quinta-feira, janeiro 10, 2013

TUDO NA VIDA TEM PREÇO... UM EXEMPLO? PEDIR DESCULPAS POR NÃO SER DADO AO COSTUME DE PEDIR LICENÇA...


Do início das atividades deste BLOG em 2009 até esta data, foram publicados 1649 artigos e, pela primeira vez no dia 21/12/2012 fui intimado a responder uma ação judicial por danos morais a alguém que se sente ofendido.

Uma excelente oportunidade para que profissionalmente eu faça uma análise crítica da minha conduta, minha postura e meu jeito (considerado polêmico por alguns) de expressar sentimentos em momentos de grande tensão, frustração e ou de incontrolável ira, despertada em razão de ofensas e aviltamentos permanente e agressivamente recebidos por mim e pela sociedade que coabito.

Quando um bom profissional ou a organização que representa cometem um deslize, é preciso tomar a dura decisão de vir ou não ao público com um pedido de desculpas...

Pessoalmente, costumo dizer aos meus amigos, que o mundo da militância, tal qual o mundo corporativo, precisa de mais pessoas que estejam dispostas a pedir "desculpas" do que as que pedem "licença" o tempo todo!

É óbvio que o ideal mesmo é que as pessoas não tivessem que pedir desculpas, nem tampouco licença para nada. Eu prefiro o erro de uma pessoa que pediu desculpas, à falha de alguém que pede licença...

Aqueles que admitem pedir desculpas, sem culpa e sem autopiedade, permitem errar, mas também reconhecem que cada erro é uma oportunidade de aprendizado, fazendo com que a falha reincidente seja muito pouco provável.

Já aqueles costumados a pedir licença para tudo dependem de alguém para existir, precisa da ordem para dar o próximo passo e raramente se antecipam aos fatos ou pesquisam soluções de forma proativa.

Não sou adepto da frase de que "errar é humano", muito pelo contrário. Tenho convicção de que "acertar é muito mais humano do que errar" e de que os eventuais erros que cometemos ao longo da vida nos ensinaram muito mais do que muitos acertos, mas foram uma minoria.

Como conviver com os erros parece ser inevitável, não com os mesmos erros o tempo todo, mas com erros diferentes a cada circunstância (o que realmente nos ensinará), tenho a impressão de que algo precisaria ser feito para motivar as pessoas a pedir mais desculpas do que licença...

O mundo, as organizações, os governos, precisam de gente disposta a lamentar de algo que fez e não de gente que não admite pagar o mico de errar. Existe uma quantidade relevante de seres humanos que pelo medo de errar, sequer se desafia a fazer sua história melhor. O que não é o meu caso evidentemente!

A retratação pública é uma tacada arriscada, altamente política. Nela, toda palavra pesa. Não se desculpar pode ser uma saída inteligente, ou suicida. A pronta retratação pode ser vista como sinal de caráter, ou de fraqueza.

Nada disso me incomoda. Não sou político. Sou cidadão compromissado com a verdade, e dotado de posições ideológicas e políticas. Participativo, e por isso sujeito a cometer falhas.

E, se há algo que não me perturba é assumir minhas falhas, com tranquilidade, num contexto estrutural contaminado pela hipocrisia social, pelo falso moralismo, pela ética do oportunismo, e por interesses obscuros e mesquinhos. A história nos mostra ao longo dos séculos que não há inocentes. Tampouco quem poderá atirar a primeira pedra...

O que me incomoda é a dúvida de ter ou não praticado uma injustiça. Isso sim tem importância para mim.

Ser duro no embate, principalmente quando estamos em situação de extrema vulnerabilidade e quase solitários, agredidos sistematicamente... é uma situação. Já, cometer injustiças por qualquer motivo ou razão vai contra meus valores e princípios, contra os meus conceitos de honra e de liberdade. E de lutar a boa luta.

Ser injusto ou cometer injustiças contra quem quer que seja, mesmo sob o ardor e o calor dos embates políticos, mesmo sob o doloroso peso da frustração, mesmo sob a humilhação que constantemente os arrogantes tentam nos impor... me diminui... e me derrota... E eu não nasci para ser um derrotado, um perdedor. Alguém limitado pelo medo ou pelas culpas. Nasci para ser um cidadão livre para abrir caminhos enquanto se caminha. E para ser melhor e mais forte e mais sábio, a cada dia.

Assim, diante desta dúvida, retirei do BLOG o artigo que tinha escrito.

Assim, diante desta possibilidade de estar cometendo uma injustiça - o que será decidida em Juízo -, por uma questão de princípios e de caráter, pedirei em artigo a parte, e sem qualquer constrangimento ou vergonha, DESCULPAS ao provável injustiçado, sua família e aos seus amigos.

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