quarta-feira, janeiro 23, 2013

SOU UM CIDADÃO UNIVERSAL.... VOU FALAR O QUE QUISER... E RESPONDER PELO QUE FALAR... AQUI OU EM QUALQUER PARTE DO MUNDO... NÃO ME CALARÃO....

Desde que iniciei minha participação voluntária e por isso gratuita... neste BLOG... e até os dias de hoje... depois de 1700 textos divulgados.. a maioria escritos por mim... venho descobrindo... e as vezes... ainda... me surpriendendo... com a capacidade que algumas pessoas tem de manifestar seus sentimentos negativos... seus ranços... seus preconceitos... suas visões miopes de mundo... seus " valores éticos" oportunistas e seletivos...

Recebo inúmeros "comentários" carregados de insultos.. ódio explicito... deboches vulgares... ameaças patéticas... de pessoas que se sentem incomodadas com a forma como escrevo meus artigos. Esses "críticos" formam o que chamo de "conjunto vazio" de pseudo intelectuais e/ou intelectualóides... falsos moralistas e reacionários... são arrogantes... apesar da extrema ignorância que revelam em suas... quase sempre... risíveis argumentações...

Agora... nos dias que antedecedem minha partida de Lages para o meu futuro lar em Caçador.. tenho conversado com inúmeras pessoas... recebido a gratidão e o reconhecimento de muitos que lamentam um provável vácuo que a ausencia dos meus artigos deixarão no contexto midiático de Lages amarrado e preso a uma estrutura de poder que desgraçadamente vem emprurrando Lages cada vez mais fundo no inaceitável abismo do atraso...

Para esses possíveis saudosos deixo a minha afirmação de que continuarei.. onde quer que esteja... a praticar meus atos de cidadania... seja através das palavras... ou das ações...

Para aqueles que tentaram e ainda tentam me calar, digo o seguinte:

Não me calarão

As tentativas de me calar pelo bolso, serão inúteis.

Serão tentativas inúteis de fechar um meio de expressão novo, revolucionário e independente.

Ainda mais num contexto onde uma minoria de privilegiados conseguem controlar os meios de comunicação...

Será apenas mais uma tentativa de amordaçar a internet do Brasil como se fosse a da China.

Será... só e apenas... a tentativa de manipular a Justiça para continuar a fazer negócios escusos, defender ideias nocivas e proteger homens públicos com privilégios...

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Abaixo um texto muito lúcido sobre a luta desigual que se trava no Brasil entre a mídia realmente independente.. e o latifundio da mídia nacional...
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Luta desigual
A mídia como exército regular; e nós, a guerrilha

publicada terça-feira, 22/01/2013 às 14:27 e atualizada terça-feira, 22/01/2013 às 15:28

Por João Brant, no Brasil de Fato

Quando se analisa a ligação entre comunicação e política, a tendência é olhar para a cobertura do período eleitoral ou para os escândalos políticos. São, de fato, dois bons termômetros. Mas entre uma eleição e um escândalo há o noticiário do dia a dia, aquele que fala dos fatos de hoje que serão esquecidos depois de amanhã, mas que ajudam a consolidar o entendimento de cada um sobre o mundo.

Não dá para falar de como os meios de comunicação contribuem para a disputa de hegemonia sem olhar para esse “varejo”. Quase todos os especialistas ouvidos pelos noticiários de televisão têm pensamento alinhado com o da emissora – em geral, liberal do ponto de vista econômico e conservador no campo político. Os mesmos nomes se repetem em várias emissoras, muitas vezes sem especialidade alguma sobre o assunto.

Pois bem, escrevo esse texto no dia em que assisti a um programa de debates da Globo News sobre a situação política da Venezuela. Os três convidados tinham abordagens diferentes, mas todos em torno de um certo ponto de partida comum, que enxerga Chávez como um ditador e o chavismo como um fenômeno a ser derrotado. Nenhum deles ousou ao menos se perguntar por que será que o povo apoia Chávez e suas políticas.

Já há mais de 15 anos que estudo os meios de comunicação e é evidente que essas coisas não me surpreendem mais, como não devem surpreender a nenhum leitor deste Brasil de Fato. Mas o problema está justamente aí. A exclusão de determinadas vozes do noticiário e dos raros programas de debate é tão comum que nós já naturalizamos este fato. Buscar a presença de diversidade e pluralismo nos meios de comunicação significa se irritar todos os dias com a ausência deles. Nestes casos, não é raro a resignação se tornar uma autodefesa.

É claro que a experiência pessoal de cada um e os espaços alternativos de informação, em especial na internet, ajudam a contrabalançar este quadro. Mas o cenário ainda é muito desigual. Como avaliou outro dia o sociólogo Emir Sader, “eles têm o exército regular, nós só contamos com a guerrilha”.

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