quinta-feira, maio 14, 2009

SE VALEMOS QUANTO PESAMOS, SEJAMOS OURO



Há 600 dias as obras do Aeroporto regional de Correia Pinto padecem sob o desprezo e o abandono do Governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Ele que em uma das suas centenas de vindas até nossa cidade (para filar jantares, almoços e cafezinhos a troca de promessas vazias), em janeiro desse ano prometeu aos altos brados e em discurso veemente que as obras do Aeroporto seriam concluídas até o final desse ano.

Nesse domingo, sem cumprir com a sua vã e demagógica promessa, inaugurou o Aeroporto de Curitibanos, e sequer lembrou do que prometeu para nós lageanos.

Esse deboche do Governador a nossa dignidade e a nossa auto-estima merecem algumas duras e profundas reflexões. Afinal qual é o nosso peso e qual é o nosso valor na visão e no pensamento do Sr. Luiz Henrique?

Uma análise puramente matemática mostra que para o Sr. Governador, cada um dos lageanos pesa e vale cinco vezes menos que um cidadão curitibanense (se considerado o PIB), e 4 vezes menos (se considerados os números de eleitores e população).

Mas se olharmos por um outro angulo podemos deduzir também, que cada político curitibanense vale (ou trabalha, ou produz) por seis ou mais políticos serranos. Curitibanos têm um único deputado Estadual eleito. Lages tem um senador, um deputado federal, um deputado estadual, e três secretários estaduais. E todas essas falsas forças políticas não tiveram capacidade ou vontade para cobrar do Governador respeito ao nosso povo.

Economicamente e geograficamente temos o peso de chumbo, se comparados aos curitibanenses, mas valemos como alumínio, na opinião do Sr. Luiz Henrique, Será esse um valor justo? E porque somos avaliados de forma tão barata?

Reflete esse valor a nossa conduta como eleitores? A nossa capacidade de organização, de mobilização e de participação nas decisões políticas e administrativas? A nossa cidadania? O nível de politização de nosso povo? Os valores de nossa sociedade? A importância de nossa história no contexto nacional?

Talvez sim. Mas quero acreditar que não. Preciso ter esperanças de que valeremos ouro e seremos medidos e pesados como tal. Já, imediatamente. Tudo o que precisamos é deixar fluir a voz da nossa indignação.


Rui Alvacir Netto

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