quinta-feira, agosto 03, 2017

A Crise na Venezuela

A questão é clara sob diversos aspectos, seja geopolítico, econômico e político, mas o debate sobre o tema em Lages é um osso duro de roer, por conta da desinformação generalizada pela mídia.


Chaves foi presidente da OPEC (1), estatizou a empresa petrolífera e nesse pulo dobrou a renda do país. A partir daí um grupo liderado pelos EUA não parou de intervir no país para desestabilizar a política e afundar a economia, o que chegou ao cúmulo há 2 anos no embargo econômico (2).


Ocorre que o país depende do petróleo e não consegue sair do problema econômico conhecido como "doença holandesa", percebido pioneiramente em 1956 pelo economista brasileiro Celso Furtado (3).

A Venezuela é o 5° maior exportador mundial de petróleo, tem a 8ª maior reserva de gás do mundo e representa o 3° maior mercado consumidor da América do Sul. Se mantivéssemos a união estratégica de países da América do Sul, o Mercosul com a Venezuela reunia 76% do PIB sul-americano. Mas claro que o governos Macri e Temer (com José Serra como embaixador) acabaram com isto, em benefício norte americano, lindo de chorar.


E mídia diante disso? Dizer que qualquer presidente eleito que enfrente os EUA é um crápula.


"Muitos meios de comunicação preferem falar dos erros do presidente Nicolás Maduro. E estão em seu direito. Mas é inadmissível que ocultem ou justifiquem os atos terroristas que estão acontecendo quase diariamente.
Não há razão para assassinar, perseguir ou insultar quem pensa diferente. Mas isso é o que está ocorrendo na Venezuela por causa de um minúsculo grupo de oposição que, paradoxalmente, em nome da democracia e da liberdade, está instaurando um regime de pânico" (4). É que se vê na imprensa internacional (5).



Culpar o Chavismo pelas mazelas econômicas mostra um profundo desconhecimento e má fé.

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