domingo, julho 07, 2013

O JOAQUIM BARBOSA PÓÓÓÓÓÓÓDE... AFINAL ELE É UM HERÓI... E OS HEROÍS PODEM TUDO... NÃO É????

Protestos esbarram nos "privilégios" dos parlamentares do Brasil
Maria Carolina De Ré - 20:22 - 5/07/2013

Em junho os brasileiros organizaram protestos de rua que, entre outras coisas, questionavam os privilégios e a representatividade da classe política. Em resposta imediata ao clamor popular parlamentares vieram a público exaltar a necessidade de manter a "moralidade" nos gastos públicos, além de propor uma agenda positiva. Em poucos dias, senadores e deputados aprovaram projetos em linha com algumas reivindicações para a área da saúde, educação e transportes. A preocupação em ouvir as "vozes das ruas", porém, parece ter sido mais uma resposta imediatista, quase retórica, do que uma vontade real de levar adiante um processo de mudança.

Nesta semana a imprensa brasileira informou que apesar dos manifestos populares contra os privilégios dos políticos, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB) e o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, usaram aeronaves pagas com dinheiro público para fazer viagens particulares.

Vale lembrar que no Brasil é permitido aos membros do legislativo e executivo solicitar aeronaves oficiais quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente".

Alves utilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para levar sete pessoas de Natal (RN) até o Rio de Janeiro no dia 20 de junho. A "excursão" organizada pelo presidente da Câmara Federal teve como finalidade viabilizar que ele, sua família e convidados pudessem assistir à final da Copa das Confederações. Nesta semana o parlamentar disse que vai pagar R$ 9,7 mil pelo transporte. Cálculos feitos pela Folha de S.Paulo, porém, apontaram que o custo real do voo poderia chegar a R$ 158 mil.

O ministro Garibaldi Alves Filho e o governador Beto Richa também embarcaram em voos pagos pelo povo para torcer pelo Brasil. Garibaldi foi de Fortaleza até o Rio em um avião da FAB e ainda deu carona para um amigo de seu filho, o empresário Glauber Gentil. Na sexta-feira (05) ele disse que vai custear o voo, mas não detalhou o valor que pagará alegando que ainda precisa fazer os cálculos. Richa embarcou sozinho e justificou a viagem dizendo que compareceu ao Maracanã à convite da Fifa porque Curitiba, capital do Paraná, será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), usou um avião oficial partindo de Maceió até Porto Seguro no dia 15 de junho, para prestigiar o casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDB). Calheiros disse, em um primeiro momento, que não iria pagar a passagem porque solicitar um avião oficial era um direito adquirido de seu cargo, mas, na sexta-feira (05), voltou atrás informou que vai ressarcir R$ 32 mil aos cofres públicos.

Outro que andou colocando gastos com passagens aéreas na conta da população foi o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo teria ido de Brasília até o Rio de Janeiro assistir o amistoso do Brasil e Inglaterra, no dia 2 de junho, custeado por recursos da Corte. O STF divulgou uma nota negando o fato no final da tarde de sexta-feira (05). O órgão disse que Barbosa retornou para a sua residência no Rio de Janeiro, como faz regularmente há mais de 10 anos, desde que empossado no Supremo.

Os casos citados acima mostram que no Brasil o "passe livre aéreo" parece ter sido regulamentado extraoficialmente por alguns membros do governo, legislativo e judiciário, enquanto o clamor dos brasileiros pela moralidade nos gastos públicos ainda é um projeto em fase de apreciação nos três poderes.

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