sexta-feira, outubro 26, 2012

MANIFESTO DE INTELECTUAIS E ARTISTAS... A FAVOR DE SÃO PAULO...

Manifesto de intelectuais e artistas: “Queremos uma São Paulo mais acolhedora e generosa”

publicado em 26 de outubro de 2012 às 9:30

Manifesto de intelectuais e artistas em apoio a Fernando Haddad

Depois de oito anos intermináveis, a cidade de São Paulo está irrespirável. Seu espaço urbano, cada dia mais desumano, aproxima-se de uma situação de calamidade: o caos no trânsito, a crescente escalada da violência, o descaso com a iluminação pública, a degradação e o sucateamento dos serviços públicos de saúde, educação e assistência social.

Numa política de arrasa-quarteirão, bairros inteiros estão mudando, para pior, sua configuração social e urbanística. Torres, torres e torres erguem-se em ruas desprovidas de capacidade para receber mais automóveis. Enquanto isso, ocorrem recorrentes incêndios em favelas, e seus moradores são jogados na rua.

A atual gestão atingiu uma rejeição histórica. As reivindicações dos moradores da periferia, dos movimentos sociais e dos cidadãos em geral tornaram-se alvo de uma política autoritária e segregacionista. São escassas as políticas públicas voltadas para os que mais precisam delas. Comandada por administradores tecnocráticos e provincianos, a cidade, militarizada, adquiriu contornos de um campo de depressão individual e coletiva.

Antes referência internacional, São Paulo deixou de ser um espaço de inovação e criatividade. No período da gestão Serra/Kassab, enquanto o Brasil brilhou, a cidade se apagou.

Nesta eleição, os moradores de São Paulo decidirão entre duas formas diferentes de administrar a Prefeitura, mas, sobretudo, sobre o modelo de cidade que queremos construir.

Fernando Haddad apresentou um programa de mudanças apoiado em ideias e projetos inovadores. Suas soluções não podem ser postergadas ou ignoradas.

Seu programa demonstra vasto conhecimento dos principais problemas da cidade, pensando suas múltiplas dimensões de modo amplo e estratégico. Orientado por novas diretrizes, enfatiza a descentralização e formas democráticas de gestão, direcionadas para a redução das desigualdades sociais. Não foge ao desafio de conceber políticas sociais, econômicas e culturais dinâmicas e ousadas.

Ressalte-se também que esse programa foi articulado em discussões públicas, por centenas de ativistas sociais, gestores experientes e representantes das diversas esferas da sociedade.

Trata-se ainda de um programa com pé no chão. Os custos de todas as propostas foram avaliados, e a fonte dos recursos especificada, evitando o aumento de impostos e procurando eliminar tarifas desnecessárias.

Pautado pelas ideias de liberdade, transparência, utilização crítica das tecnologias, fomento à inovação, o plano de governo de Fernando Haddad busca o fortalecimento das instituições públicas, o aprimoramento do convívio social, a ampliação de direitos e a garantia de seu exercício como um bem disponível e partilhável por todos.

Fernando Haddad possui todas as credenciais para executar este programa. Demonstrou isso ao longo de sua trajetória intelectual, profissional e política. Soube aliar motivação e planejamento, consistência e integridade exemplar, empreendedorismo e engajamento no combate à desigualdade social.

Político que sabe ouvir a voz dos sem voz, possui mãos limpas e vocação de educador e de homem público. Trata-se de uma nova liderança, dotada de capacidade, inteligência e sensibilidade necessárias à realização das mudanças que a cidade tanto clama.

No comando do Ministério da Educação fortaleceu, como nunca antes, o ensino no Brasil. Suas habilidades como administrador público granjearam-lhe o apoio da maioria dos educadores. Gerindo com competência e honradez um orçamento anual de mais de 60 bilhões de reais, valorizou e expandiu o ensino público, ampliou a rede de escolas técnicas, interiorizou Universidades e desmantelou a indústria do vestibular. Acima de tudo, abriu novas perspectivas de inclusão educacional, reduzindo a desigualdade de oportunidades historicamente vivenciada pelos afrodescendentes e pela parcela mais pobre da população.

Haddad é o melhor candidato a prefeito que essa cidade pode desejar no momento em que ela mais precisa.

Queremos uma cidade mais acolhedora e generosa, devolvendo São Paulo a todos que nela vivem e desejam vivê-la. Urge reverter a degradação progressiva do espaço e sociabilidade pública, construindo ações concretas que permitam ao cidadão e ao indivíduo que somos desenvolvermos livremente nossas potencialidades.

O poder público em São Paulo, nos últimos anos, realizou muito menos do que poderia. Esta eleição pode mobilizar seus habitantes e suas capacidades para transformar a cidade, privilegiando a justiça social, a democracia, o desenvolvimento e o respeito à natureza. Constitui uma oportunidade única para São Paulo virar a página e respirar o vento do futuro.

Com entusiasmo e convicção, convidamos todos à reflexão e conclamamos o voto em Fernando Haddad.

Assinam:

1. Antonio Candido, crítico literário

2. Alceu Valença, músico

3. Alfredo Bosi, crítico literário

4. Amélia Cohn, socióloga

5. Ana Bock, psicanalista

6. Ana Maria Nita Freire, educadora

7. Ana Petta, atriz

8. André Klotzel, cineasta

9. André Singer, cientista político

10. Benjamin Abdalla Jr., crítico literário

11. Celso Antonio Bandeira de Mello, jurista

12. Celso Frederico, professor de comunicação

13. Chico César, músico

14. Christian Dunker, psicólogo

15. Cibele Forjaz, diretora de teatro

16. Cilaine Alves Cunha, crítica literária

17. Claudio Gonçalves Couto, cientista político

18. Débora Duboc, atriz

19. Dermeval Saviani, educador

20. Ecléia Bosi, psicóloga

21. Eliane Caffé, cineasta

22. Emília Viotti da Costa, historiadora

23. Emir Sader, sociólogo

24. Enid Frederico, crítica literária

25. Ermínia Maricato, arquiteta

26. Fernando Moraes, jornalista e escritor

27. Gabriel Cohn, sociólogo

28. Gilberto Bercovici, jurista

29. Gilberto Gil, músico

30. Heloisa Fernandes, socióloga

31. Isa Grinspun, cineasta

32. Isaura Botelho, produtora cultural

33. Ismail Xavier, crítico de cinema

34. Jean-Claude Bernardet, crítico de cinema

35. João Adolfo Hansen, crítico literário

36. João Quartim de Moraes, professor de filosofia

37. João Sette Whitaker Ferreira, arquiteto

38. Jorge Wilhelm, arquiteto

39. José Castilho, professor de filosofia

40. José Celso Martinez Corrêa, diretor de teatro

41. José Miguel Wisnick, músico

42. José Sérgio F. de Carvalho, educador

43. Lais Bodansky, cineasta

44. Laura de Mello e Souza, historiadora

45. Laurindo Lalo Leal Filho, jornalista

46. Laymert Garcia dos Santos, sociólogo

47. Leda Paulani, economista

48. Lígia Cortez, atriz

49. Luiz Bagolin, crítico de arte

50. Luiz Carlos Bresser Pereira, economista

51. Luiz Felipe de Alencastro, historiador

52. Luiz Recáman, arquiteto

53. Mamede Mustafa Jarouche, tradutor

54. Marcelo Ferraz, arquiteto

55. Márcia Denser, escritora

56. Márcio Thomas Bastos, advogado

57. Marco Antonio Marques da Silva, jurista

58. Marcus Orione, jurista

59. Margarida Genevois, ativista dos direitos humanos

60. Maria Alice Setúbal, educadora

61. Maria Auxiliadora Dodora Arantes, psicanalista

62. Maria da Conceição Tavares, economista

63. Maria Hermínia Tavares de Almeida, cientista política

64. Maria Isabel Noronha, professora

65. Maria Rita Kehl, psicanalista

66. Maria Victoria Benevides, cientista política

67. Marilena Chaui, filósofa

68. Mario Salerno, engenheiro

69. Mario Sergio Cortella, educador

70. Mauro Zilbovicius, engenheiro

71. Miguel Nicolelis, neurocientista

72. Milton Hatoum, escritor

73. Moacir Gadotti, educador

74. Nabil Bonduki, arquiteto

75. Olgaria Matos, professora de filosofia

76. Otaviano Helene, físico

77. Pablo Capilé, ativista cultural

78. Paulo Silveira, psicanalista

79. Pedro Paulo Martoni Branco, sociólogo

80. Renato Ortiz, sociólogo

81. Renato Rovai, jornalista

82. Ricardo Abramovay, economista

83. Ricardo Carneiro, economista

84. Roberto Gervitz, cineasta

85. Ronaldo Bressane, escritor

86. Rubens Rewald, cineasta

87. Sergio Amadeu, ativista cultural

88. Sergio de Carvalho, diretor de teatro

89. Sergio Miceli, sociólogo

90. Sergio Muniz, cineasta

91. Stella Senra, professora de comunicação

92. Suely Rolnik, crítica cultural

93. Suzana Amaral, cineasta

94. Tata Amaral, cineasta

95. Toni Venturi, cineasta

96. Tullo Vigevani, cientista político

97. Vladimir Safatle, professor de filosofia

98. Walnice Nogueira Galvão, crítica literária

99. Wolfgang Leo Maar, professor de filosofia

100. Zé de Abreu, ator

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