmente, as verbas publicitárias. “A emissora respeita a liberdade de expressão de seus comentaristas, porém ressalta que a opinião é da mesma [Sheherazade], e não do SBT”. A cínica desculpa não convenceu e a reação cresceu. Silvio Santos, dona da rede, optou por esconder sua âncora durante alguns dias. Na sequência, a emissora anunciou que ela retornaria ao seu posto. Será que agora ela fará novos comentários fascistóides, contribuindo para elevar ainda mais o índice de linchamentos no país?

SUÍÇA... AQUELE "PAISINHO MISERÁVEL"... FAZ "PLÁGIO" DO "BOLSA VAGABUNDO"....

BOLSA FAMÍLIA – Depois de Japão e EUA, agora é a vez da Suiça copiar o programa social

completou exatos dez anos do maior programa social do Brasil. Odiado por muitos, que o consideram assistencialista, pernicioso e, sobretudo, eleitoreiro, mas pedra de toque dos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o certo é que o Bolsa Família está se tornando cada vez mais imitado em todo mundo.

Depois de ser implantado em Nova York, com a colaboração de técnicos brasileiros, chega à Suíça nas próximas semanas, com votação marcada no congresso do país europeu famoso pela riqueza.

O principal programa social do governo, iniciado durante a gestão do ex-presidente Lula e pedra de toque da administração Dilma Rousseff, completa 10 anos neste domingo 20 – e se globaliza. Atacado por muitos no Brasil, ele é considerado, pela ONU e ONGs internacionais um dos principais programas de combate à pobreza do mundo, tendo sido nomeado como “um esquema anti-pobreza originado na América Latina que está ganhando adeptos mundo afora” pela revista The Economist. Governos de todo mundo estão de olho”, registra o Wikipédia. Para o jornal francês Le Monde, “o bolsa família amplia, sobretudo, o acesso à educação, a qual representa a melhor arma, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, contra a pobreza”.

Nas próximas semanas, informa o governo da Suíça, o modelo Bolsa Família será implantado em uma pequena região do pais. Mas numa versão 2.0, com benefícios equivalentes a R$ 6 mil (abaixo). Nos Estados Unidos, Nova York foi a primeira cidade a adotar o programa, hoje atingindo cerca de 3 mil famílias, com ajuda de técnicos brasileiros.

Para a pesquisadora italiana Francesca Bastagli, da London School of Economics, o programa foi “desenhado” de forma a permitir a emancipação dos beneficiados. “O bolsa família tem uma estrutura que vai em direção contrária ao assistencialismo”, acrescenta Francesca, que estuda ações de diversos países direcionadas à transferência de renda para os pobres.

No Brasil, pode-se amá-lo ou odiá-lo. Nos 10 anos de implantação do programa, sobrou pouco espaço para o meio termo da oposição. Denúncias sobre irregularidades pontuais aparecem com frequência na mídia, mas uma coisa se reconhece: ele mudou a face do Brasil, ao atingir milhões de famílias.

“O Bolsa Família acomoda a população pobre”, analisou certa vez a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Para a entidade, o programa seria “só uma ajuda pessoal e familiar. É verdade que 11 milhões de famílias recebem no Nordeste e no Norte, mas isso levou a uma acomodação, a um empanzinamento”.

ESTUDO INÉDITO - Mas para o governo, é mesmo a sua menina dos olhos. Em estudo inédito divulgado na terça-feira 15 em comemoração ao aniversário de uma década do programa, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômico Aplicada) revelou que a iniciativa implantada no governo Lula reduziu a extrema pobreza em 28% nos últimos dez anos, superando em 70% o patamar estabelecido pela meta do milênio da ONU.

Atualmente, o Bolsa Família atende a cerca de 13,8 milhões de famílias – quase 80 milhões de pessoas. Para a ministra Tereza Campello, o programa traz melhorias, principalmente, na redução da pobreza e na redução da desigualdade. “Nós temos dados, estatísticas robustas que comprovam os benefícios que o Bolsa Família trouxe para as famílias ao aliviar a pobreza, ao levar crianças para salas de aula, ao melhorar o desempenho escolar e a reduzir a mortalidade infantil”, afirmou a ministra.

Segundo Marcelo Neri, presidente do Ipea, a cada 2% gasto com o Bolsa Família, 12,5% são transformados em benefício para a população, ou seja, o programa ajuda não só a reduzir a pobreza, mas também a estimular a economia a partir do consumo da população mais pobre. “O Bolsa Família tem um efeito multiplicador na economia, cada real que você gasta no Bolsa Família, ele faz a economia girar R$ 2,40. Ele tem um impacto sobre a pobreza, com impacto direto de 36%, ou seja, a pobreza cai de 4,9% para 3,6% com o Bolsa Família sem levar em conta os efeitos multiplicadores”, afirmou.

Os dados do impacto do programa também apontam que a renda dos mais pobres cresceu em torno de quatro vezes mais rápido do que a renda dos mais ricos. O investimento pelo governo federal no Bolsa Família em 2013 é de R$ 24 bilhões, o que representa 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB). “Ele (o Bolsa Família) gasta apenas 0,5% do PIB, então ele consegue fazer muito na pobreza e na desigualdade. Ele consegue fazer muito, gastando relativamente pouco”, disse Neri.


P.S: E.. POR FALAR EM BOLSA... VOU SUGERIR PARA A PRESIDENTA DILMA O BOLSA "PAPEL HIGIÊNICO"....

Vou sugerir a criação do BOLSA "PAPEL HIGIÊNICO", no valor mensal de U$ 1.000,00, destinada exclusivamente aos coxinhas e aos raivosos, para usarem como guardanapo, já que não cansam de falar M... sobre o Brasil e nós brasileiros....

sexta-feira, maio 30, 2014

SÓ PARA OS LÚCIDOS... E PARA OS QUE SABEM ARITMÉTICA.....

FHC VENDEU A VALE
POR 1/2 COPA

O Príncipe da Privataria vendeu as joias da família e aumentou a dívida da família !



Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

BRASIL GUARDOU DUAS COPAS PARA JURO E INVESTIU MAIS DUAS, ATÉ ABRIL. FH VENDEU A VALE POR 1/2…



Se a gente considerar os gastos do Governo Federal com a Copa do Mundo – mesmo somando o que foi aplicado em obras de mobilidade urbana que tem bem pouco a ver, senão a oportunidade, com os jogos de futebol e os financiamentos do BNDES para os construtores dos estádios, que voltarão ao cofres do Banco – tem-se, segundo a Folha, R$ 13,1 bilhões

O jornal mostrou que, mesmo juntando estados e municípios e gastos privados na conta,  para chegar a R$ 25,8 bilhões, não daria para um mês dos gastos públicos com educação.

Mas alguns argumentaram que isso inclui pessoal, encargos e outros gastos de custeio, que não são, como aqueles, investimentos novos.

Muito bem.

Então fui comparar aos investimentos.

Até abril, segundo dados apresentados hoje pelo Tesouro Nacional, os programas de investimento federais desembolsaram, desde janeiro, R$ 27,4 bilhões, com destaque para o PAC (R$ 19, 9 bilhões) e o Minha Casa, Minha Vida.

Mais de duas Copas, ao longo de sete anos, portanto, apenas como investimento, obras, sem contar salários e outros gastos de custeio, em apenas quatro meses.

Se somarmos as outras despesas de custeio, o dispêndio com a Saúde, sem contar o transferido para Estados, só em março e abril ( R $ 7,05 bi e R$  6, 85 bi) é outra Copa.

Se a isso somarmos o que se destina à saúde pela renúncia fiscal federal em favor de planos de saúde e despesas médicas, só em 2011 (hoje certamente será bem mais), que somou R$ 15,8 bi, dá mais outra Copa ainda, com sobras.

Haja Copa!

Mas é possível fazer outra conta, também, esta bem triste.

É que de janeiro a abril acumulamos um superavit primário de R$ 29, 7 bilhões, mais de duas Copas.

É dinheiro que deixamos de gastar em saúde, educação, estradas, portos. E que não vai nem deixar estádios ou metrô, linhas expressas e outras obras “da Copa”.

Vai para a turma da “bufunfa” padrão Fifa, na forma de juros e encargos da dívida brasileira.

O olha que isso não chega para cobrir nem a metade dos cerca de R$ 80 bilhões que o país pagou de juros, quase seis Copas.

Mas essa despesa é boa, bonita e agradável ao poder econômico e à mídia, deus os livre de fazerem tal comparação.

Daqui a pouco vai aparecer um inconveniente dizendo que, nos sete anos de preparação para a Copa, o dinheiro que ganharam com juros daria para construir algo como mil e quinhentos estádios de R$ 1 bilhão cada!

A única comparação que não dá para fazer é quantas Copas daria para fazer com o dinheiro pelo qual Fernando Henrique vendeu a Vale, maior empresa de minério de ferro do mundo.

É que foram só US$ 3 bilhões, ou R$ 6,4 bilhões em dinheiro ao câmbio de hoje.

Não dá meia Copa sequer.

OS ÓRFÃOS DO J.B....

OS ÓRFÃOS DE JOAQUIM BARBOSA

Órfão da toga justiceira, Aécio Neves tenta vestir uma fantasia de justiceiro social, esgarçada pela estreiteza dos interesses que representa.

por: Saul Leblon

Joaquim Barbosa deixa a cena política como um farrapo do personagem desfrutável que se ofereceu um dia ao conservadorismo brasileiro.

Na verdade, não era mais funcional ter a legenda política associada a ele.

Sua permanência à frente do STF tornara-se insustentável.

Vinte e quatro horas antes de comunicar a aposentadoria, já era identificado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, como um fator de insegurança jurídica para o país.

A OAB o rechaçava.

O mundo jurídico manifestava constrangimento diante da incontinência autoritária.

A colérica desenvoltura com que transgredia a fronteira que separa o sentimento de vingança e ódio da ideia de justiça, inquietava os grandes nomes do Direito.

Havia um déspota sob a toga que presidia a Suprema Corte do país.

E ele não hesitava em implodir o alicerce da equidistância republicana que confere à Justiça o consentimento legal, a distingui-la dos linchamentos falangistas.

O obscurantismo vira ali, originalmente, o cavalo receptivo a um enxerto capaz de atalhar o acesso a um poder que sistematicamente lhe fora negado pelas urnas.
Barbosa retribuía a ração de holofotes e bajulações mercadejando ações cuidadosamente dirigidas ao desfrute da propaganda conservadora.

Na indisfarçada perseguição a José Dirceu, atropelou decisão de seus pares pondo em risco um sistema prisional em que 77 mil sentenciados desfrutam o mesmo semiaberto subtraído ao ex-ministro.

Desde o início do julgamento da AP 470 deixaria nítido o propósito de atropelar o rito, as provas e os autos, em sintonia escabrosa com a sofreguidão midiática.

Seu desabusado comportamento exalava o enfado de quem já havia sentenciado os réus à revelia dos autos, como se viu depois, sendo-lhe maçante e ostensivamente desagradável submeter-se aos procedimentos do Estado de Direito.

O artificioso recurso do domínio do fato, evocado como uma autorização para condenar sem provas, sintetizou a marca nodosa de sua relatoria.

A expedição de mandatos de prisão no dia da República, e no afogadilho de servir à grade da TV Globo, atestaria a natureza viciosa de todo o enredo.

A exceção inscrita no julgamento reafirmava-se na execução despótica de sentenças sob o comando atrabiliário de quem não hesitaria em colocar vidas em risco.

O que contava era servir-se da lei. E não servir à lei.

A mídia isenta esponjava-se entre o incentivo e a cumplicidade.

Em nome de um igualitarismo descendente que, finalmente, nivelaria pobres e ricos no sistema prisional, inoculava na opinião pública o vírus da renúncia à civilização em nome da convergência pela barbárie.

A aposentadoria de Barbosa não apaga essa nódoa.

Ela continuará a manchar o Estado de Direito enquanto não for reparado o arbítrio a que tem sido submetidas lideranças da esquerda brasileira, punidas não pelo endosso, admitido, e reprovável, à prática do caixa 2 eleitoral.

Igual e precedente infração cometida pelo PSDB, e relegada pela toga biliosa, escancara o prioritário sentido da AP 470: gerar troféus de caça a serem execrados em trunfo no palanque conservador.

A liquefação jurídica e moral de Joaquim Barbosa nos últimos meses tornou essa estratégia anacrônica e perigosa.

A toga biliosa assumiu, crescentemente, contornos de um coronel Kurtz, o personagem de Marlon Brando, em Apocalypse Now, que se desgarrou do exército americano no Vietnã para criar a sua própria guerra dentro da guerra.

Na guerra pelo poder, Barbosa lutava a batalha do dia anterior.

Cada vez mais, a disputa eleitoral em curso no país é ditada pelas escolhas que a transição do desenvolvimento impõe à economia, à sociedade e à democracia.

A luta se dá em campo aberto.

Arrocho ou democracia social desenham uma encruzilhada de nitidez crescente aos olhos da população.

A demonização do ‘petismo’ não é mais suficiente para sustentar os interesses conservadores na travessia de ciclo que se anuncia.

Aécio Neves corre contra o tempo para recadastrar seu apelo no vazio deixado pela esgotamento da judicialização da política.

Enfrenta dificuldades.

Não faz um mês, os centuriões do arrocho fiscal que o assessoram –e a mídia que os repercute– saíram de faca na boca após o discurso da Presidenta Dilma, na véspera do 1º de Maio.

Criticavam acidamente o reajuste de 10% aplicado ao benefício do Bolsa Família.

No dia seguinte, numa feira de gado em Uberaba, MG, o tucano ‘não quis assumir o compromisso de aumentar os repasses, caso seja eleito’, noticiou a Folha de SP (02-05).

‘De mim, você jamais ouvirá uma irresponsabilidade de eu assumir qualquer compromisso antes de conhecer os números, antes de reconhecer a realidade do caixa do governo federal”, afirmou Aécio à Folha, na tarde daquela sexta-feira.

Vinte e seis dias depois, o mesmo personagem, algo maleável, digamos assim, fez aprovar, nesta 3ª feira, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, uma medida que exclui limites de renda e tempo para a permanência de famílias pobres no programa (leia a reportagem de Najla Passos; nesta pág)

A proposta implica dispêndio adicional que o presidenciável recusava assumir há três semanas.

Que lógica, afinal, move as relações do candidato com o Bolsa Família?

A mesma de seu partido, cuja trajetória naufragou na dificuldade histórica do conservadorismo em lidar com a questão social no país.

Órfão da toga justiceira, Aécio Neves tenta vestir uma inverossímil fantasia de justiceiro social, desde logo esgarçada pela estreiteza dos interesses que representa.

A farsa corre o risco de evidenciar seus limites tão rapidamente quanto a anterior.

A ver.

ALEM DE CORDA VAI FALTAR TAMBÉM FORMICIDA.... COXINHAS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO... LULA RECEBE MAIS UM PRÊMIO INTERNACIONAL....

Lula recebe medalha por ações de combate à pobreza

Representantes de instituições americanas querem firmar parceria com o Instituto Lula para compartilhar conhecimento em políticas de inclusão social e combate à pobreza

30/05/2014 - 11h39 / Por Agência PT

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu nesta quinta-feira (29), a visita dos professores Laurence Simon, da Heller School for Social Policy and Management da Universidade Brandeis, nos Estados Unidos, Joan Dassin, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e Sérgio Mascarenhas, da Universidade de São Paulo.

Os acadêmicos vieram conversar com Lula e com o diretor do Instituto Lula para a Iniciativa África, Celso Marcondes, sobre parcerias entre a instituição e a Heller School com o objetivo de compartilhar conhecimento em políticas públicas de inclusão social e combate à pobreza.

No encontro, Simon entregou a Lula a medalha “Knowledge Advancing Social Justice” (Conhecimento para o Avanço da Justiça Social), da Universidade Brandeis, como reconhecimento pelo trabalho do ex-presidente para a redução da pobreza no Brasil.

quarta-feira, maio 28, 2014

LULA GANHA ESTÁTUA EM BRONZE AO LADO DA CASA BRANCA.... VAI FALTAR CORDA... OS COXINHAS E OS DIREITOSOS ... VÃO SE ENFORCAR...

Lula ganha estátua em Bronze ao lado da Casa Branca

O maior estadista da America Latina, Lula da Silva, ganha estátua de bronze ao lado da Casa Branca nos Estados Unidos (Chora,Jabor!)

Estátua de bronze de Lula foi instalada no National Mall, parque ao lado da Casa Branca, em Washington. Junto ao ex-presidente estão figuras ilustres como Abraham Lincoln, Simon Bolívar o recém-falecido Gabriel García Márquez

Uma estátua em bronze de Lula foi instalada no National Mall, parque ao lado da Casa Branca, local onde são homenageados os ex-presidentes do país, em Washington. Junto ao ex-presidente estão figuras ilustres como o presidente assassinado dos EUA, Abraham Lincoln, o o líder político das guerras de independência da América Espanhola, Simon Bolívar e até o recém-falecido escritor Gabriel García Márquez. A escultura faz parte da exposição “A América nos olhos de Yuan Xikun”, que faz referência aos “dez grandes homens das Américas”.

O escultor das obras que suas criações “homenageiam quem extraordinariamente contribuiu para os povos das Américas”.

Yuan Xikun é reconhecido internacionalmente por sua habilidade em retratar figuras políticas de destaque.

De acordo com a assessoria do Instituto Lula, o ex-presidente foi convidado para participar da inauguração, mas não pôde comparecer porque tinha compromissos agendados que não poderiam ser remarcados.

Lula é o primeiro presidente brasileiro a ter uma estátua em exposição na capital dos EUA.

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Para aplacar a raiva e inveja da mídia demente e canalha, sugiro erguer também uma estatua em homenagem ao PSDB..... vejam que beleza...
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Há uns dois anos... só para curtir com a odiosidade dos direitosos babacas... um grupo de brincalhões soltou uma "noticia"de que uma estatua do Lula de R$ 13 milhões... maior que a estatua do Cristo redentor... seria construída em Brasilia... Essa pegadinha causou espasmos raivosos e ranger de dentes... Imaginem agora... com essa estatua do LULA la na Casa Branca...vai faltar corda no mercado....

TEXTO 5 - MITOS ECONÔMICOS BRASILEIROS #7: “O BRASIL TEM A MAIOR ALÍQUOTA DE IMPOSTO DE RENDA DO MUNDO”

Mitos econômicos brasileiros #7: “O Brasil tem a maior alíquota de imposto de renda do mundo”

Todo mês de abril é aquela mesma história: o Leão aparece, e dá-lhe choradeira. Afinal, quem gosta, mesmo, de pagar impostos? E sempre aparecem “analistas” ou “especialistas em tudo” para encher a boca para falar: “O Brasil tem a maior carga tributária do mundo” (não deixe de ler o Mito Econômico Brasileiro 1,Mito 2 e o Mito 3).
E sempre tem aquele especialista de portal que vira e mexe lança aquela frase irônica-marota do tipo “parabéns pra vc brasileiro, que paga uma das maiores taxas de imposto de renda do mundo”.
Só que não. O Brasil (barrinha verde, clique sobre a imagem para ampliar o gráfico) tem uma das mais BAIXAS alíquotas (máximas) de imposto de renda, como se pode observar neste gráfico:
Imagem

Se os 99 países que têm imposto de renda fossem “ranqueados” segundo a alíquota máxima do imposto, o Brasil ficaria lá atrás: com a alíquota máxima de 27,5%, seria apenas o 58º do ranking. Entre os países emergentes, apenas a Rússia tem imposto de renda menor (13%), segundo levantamento da KPMG.
Até o México, tão lembrado nos debates tributários pelos liberais e conservadores (porque tem carga tributária baixa) possui alíquota máxima maior que a do Brasil: 30%. Os EUA, também visto como o paradigma dos liberais, têm uma taxa máxima de 39,6%. Isso, claro, para não falar dos países com serviços públicos universais de alta qualidade e tributação mais equitativa da Europa: liderando o ranking, a Suécia, com 57%, seguindo por Dinamarca (55,56%) e Holanda (52%). Quase todos os países da Europa Ocidental possuem alíquotas máximas de 40% ou mais.
Mas atenção: esse ranking se refere a alíquotas máximas. Como no Brasil há apenas quatro faixas de alíquota (7,5% de R$ 20.529,37 até R$ 30.766,92; 15% de R$ 30.766,93 até R$ 41.023,08; 22,5% de R$ 41.023,09 até R$ 51.259,08; e 27,5 acima de 51.259,08), incluir mais alíquotas, como chegou a propor Pochmann, nos bons tempos do IPEA, aumentaria a justiça tributária e permitiria uma correção maior do imposto de renda para os que têm menor renda.
Além disso, é bom lembrar não só que a alíquota é (corretamente) escalonada, mas também que há uma série de deduções permitidas e ninguém acaba pagando, efetivamente, 27,5%, como mostrou a boa reportagem da Carta Capital de fevereiro deste ano. Segundo apurou a reportagem,  “um indivíduo com salário de 22 mil por mês consegue derrubar a alíquota total sobre os seus ganhos para 17%. Na média, o porcentual efetivo no Brasil não ultrapassa 10% da renda”.
Há uma boa discussão sobre o tema, liderada pelo Sindifisco (Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal), para mudar algumas regras tributárias (em especial as do imposto de renda) para torna-lo mais justo. O sindicato produziu um vídeo (veja abaixo) que traz algumas ideias interessantes, que poderiam ser encampadas por partidos progressistas, embora eu não concorde com algumas das formulações que foram feitas ali (às vezes mais voltadas a reduzir imposto do que a mudar a estrutura de quem paga):
O fato é que sempre que há uma necessidade de arrecadação, tributa-se muito mais o trabalho e o consumo/produção do que o capital. Espero que nos próximos anos uma reforma tributária seja pensada para ir além da habitual “desoneração da produção”, e caminhar no sentido de buscar aumentar a justiça tributária e tornar o sistema tributário uma ferramenta de redistribuição de renda, como nos países desenvolvidos. Os países da OCDE já sabem disso. E o Brasil?
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Reprodução de publicação da OCDE mostra como o índice de Gini (que mede desigualdade, sendo 0 a igualdade absoluta e 1 a desigualdade absoluta) varia bastante (para baixo) depois de cobrados os impostos e de distribuídas as transferências… nos países ricos.

segunda-feira, maio 26, 2014

TEXTO 4 - MITOS ECONÔMICOS BRASILEIROS #3: “NÃO FALTAM RECURSOS AO ESTADO, O PROBLEMA É QUE O ESTADO GASTA MAL”

Mitos econômicos brasileiros #3: “Não faltam recursos ao Estado, o problema é que o Estado gasta mal”

Aqui já começamos a entrar na questão do que o Estado faz com 19,82% do PIB, já depois de pagar transferências para famílias e firmas. Críticos dizem que o grosso desse restante que fica com o Estado vai pelo ralo e se perde em órgãos ineficientes da máquina pública e, claro, em corrupção. A corrupção e a ineficiência existem, claro, e devem ser combatidas. Mas há ralos mais visíveis – e maiores – por onde o recurso público se esvai e nada têm a ver com a máquina pública, corrupção ou ineficiência.
Além do pagamento de aposentadorias e pensões, a principal despesa que o Estado faz – e que também é vista como “obrigatória” – é outra “transferência”: o pagamento de juros da dívida pública. Esses recursos tampouco ficam com o Estado.
De volta ao estudo do IPEA, então, ao subtrair o quanto o país pagou com juros da carga tributária líquida (19,3% em 2007), o que sobra para o Estado prover serviços públicos, investir em infraestrutura, Defesa, manutenção da máquina etc. foi, em 2007, o equivalente a 13,1% do PIB. O país gastou naquele ano 6,2% do PIB com juros e amortização da dívida, o maior percentual dos países da lista compilada pelo IPEA. De fato, todos os outros 17 países do levantamento pagam no máximo 3% do PIB em juros, com exceção da Itália (4,5%). Outros países, ainda, como Noruega, Irlanda e Coreia são recebedores líquidos de juros.
Logo, da lista de 18 países, o Brasil cai da 10ª maior carga tributária bruta (CTB), para a 13ª carga tributária líquida (CTL) e, finalmente, para a 17ª posição ao excluir das CTLs o pagamento com juros, em empate técnico com a Grécia (antes da crise).
Image
Fonte: Ipea
Assim, o que à primeira vista parecia ser um “inchaço” da máquina, decretado pela “carga tributária recorde” de 35,85% do PIB, olhando mais de perto, revela ser um Estado “enxuto”, que é sustentado por 13% do PIB – quando se exclui os recursos que, para efeitos práticos, não entram no seu caixa para bancar as despesas para seu próprio funcionamento (“custeio”) ou para atender à população.
Por outro lado, quando o “ranking” é de quem paga mais juros no mundo, o Brasil figura entre os “top 10″. Segundo dados colhidos na base do Banco Mundial, o país é o 5º do mundo que mais paga juros da dívida (títulos do governo, empréstimos de longo prazo etc.), tanto para residentes do país como do exterior, em relação ao próprio gasto público. Fica atrás apenas de Líbano, Sri Lanka, Jamaica e Paquistão (clique no gráfico abaixo para ampliar)
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Outra maneira de entender o quadro é olhando mais de perto como as despesas públicas são repartidas no Orçamento federal. Para 2014, do total gasto pela União, nada menos que 42% (ou R$ 2,38 trilhões) vão para pagamento de juros e amortização. Isso significa que o Brasil deve pagar, neste ano, R$ 1 trilhão com suas dívidas.
Outros 19,8% do Orçamento vão do Ministério da Previdência direto para o pagamento de aposentadorias, pensões e outros programas de proteção social ao trabalhador (ou seja, o grosso das transferências a que nos referimos no mito #2). Conclusão: de tudo que é arrecadado pelo governo, seja por meio de impostos, seja por meio de venda de títulos públicos (boa parte das receitas do Orçamento não provem de impostos), sobra pouco mais de um terço para gastar com investimento em infraestrutura, Saúde, Educação, Defesa, Saneamento etc..
Isso fica mais fácil de visualizar no gráfico produzido pela associação Auditoria Cidadã da Dívida Pública. Os números divergem um pouquinho dos meus porque o levantamento da associação foi feito antes, a partir da proposta de Orçamento para 2014. Já as minhas contas foram feitas depois da aprovação da lei orçamentária anual de 2014, que teve pequenas alterações, mas que não mudam a história contada pelo gráfico abaixo (clique para ampliar).
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Depois do Ministério da Previdência, as pastas que mais receberão verba da União, são as da Saúde e da Educação. Em 2014, a primeira receberá 4,25% do Orçamento e a segunda, 3,91% (pode-se acrescentar a esse montante a transferência para a Educação Básica, fazendo o total subir para 5,84%). Ou seja, apenas 10% do Orçamento federal vai para as duas áreas sociais fundamentais, sem contar com as transferências obrigatórias a Estados e Municípios constitucionalmente pré-determinadas.
Será mesmo, então, que o problema fundamental é “falta de gestão”? Será que a Educação e a Saúde no país estão sendo adequadamente financiadas – e a má qualidade dessas áreas se deve apenas a governantes que “gastam mal”? É bom enfatizar que há políticos (e clãs) que efetivamente gastam mal e poderiam fazer muito mais com os recursos de que dispõem. Mas há um limite. Trata-se de um problema mais estrutural, em que mesmo um “bom gestor” teria dificuldades de entregar os resultados esperados.
Para manter as comparações internacionais, poderíamos investigar quais países se desenvolveram contando com apenas 13% do PIB para todos os investimentos necessários em Saúde, Educação, Saneamento, infraestrutura etc.? Pensando em casos de “sucesso”, como a Coreia do Sul, poderíamos verificar qual proporção de seu PIB (ou de seu Orçamento) o país gastou (e por quantos anos seguidos) em Educação para chegar no patamar de desenvolvimento que se encontra atualmente?
Ao se analisar os números frios, outras questões, que vão muito além da lenga-lenga da “falta de gestão” ,vêm à mente: se não é desejável e possível um aumento de impostos, como fazer aumentar esses 13% que sobram para o Estado para a provisão de serviços de melhor qualidade: reduzindo aposentadorias ou pagamentos de juros? Será que a “carga tributária” é realmente pesada para todos? Quem pode pagar mais efetivamente paga mais? É possível ter um sistema tributário justo e adequado para manter serviços públicos de qualidade com uma estrutura tributária em que predominam os impostos indiretos? Como países com carga tributária bruta bem menor que o Brasil, como México e Chile, têm alíquotas máximas de imposto de renda bem maiores que as nossas (30% e 40% respectivamente, contra 27,5% aqui) que é um tributo mais justo e progressivo? A divisão dos recursos dos impostos entre os entes federativos faz sentido, levando em conta as atribuições e demandas populares por direitos e serviços públicos de melhor qualidade no plano local?
Ao desmistificar o mito do “Estado inchado” e o da “má gestão”, um debate mais profundo sobre a “carga tributária” pode começar a ser feito. Em outros termos.

QUEM TEM ORGULHO E QUEM MORRE DE VERGONHA

QUEM TEM ORGULHO E QUEM
MORRE DE VERGONHA

Ocorreu uma inversão canina no Brasil. Por isso, eles babam de ódio …


Conversa Afiada reproduz comentário de amigo navegante Luis Fernando:


Sobre Orgulho e Vergonha:

Perguntem aos 9,5 milhões de estudantes matriculados no Enem se sentem Orgulho ou Vergonha do país.

Perguntem aos milhares de operários da construção civil, crescente a cada dia, se sentem Orgulho ou Vergonha.

Perguntem aos milhões de trabalhadores que compraram carro 0 nos últimos anos se sentem Orgulho ou Vergonha.

Perguntem aos mais humildes atendidos pelo Mais Médicos se estão sentindo Orgulho ou Vergonha.

Perguntem aos jovens formados pelo Pronatec se sentem Orgulho ou Vergonha.

Perguntem aos milhares de empregados da Petrobras se sentem Orgulho ou Vergonha.

Perguntem aos mais de 50 mil trabalhadores da construção naval se estão Orgulhosos ou Envergonhados.

Pergunte à dona Luiza Trajano, representante dos grandes empresários brasileiros, se sente Orgulho ou Vergonha do Brasil.

Perguntem aos milhares de brasileiros que foram ao feirão da Caixa se estão Orgulhosos ou morrendo de Vergonha ao comprar sua casa própria.

Perguntem aos milhões de beneficiados pelo Minha Casa Minha vida se estão sentindo Orgulho ou Vergonha.

Agora, pergunte também:

Perguntem aos funcionários da globo se sentem Orgulho ou Vergonha de serem vítimas de irregularidades trabalhistas de seus patrões.

Perguntem aos ex-funcionários, recentemente demitidos da Abril, se estão Orgulhosos ou Envergonhados da empresa que trabalhavam.

Perguntem aos chefões da mídia se estão orgulhosos ou envergonhados da queda acentuada de sua audiência.

Perguntem aos funcionários públicos mineiros se estão orgulhosos ou envergonhados do tratamento dedicado a eles pelo governo do estado.

Perguntem ao povo paulistano se sentem Orgulho ou Vergonha de pagar por uma água que não chega em sua torneira.

Quem sente vergonha desse país é aquele doutorzinho que não atende os mais humildes e agora tem o Juan, a Margarida, o Pablo para fazê-lo.

É a dondoca do trânsito que para seu carro importado no sinal e se enraivece ao ver parando ao seu lado um trabalhador simples com seu 0 quilômetro do lado dela.

Sente vergonha do Brasil aquele representante da Big House que pega um avião pra Miami e que olha para o lado e lá está o porteiro do prédio vizinho indo fazer as mesmas compras que ele.

No Brasil de hoje, ocorreu uma inversão canina curiosa.

Nós, cidadão comuns e trabalhadores viramos cães de raça.

Os mais abastados, transformaram-se em simples vira-latas.

sexta-feira, maio 23, 2014

TEXTO 3 - MITOS ECONÔMICOS BRASILEIROS #2: “O BRASIL TEM UMA CARGA TRIBUTÁRIA MUITO ELEVADA”

Mitos econômicos brasileiros #2: “O Brasil tem uma carga tributária muito elevada”

Fonte: http://novascartaspersas.wordpress.com/
Os “arautos da carga tributária” mais bem informados podem até reconhecer que é bobagem dizer que o brasileiro é quem mais paga impostos no mundo. Mas, ainda assim, poderão objetar que se trata de uma carga extremamente elevada, semelhante à do Reino Unido (35,2%) e bem maior que a de Canadá (30,7%) e Suíça (28,2%), que, diferentemente do Brasil, têm  excelente provisão de serviços públicos e seguridade social.
Certo. É verdade que muita gente paga muito imposto no Brasil, especialmente os assalariados (essa discussão merece ser feita, mas é outro debate). Mas fazer uma comparação usando apenas um único parâmetro, o de Carga Tributária Bruta (CTB) simplifica as coisas: dá a impressão de que Tributos = Dinheiro do Estado. Na realidade, as coisas não são bem assim. Um debate mal feito leva a políticas mal feitas. O “truque” está no uso disseminado e exclusivo do conceito de CTB, ou seja, total de impostos dividido pelo PIB.
Só que nem todo o dinheiro arrecadado pelo Estado fica com ele. Para fazer uma comparação justa dos países ricos com o Brasil (ou com qualquer país) é preciso ver efetivamente o quanto fica com o Estado.
Acontece que, do total “bruto” recolhido dos impostos pelo Estado, parte é redistribuída diretamente para o cidadão, na forma de transferências obrigatórias (aposentadorias, pensões, assistência e programas de renda mínima) e subsídios (financiamento habitacional, da produção industrial e agrícola, por exemplo), e não entra efetivamente na “caixa preta”.
Ao subtrair essas transferências e subsídios do total de tributos arrecadados pelo poder público temos a “carga tributária líquida” (CTL). O conceito é bastante útil para a análise. A CTL é a quantidade de recursos que efetivamente fica com União, estados e municípios para prover serviços públicos, investir em infraestrutura, defesa, manter a máquina, pagar juros etc.. Comparações com outros países usando esse conceito dão um ponto de partida melhor para debates sobre a eficiência do Estado.
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Quando se trabalha com o conceito de CTL, o quadro brasileiro parece bem menos assustador: a carga tributária líquida do Brasil em 2012 vai de 35,85% para 19,82%. Mais: em comparação com o ano passado, a carga tributária líquida na verdade caiu (-1,74%) em relação ao ano anterior. Entre 2002 e 2012, a carga tributária líquida ficou praticamente estável, variando entre 17,28%, em 2003, e 20,17%, em 2011. Na média do período, a CTL ficou em 19,96% ao ano.
Na comparação com outros países, o Brasil “cai pelas tabelas”. No levantamento feito em 2008 (referente a 2007) pelo IPEA, entre 18 países, o país tinha a 10ª maior carga tributária bruta da lista, mas a 13ª carga tributária líquida.
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Ainda assim, vendo o Brasil na 13ª posição não parece convincente (já que se esquece que é uma lista com 18 países). Mas quando outros países são incluídos na comparação, a carga tributária no Brasil já não parece ser tão alta. De acordo com dados de 2011 do Banco Mundial, ao se excluir da carga tributária transferências obrigatórias (como pensões e multas), o Brasil aparece na 59ª posição, entre 104 países, ficando muito próximo da média mundial e atrás de países como Chile, Uruguai e África do Sul, além, claro, de muitos países desenvolvidos (clique no gráfico abaixo para ampliar).
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Ao contrário de muitos países emergentes, o Brasil tem um sistema universal de aposentadoria, o que é sistematicamente ignorado nos noticiários sobre impostos e “carga tributária”. E mais: diferentemente de muitos desses países e até mesmo dos EUA, o Brasil também possui um sistema público universal e gratuito de saúde, o SUS (embora, claro, não tenha a qualidade do sistema de países europeus) e, diferentemente de países como o Chile, o país oferece educação pública e gratuita, embora a qualidade em geral seja muito ruim. Mas isso explica em grande parte por que a carga continua sendo mais elevada que outros países emergentes que não possuem tal sistema de serviços públicos.

quinta-feira, maio 22, 2014

TEXTO 2 - MITOS ECONÔMICOS BRASILEIROS #1: “O BRASIL TEM A MAIOR CARGA TRIBUTÁRIA DO MUNDO”

Mitos econômicos brasileiros #1: “O Brasil tem a maior carga tributária do mundo”

Fonte: http://novascartaspersas.wordpress.com/
Mitos são assim: alguém cria, outros repetem e os demais acreditam e passam adiante. E quanto mais a narrativa é ouvida sem reflexão, mais o mito se torna incontestável e se torna verdade. Também em economia os mitos existem. Mas raramente resistem à frieza dos fatos duros. Assim, o Novas Cartas Persas inaugura a seção “Mitos Econômicos Brasileiros”, que vai procurar justamente estimular a reflexão e o debate para desmistificar o senso comum construído e disseminado no noticiário.
Os primeiros três mitos da seção se referem à famigerada “carga tributária”, eternizada todo ano, em “recordes” registrados pelo diletante “impostômetro”, sempre uma boa pauta para os últimos meses do ano. Não raramente, as notícias do “impostômetro”, data de recolhimento de imposto de renda ou sobre carga tributária vêm também acompanhadas da opinião (sem fundamento) travestida de fato: “a carga tributária do Brasil, que é a mais alta do mundo…”; ou ainda “o brasileiro é quem mais paga imposto no mundo…”. E assim ficamos.
Não é beeeem assim. Estamos longe de ter a maior carga tributária do mundo. Vamos aos fatos. Quando comparamos com os países da OCDE, em geral capazes de prover serviços públicos de qualidade, constatamos que o Brasil não está nem no “top 10” da lista da OCDE:

Carga Tributária OCDE e Brasil
 Em comparação com os países ricos, não temos, nem de longe, a maior carga tributária do mundo: o país está no meio da tabela, é o 15º entre 35 países. Em listas com mais países, como o da Heritage Foundation, o Brasil cai para a 30ª posição.
O primeiro mito foi “desmistificado”.