terça-feira, março 25, 2014

NA CHINA A MÍDIA É PROIBIDA DE FALAR MAL DO GOVERNO... NO BRASIL ELA É PROIBIDA DE FALAR BEM...

CHINA TEM MAIS LIBERDADE DE EXPRESSÃO - Imprensa “comunista” é a daqui, que não deixa passar nada “a favor”.

Paulo Henrique Amorim

O ansioso blogueiro acaba de voltar de uma viagem à China.

Desde domingo debruça-se sobre o PiG (*) impresso e suas manifestações na Globo Overseas.

E concluiu que na imprensa da China há mais liberdade de expressão, mais “contraditório”.

Nos jornais chineses em inglês e nos diversos canais em inglês da tevê estatal CCTV – de excelente qualidade, aliás – é possível encontrar notícias “do contra”.

Sobre a crescente desigualdade de renda entre o campo e a cidade.

Sobre a devastadora poluição, especialmente em Beijing, e perto das siderúrgicas, das cimenteiras e das fábricas de papel.

Sobre o infernal engarrafamento de trânsito em Beijing e Shangai.

Sobre os impasses criados com fim da política do filho único – as empresas começam a não contratar mulheres entre 20 e 40 anos.

O aumento do custo de vida em Shangai – o maior do mundo, segundo a Economist.

A feroz campanha anti-tababagista.

A burocracia que trava os negócios e o Governo.

Trata-se, como se sabe, de um regime comunista.

Para um cidadão receber em casa, no cabo ou por satélite, a BBC ou a CNN tem que ter autorização do Governo.

O ansioso blogueiro assistia à BBC.

(Um dos melhores momentos de uma viagem ao exterior é acompanhar os acontecimentos do mundo, no caso, na BBC Ásia, longe da mediocridade colorida dos correspondentes da Globo, que falam, de Londres, sobre a Malásia ou a Crimeia…)

Quando entrou no ar matéria sobre uma manifestação contra o Governo, na Praça da Paz Celestial, em plena luz do dia, a tela transformou-se numa placa preta, sem som e, minutos depois, voltou a BBC ao ar, normalmente, como se nada tivesse acontecido.

As autoridade chinesas atribuem recentes atentados e manifestações em Beijing a grupos islâmicos de origem mongólica.

Outras experiências interessantes: o acesso ao Google e ao New York Times se faz na velocidade das teles brasileiras …

Na mídia nativa, como diz o Mino, há um regime “comunista” mais impermeável e sólido.

De tipo Coreia do Norte, presume-se.

Porque, aqui, não tem perdão.

É tudo contra !

Quando deixou o Brasil, a Urubóloga anunciava o apagão.

Agora, a inflação desembestada.

Amanha será …

Qualquer coisa !

(Sobre o apagão de água dos tucanos de São Paulo, nada … Tem que esperar o Bessinha se manifestar.)

No Globo, no Estadão, na Folha (**), no Mau Dia Brasil – o regime “comunista”, centralizado, universal, exerce seu poder de forma implacável, estaliniana.

Não passa nada a favor.

Por isso, a “política” partidária no Brasil é esse minueto artificial.

Tudo se resume a conseguir “tempo de tevê”.

O PMDB – leia-se FHC – não presta pra nada: vale o tempo de tevê que tem.

E só.

A política brasileira gira, gira, e roda em torno do horário eleitoral gratuito.

Quando, enfim, os governos trabalhistas conseguem abrir a boca.

Ainda na China, o ansioso blogueiro assistiu a interessante entrevista do novo Primeiro-Ministro da Itália, Matteo Renzi, ao importante programa “Porta a Porta”.

Sobre a RAI, a tevê estatal, ele disse que tanto como “informar” o papel da RAI é “formar”.

Quando a RAI exibe a “Tosca” ou o “Nabucco”, ela diz ao jovem italiano: você faz parte de uma tradição cultural que é preciso preservar.

Renzi morreria de espanto no Brasil.

Aqui, quem “forma” são o Faustão e o Pedro Bial …

O Berlusconi tentou partidarizar e privatizar a RAI e não conseguiu.

A imprensa chinesa não será privatizada.

E sempre será do Partido.

Mas, o chinês se informa melhor que o brasileiro.

E o venezuelano também, como, aliás, o Rodrigo Vianna se cansou de demonstrar.

Sobre essas considerações inúteis, não perca o excelente – como de hábito – artigo do professor Venício Lima.

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